terça-feira, 14 de agosto de 2018

Roupas de nanotubos de carbono podem ser usadas como bateria



Engenheiros da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, em parceria com a Base Aérea de Wright-Patterson, estão a desenvolver uma roupa que pode ser usada como bateria, sendo assim capaz de carregar outros dispositivos elétricos.  

Segundo o Interesting Engineering, o tecido das roupas é feito a partir de nanotubos de carbono, que são materiais com excelentes propriedades de condução térmica e resistência ao calor. Graças às tecnologias de ponta da Força Aérea americana, os cientistas são capazes de criar materiais inteligentes para aprimorar as aplicações de tecnologia militar.

No centro destas aplicações estão os nanotubos de carbono. De acordo com os cientistas, no futuro, será possível substituir o cobre dos carros e dos aviões, de forma a diminui o peso dos veículos e melhorar a eficiência do combustível.

Os nanotubos de carbono poderão também ser utilizados para filtrar as nossas águas e para nos dar mais informação sobre as nossas vidas e corpos, através de sensores biométricos. Além disso, estes materiais devem também substituir o poliéster e outras fibras sintéticas.

Os nanotubos de carbono são os objetos mais negros encontrados na Terra, absorvendo cerca de 99,9% de toda a luz visível.

A Internet das Coisas e o seu impacto na vida dos cidadãos a 20 anos, foi um dos temas abordados pela APDSI em 2013 no seu encontro anual no Fórum da Arrábida que pode recordar aqui.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Lei eleitoral mudou para portugueses que vivem no estrangeiro



A Assembleia da República aprovou no passado dia 18 de julho várias alterações às leis eleitorais relativas aos portugueses que vivem no estrangeiro propostas pelo governo, PSD e BE.

Entre as várias mudanças levadas a votação no Parlamento pelo Governo, aprovadas com votos a favor de todas as bancadas com exceção da do CDS-PP, que se absteve, destacam-se o recenseamento automático, o que se traduz num milhão de votantes a mais, voto postal gratuito, voto em alternativa presencial/postal para a Assembleia da República e alargamento das mesas de voto. 

Os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro vão passar a estar inscritos no recenseamento nacional. Na prática, isto significa que os emigrantes portugueses vão passar a estar equiparados aos residentes em Portugal. 

O voto por via postal vai ainda passar a ser gratuito.

Estas medidas, que se traduzem num histórico avanço para os portugueses que vivem no estrangeiro, já vinham a ser incentivadas pela APDSI há alguns anos. Recorde-se a conferência / debate "Voto Eletrónico para todos os Portugueses", que a Associação realizou em maio do ano passado no Auditório António de Almeida Santos da Assembleia da República, no qual foi feita uma demonstração-piloto de voto eletrónico.

Em ano de eleições autárquicas, a APDSI considerava oportuno debater os desafios tecnológicos, sociais e políticos que decorrem da democracia eletrónica e, em particular, do voto eletrónico universal e em mobilidade. Questões como a desterritorialização, a anonimização e a segurança do voto, foram abordadas neste evento que pode recordar aqui.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

24.ª ISfTeH International Conference realiza-se em conjunto com a Portugal eHealth Summit 2019




A conhecida ISFTeH - International Society for Telemedicine and eHealth realiza conferencias internacionais todos os anos.

A 24.ª ISfTeH International Conference vai realizar-se em Portugal em conjunto com a Portugal eHealth Summit 2019, de 19 a 22 de março.

A Portugal eHealth Summit é uma iniciativa do Ministério da Saúde, promovida pela SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde - e CNTS - Centro Nacional de TeleSaúde.

A SPMS criou em Portugal um evento anual representativo da transformação e inovação digital no setor da saúde. Este evento já é reconhecido como um dos maiores da Europa com mais de 13.000 pessoas presentes, e ainda mais (22.000) que acompanharam o evento de 2018 em livestream

A "Portugal eHealth Summit" foi este ano, distinguida com o Alto Patrocínio da Presidência da República. Marcelo Rebelo de Sousa participou na sessão oficial de encerramento da edição de 2018, sublinhando que "Portugal está na liderança do digital".

Para mais informações envie um e-mail para info@isfteh.org.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Livro de Reclamações Eletrónico entrou em nova fase



Depois de um primeiro ano com balanço positivo aplicado aos serviços públicos essenciais, o Livro de Reclamações Eletrónico foi alargado a mais setores económicos no passado dia 1 de julho.

A plataforma digital, que começou a 1 de julho de 2017 para os serviços essenciais como energia, resíduos, comunicações eletrónicas e serviços postais, foi agora alargada às áreas da grande distribuição, comércio, hotelaria, materiais de construção e agências de viagens.

Inicialmente, o LRE foi adotado com o objetivo de promover o tratamento mais célere e eficaz das solicitações e uma maior satisfação dos consumidores. Neste primeiro ano, os dados oficiais apontam para cerca de 50 mil reclamações processadas através da nova plataforma com as telecomunicações e o setor da energia a liderarem a lista de queixas.

Segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Economia, a implementação será faseada, entre 1 de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, "considerando o elevado número de setores de atividade económica e, consequentemente, de agentes e de estabelecimentos, envolvidos na segunda fase de implementação do projeto do Livro de Reclamações Eletrónico".

A Direção-Geral do Consumidor divulga informação sobre o livro de Reclamações Eletrónico aqui e disponibiliza um Manual do Utilizador.

Apesar do sucesso do LRE, o Livro de Reclamações em papel continua a ser disponibilizado.

O livro de reclamações em formato eletrónico (um único exemplar por operador, independentemente do número de estabelecimentos fixos ou permanentes de que disponha) pode ser adquirido junto da INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Implante conectado ao iPhone ajuda cidadãos com perda auditiva



A Apple lançou a aplicação Nucleus Smart que pretende vir a ajudar os cidadãos que sofrem de perda auditiva.

A Cochlear é uma empresa australiana especializada em implantes auditivos e há mais de oito anos a marca uniu-se à Apple para desenvolver um equipamento auditivo que funcionasse de forma integrada ao iPhone. O primeiro resultado da parceria veio a público em 2015 com o lançamento do processador de som Baha 5, capaz de descodificar som para pessoas que tinham perdido tal capacidade.

Em 2017 a união das marcas apresentou ao mercado o processador Nucleus 7 sound processor, que dispensa a necessidade de um dispositivo adicional. Até então, todos os modelos de implantes tinham de se conectar aos aparelhos portáteis via Bluetooth, o que agora deixa de ser necessário.

O aparelho é responsável por garantir acesso ao mundo digital a pessoas com perda auditiva em níveis avançados. Para quem apresenta problemas menores de audição, o funcionamento do dispositivo não é tão significante.

Graças ao Nucleus 7, atividades relativamente comuns, que até então eram impossíveis, como fazer uma chamada telefónica, ouvir música ou orientar-se com um GPS, são agora possíveis para quem sofre de perda de audição. Além de viabilizar as atividades, o processador permite controlar os níveis do som que chegam ao ouvido através do smartphone.

A aliança entre a saúde e as novas tecnologias já tem alguns anos. Na APDSI, o último evento neste âmbito decorreu em fevereiro de 2015 e pode recordá-lo aqui.

United Nations E-Government Survey 2018: Portugal é mencionado com nota positiva




Foi publicado o "United Nations E-Government Survey 2018" e Portugal é mencionado no relatório, com nota positiva, em relação ao Simplex, Lojas do Cidadão e Espaços do Cidadão.

A Dinamarca encontra-se em primeiro lugar no ranking mundial de "e-Government Development" e Portugal ocupa o 29.º posto, no que se traduz numa subida em relação ao ranking de 2016 (o país estava em 38.º lugar).

O relatório considera que as políticas e estratégias adotadas nos últimos anos em Portugal no âmbito da transformação digital dos serviços públicos, assentam nos "princípios de implantação de serviços centrados no cidadão, simplificação administrativa e interoperabilidade, custos e recursos da administração central". Na United Nations E-Government Survey 2018 lemos, ainda, que as chamadas "lojas do cidadão" são uma das "mais emblemáticas faces desta nova política com um conceito inovador de prestação de serviços públicos que reúne, no mesmo espaço, várias entidades públicas e privadas, o que resulta de uma colaboração entre a administração central, parceiros locais e cidadãos".

Existem agora mais de 150 centros físicos multi-serviços como parte de uma rede que utiliza as TIC para criar espaços de cidadão para a prestação de serviços distribuídos digitalmente ou com assistência pessoal, se necessário. Isto "reflete uma preocupação pelo facto de os níveis alfabetização digital não serem os mesmos em todo o país". Outro importante pilar da política é o programa "Simplex", que visa simplificar a burocracia, modernizar a administração pública e facilitar a interação entre cidadãos e empresas com administração pública, tanto ao nível central como municipal.

A United Nations E-Government Survey 2018 é publicada à medida que a implementação da Agenda 2030 para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) avança para o seu terceiro ano. "Os governos têm a responsabilidade crítica de encontrar e implementar políticas e medidas para mitigar o impacto dos choques tecnológicos na sociedade; uma nova dimensão de vulnerabilidades que as TIC vieram expor", lê-se na survey, que pode consultar aqui.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Atividades dos grupos de trabalho da APDSI em junho



Aqui ficam as notícias sobre as mais reuniões dos grupos de trabalho da APDSI em junho:

Grupo Desmaterialização e Gestão de Processos

O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados - RGPD veio substituir a Diretiva 95/46/EC, conhecida como Diretiva Europeia de Proteção de Dados Pessoais, e teve plena aplicação no passado dia 25 de maio. Este regulamento tem um efeito global, aplicando-se a entidades que processam dados pessoais, mesmo quando o tratamento ocorra fora da limitação geográfica da União Europeia, desde que sejam oferecidos bens ou serviços a titulares de dados que se encontram em algum país da União Europeia. O grupo está a trabalhar num documento que avalia os seus impactos na gestão da informação. Visite a página do grupo.

Grupo Competências Digitais, Qualificação e Empregabilidade

O Grupo está a avançar na concretização do seu plano de atividades, tendo dois agendamentos confirmados para as suas "tertúlias"; uma a 12 de setembro, em colaboração com a empresa Rebis Consulting, agendada para Sacavém, e outra para outubro no ISCAPorto (em colaboração com a UMinho e a delegação norte da APDSI). Relativamente à Tomada de Posição sobre o INCoDE.2030, o Grupo mantém a intenção de apresentar os seus resultados numa conferência a realizar no primeiro trimestre de 2019. Junte-se a nós.