segunda-feira, 24 de outubro de 2016

15.º Fórum da Arrábida da APDSI (2016) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica"



A APDSI realizou, no dia 7 de outubro de 2016, o 15.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O Fórum da Arrábida, na sua edição de 2016, vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto e sob diferentes perspetivas, refletiram e exploraram novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal. Estamos num mundo cada vez mais complexo e incerto que nos coloca constantes desafios individuais e coletivos.

Este ano, o Fórum da Arrábida focou-se no tema "Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O mundo entrou numa nova Era tecnológica, em que as questões ligadas à privacidade, à segurança nas redes e as suas relações e implicações com o mundo económico globalizado, são de importância critica para a vida em sociedade e estão no centro do futuro da SI. Importava, assim, fazer um debate à volta das diferentes perspetivas que se colocam aos cidadãos, às instituições e, em geral, à vida em sociedade.

A APDSI, como associação ativa da Sociedade Civil, pretendeu com este fórum dar o seu singelo contributo para que o advento da SI seja uma grande oportunidade para Portugal e para os portugueses.

A parte da manhã foi dedicada à introdução dos temas em discussão, com o contributo de dois keynote speakers, cujas análises e perspetivas estimularam e complementaram as diferentes visões que os participantes partilharam ao longo do dia.

Abertos os horizontes e estruturados os problemas carentes de respostas, foram constituídos três Grupos de Reflexão que aprofundaram os seguintes domínios:

1 - Privacidade e CiberSegurança;

2 - CiberSegurança e Regulação Económica;

3 - Regulação Económica e Privacidade.

Veja aqui as apresentações e vídeos já disponíveis.

domingo, 16 de outubro de 2016

«an online social network that connects young classical musicians to local audiences through concert house parties»


Daqui, na wired

E o site da Groupmuse neste endereço. De lá:
«Groupmuse aims to create meaning and fulfillment in people’s lives and to change the way that people understand the role of great art in daily life. We do this by using great classical music to build local communities safely and inclusively and by empowering communities to support local professional artists. We use fair and transparent systems to make these connections wherever musicians and audiences are ready for them». E também:
«It’s very important to us that the communities found on our website and at groupmuses are inclusive, accessible, safe, and respectful. You can help by encouraging others to uphold these guidelines and reporting any violating behaviour below». 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Portugal acolheu as Olimpíadas Internacionais de Informática em 1998. Recorde como foi...



A cidade portuguesa de Setúbal acolheu, de 5 a 12 de setembro de 1998, a 10.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática.

A coordenação do evento nacional esteve a cargo de Alexandre Cerveira, num ano em que participaram alunos vindos de 68 países. O Comité Científico foi liderado por Rui Gustavo Crespo, do Instituto Superior Técnico.

Fernanda Pedro, à altura vice-presidente da Associação Portuguesa de Informática, integrou a organização desse ano das IOI e recordou à APDSI como foi a experiência.

APDSI - Que memórias guarda das Olimpíadas da Informática 1998?
Fernanda Pedro - O desafio colocado para a organização foi enorme. Garantir que países com quem Portugal não tinha relações diplomáticas poderiam participar, foi uma odisseia. E que não havia problemas entre países com relações "difíceis". O contacto com Embaixadas, Consulados e Ministério dos Negócios Estrangeiros, uma constante. Fazer um jantar com os leaders de cada delegação, sem ferir susceptibilidades e de agrado geral, um desafio.  Criar o ambiente de competição (no Politécnico de Setúbal) e treino (em Tróia), garantindo que cerca de 260 computadores funcionavam e acediam aos servidores (o wifi estava longe), uma loucura. Garantir que camisolas, bonés, papel timbrado e restante material promocional estava pronto a tempo e com a qualidade pretendida... Criar o ambiente em Tróia em torres que só anos depois foram recuperadas, um exercício de imaginação. Garantir meios de emergência em Tróia e em Setúbal. Encontrar uma equipa de cerca de 70 jovens, para acompanharem as equipas e esperar que entrosassem e ficassem amigos, um divertimento! Não perder mais de 200 pessoas na EXPO! E encaminhar um autocarro para Tróia (que já ia a caminho de Évora, de madrugada, sabe-se lá porquê!). Ter uma Base de Dados com toda a informação relevante de cada participante (aluno, professor, observador, equipa, apoios, etc., incluindo contactos de emergência, etc.), uma tarefa interessante. Muito bom e acabámos com a sensação de "Bom Trabalho". E alguns mal-entendidos, claro! Era necessário emitir um certificado por participante, independentemente da forma como participava e se obteve ou não medalhas. Como este:



APDSI - 68 países estiveram representados em Portugal nesse ano. Como foi gerir tantos alunos em Portugal? Que apoios houve? 
Fernanda Pedro - Estava a tentar aceder ao site do evento que estava alojado em www.missao-si.mct.pt mas já não está acessível, donde muita da informação se perdeu! A gestão dos alunos não foi complicada pois cada equipa tem sempre um team leader que é a ligação à organização. A logística da organização, essa sim criou desafios, desde os alojamentos (Tróia), os transportes (de e para Setúbal, Aeroporto e visitas - EXPO e Évora), a alimentação e as atividades extra-competição. Os apoios encontram-se no folheto abaixo. Assim não há esquecimento de algum.



APDSI - Qual foi a parte mais interessante de estar na organização das Olimpíadas?
Fernanda Pedro - A vivência de 68 nacionalidades, cada qual com sua especificidade.  As noites mal dormidas (trabalho e divertimento), os amigos que se fizeram, os desafios que se superaram - algo que todos guardam na memória.

APDSI - Nesse ano houve portugueses a concorrer?
Fernanda Pedro - Sim, 4 alunos. Os nomes e classificação ao longo dos anos pode ser encontrada aqui. Nenhum foi medalhado.

APDSI - Em 98 ganhar as Olimpíadas Internacionais da Informática tinha mais ou menos impacto que hoje? 
Fernanda Pedro - Penso que equivalente. É uma questão de prestígio se bem que alguns países levem muito a sério o resultado.

APDSI - Quais eram os grandes desafios, na altura, para os alunos resolverem?
Fernanda Pedro - Três problemas em cada dia de competição, a serem resolvidos em C ou Pascal. Em 2016 já estamos no mundo Java.

APDSI - Recorda-se se tinham algum tipo de estímulo por parte das escolas?
Fernanda Pedro - Em algumas escolas, sim. A FDTI na altura também divulgava o evento.

APDSI - Seguiu o rasto dos vencedores da edição de 1998? Onde estão hoje?
Fernanda Pedro - Seguir não! Mas alguns deles são fáceis de localizar, como por exemplo, o Prof. Pedro Ribeiro que já participou 15 vezes na competição, quer como aluno, quer como professor.

APDSI - Acha que as Olimpíadas da Informática são valorizadas e reconhecidas em Portugal?
Fernanda Pedro - Não. Penso que passam completamente despercebidas e continuam a ser a carolice de alguns. As da Química e de Matemática têm maior divulgação. Mas os Prof. Pedro Guerreiro e Pedro Ribeiro poderão dar uma informação mais assertiva sobre este tema.


9.ª Conferência ANACOM: Nova regulação para uma Gigabit Society



A ANACOM vai realizar, no próximo dia 2 de novembro, às 14h00, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a 9.ª conferência internacional submetida ao tema "Nova Regulação Para uma Gigabit Society".

A iniciativa pretende promover o debate sobre a proposta da Comissão Europeia (CE) de revisão do quadro regulamentar das comunicações eletrónicas, divulgada publicamente a 14 de setembro de 2016, a qual irá determinar a regulação do setor a partir de 2020.

O keynote speaker é Roberto Viola, da Direção-Geral para as Redes de Comunicação, Conteúdos e Tecnologias (DG CONNECT), que fará a apresentação da proposta da CE.

A participação é gratuita e aberta a todos os interessados, apenas sujeita a inscrição prévia online aqui.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Grupo Parlamentar do PCP responde ao pedido de ajuda da ANSOL e AEL contra o DRM


No âmbito da reunião do World Wide Web Consortium em Portugal, a ANSOL e a AEL reuniram-se num protesto contra a inclusão de DRM no HTML e abordaram os partidos com assento parlamentar. O BE respondeu com um artigo de apoio à causa no Esquerda.net e o PCP também deu resposta ao apelo, tendo dirigido à Assembleia da República um documento expositivo, alertando para a situação, ao qual a APDSI teve acesso.

A Associação Nacional para o Software Livre e a Associação Ensino Livre estão atentas à possível integração de DRMs (Digital Restrictions Management) nos códigos HTML que constroem as páginas da World Wide Web.

De recordar que ambas as associações se manifestaram, a 21 de setembro, junto ao Centro de Congressos de Lisboa, onde decorria um encontro da World Wide Web Consortium (W3C), a organização que define as normas para a Web como o HTML e o CSS. Em causa está a pressão que empresas como a Microsoft, a Google e a Netflix têm vindo a fazer junto do W3C para a incorporação de Encrypted Media Extensions (EME) no HTML.

A ANSOL entende que, a tornar-se realidade, esta medida «faria com que o HTML deixasse de ser uma norma aberta, de acordo com a legislação nacional e iria sacrificar injustificadamente a liberdade na Web».

«Que orientações estão a ser seguidas pelos representantes de Portugal neste debate?» e «Que medidas estão a ser consideradas e levadas a cabo para a defesa, neste e noutros âmbitos, do caráter aberto da Internet e das normas técnicas que a definem?» são as perguntas colocadas pelos deputados Bruno Dias e Ana Mesquita, do PCP, ao executivo socialista que, até à data, não se pronunciou sobre o caso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Câmara Municipal de Lisboa vai criar o portal Lisboa Aberta


A Câmara Municipal de Lisboa vai realizar um workshop no próximo dia 19, nas próprias instalações da autarquia, para recolher sugestões e propostas para um portal de dados abertos, designado Lisboa Aberta, que está a desenvolver.

A criação do portal tem como objetivo a disponibilização de informação sobre a cidade de Lisboa em formatos abertos. 

Segundo informações da Câmara, a sessão de brainstorming será um espaço informal de discussão e elaboração de propostas sobre o portal e outras que potenciem a reutilização e a investigação sobre os dados, bem como a identificação de parcerias para o efeito. 

Pode obter mais informações aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Está a decorrer o Inquérito Aberto à Segurança da Informação nas Instituições em Portugal


A AP2SI - Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança da Informação está a realizar o Inquérito Aberto à Segurança da Informação nas Instituições em Portugal. O inquérito visa contribuir para a consciencialização do tema nas pessoas e instituições e através da recolha e estudo de dados específicos de Portugal que possam ser utilizados para medir a evolução do modo como a sociedade e as instituições encaram este tema.

O inquérito está disponível aqui. A AP2SI pretende aferir a perspetiva dos cargos de administração, direção e de todos os colaboradores sobre o modo como as instituições em Portugal trabalham este tema, independentemente da sua dimensão, área de atuação ou volume comercial.