Mostrar mensagens com a etiqueta ipv6. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ipv6. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de junho de 2016

ISOC.PT, ANACOM e DNS.PT esclarecem sobre IPv6 "Diagnóstico e perspetivas em Portugal 2016"



Vai realizar-se na terça-feira, dia 21 de junho, no Hotel Fénix, em Lisboa, uma sessão pública sobre IPv6 "Diagnóstico e perspetivas em Portugal 2016", organizada pela ISOC.PT, a ANACOM e a Associação DNS.PT.

A sessão conta com a participação de João Confraria, Vogal do Conselho de Administração da ANACOM, como moderador no painel "Operadores".

O programa da sessão que a Anacom, DNS.pt e ISOC Portugal elaboraram para a conferência tem como principal objetivo, além de continuar a contribuir para a divulgação das temáticas associadas ao IPv6, abordar e debater com algum detalhe estes dois aspetos do problema.

Na sessão da manhã, a proposta vai para o RIPE NCC, o Regulador francês Arcep, num painel com quatro operadores nacionais de referência moderado pela Anacom. As apresentações terminam com as apresentações da Telefónica (Espanha) e as apresentações sobre o estado do IPv6 nas redes universitárias a nível nacional (FCT) e europeu (IST).

A sessão da tarde, focada nos conteúdos nacionais, conta com uma apresentação de abertura de responsabilidade do DNS.pt, à qual se segue uma apresentação da eSPap sobre o estado do IPv6 na Administração Pública e outra da DECO.

O programa da tarde encerra com dois painéis: o primeiro com representantes de quatro conhecidos portais de compras on-line, moderado pelo DNS.pt, e o segundo com quatro "registrars", moderado pela ISOC Portugal.

O programa detalhado e as inscrições estão disponíveis aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

IPv6 na Administração Pública



A APDSI realizou uma conferência sobre “IPv6 na Administração Pública”, a 11 de maio de 2016, no Auditório da eSPap, em Alfragide.

O IPv6 é uma nova geração do protocolo de Internet. De uma forma simplificada, pode dizer-se que o IPv6 vai permitir aumentar (na escala dos muitos mil milhões) o número de endereços de IP disponíveis mas há outras questões paralelas que é necessário acautelar. Desejavelmente, IPv6 e IPv4 deveriam “conviver” pacificamente durante algum tempo (o chamado “dual stack”) mas nem sempre é isso a que assistimos. Com questões técnicas e de segurança por detrás, pode dizer-se que o surgimento da chamada Internet das Coisas terá acelerado a necessidade de adoção do IPv6. Se, num futuro cada vez mais real, os objetos vão ser capazes de interagir autonomamente entre si, interligados à Internet, parece óbvia a necessidade de existência de um mais alargado meio de comunicação.

Vários governos, como o americano e o brasileiro, por exemplo, já adotaram o IPv6. E em Portugal? Jaime Quesado, Presidente da ESPAP - Entidade de Serviços Partilhados na Administração Pública, considera que o IPv6 «mexe com decisões da Comissão Europeia com implicações a nível nacional», enquanto João Confraria, Administrador da ANACOM, lembra que é missão da Autoridade Nacional das Comunicações «identificar o problema da migração, enquanto necessidade técnica. Será um problema que o mercado resolve ou será necessária intervenção regulatória?». A resposta ainda não é clara.

André Vasconcelos, da Comissão de Execução do GPTIC - Grupo de Projeto para as Tecnologias de Informação e Comunicação, afirma que até ao final do próximo ano «deverá estar definido o modelo e o roadmap para o IPv6 na Administração Pública ao nível intra e interministerial». A elaboração de um novo acordo no quadro de comunicações está a decorrer com o objetivo de ter todas as entidades públicas de cada área governativa a falar sem custos dentro da AP.

Sobre esse aspeto, João Nuno Ferreira, da FCT/UCCN - Unidade de Computação Científica Nacional, ressalva que «o trabalho só está bem feito quando o utilizador final nem se apercebe que está a usar IPv6». Apesar de já estar ativo desde 2003 e da gama de endereços em IPv6 já ser superior aos que estão em IPv4, «ainda não estão a gerar muito tráfego».

João Paulo Figueiredo, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, fez um enquadramento histórico do IPv6, nascido em 1995, retratando os planos, dificuldades e intervenientes na sua implementação na Administração Pública.

Já numa abordagem mais prática, António Bob Santos, do CEIIA - Centre for Innovation and Creative Engineering, apresentou o IPv6 como driver para as cidades inteligentes nas próximas décadas. «As cidades vão ter de se esforçar para serem inteligentes. O impacto deste crescimento nas suas dinâmicas sociais é muito significativo com melhores serviços à disposição, logo, com novos modelos de negócio no horizonte», afirmou.

Valentim Oliveira, da SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços de Portugal, traçou os cenários possíveis para «o que acontecerá no dia em que a organização precisar de endereços públicos para além dos endereços IPv4 que já tem?». Há várias opções mas todas elas passam pela inevitável aquisição de endereços IPv6.

Rui Fernandes, da Cisco, não deixou margem para dúvidas quando assegurou que «os endereços de IPv4 já são um bem escasso. Se eu não me preparar para o IPv6 vou ter problemas porque o IPv4 não está garantido após 2020».

Vasco Lagarto, do Pólo das Tecnologias da Informação, Comunicação e Eletrónica, mostrou que a adoção do IPv6 está a ser um pouco mais lenta do que o esperado inicialmente mas está a acontecer. Apesar das incontestáveis vantagens na adoção do IPv6, Vasco Lagarto reconhece que «o IPv6 não tem em conta a compatibilidade com o IPv4».

A APDSI organizou a conferência, intitulada “IPv6 na Administração Pública”, por entender que é uma questão que se reveste de sensibilidade especial pois a informação em causa refere-se a cidadãos e organizações, incluindo as que são responsáveis pela segurança do próprio Estado.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

IPv6 na Administração Pública


A APDSI vai realizar uma conferência sobre “IPv6 na Administração Pública”, na quarta-feira, dia 11 de maio, entre as 9h00 e as 13h00, no Auditório da eSPap, em Alfragide.

A segurança da informação, quer esteja armazenada, em trânsito ou em utilização por utilizadores autorizados, deve ser assegurada a todo o custo. No caso particular da Administração Pública (AP) esta preocupação reveste-se de sensibilidade especial pois a informação em causa refere-se a cidadãos e organizações, incluindo as que são responsáveis pela segurança do próprio Estado. A forma pouco afirmativa e, frequentemente, limitada, como a AP governa e gere os seus sistemas de informação, aconselha a uma reflexão sobre a implementação do protocolo Internet IPV6, particularmente no que se refere à transição de IPV4 para IPV6.  

Já há muito tempo que a migração total de IPV4 para IPV6 era considerada urgente e necessária, não só pelo esgotamento previsível de endereços IP, como também pela forte necessidade de “aumentar a segurança” nas transmissões eletrónicas via Internet e pela maior facilidade em assegurar-se interoperabilidade entre sistemas.

Embora de forma não explícita, tem persistido nalguns meios a perspetiva de que a implementação do Plano Global Estratégico para as TIC na AP facilitaria a transição para o IPV6 na AP. Terá sido mesmo assim?

Passados mais de dois anos após a publicação do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID) aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 91/2012 - DR nº216 de 8 de novembro - já todos os sistemas utilizados pela AP estarão a usar o IPV6?

Estas são algumas questões que a APDSI se propõe debater e esclarecer no próximo dia 11 de maio. Consulte o programa aqui.

INSCRIÇÕES

A participação na conferência é gratuita mas está sujeita a inscrição prévia aqui. As inscrições ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório.

terça-feira, 31 de março de 2015

O IPV6 na Administração Pública



O projeto Europeu GEN6 - Governments ENabled with IPv6 - tem por objetivo promover a adoção do protocolo IPv6 na Administração Pública e serviços governamentais ao nível europeu. No âmbito do projeto, o Instituto Superior Técnico, em conjunto com a ISOC Portugal e o apoio da Comissão Europeia, promove no próximo dia 9, no Centro de Congressos do IST, um evento destinado a decisores e dirigentes da Administração Pública, técnicos, entidades reguladoras e operadores, com o objetivo de discutir e apoiar a introdução do protocolo IPv6 na Administração Pública em Portugal.

Da parte da manhã serão discutidos principalmente aspetos estratégicos aconselháveis para a adoção do protocolo na Administração Pública. Este período conta com apresentações de responsáveis da Comissão Europeia, de especialistas internacionais do projeto GEN6, que trazem a experiência de outros países europeus nesta matéria, e conta também com intervenções de autoridades nacionais e operadores de telecomunicações com a sua visão sobre a introdução do protocolo.

A tarde será preenchida com exemplos práticos de aplicação em cenários diversos e com sessões técnicas focadas em aspetos práticos de implementação do protocolo.

A participação no evento é livre, mas a inscrição é obrigatória e tem de ser feita aqui.