quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O primeiro e-mail foi enviado há 45 anos



Faz hoje 45 anos que foi enviado o primeiro e-mail de que há registo na história.

Foi a 29 de outubro de 1969, quase dois meses depois de ter sido criada a primeira ligação que deu origem à Internet (a 2 de setembro), que foi trocada a primeira mensagem de correio eletrónico entre dois computadores. O feito teve origem no computador do laboratório de Kleinrock, na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e o destinatário era o computador de Douglas Engelbart, no Stanford Research Institute, sendo que a ligação era assegurada pela recém-criada rede da ARPA (Advanced Research Projects Agency), agência financiada pelo governo norte-americano.

Também não deixa de ser divertido lembrar que o texto dessa primeira mensagem se compunha apenas de duas letras e um ponto, "LO.", sendo que Kleinrock queria escrever a palavra "LOGIN", mas o sistema foi abaixo a meio da transmissão.

Em Portugal, foi o departamento de informática da Universidade do Minho que enviou um e-mail, pela primeira vez na história, a 15 de Agosto de 1986. O conteúdo do e-mail eram «pormenores técnicos sobre uma tecnologia que estava a dar os primeiros passos - a Internet». O recetor da mensagem foi a Universidade de Manchester, no Reino Unido.

No início da década de 60 já tinham surgido alguns sistemas de troca de mensagens entre terminais de um mesmo computador, em tempo diferido, em 1961, e em tempo real, em 1965, mas o primeiro e-mail em rede foi transmitido apenas em 1969. Em 1971, Ray Tomlinson inventou os primeiros programas para envio de e-mails em rede através da Arpanet e determinou que a arroba, "@", serviria para separar o login do utilizador do domínio do servidor.

Em 1992, o cientista Tim Berners-Lee, da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, criou a World Wide Web. A empresa norte-americana Netscape criou, em seguida, o protocolo HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure), possibilitando o envio de dados criptografados para transações comercias pela internet.

No mesmo ano, o então senador americano Al Gore já falava na Superhighway of Information que antecipava como a unidade básica de funcionamento para troca e partilha de um fluxo contínuo de informações espalhadas por todo o mundo. Com o interesse mundial aliado ao interesse comercial observou-se um crescimento espantoso da Internet de tal forma que actualmente 40% da população mundial tem acesso à rede. Do outro lado da balança estão os mais de quatro biliões de Seres Humanos que ainda não podem beneficiar com a utilização das TICs em quaisquer áreas das suas vidas.

De recordar que a 24 de outubro se assinalou o Dia das Compras na Internet. A utilização dos canais digitais para fins comerciais também mereceu a atenção da APDSI, a 29 de setembro, na conferência: Internet, Negócio e Redes Sociais - "Confiança e Compromisso nos Canais Digitais".

*Fontes: Wikipedia e BBC

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Nova lei do cadastro «vem da necessidade de alterar a situação actual»



Os PDMs vão passar a ser o único instrumento de gestão territorial que vincula os particulares ao concentrar tudo o que devem saber ou e cumprir para o desenvolvimento de um projeto urbanístico. O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, durante a conferência da APDSI intitulada “Sistemas de Informação Geográfica - Que políticas afinal?”. «O governo está a trabalhar e tem resultados. Vamos passar a ter solo urbano e solo rústico e só se se justificar é que haverá reclassificação do solo rústico em urbano », começou por dizer o Secretário de Estado.

Atualmente cada cidadão tem que conhecer e respeitar o PDM - Plano Diretor Municipal, o que não implica que cumpra todos os instrumentos de gestão territorial mas, segundo o representante do Governo, «esta alteração tem três anos para se concretizar», embora para que tal seja possível seja necessário haver uma maior articulação do trabalho com as Câmaras Municipais que possuem os instrumentos para dar esse passo. «Acreditamos que no futuro as Câmaras Municipais vão usar os PDMs como instrumento dinâmico e contínuo, gerido pelos seus técnicos deixando, de ser algo feito em outsourcing», antecipa o Secretário de Estado.

Miguel de Castro Neto falou ainda na nova lei do cadastro que «vem na sequência da necessidade de alterar a situação atual e o paradigma do que era a produção de cadastro em Portugal». A nova lei, que aguarda aprovação na Assembleia da República, parte de uma abordagem distinta e foi preparada em articulação com os três ministérios envolvidos na construção de um «cadastro efetivo»: o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, o Ministério das Finanças e o Ministério da Justiça. Também aguarda aprovação a criação da profissão de Técnico do Cadastro Predial que será o profissional encarregue do tratamento da documentação que cruze estas três realidades.

Hoje em dia o IGeo - Informação Geográfica promove a «criação de valor acrescentado» através de modelos de conhecimento intensivo, alicerçados em dados de referência da Administração Pública. Os dados a disponibilizar, no âmbito desta iniciativa, destinam-se a alguns serviços da Administração Pública, às instituições de ensino e de investigação, às Organizações Não Governamentais e também às empresas privadas, embora, neste caso, sejam pagos, esclarece o Secretário de Estado, que aponta o caminho futuro: «Agora estamos a trabalhar para 2020. Queremos alargar o IGeo a toda a Administração Pública e articulá-lo com o SIG - Sistema de Informação Geográfica».

Miguel de Castro Neto ressalvou, ainda, o papel da APDSI que «é importantíssimo; é o futuro do que pode existir em Portugal com uma participação mais ativa e estreita entre todo os colaboradores da Sociedade da Informação que ajudem a superar a necessidade de estarmos sempre a replicar investimentos em organismos distintos apenas porque não há transparência. Temos que conhecer o nosso território», concluiu o representante do Governo.

Teresa Batista, da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, respondeu às intenções manifestadas pelo Secretário de Estado ao fazer referência às limitações que existem à utilização da informação cartográfica que é partilhada pelo governo. «Terão os municípios meios financeiros para terem acesso à nova informação? Os municípios necessitam que os formatos de disponibilização sejam vectoriais, ou seja, o que o IGeo disponibiliza neste momento não é suficiente», ressalva a responsável, apesar de lembrar que o «princípio do que nos fala é fantástico».

Graciosa Delgado, da Autoridade Tributária e Aduaneira, mostrou como a AT tem aplicado os sistemas de informação para a cobrança de impostos na área do cadastro predial. Na origem da, agora, total informatização do cadastro predial, está a reforma do sistema de tributação de património ocorrida em 2003 e que introduziu, como principal novidade, a fórmula matemática para avaliação de imóveis. De recordar que foi também nessa altura que a contribuição autárquica passou a chamar-se IMI e a SISA passou a ser o IMT. «O cadastro é a base de muitas das liquidações de impostos que fazemos no âmbito da fiscalidade», informa a engenheira.

O quoeficiente de localização é um dos mais importantes parâmetros de avaliação de habitações, serviços ou terrenos. O zonamento obtém-se fazendo a divisão do mapa em parcelas e atribuir-lhes um valor. Portal geográfico de edição do zonamento foi apresentado aos membros da Troika quando estiveram em Portugal, tendo sido considerado na altura uma «boa ferramenta de análise».

A importância da criação do cadastro predial foi também destacada por António Figueiredo, presidente do Instituto dos Registos e Notariado. Com benefícios elencados desde o ordenamento à gestão do território, António Figueiredo sublinha que esta «é uma daquelas causas que são fundamentais, estruturantes na vida, na sociedade e no crescimento económico de qualquer país. O aumento da eficiência associada à implementação do cadastro é deveras importante. É fundamental que haja uma rigorosa informação sobre os direitos de propriedade de identificação do prédio», considerou o presidente do IRN.

Confrontar os dados que estão registados com a realidade do prédio pode, também, ser uma situação onde facilmente se descobrem erros “graves”: «Normalmente não há coincidência entre a realidade e o registo o que mostra a fragilidade do sistema. Há descrições de prédios em duplicado, da mesma maneira que pode acontecer haver a descrição de um prédio que nunca existiu. É o que resulta de não termos um cadastro predial», nota António Figueiredo que descreve este recurso como “precioso” para a segurança jurídica e «redução da conflitualidade entre proprietários».

O presidente do Instituto dos Registos e Notariado conclui, nesta linha, que devia existir uma harmonia entre finanças, registos e cadastro que «deviam unir esforços para estarem de acordo com a realidade material. Queremos um cadastro multifuncional».

Rui Amaro Alves, da Direção-Geral do Território, mostrou que a DGT já está a fazer o cadastro predial, a título experimental, em sete municípios e «é a partir deste projeto piloto que vamos ver muitos dos erros que cometemos e procurar conduzi-los para alterações legislativas no quadro do ordenamento do território. Os setores e interdependências são enormes, por isso o processo legislativo leva mais tempo». Rui Amaro Alves também é da opinião que tem de haver uma relação de maior proximidade e colaboração entre os Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, o Ministério das Finanças e o Ministério da Justiça: «Precisamos de sistemas colaborativos e simpáticos que passam por estabelecer relações entre as três entidades».

Rui Pedro Julião, do Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que moderou a mesa-redonda “Um Portugal para Todos” desafiou a mesa a pronunciar-se sobre como pode haver uma maior participação dos cidadãos individuais e através das associações que os representam.

Jorge Seiça, da EDP - Energias de Portugal, José Pedro Rufino, dos CTT - Correios de Portugal e Luís Alexandre Correia, da EP - Estradas de Portugal são igualmente favoráveis à centralização dos registos geográficos.

A conferência “Sistemas de Informação Geográfica - Que políticas afinal?”, coordenada por Mário Rui Gomes e Luís Vidigal, decorreu a 24 de outubro de 2014 no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

APDSI no ICEGOV 2014 sobre Governo Eletrónico



Luís Vidigal, da Direção da APDSI, vai participar, na manhã desta terça-feira, 28 de outubro, num dos painéis da 8ª Conferência Internacional sobre Teoria e Prática de Governação Eletrónica (ICEGOV) que decorre até quinta-feira, 30 de outubro, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, sob o tema “Ascensão de dados pós-2015 - Empoderamento dos Cidadãos e Instituições Responsáveis”.

Intitulada “Role of Government in Technology-enabled Public Engagement: Driving or Facilitating?” a discussão plenária conta também com os seguintes oradores convidados: Marijn Janssen, professor de ICT and Governance, Edwin Lau (moderador), Jacob Rendtorff, cientista e professor da Roskilde University, e Mauro Xavier, da Microsoft Portugal.

Luís Vidigal, que também coordena o GR@P - Grupo de Reflexão sobre Administração Pública, tem sido uma das vozes mais ativas no combate à burocracia na Administração Pública e no facilitar de processos de vida de todos os cidadãos.
De recordar que na conferência "Administração Pública Eletrónica 2014 - O que falta fazer?", que a APDSI organizou em junho deste ano, em Lisboa, Luís Vidigal identificava como bloqueios a uma Administração Pública mais moderna, precisamente a falta de orientação ao cidadão e a falta de arquitetura dos sistemas de informação.
O programa dos quatro dias da conferência inclui mais de uma centena de oradores e alguns dos principais especialistas internacionais na área, garantindo um debate ao mais alto nível.

domingo, 26 de outubro de 2014

«Já ninguém conversa - todos teclam, scrollam, googlam, emailam, facebookam»

 
 

«Babycakes Romero gosta de andar pelas ruas de Londres, a fotografar o caos da sua cidade – um caos que adora. Nunca encena as suas fotografias, antes surpreende e fixa instantes da vida pública dos londrinos. Assim chegou a “The Death Of Conversation”, onde captura a forma como os telemóveis, em especial os smartphones, se tornaram o centro das nossas vidas. Tanto que muitos parecem apenas viver para eles, não para aqueles e com aqueles que os rodeia. (...)». Continue a ler no Observdor.

 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Knowman dá provas na área da cidadania 2.0



O booklet que acompanhou a edição deste ano do "Cidadania 2.0" está disponível online para consulta.

A publicação, de 32 páginas, inclui uma síntese de cada um dos 23 projetos apresentados, quer no primeiro quer no segundo dia do evento, bem como os contatos dos seus autores e o respetivo web site onde pode ficar a conhecer em mais detalhe os projetos de cidadania digital apresentados publicamente no Teatro Rivoli, no Porto, a 26 e 27 de setembro.

Cada projeto é acompanhado dos items "e se..." e "projetos relacionados" que procuram, respetivamente, sugerir variantes ou ideias complementares às apresentadas, além de mostrarem outras iniciativas do mesmo âmbito provenientes de variadas partes do globo. Estas ideias e ligações foram da responsabilidade da Knowman que assim dá provas adicionais do seu vasto conhecimento e se posiciona como um empresa capaz de idealizar, orientar e gerir projetos de cidadania 2.0.

Os próprios conceito e formato do booklet foram definidos pela Knowman que usa a sua experiência em gestão de conhecimento para desenhar um instrumento de partilha de informação, onde a procura de dados específicos se alia ao encontro casual de pontes para novas ideias e fontes de novo conhecimento.

De recordar que o "Cidadania 2.0", que já se realiza há quatro anos, funciona como uma montra de projetos, nacionais e estrangeiros, que recorrem às redes e ferramentas sociais para estimularem o diálogo em sociedade e aumentarem a participação ativa dos cidadãos. A 4ª edição contou com mais de 80 participantes vindos de todo país, sendo que a maioria classificou como "muito positiva”"a sua experiência no "Cidadania 2.0" 2014 (segundo dados recolhidos nos inquéritos sobre o encontro).

A versão digital do booklet está disponível aqui.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Conferência “Gestão Documental e Governança da Informação - o debate necessário”



A APDSI está preocupada com a qualidade dos sistemas de gestão documental na Administração Pública, uma área que se tem revelado de grande interesse na indústria TIC, com um crescimento anual sempre na ordem dos dois dígitos. Os sistemas de gestão documental são a questão central quando se fala de desmaterialização de processos em todas as organizações mas principalmente na administração pública enquanto sector capaz de gerar aplicações práticas de grande escala.

A memória das organizações, espelhada nos documentos de arquivo, é pois um valor essencial que nos permite compreender os fatos do passado que sustentam as melhores decisões no futuro.

Transparência da informação e questões como a interoperabilidade e a desmaterialização são os pontos-chave do estudo que a APDSI vai apresentar no próximo dia 11 de novembro, entre as 09h00 e as 17h30, no Auditório da Torre do Tombo, em Lisboa.

A conferência, organizada pelo Eng.º Rafael António e Dr.ª Luísa Proença, Coordenadores do Grupo de Trabalho de Informação Documental (GID) da APDSI, vai focar-se na apresentação do estudo "Gestão Documental", no relatório sobre o Quadrante Mágico do Enterprise Content Management (ECM) - atualizado anualmente pela Gartner, na apresentação por parte de empresas de referência de produtos e serviços existentes em Portugal nesta área, bem como num debate final sobre tendências e desafios futuros.

A necessidade de criação de uma cultura e de uma prática generalizada decorrente do valor da informação não estruturada, alarga as preocupações com a gestão documental e aumenta o interesse tanto de utilizadores como de fornecedores deste tipo de tecnologias mobilizando todos para um trabalho continuado num contexto associativo.

A participação na conferência é gratuita. Todas as inscrições estão sujeitas a inscrição prévia aqui e ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório. Em breve divulgaremos o programa.

Apresentação dos resultados do estudo "VIH/sida: Financiamento e Contratualização assente na Eficiência e Qualidade"



Dia 28 de outubro realiza-se, no Auditório do INFARMED, em Lisboa, a sessão pública de apresentação dos resultados do estudo "VIH/sida: Financiamento e Contratualização, assente na Eficiência e Qualidade", desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa (ENSP, UNL), em colaboração com a biofarmacêutica Gilead Sciences. A iniciativa começa às 9h30.

O estudo incide sobre «modelos de financiamento e contratualização efetiva, enquanto mecanismo por excelência de garantia do acesso com qualidade, num patamar de sustentabilidade, a todos os doentes em tratamento», lê-se em comunicado.

Além do secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, do presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, e do diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA, António Diniz, a sessão pública de apresentação dos resultados vai contar com a intervenção de outros especialistas e representantes de várias entidades.

A entrada é livre mas inscrição deve ser feita enviando os seus dados para: projeto_VIH@ensp.unl.pt

PROGRAMA

9h30 - Abertura
Prof.ª Doutora Ana Escoval (ENSP)
9h45 - Apresentação dos Resultados do Painel de Delphi

10h00 - Debate
Comentadores:
Dr.ª Marta Temido (Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares)
Dr. José Poças (Centro Hospitalar de Setúbal)
Dr. Luís Mendão (Associação GAT)

Debate:
Moderação: Marina Caldas
Dr.ª Clara Carneiro (Presidência da República)
Dr. Ricardo Batista Leite (Comissão Parlamentar da Saúde)
Dr. Rui Ivo (ACSS)
Dr. João Martins (INFARMED)
Eng. Pedro Batista (SPMS)
Dra. Maria João Faria (Ordem dos Médicos)
Mestre João Paulo Cruz (Ordem dos Farmacêuticos)
Enf. Germano Couto (Ordem dos Enfermeiros)

11h20 - Pausa para Café
11h40 - Conclusões
Dr. António Diniz (Diretor do Programa Nacional para a infeção VIH/SIDA - DGS)

12h10 - Cerimónia de encerramento
Dr.ª Cristina Bernardo (GILEAD SCIENCES)
Prof. Doutor João Pereira (ENSP)
Dr. Eurico Castro Alves (INFARMED)
Dr. Manuel Teixeira (Secretário de Estado da Saúde)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Tecnológica portuguesa procura colaboradores



A tecnológica portuguesa Olisipo quer contratar mais 70 colaboradores até ao final do ano na área das tecnologias da informação, sejam juniores ou seniores.

A empresa pretende assim manter o ritmo de contratações, quando no primeiro semestre de 2014 recrutou um número idêntico de profissionais. «A Olisipo contrata de forma consistente durante todo o ano, procurando responder às solicitações diárias dos clientes e tem neste momento diversas oportunidades em aberto», refere a empresa, em comunicado.

A Olisipo tem oportunidades para projetos em Portugal, mas também no estrangeiro, sobretudo para o norte da Europa e o Dubai.

De recordar que a contratação em TI é umas das apostas fortes da Comissão Europeia para colmatar o desemprego em Portugal, como foi demonstrado na Grand Coalition for Digital Jobs Portugal, onde a APDSI também esteve presente.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Conferência: Sistemas de Informação Geográfica - Que políticas, afinal?



A APDSI vai realizar, no próximo dia 22 de outubro, a conferência "Sistemas de Informação Geográfica - Que políticas afinal?". O encontro vai decorrer entre as 9h00 e as 13h00 no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa.

A conferência, coordenada por Mário Rui Gomes e Luís Vidigal, tem por objetivo identificar e mobilizar as entidades e as políticas públicas necessárias para a criação de uma infra-estrutura geo-espacial que se constitua como uma aposta única ao serviço da economia e dos portugueses.

Portugal tem um atraso significativo na gestão do seu território, não por ausência de competências técnicas e de infra-estruturas tecnológicas, mas porque ao longo dos sucessivos governos, esta não tem sido uma prioridade política de criação de riqueza para o país.

O grupo Geo-Competitivo da APDSI entende que a falta de rigor e transparência na informação sobre o território e a sua posse é responsável por grande parte da corrupção no nosso país, designadamente através da criação de mais-valias avultadas decorrentes da requalificação de terrenos rurais em zonas urbanas. Portugal tem gasto muito dinheiro, maioritariamente de origem comunitária, na criação e manutenção de vários cadastros parcelares sem estar garantida a interoperabilidade entre eles, pelo que na conferência da próxima quarta-feira, dia 22, a APDSI vai procurar demonstrar como se pode fazer uma gestão do território mais sustentável, promovendo o progresso e integração de todos os cidadãos interessados nesse tipo de informação. 

Esta apresentação surge na sequência das diversas conferências já realizadas ao longo dos anos no âmbito do grupo ad hoc Geo-Competitivo da APDSI.

A participação na conferência é gratuita. Todas as inscrições estão sujeitas a inscrição prévia aqui e ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório. Consulte o programa no sítio na web da APDSI.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

APDSI aponta o caminho para os negócios online se tornarem mais rentáveis


“Confiança e Compromisso nos Canais Digitais” foi o tema da 3ª Conferência em Internet, Negócio e Redes Sociais que a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação - APDSI apresentou no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, a 29 de setembro.

Filipe Araújo, Vereador da Inovação da Câmara Municipal do Porto, congratulou a APDSI pela escolha da invicta para a realização da 3ª edição das conferências sobre Internet, Negócio e Redes Sociais e reconheceu que há um «grande potencial» no comércio online que precisa de ser mais organizado e de potenciar as áreas da confiança e do compromisso: «O Porto tem massa crítica com grandes universidades e um tecido industrial muito significativo. Se falamos de uma região com tanto potencial exportador também falamos de Internet, negócio e redes sociais onde aqui, em particular, temos que destacar a indústria do calçado como uma das que mais vende através dos meios eletrónicos». A importância do Porto no mapa do comércio digital também foi subscrita por Ricardo Carvalho, da Fundação da Juventude: «Esta temática tem muito a ver com a região onde estamos. A Internet tem sido uma boa via para quem quer mostrar e disponibilizar os seus produtos e serviços mas também para quem quer fazer chegar as suas ideias a um mercado cada vez mais competitivo».

Com o número de portugueses compradores via Internet a situar-se perto dos três milhões e com o valor de dinheiro gasto, segundo o Fórum da Economia Digital, a caminhar para os quatro mil milhões até 2017, o professor Ramiro Gonçalves, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, alerta que não basta ter infraestrutura técnica para os negócios serem bem sucedidos: «Assumimos que algumas coisas já estavam feitas e afinal não estavam, daí que agora se levantem as questões de confiança e compromisso. A maioria das empresas, quando questionada sobre o futuro, mostra-se otimista mas isso não é sustentado nas estratégias seguidas até porque não há, na maior parte dos casos, uma estratégia fundamentada sobre o online».

As PMEs têm sido as mais resistentes à adesão ao comércio eletrónico devido à falta de informação e conhecimentos técnicos, dificuldades em estabelecer um plano de ação e de estratégia e incapacidade para investir. O mobile apresenta-se, também, como um novo desafio e oportunidade de criação de valor que, no entender do professor, está por aproveitar. «As pessoas estão a aceder cada vez mais à net por dispositivos móveis por isso as aplicações de vendas têm que ser melhor trabalhadas neste sentido».

Os desafios futuros apresentados por Ramiro Gonçalves vão no sentido de se aumentar os conhecimentos em estratégias de comunicação e capacitações técnicas dentro das empresas, incentivar o espírito inovador e empreendedor, promover a customização, fazer parcerias de negócio e também deviam aumentar as linhas de investimento e mecanismos de regulação. «Os ambientes têm de ser mais ricos para o digital; não basta pôr apenas pdfs online», conclui Ramiro Gonçalves.

O chamado customer engagement que se traduzirá na desejável adesão por parte dos consumidores a determinado produto ou serviço, foi a vertente abordada por Jorge Pereira, da Infosistema. «Uma compra esporádica não tem fidelização, portanto não oferece uma relação muito próxima com o cliente. As plataformas de e-commerce devem apostar na criação de relações amigáveis entre pessoas ainda que o suporte seja uma plataforma tecnológica», referiu Jorge Pereira, que considera que a excelência no atendimento online só será possível se as empresas tiverem em conta o lado emocional, psicológico e físico do cliente, uma vez que «é preciso exceder expetativas para surpreender quem está do outro lado».

Estando acautelados aspetos como a clareza da mensagem e rápido feedback, bem como a facilidade de navegação e segurança, a gamificação foi apontada por Jorge Pereira como um dos caminhos a perseguir para potenciar as vendas online: «Podemos fazer simuladores para ajudar as pessoas a compreenderem a mensagem. Não nos podemos esquecer que as plataformas digitais se destinam a seres humanos que gostam de ser seduzidos com base no perfil e no contexto em que se inserem».

Atendendo ao fato de que as más mensagens se espalham mais rapidamente que as boas, José Martins, também professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, lembra que as redes sociais, com milhões de utilizadores registados, representam para as empresas novas oportunidades e novos mercados a serem explorados porque «facilitam o contato entre indivíduos e organizações mas a sua utilização tem de ser encarada com seriedade, ou seja, a minha empresa tem de se comportar da mesma maneira como se tivesse uma porta aberta ao público». Neste contexto José Martins ressalva que o serviço pós-venda não pode ser descurado e as dúvidas do cliente devem ser sempre esclarecidas também no ambiente digital. Para que as redes sociais sejam vistas com bons olhos, o professor refere que os empresários têm de confiar nelas e dar um voto de confiança aos gestores das plataformas, ao mesmo tempo que difundem uma mensagem clara sobre como comunicar a marca: «As redes sociais e os sites devem estar alinhados; a coordenação deve ser semelhante, bem como o aspeto e a linguagem».

Maryna Burushkina veio do Chipre (7marketz) para nos falar de boas práticas no negócio online, como o customer generated content, e dá como exemplo, nesta área, o trabalho feito pela Nestlé Purina PetCare que permite aos seus clientes partilharem vídeos com as sempre apetecíveis brincadeiras dos seus animais de estimação: «As melhores experiências passam pelo gaming, pelos efeitos visuais, pela confiança na empresa e pela personalização da oferta». A resposta aos clientes é, segundo a especialista, tida como um dos focos mais importantes na ligação que se pretende estabelecer: «Se tocar as emoções do cliente, ele vai corresponder melhor às suas intenções, por isso se lhe der a oportunidade de partilhar fotografias ou vídeos, vai estar a criar uma boa relação com ele». O conteúdo educativo, a par da personalização da mensagem, transparência, boa navegabilidade, curto tempo de resposta e criatividade, são tudo bons exemplos que podem terminar numa feliz relação comercial no ambiente online.

No painel de intervenções dedicado à academia, Luís Amaral, da Universidade do Minho, revelou os números “estonteantes” que os avanços tecnológicos têm trazido à sociedade e considerou que o grande desafio neste momento passa por transformar o avanço tecnológico em avanço social: «As instituições estão tão encantadas com a tecnologia que se esquecem do essencial e esbarram com a concorrência». O professor considera que a informação pessoal transacionada é, hoje em dia, um dos maiores valores para qualquer negócio que passe pelo online.

A existência de um ecossistema digital que congregue talentos foi a tendência apontada pelo professor da Universidade Fernando Pessoa, Luís Borges Gouveia para quem «é preciso apostar em menos mas melhores pessoas que concentrem competências e talentos». Luís Borges Gouveia acredita que é preciso quebrar alguns mitos existentes sobre o e-commerce tais como o fato de que não precisa do apoio de ninguém experiente nessas áreas ou o de que é tudo fácil e gratuito.

Vítor Santos, professor do Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Nova, focou a sua apresentação nas smart cities como exemplo de que o investimento em capital humano e social dá bons frutos. «Os conceitos biológicos mostram que a cidade é um tecido orgânico que cresce e se expande como um organismo vivo», referiu Vítor Santos que também acredita que um futuro mais sustentado em todas as áreas passa por um maior dedicação aos serviços e à participação cívica».

Para que não restem dúvidas de que a confiança e compromisso se traduzem em boas práticas digitais, Ricardo Silva e Francisco Rocha apresentaram os exemplos dos projetos PROMEC - Road e VOSES, integrados no Lifelong Learning Programme da Comissão Europeia, que permitem que todos os cidadãos, em qualquer fase de vida, possam fazer parte de experiências educativas.

Outros exemplos de sucesso no aumento da confiança dos seus clientes no ambiente online foram trazidos por Nuno Arroteia, dos Invicta Angels, Gaspar D’Orey, do Zercatto, Paulo Mateus, do WeDuc e Laura Guzman que mostrou as práticas de “Smarter Commerce” seguidas pela IBM.


O Grupo de Negócio Eletrónico da APDSI é liderado por Ramiro Gonçalves e dele fazem parte os também coordenadores da conferência Jorge Pereira, Vitor Santos, Henrique Mamede e José Martins, entre outros.

PASC promove Ciclo do Mar


A PASC - Plataforma de Associações da Sociedade Civil - Casa da Cidadania vai promover um ciclo de quatro conferências, a decorrerem em Lisboa e em Aveiro entre outubro e dezembro, dedicadas ao mar e que vão contar com a presença do Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu.

A PASC definiu, no âmbito das Associações que a integram, que o mar é, conjuntamente com o potencial humano português e a posição geoestratégica do país, a maior fonte de riqueza e de afirmação nacional. Por isso, importa que todos os portugueses conheçam, acompanhem e se revejam na sua Governança.


Desde a sua fundação que a PASC tem procurado contribuir para que o mar seja tema de debate na agenda pública. A carta aberta enviada em 2010 ao Primeiro-Ministro José Sócrates, "Portugal e o Mar - o Recurso Estratégico do Século XXI", inspirou, segundo testemunho do próprio Secretário de Estado do Mar, a elaboração do documento "Plano do Mar".

Os principais objetivos deste Ciclo do Mar passam por aproximar os cidadãos da decisão política nas questões do mar que mais interessam ao país e procurar respostas a questões decisivas sobre a estratégia para o mar.

As inscrições devem feitas até ao dia 15 de outubro para pasc.plataformaactiva@gmail.com. Consulte o programa no sítio na web da APDSI.