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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

FNGIS organiza Seminário Transnacional: Europa 2020 - mais participação, melhor governação




O FNGIS está a organizar o "Seminário Transnacional: Europa 2020 - mais participação, melhor governação", a decorrer a 16 de dezembro no ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa.


Em 2010 a União Europeia lançou a Estratégia Europa 2020 para promover o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, alicerçando-a em cinco objetivos. Num momento em que a revisão da estratégia é a sua maior certeza, importa trazê-la a público de formas mais plurais e efetivas do que aquelas que se têm desenvolvido.

"Europa 2020 - mais participação, melhor governação" é um projeto que pretende responder ao desafio do crescimento. Liderado pela EAPN Portugal, em estreita coordenação com o Fórum Não Governamental para a Inclusão Social (FNGIS) e as suas organizações, o projeto surge de «uma necessidade de abrir a caixa da Europa 2020 e do Semestre Europeu e trazer os seus conteúdos ao conhecimento e ao debate junto da sociedade civil», lê-se no sítio na web do evento.

Só através deste conhecimento será possível trabalhar a capacitação para a participação nestes importantes mecanismos de governação dos destinos nacionais e europeus, garantindo-lhes uma maior expressão na esfera política e parlamentar. Este seminário transnacional integra um conjunto de atividades e surge na sequência de dois workshops realizados anteriormente (Porto e Lisboa), que terão agora seguimento numa vertente expositiva, de debate e participativa.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias. Veja o programa no sítio na web da APDSI.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Europa 2020 - Uma oportunidade para o desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal


Portugal está a viver tempos muito difíceis do ponto de vista económico e social e o processo de ajustamento que se está a atravessar terá que assegurar obrigatoriamente uma maior coesão, combatendo fatores desagregadores da economia e da sociedade, como o desemprego, a desertificação do interior e a erosão progressiva da classe média, com as consequentes assimetrias na sociedade e o empobrecimento generalizado do país.

Paradoxalmente as tecnologias da informação e comunicação (TIC) podem por um lado ser geradoras de assimetrias sociais ao poderem contribuir para o agravamento do desemprego a curto prazo e a acumulação rápida de riqueza devido a aumentos significativos de produtividade, mas ao mesmo tempo podem dar respostas que ajudem ao aumento de qualificações profissionais e a preservar o tecido empresarial através da melhoria dos processos de trabalho e do aumento da produtividade, criando mais valor e novas necessidades na economia e gerando novas e melhores oportunidades profissionais.

Existe ainda um enorme potencial de modernização através da introdução das TIC nas cadeias de valor das pequenas e médias empresas, que constituem a grande maioria do tecido empresarial do nosso país. Qualquer estratégia de crescimento da economia em Portugal terá de ter particular atenção a este grupo de empresas capaz de inovar e gerar emprego qualificado. É importante encontrar respostas que atuem ao nível dos principais desafios enfrentados por estas empresas, como a racionalização de custos e procura de eficiência e a inovação, nomeadamente no que se refere à criação de novos produtos e serviços, assim como novos processos de gestão mais participativos, globalizados e em rede.

Portugal comparativamente com  a maioria dos países mais desenvolvidos dispõe de tecnologia e infraestruturas suficientemente avançadas para sustentar o desenvolvimento mais acelerado da sociedade da informação, mas falta desenvolver a capacidade para aplicar esses recursos e a lucidez política para encarar as TIC como parte da solução em direção a processos mais inteligentes e produtivos e não apenas como um problema ou um centro de despesa a ser cortado de forma indiscriminada no curto prazo.

A APDSI encara o Europa 2020 como uma oportunidade para se mobilizarem esforços radicais de transformação do Estado e da economia portuguesa, através da utilização cada vez mais generalizada e inteligente de sistemas e tecnologias da informação capazes de melhorar a qualidade de vida dos portugueses e reforçar a sua coesão social.