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sexta-feira, 16 de março de 2018

Conheça as causas da APDSI



Que tipo de causas a Associação defende e apoia?

Por uma Sociedade da Informação de que todos os portugueses beneficiem

- Pelo combate à infoexclusão, sobretudo nas populações mais vulneráveis ao fenómeno (idosos, iletrados, com necessidades especiais, pobres, etc.);
- Pela forte aposta nos temas relativos às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) em todos os níveis de ensino, desenvolvendo uma população com boas competências na matéria;
- Pela garantia de condições mínimas de acessibilidade económica, técnica e geográfica a todos os cidadãos em termos de conectividade, equipamentos e software.

Por uma Sociedade da Informação como vetor essencial ao desenvolvimento económico do país

- Pela potenciação das TIC como fator de melhoria da produtividade da população e da competitividade das empresas;
- Pela aposta na indústria das TIC como atividade exportadora, de elevado valor acrescentado e indutora de inovação.

Por uma Sociedade da Informação como vetor essencial para um país mais bem governado

- Pela aposta na construção de repositórios completos, fiáveis, interoperáveis e adequadamente geridos de informação sobre cidadãos, empresas, território e outras realidades socialmente relevantes;
- Pela potenciação das TIC como vetor de melhoria das políticas públicas em todos os sectores e níveis de governação; 
- Pela potenciação das TIC como fator de melhoria da gestão pública, da produtividade dos servidores públicos e do equilíbrio das contas públicas;
- Pela potenciação das TIC como vetor de aumento da transparência, do combate à corrupção e da melhoria da qualidade da democracia.

Por uma Sociedade da Informação em que os portugueses se sintam seguros

- Pela aposta nas TIC e na interoperabilidade como fatores de eficácia nas áreas da segurança pública e da justiça;
- Pela adequada valorização e gestão da cibersegurança, protegendo o Estado, as instituições e os cidadãos;
- Por um adequado equilíbrio entre a privacidade e a segurança de pessoas e bens;
- Pelo desenvolvimento de uma Sociedade da Informação com ética e valores.

Por uma Sociedade da Informação que projete Portugal e a Língua Portuguesa no mundo

- Pela aposta na cooperação internacional para promoção da presença da Língua Portuguesa no Mundo e, em particular, no ciberespaço;
- Pela cooperação com os países de língua oficial portuguesa em todos os domínios da promoção e desenvolvimento da Sociedade da Informação.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

APDSI no maior evento de tecnologia da Europa: E depois da Web Summit 2017?



Depois da edição de 2017 da Web Summit em Lisboa, por onde passaram mais de 59 mil pessoas de cerca de 50 países, um comentário de Luís Vidigal, presidente da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, a título pessoal nas redes sociais, gerou uma acesa troca de opiniões em torno do associativismo e das novas tecnologias na Sociedade da Informação.

Num dos três dias do evento, e ao partilhar um Uber Pool para sair da Web Summit com um orador e jornalista do New York Times, a conversa sobre o "Portugal das startups" foi incontornável. Luís Vidigal acredita que continuamos a demonstrar grandes sinais de debilidade em questões estratégicas e estruturais. «Portugal parece ser um país feito de iniciativas descartáveis e de curto prazo. Quando eu lhe disse que era presidente da APDSI, enquanto associação de referência deste setor, ele perguntou-me porque não tínhamos sido envolvidos na organização. Fiquei sem palavras... Mais uma vez o país demonstrou uma completa desassociação entre o evento em si e a estratégia de desenvolvimento para a sociedade da informação e do conhecimento».

Na opinião do presidente da Associação, pelo preço que cada startup tem de pagar pelo «minúsculo espaço» que lhe é atribuído e que pouco retorno lhe traz, o evento «serviu apenas como palco para políticos na sessão de abertura e demonstrou mais uma vez o total desrespeito pela sociedade civil no nosso país».

De entre as opiniões que o comentário originou, várias são as que sublinham a vantagem de um evento como este, enquanto propagador de Portugal como país cheio de valências turísticas, mas vazio de quaisquer oportunidades reais de trabalho e crescimento económico. Esse dinheiro com que Portugal alavanca o projeto de Paddy Cosgrave «investido na internacionalização da nossa indústria, em particular na que cria volume de emprego para a mão de obra menos qualificada que temos, e para a qual não há empregabilidade», seria, provavelmente, mais produtivo, lê-se nos comentários.

Há, contudo, quem olhe para a Web Summit como apenas «um evento corporativo que tem uma organização focada no lucro».

Não restam muitas dúvidas de que Portugal é um ótimo anfitrião de festas, conferências e festivais, além de sermos excelentes a "vender" o nosso espaço, gastronomia e sol, mas o futuro parece estar ainda longe de nos reservar um lugar de destaque no panorama mundial das novas tecnologias. «Ouvi algumas vozes livres e disruptivas na arena, mas nenhuma foi portuguesa», aponta Luís Vidigal.

Só este ano a APDSI organizou seis conferências, dois fóruns de reflexão, elaborou dois estudos e assumiu publicamente duas tomadas de posição, organizou as olimpíadas nacionais e internacionais de informática e tornou-se num ponto focal para a implementação do RGPD - Regulamento Geral para a Proteção de Dados. Estas iniciativas foram sustentadas sem qualquer apoio estatal.

Neste ponto, e, mais uma vez, refletindo as opiniões que o post motivou, há quem entenda que o Estado se deve demitir destas questões.

Nesta reta final de 2017 e depois de um novo rumo traçado pela Direção que tomou posse em março, a APDSI volta a assumir-se como um espaço de reflexão sobre a era digital, caracterizado por pensamento livre, independente e interventivo. A APDSI constitui-se como um ponto de encontro em Portugal, entre empresas, profissionais, académicos e instituições públicas, tendo como objetivo o desenvolvimento e a transformação digital do país de forma inclusiva e sustentada, através da dinamização de 14 grupos permanentes. 

Sobre a falta de diálogo inicialmente apontada pelo presidente da APDSI entre a Associação e a organização da Web Summit, várias foram as vozes que afirmaram ser necessário «algo semelhante que junte as empresas transformadoras escondidas por Portugal fora e que contribuem realmente para a exportação. Que inovam sozinhas e que devem ser apoiadas ao invés de unicórnios sobrevalorizados».

Para a Associação continuar a crescer e a fortificar a sua influência na Sociedade da Informação são necessários mais sócios e mais vozes nesta luta pela promoção e desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Vai ser criado um sistema de informação cadastral simplificada sobre a região afetada pelos incêndios


O Conselho de Ministros aprovou um decreto-lei para a criação de um sistema de informação cadastral simplificada sobre a região atingida pelos incêndios. Os municípios de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Penela e Sertã vão ser alvo de mais esta medida resultante do Conselho de Ministros da passada quinta-feira, dia 6. A notícia foi divulgada pela agência Lusa, com base num comunicado do Conselho de Ministros.

A decisão estabelece medidas excecionais de contratação pública por ajuste direto para suportar o desenvolvimento do projeto.

Com a medida, o Governo pretende facilitar a identificação dos limites das propriedades e dos seus titulares no que respeita à área geográfica afetada, de forma a acelerar a inventariação de danos e prejuízos causados. "O regime aprovado permitirá agilizar os processos aquisitivos, administrativos e financeiros para o desenvolvimento do sistema de informação cadastral simplificado, com regras de transparência e concorrência", lê-se na nota.

Também foi aprovado um decreto-lei que permite à administração central e aos municípios, a título excecional, "proceder à contratação de empreitadas de obras públicas, de locação ou aquisição de bens e serviços".

De recordar que o assunto do cadastro há muito que preocupa a APDSI. Recorde, aqui, as palavras do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação na Natureza numa conferência da APDSI sobre o tema em 2014.

terça-feira, 14 de março de 2017

Assembleia-Geral Extraordinária da APDSI


Nos termos do n.º 1 do Art.º 10.º dos Estatutos, convocamos os associados da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, para a Assembleia-Geral Extraordinária, do próximo dia 4 de abril de 2017, pelas 18h00, na sede da APDSI, na Rua Alexandre Cabral, nº 2 C - loja A, em Telheiras, Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Discussão e aprovação da proposta de Orçamento ordinário e do Plano de Atividades para o exercício do ano de 2017 da lista eleita;
2. Outros assuntos de interesse associativo.

Não se encontrando presentes aquela hora a maioria dos associados com direito a voto, a reunião realiza-se meia hora depois, em segunda convocatória, funcionando com qualquer número de associados.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Debate sobre o Futuro: O Aprofundamento da Era Digital - APDSI traça um cenário para 2030


A APDSI realizou, a 27 de junho, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, um debate sobre o futuro, intitulado “O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030”, sob coordenação de Francisco Matos Tomé e José Gomes Almeida, da direção da APDSI.

O debate teve por base um documento, elaborado pelo Grupo Futuros da Sociedade da Informação (GFSI), constituído em 2013 no seio da APDSI, e que pretende alargar a discussão sobre os impactos, nas diferentes vertentes da sociedade, que as tecnologias poderão vir a ter num futuro relativamente próximo (2030). Nestas projeções sobre o futuro estão refletidas as opiniões, conhecimentos e experiências dos membros do Grupo, sempre conscientes que mesmo no que se previa há uns anos a esta parte «certos projetos avançaram muito, noutros estamos aquém do que tinha sido projetado», referiu Francisco Tomé. «O futuro que, no documento, apresentamos como desejado, teve por base a visão do que o Grupo gostaria que fosse o futuro. Não assenta em previsões, nem tão pouco é tratado como uma ciência. É uma visão daquilo que, para nós, previsivelmente, será o futuro, nem bom nem mau», concluiu.

A escolha de 2030 enquanto universo temporal limite, teve por base a Resolução da Assembleia-Geral da ONU “Transformando o nosso mundo: a Agenda 2030 para um Desenvolvimento Sustentável”.

As mudanças na tecnologia provocam, na maioria dos cenários, uma disrupção para com o passado e um aprofundamento da Era digital. Para José Gomes Almeida, do GFSI, uma das disrupções mais significativas irá acontecer nos modelos de negócio que funcionaram no séc. XX. «Até 2030 a Internet vai crescer, tornar-se mais lata e isso vai levar à criação de “novas nações” - gente com interesses únicos. As sociedades vão funcionar de forma diferente e a educação também vai sofrer muitas alterações», descreveu José Gomes Almeida, do GFSI da APDSI. Embora parecendo um contrassenso, o Grupo acredita que vai aumentar a infoexclusão mas, por outro lado, vai verificar-se um aumento da participação da mulher em setores TIC.

O crescimento da IOT - Internet of Things vai resultar, ainda à luz do documento do GFSI, em melhoramentos no setor agrícola. A fronteira entre o mundo físico e o digital vai estar cada vez mais esbatida e os drones farão parte da nossa vida quotidiana, com todas as questões de segurança a alimentarem debates nos próximos anos. A automatização de muitos processos será, para o GFSI, incontornável, enquanto assistiremos, previsivelmente, a um mundo empresarial mais preocupado com o ambiente. Todavia, qualquer um dos cenários, sobre os quais pode ler mais aprofundadamente em apdsi.pt, está dependente das wild cards - situações inesperadas e com elevado grau de impacto nas sociedades em geral.

José Gomes Almeida enquadrou que «historicamente o setor tecnológico depende muito do setor militar que exige determinadas condições em quadros bélicos que conduzem a outros desenvolvimentos e servem para testar produtos tecnológicos desenvolvidos para fins militares».


Luís Silva, outro dos membros do GFSI que subscreveu o documento apresentado a 27 de junho, focou-se nalguns aspetos otimistas da evolução tecnológica, como a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e o recurso a transportes públicos. «Quem vai alavancar este estilo de vida é a chamada “geração milénio”, que prefere a mobilidade elétrica e uma vida com mais cultura e mais voluntariado. De salientar que, a partir de abril de 2018, todas as viaturas vão estar equipadas com eCall, que vai permitir, nomeadamente, a possibilidade de serem feitas manutenções remotas ao automóvel. Claro que este cenário, bem como os veículos de condução autónoma, vão trazer problemas com hackers e vírus e os roubos de identidade vão ser mais frequentes.

Ainda numa nota positiva aparecem as impressoras a 3D, com as suas infindáveis aplicações na área da saúde, e a redução dos custos de produção, bem como uma evolução da governança “da base para o topo”, como são exemplo os orçamentos participativos.

João Rodrigues, igualmente do GFSI, vai mais longe e aponta como cenário provável «a digitalização de todos os serviços prestados pelo Estado. O Tesla também vai entrar nas baterias domésticas, por isso, o armazenamento, controlo e gestão em tempo real vão mudar o panorama da utilização das energias renováveis e da micro-produção». 

Luís Vidigal e Amaral Gomes dinamizaram a parte final do debate, depois do argumentista Pedro Miguel Ribeiro ter divertido o público presente na Fundação das Comunicações com uma criativa história de um dia na vida de um casal “normal” em 2036.

A APDSI agradece a todos os membros do GFSI a sua colaboração na atividade do grupo e especialmente aos membros que integraram a Task Force que permitiu elaborar o documento: Francisco Tomé, João Rodrigues, José Manuel Gomes Almeida e Luís Filipe Silva.


sábado, 30 de maio de 2015

Estudo: Contributos para a Reforma do Estado



A APDSI apresentou publicamente o estudo "Contributos Para a Reforma do Estado", a 29 de maio, na Culturgest, em Lisboa.

"Contributos Para a Reforma do Estado", coordenado por Afonso Silva, conta com diferentes perspetivas de um leque bastante alargado de personalidades do quadrante político, académico e profissional. A interoperabilidade interministerial técnica e organizacional é um dos principais focos do estudo.

O estudo procurou sistematizar aquelas que se consideram ser expectativas para o Serviço Público, fixando o que se entende poderem ser prioridades de reforma. Seguidamente, é feita uma reflexão quanto às diferentes agendas de reforma, concluindo sobre os inibidores que se lhe colocam. Defendem-se, finalmente, algumas ideias consideradas chave para a reforma. «Quer se esteja em presença de um Estado maior e interventor ou de um Estado menor e sobretudo regulador, a sua atuação deve resultar num Serviço Público de qualidade. Existe uma forte correlação entre a utilização extensiva das TIC pelo Estado e essa qualidade», conclui o estudo. Ao longo de todo o estudo esclarece-se que a palavra "Estado" não deverá ser interpretada no seu contexto legalista; o que se pretende abordar é todo o Setor Público em geral com particular ênfase para o Setor Público Administrativo.

«O tempo de ação do Estado pode ser encurtado, pode e deve ser uma variável de gestão a ser tida em linha de conta. É preciso inverter a falta de confiança no gestor público», sublinhou Afonso Silva.

A sessão pública de apresentação foi comentada por Isabel Corte-Real, a responsável pelo fim do papel selado, que considera ser «premente para a vida de cada um de nós» uma reforma do Estado, e Ana Maria Evans que lembra os perigos da adoção de modelos exteriores que pode «resultar em efeitos perversos da adaptação dos modelos».

Sofia Galvão, também convidada a comentar o estudo, ressalva o facto de apresentar «propostas ligadas a interoperabilidade, que tornam o estudo real com consequências de sucesso. A reforma do Estado deve ser feita com políticas com as quais a sociedade se identifique», refere Sofia Galvão.

Outro dos convidados para esta sessão pública de apresentação do estudo "Contributos Para a Reforma do Estado", foi Carlos Zorrinho. O representante do Parlamento Europeu diz que a Governança tem de ser transversal, sendo necessário, para isso «criar condições para ser aplicada esta reforma. O estudo está organizado de forma interessante. Há, no entanto, o problema das estratégias que duram pouco tempo devido à dispersão e não continuidade das políticas implantadas. Isto acontece para que não cheguem a ser avaliadas».

Pode consultar ou descarregar o estudo da APDSI "Contributos Para a Reforma do Estado" aqui.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Partidos Políticos discutem futuras estratégias para a SI


A APDSI reuniu com os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia da República para debater as estratégias e propostas para a Sociedade da Informação e do Conhecimento, centradas numa perspetiva de futuro para a economia.

Tiago Ivo Cruz, representante do Bloco de Esquerda, advertiu para alguns aspetos menos positivos que estão diretamente relacionados com o desenvolvimento das novas tecnologias sem, no entanto, valorizar em excesso o colapso de certas cadeias laborais a que este processo levou. “É um erro de análise apontar um colapso geral de certos setores da economia como consequência do desenvolvimento trazido pela Internet e da circulação da informação, que trouxe um novo potenciar de escalas económicas que não têm razão para não funcionarem lado a lado com as cadeias tradicionais”, sublinha o membro do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda.

Lembrando que apenas 4% dos serviços do Estado português têm software livre, Tiago Ivo Cruz apela ao inverter desta realidade: “O software livre corresponde a uma opção que os serviços públicos devem tomar porque é ele que melhor responde à necessidade de uniformização da informação e a uma melhoria da relação com os cidadãos, centralização, credibilidade e reutilização da própria informação. É de valorizar a possibilidade de se mexer nele de forma livre e criativa”.

Raúl Almeida, em representação do Centro Democrático Social/Partido Popular, lê o desenvolvimento da Sociedade da Informação como uma revolução que provoca uma quebra no emprego tradicional. “Há uma acessibilidade direta e em tempo real a tudo. As funções de todos os quadros médios de empresas são, hoje em dia, mais de interpretação dos dados disponíveis e da realidade funcional de cada companhia, do que eram antigamente. Esta realidade tem que ser importada para a reforma do Estado”. A diferença entre regulamentação e regulação do setor também mereceu a atenção de Raúl Almeida.

Repetindo a experiência de participação neste debate bi anual que a APDSI promove, Bruno Dias, do Partido Comunista Português, referiu-se ao papel das TIC na produção nacional: “Crescimento económico. Temos usado muito esta expressão como uma expressão do passado e não pode continuar a ser assim. Está a registar-se uma quebra no investimento superior a 26% o que pode pôr em causa o próprio potencial produtivo do país. Não era este cenário que esperávamos ter pela frente quando falávamos que era urgente pôr Portugal a produzir para as nossas próprias necessidades. Estamos a substituir exportação por emigração”.

Para o deputado a resposta que o Governo deverá dar tem de estabelecer uma melhor relação entre a Sociedade da Informação e a atividade económica. “O apelo ao uso de software livre, presente no Orçamento de Estado para 2013, só faz sentido se eu não for prejudicado na minha relação com o Estado ao usá-lo. Cá estaremos até ao final do ano para ver como é que isto será cumprido”, concluiu Bruno Dias.

O Licenciamento Zero esteve no centro do discurso do representante do Partido Ecologista “Os Verdes”. Rui Lopo destacou a tentativa de implementação desta medida que tem por objetivo facilitar a implementação de actividades económicas no país: “Reconheço que o Estado tem um longo caminho a percorrer para melhorar a relação que tem com os cidadãos no âmbito da Sociedade da Informação. Na Reforma do Estado é urgente que haja uma maior agilidade nestes tópicos”.

Nuno Encarnação, do PSD, destacou, em contrapartida, a evolução que o Estado já fez na evolução digital nos serviços relativos ao IRS e ao selo do carro, por exemplo, que considerou “uma óbvia otimização de serviços”.

Quanto à evolução tecnológica e à mudança que a mesma provoca na estrutura de emprego, o deputado Social Democrata deixou as suas preocupações serem alvo de debate: “Daqui a 20 anos como é que tudo isto será? Se as lojas se tornam virtuais, o que será feito dos shopping centers? É que já hoje em dia verificamos que as vendas online têm promoções melhores do que as das lojas franchisadas”.

Com um maior enfoque na dinamização do mercado dos media, Inês de Medeiros, do PS, ressalvou a importância de haver legislação supra nacional dirigida àquela que chamou de nova revolução industrial: “Não tenho dúvidas de que a Sociedade da Informação vai alterar todo o sistema social existente. Devemos analisar todas as relações sociais ou comerciais que o advento digital trouxe. A noção de território e de Estado-Nação vai alterar-se e isso é um desafio muito grande para as autoridades europeias que são muito lentas a refletir nesta matéria”.

Antes de terminar a sua intervenção, a deputada disse acreditar que a criatividade humana continuará a ser o valor fundamental num mercado onde as máquinas estão a conquistar terreno.

Durante o debate com a assistência percebeu-se a preocupação generalizada face ao impacto que a robótica e as novas tecnologias poderão ter na criação de emprego e desenvolvimento económico, tendo os representantes dos partidos políticos ouvido críticas e sugestões de alterações necessárias para a sociedade atual que passam, nomeadamente, por uma maior aposta nas empresas de TIC e numa educação precoce assente na informática.

O debate, que reuniu cerca de meia centena de participantes, foi moderado pelo jornalista Vasco Trigo e decorreu na passada terça-feira, 25 de junho, na Assembleia da República.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

APDSI debate com os partidos políticos "Estratégias para a Sociedade da Informação e do Conhecimento" [2013]


Após ter realizado um evento semelhante em anos anteriores, a APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação vai voltar a promover um debate com os representantes dos Partidos Políticos com assento na Assembleia da República sobre "Estratégias para a Sociedade da Informação e do Conhecimento".

O debate terá lugar no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República na terça-feira dia 25 de junho de 2013, entre as 17h30 e as 19h30.

Dada a relevância que a temática da Sociedade da Informação e do Conhecimento tem na agenda política contemporânea, quer no domínio instrumental da modernização operacional do Estado quer no do padrão de desenvolvimento do perfil de competência do país na procura de fatores de competitividade, esta iniciativa tem vindo a ser reeditada a cada campanha eleitoral para a Assembleia da República e, quando oportuno, a meio das respetivas legislaturas.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e limitadas à lotação da sala. Deve enviar os seus dados para secretariado@apdsi.pt.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Estatísticas relacionadas com a Sociedade da Informação no mundo (2013)



Numa atualização para o ano de 2013 da literatura sobre Sociedade da Informação, a APDSI volta a sugerir-lhe uma leitura sobre alguns indicadores estatísticos provenientes, neste caso, de diversas fontes internacionais.

O "Doing Business 2013" avalia onde é que, no contexto atual, se situam as pequenas e médias empresas em 185 economias, do Afeganistão ao Zimbábue. Trata-se de publicação conjunta do World Bank e daInternational Finance Corporation.

Já o "Global Information Technology Report - Growth and Jobs in a Hyperconnected World" (na imagem acima) assenta em resultados e aponta previsões relativamente otimistas numa altura em que, segundo se lê no prefácio, «se mantêm as incertezas na Zona Euro e continua o impasse político nos Estados Unidos».

Pode descarregar os dois exemplares, gratuitos, no sítio na web da APDSI.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O Papel da Sociedade da Informação na Reforma do Estado: Problema ou Solução?



Que custos estariam implicados na ausência de tecnologia no Estado? Como ficaria o papel do cidadão ao lidar com questões relacionadas com impostos ou com a Segurança Social? Consegue imaginar como seria, por exemplo, a gestão das Finanças sem tecnologia?

Edwin Lau, Chefe da Divisão de Reforma do Sector Público da OCDE, vai trazer-nos uma perspetiva internacional sobre as vantagens da inovação tecnológica no sector público. Para este especialista, não basta aos organismos públicos estarem presentes online, é preciso que a representação por essa via seja útil e corresponda às reais necessidades de quem a eles recorre.

Lau irá, também, apresentar alguns modelos internacionais bem sucedidos de tecnologia aplicada à Administração Pública, bem como mostrar o papel dos cidadãos e da sociedade civil neste domínio.

Estas são apenas algumas das questões a que a APDSI vai procurar responder na conferência "O Papel da Sociedade da Informação na Reforma do Estado - Problema ou Solução?", que se vai realizar no próximo dia 4 de abril, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

As inscrições para a conferência deverão ser feitas através do e-mail: secretariado@apdsi.pt.

quarta-feira, 27 de março de 2013

O Papel da Sociedade da Informação na Reforma do Estado: Problema ou Solução?



O arranque da conferência da APDSI, intitulada "O Papel da Sociedade da Informação na Reforma do Estado - Problema ou Solução?", que se vai realizar no próximo dia 4 de abril na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, é marcado pela intervenção do Secretário de Estado da Administração Pública, Helder Rosalino, que nos vai dar uma perspetiva política sobre esta questão, a partir das 09h30.

Numa altura em que o país discute a nova "Lei do Trabalho em Funções Públicas" com as palavras "corte" e "redução" a fazerem parte do vocabulário diário dos governantes nacionais, vamos procurar perceber com este representante do Estado português, qual seria o preço da ausência de tecnologia na Administração Pública.

As inscrições para a conferência deverão ser feitas através do e-mail: secretariado@apdsi.pt.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Singularidades na Sociedade da Informação



A Delegação Norte da APDSI realizou uma conferência, no passado dia 22 de fevereiro de 2013, intitulada "Singularidades na Sociedade da Informação".

O evento decorreu no Auditório da Escola Secundária de Penafiel e foi coordenado pelo Eng. Luís Amaral, também Presidente da Delegação Norte da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI).

quarta-feira, 6 de março de 2013

Plano de Atividades 2013


O Conselho Geral deu parecer favorável ao Plano de Atividades para 2013 proposto pela direcção da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação na reunião do passado dia 5 de março. 
Este documento da APDSI contempla as atividades a decorrer até ao final do ano nas áreas da sociedade, mercado e tecnologias, administração pública, cooperação, desenvolvimento social e internacionalização e também na delegação norte, além das atividades regulares onde se incluem o Fórum da Arrábida, Prémios e Homenagens e as Olimpíadas da Informática, entre outros.

Dos objetivos que a Associação traçou para este ano, destaca-se a intenção de "incrementar a solidez da APDSI pelo aumento da massa associativa individual e de uma melhoria da cobertura das empresas dos setores das TIC como sócios institucionais, que já hoje apresenta indicadores importantes", lê-se na apresentação.

Estes objetivos anuais estão relacionados com a avaliação dos resultados alcançados em anos anteriores e atendendo à crise económica em que o país e a Europa mergulharam desde 2008.

No âmbito da Sociedade a APDSI pretende focar-se em temas como "Redes Sociais e Novos Comportamentos", "Roubo de Identidade", "Privacidade na Internet" e numa nova atualização do Glossário.

A direção da APDSI entende que "a prossecução deste conjunto de atividades representa o compromisso com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e o aumento de competitividade dos agentes económicos portugueses, que julgamos ser possível apenas através da absorção dos paradigmas da Sociedade da Informação e Comunicação, num contexto democrático e de economia aberta".

Consulte o Plano Anual de Atividades aqui.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Estatísticas relacionadas com a Sociedade da Informação no mundo em 2012


Está já disponível mais uma edição do manual "Measuring the Information Society", da responsabilidade da Internacional Telecommunication Union - ITU - para o ano de 2012.

É a quarta edição desta publicação que se propõe, anualmente, a monitorizar o desenvolvimento da Sociedade da Informação socorrendo-se, para tal, de dados estatísticos da OCDE, da UNESCO e das Nações Unidas entre outras entidades de abrangência internacional.

Este ano são apresentados no manual um conjunto de dados e análises sobre a receita e os investimentos no sector das TIC, e é proposta uma nova metodologia para medir o limite da capacidade mundial de telecomunicações.

Em jeito de balanço e comparativamente ao ano passado, a publicação constata, em 2012, a quase universal utilização das TIC. Grande parte dessa conectividade é atribuída ao crescimento da banda larga móvel e dos seus dispositivos.

No entanto, nem tudo é perfeito: "Na verdade, as disparidades de desenvolvimento das TIC entre países continuam a ser substanciais, com valores que são, em média, duas vezes superiores nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento", nota Brahima Sanou, diretor do Telecommunication Development Bureau (BDT) da International Telecommunication Union.

Pode descarregar aqui, gratuitamente, o livro de 2012 e recordar aqui as compilações do ano passado.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Livro "Repensar a Sociedade da Informação e do Conhecimento no início do Século XXI -10 Anos de Fóruns da Arrábida"


Leia a nota de introdução ao lançamento do livro feita pelo Professor Dias Coelho, presidente da Direção da APDSI:

"A APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação organiza desde o ano 2002 um encontro de reflexão sobre o futuro da sociedade da informação e do conhecimento focado em temas que, em cada ano, apresentavam maior acuidade, interesse ou preocupação para o futuro nesse contexto temporal. Esta iniciativa recebeu o apoio da ANACOM – Autoridade Nacional das Comunicações, desde a primeira hora, integrado na sua responsabilidade estatutária no desenvolvimento da sociedade da informação em Portugal.

Após a realização da décima edição do Fórum da Arrábida em Outubro de 2011 considerou-se ter chegado a hora de passar para livro esse conjunto de reflexões numa preocupação de síntese e de registo histórico, apesar dessa documentação ter ficado disponível em formato digital no sítio na web da APDSI, imediatamente após a sua produção.

Reconhece-se que este livro é uma cedência ao analógico num mundo cada vez mais digital. Mas tal como a televisão não destronou a rádio, nem esta a imprensa escrita, nem o cinema o teatro, continuará a haver lugar para o livro, mesmo numa sociedade predominantemente digital.

Repensar a sociedade da informação e do conhecimento no início do Séc. XXI que constitui o tema deste livro, encontra a sua justificação no facto de perspectivar o futuro ser uma actividade normal da natureza humana. Em áreas com uma evolução muito rápida para além de normal é uma necessidade.

A temática da sociedade da informação e do conhecimento está precisamente nesta última categoria. As implicações no quotidiano dos cidadãos, na organização da sociedade, nos comportamentos colectivos, na forma de gerir os negócios, na comunicação social, na educação, na saúde, na cultura e no entretenimento, para referir apenas algumas das áreas em que as suas repercussões se fazem sentir, são muito importantes.

Pensar o futuro é deste modo uma actividade imprescindível para todos aqueles que desejam intervir no desenvolvimento deste processo, que se encontra em curso na sociedade, em que a informação e o conhecimento ganham um papel progressivamente mais importante na criação de riqueza e na melhoria da qualidade de vida. Os efeitos fazem-se sentir no campo social e no domínio da organização política. As transformações tecnológicas são o gatilho que faz detonar essas alterações, nem sempre de forma imediata. É habitual existir um período mais ou menos longo de assimilação da tecnologia e de exploração das suas potencialidades. Não podemos ficar alheios a este conjunto de questões que de certo modo influenciam o futuro de todos os cidadãos e, ainda, dos agentes económicos, em Portugal e nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, como foi constatado na Cimeira das Nações Unidas sobre a Sociedade da Informação que se realizou em Genebra, no final de 2003.

A sociedade da informação e do conhecimento está por todo o lado, e também no discurso dos políticos que se aperceberam que deve ter alguma importância, dado o número de cimeiras e conferências ministeriais organizadas por entidades idóneas, da União Europeia às Nações Unidas.

Em Portugal não se fugiu à regra. Menciona-se a importância da governação electrónica e dos seus contributos para a modernização do Estado e aumento da produtividade da administração pública.

Os planos operacionais respectivos dispõem sempre de recursos, que infelizmente com frequência no passado foram transferidos para outros programas operacionais, igualmente importantes.

Enquanto isso a administração pública continua enredada na ausência de sistemas de informação adequados ao cabal desempenho das suas funções. A situação é ainda parecida em vários sectores da administração pública com aquela que ocorria na banca dos anos sessenta antes de ter havido investimento nos respectivos sistemas de informação. Os que viveram essa época ainda se recordam das enormes filas para efectuar o levantamento do dinheiro para as necessidades da semana, mediante um cheque – não havia Multibanco – que tinha de ser confirmado na agência em que a conta tinha sido aberta. Batalhões de funcionários bancários asseguravam laboriosa e empenhadamente essas sublimes funções.

A administração pública ainda está um pouco assim. Em muitos hospitais não há rasto dos exames efectuados pelo doente, mesmo que tenham sido efectuados nesse mesmo hospital. Já não falamos da história clínica do doente, respeitando normas claras de confidencialidade e de deontologia médica, disponível sempre que necessário para a prestação de cuidados de saúde.

Na educação o ministério desconhece o seu corpo docente tendo necessidade de organizar concursos que envolvem centenas de milhares de professores para a sua colocação, todos os anos. Depois, uns meros erros na entrada de alguns dados criam por vezes enorme polémica nacional e o atraso no início do ano escolar. Poderíamos também referir aquela ideia interessante da Internet das escolas, isolada da adequação dos planos de estudo e das práticas pedagógicas, o que corresponde a continuar a ensinar o mesmo com a Internet para animar os alunos.

Na justiça é melhor não se falar. Todos aqueles pareceres e deliberações muito doutos a serem repetidos sem “cópia e colagem”, em processos perdidos no tempo, cozidos com cordéis, para ficarem mais seguros e as folhas não se perderem com as correntes de ar. Imaginem um banco a funcionar da mesma forma com os cheques agravados no dossier da conta do titular. Quatro a cinco anos para dar andamento a processos que a mais elementar justiça exigia que não ultrapassassem quatro a cinco meses. A jurisprudência longe da ponta dos dedos para que os senhores doutores juízes tenham que vasculhar muito para poderem decidir com isenção.

As compras públicas a serem processadas por laboriosos mecanismos burocráticos, algumas vezes propositadamente pouco transparentes, fazendo tábua rasa das aquisições por via electrónica, quando as próprias donas de casa já estão a desabituar-se de ir ao supermercado.

É neste contexto nacional, onde felizmente se vão observando melhorias pontuais que pouco a pouco vão alterando o panorama no sentido positivo do aumento de eficiência, que os Fóruns da Arrábida se processaram. A sociedade da informação e do conhecimento não é para levar com ligeireza pois tem a ver directamente com a qualidade de vida dos cidadãos, incluindo estes na sua qualidade de profissionais ou agentes económicos e uma vez que a competitividade do país no contexto das nações depende directamente da sua capacidade de se adaptar à era em que se vive. Não nos podemos esquecer que esta é a era da sociedade da informação e do conhecimento".

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

14ª Tomada de Posição do Grupo de Alto Nível da APDSI


O Grupo de Alto Nível (GAN) da APDSI apresentou no passado dia 29 de setembro, no Auditório da Plataforma das Artes, em Guimarães, a sua 14ª tomada de posição pública intitulada "Cultura e Arte na SI - Indústrias Criativas".

Num contexto muito marcado pela procura de novos padrões para a atividade humana, a criatividade e os aspetos culturais da nossa sociedade ganham particular importância, entende o GAN da APDSI, que sugere que as indústrias criativas podem ser consideradas como atividade de valor económico e um contexto potenciador das indústrias criativas é o território que, dessa forma, se torna um elemento importante para o seu desenvolvimento.

Nesta 14ª tomada de posição, o GAN entende que a criação de valor pela experiência na realização de objetos criativos ou criação de eventos "promove um maior relacionamento entre indivíduos e dá-lhes capacidade de se constituírem como uma organização em rede, que agrupa num sistema complexo, inúmeras unidades autónomas individuais, mas altamente correlacionadas e baseadas num constante fluxo de trocas entre si".

Para esta análise o GAN teve em conta que o digital contribui para a disseminação e transferência de conhecimento, história e cultura e para o diálogo transgeracional.
"Na Sociedade do Conhecimento quem melhor dominar a organização e produção de informação e quem melhor dominar a tecnologia e possuir recursos humanos com literacia adequada, é mais capaz", afirma Luís Borges Gouveia, professor da Universidade Fernando Pessoa e membro do GAN da APDSI.

O Grupo de Alto Nível da APDSI entende que o desafio que se coloca ao Governo e à sociedade em geral consiste em criar a densidade e diversidade que garantam a sustentabilidade da cultura e da arte enquanto atividade económica.

De entre as oito recomendações que o GAN faz para potenciar a cultura e a arte na Sociedade da Informação enquanto indústrias criativas, destacam-se a referência às condições fiscais "que sejam facilitadoras de novas iniciativas dentro das indústrias criativas", a integração de alguns espaços públicos em rotas temáticas "organizando e disponibilizando as suas histórias e significados" e o cada vez mais solicitado "envolvimento da população sénior de modo a promover a partilha e transferência intergeracional de conhecimento".

Para Luís Borges Gouveia, enquanto representante do GAN, "as indústrias criativas constituem uma das oportunidades que um território com história e densidade cultural, como o território nacional, pode e deve explorar no sentido de promover a sua preservação e o seu potencial de criação de emprego e de atividade económica".

Nos últimos tempos o setor das indústrias criativas começa a ter expressão e demonstra ter potencial económico nacional. Exemplos disso são o aparecimento de pólos do seu desenvolvimento como o da cidade do Porto ou a iniciativa Capital Europeia da Cultura 2012, em Guimarães, ao abrigo da qual decorreu esta apresentação de Tomada de Decisão do GAN da APDSI.

O GAN é composto por um pequeno número de membros selecionados individualmente pela direção da APDSI, colocando o seu conhecimento e experiência ao serviço da comunidade nacional. O GAN tem a missão de facultar à Direção da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, de forma sistemática e continuada, uma avaliação qualitativa e quantitativa da ação dos Órgãos de Soberania e de outras iniciativas relevantes na área da Sociedade da Informação e do Conhecimento.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A APDSI acredita nas smart cities

A APDSI subscreve a visão de cidades inteligentes ("smart cities") como cidades nas quais o uso intensivo das tecnologias e da informação constituem a base para a gestão integrada do respectivo funcionamento quotidiano, criando um ambiente propício à melhoria sustentada da qualidade de vida dos habitantes e dos visitantes, ao desenvolvimento da atividade económica, à gestão integrada e racional dos recursos naturais e dos serviços (transportes, energia, infra-estruturas), num contexto de governança participativa.

Com mais de 50% da população mundial a viver em cidades (que se estima se estejam a expandir a um ritmo de 2 habitantes/segundo), mais de 50% do PIB mundial gerado em cidades acima dos 750.000 habitantes, representando as cidades 75% do consumo mundial de energia e 80% das emissões de CO2, o uso inteligente da tecnologia para transformar o modo como os cidadãos vivem, trabalham, aprendem e se divertem, num ambiente mais "verde" e sustentável de realização social, constitui um desafio civilizacional incontornável e inadiável.

A APDSI acredita ser este um dos mais relevantes vetores de realização da Sociedade da Informação.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

14ª Tomada de Posição do GAN: "Cultura e Arte na SI - Indústrias Criativas"

Inserida na iniciativa Guimarães - Capital Europeia da Cultura, a APDSI vai apresentar a sua 14ª Tomada de Posição do Grupo de Alto Nível, intitulada "Cultura e Arte na SI - Indústrias Criativas", no sábado, 29 de setembro, às 15h00, no Auditório da Plataforma das Artes, em Guimarães.

PROGRAMA:
14h30 - Receção dos Convidados
14h50 - Presidente da APDSI, Prof. J. Dias Coelho
14h55 - Presidente da Delegação Norte da APDSI, Prof. Luis Amaral
15h00 - Apresentação da tomada de posição: "Cultura e Arte na SI - Indústrias Criativas"
            - Prof. Luís Borges Gouveia
16h00 - Encerramento

Para mais informações consulte o sítio na web da APDSI.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Smart Cities - desafio inadiável ou sonho inalcançável?

Sabia que, com mais de 50% da população mundial a viver em cidades (que se estima se estejam a expandir a um ritmo de 2 habitantes/segundo), mais de 50% do PIB mundial gerado em cidades acima dos 750.000 habitantes, representando as cidades 75% do consumo mundial de energia e 80% das emissões de CO2, o uso inteligente da tecnologia pode transformar o modo como os cidadãos vivem, trabalham, aprendem e se divertem, num ambiente mais "verde" e sustentável de realização social?

Concorda que este constitui mais um desafio civilizacional incontornável e inadiável?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Conheça a posição da APDSI sobre o Desporto e a SI

A evolução e integração das tecnologias da Sociedade da Informação e do Conhecimento, em praticamente todos os setores de atividade, é uma realidade a que assistimos diariamente e à escala global. O setor do desporto, nas suas componentes amadora e profissional, não está, naturalmente, à margem das tecnologias.

A modernização e o aumento de competitividade da indústria associada ao desporto, que incide não apenas sobre os processos exclusivamente técnico das diferentes modalidades, mas também sobre os produtos e os serviços emergentes do desporto, dependem hoje, em grande parte, da inovação e utilização das tecnologias da informação. As tecnologias não são apenas utilizadas em contextos desportivos, mas também sobre as respetivas organizações e a gestão de desporto.
De realçar o papel crescente que as TICs têm vindo a ter na melhoria contínua do desempenho desportivo dos atletas de alta competição, bem como nos sucessos desportivos das equipas profissionais das modalidades coletivas.

Note-se o papel cada vez mais importante das TICs no sentido de contribuir para a verdade desportiva, com a implementação de técnicas que permitem avaliar o correto cumprimento das regras dos jogos. Na indústria altamente competitiva que é o futebol hoje em dia, já se avalia a possibilidade de colocar chips nas bolas de futebol para ajudar os árbitros nas decisões sobre o cumprimento das leis do jogo.

A APDSI, enquanto organização atenta aos impactos da Sociedade da Informação nos vários domínios da sociedade, entende que é chegado o momento para se começar a sistematizar o "edifício" da sociedade da informação no desporto, visto como mais um domínio onde os seus benefícios estão a ser rapidamente incorporados.