sexta-feira, 25 de outubro de 2019

A APDSI divulga o Portal do DPO


A APDSI divulga o Portal do DPO, dedicado aos Encarregados de Proteção de Dados, desenvolvido por um dos seus sócios e membro do grupo de missão “Privacidade e Segurança”, Tiago Nascimento. Este portal foi criado aquando da entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e tem vindo a ultrapassar as expetativas de visitas.
Neste portal, encontram-se conceitos e informações de boas práticas de implementação de forma a garantir os processos para uma conformidade com o RGPD.
O que pode encontrar neste portal?
  • Princípios do tratamento de dados pessoais;
  • Direitos dos titulares dos dados;
  • Obrigações a cumprir;
  • Principais funções do DPO;
  • Principais impactos operacionais.
Tiago Nascimento é consultor, gestor de projetos e formador nas áreas de Sistemas e Tecnologias de Informação e Segurança e Proteção dos Dados Pessoais (RGPD).

Procuram-se parceiros e voluntários para plataforma de combate à violência de género




GRAV é o nome de uma plataforma para monitorização, sensibilização e combate à violência de género. Começou a ser pensada em janeiro de 2018 por um pequeno grupo de voluntários, está em fase beta e precisa agora de ajuda para a reta final do seu desenvolvimento.



O GRAV está a ser desenvolvido pelo grupo CivicTech da APDSI, cidadãos voluntários que querem mostrar como as ferramentas digitais podem promover a participação cívica informada e a defesa dos Direitos Humanos. O grupo escolheu o tema da violência de género para o seu primeiro projeto e tem vindo a trabalhar num website que visa dar voz às vítimas e complementar os dados oficiais.



O GRAV foi pensado para:

  • reunir histórias de vítimas nas suas palavras e de forma anónima;
  • encorajar a denúncia oficial;
  • sensibilizar a sociedade para as várias dimensões do problema;
  • dar eco a iniciativas e ações relacionadas com a temática da violência de género.
Com muitos avanços e recuos, momentos de pausa e outros de energia redobrada, os cerca de 10 elementos do grupo têm contribuído o seu tempo, as suas diferentes experiências, competências e sensibilidades para trazer o GRAV até ao ponto que hoje se pode ver.


Desde que iniciou o seu trabalho, o GRAV tem vindo a amadurecer, encontrando a sua razão de ser num espaço que o grupo acredita não estar a ser preenchido por qualquer outro projeto ou entidade.  Até o seu nome foi mudando, refletindo a forma como o projeto foi evoluindo: Grande Rede Anti-Violência, Mapa de Violência de Género, Observatório de Violência de Género em Portugal, e agora Plataforma de Combate à Violência de Género.



Os contactos informais com algumas entidades que atuam na área da violência de género mostram que o projeto está no caminho certo. Contudo, o grupo sente a necessidade de envolver outras pessoas e entidades que complementem o seu conhecimento e as suas perspetivas.



Do ponto de vista técnico, o grupo precisa de ajuda com trabalho de desenvolvimento no Wordpress, design e desenvolvimento de frontend, e preparação dos dados para que possam ser disponibilizados em formato aberto.



Precisa também de entidades que se revejam nos objetivos propostos e que queiram contribuir com o seu conhecimento para que o GRAV possa ser o mais abrangente e agregador possível.



Se tiver interesse em ajudar a lançar esta plataforma de combate à violência de género em Portugal, entre em contacto connosco através do email secretariado@apdsi.pt.



O grupo trabalha inteiramente à distância pelo que a localização geográfica dos seus membros não é um problema.


A situação da violência de género é GRAV: tu podes ajudar.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Presidente da Direção da APDSI distinguida com Prémio "Women in Information Systems Research"


Maria Helena Monteiro, presidente da direção da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) foi distinguida com o Prémio Women in Information Systems Research da Associação Portuguesa de Sistemas de Informação, a par de Sara Carrasqueiro, da Agência para a Modernização Administrativa (AMA).


As duas investigadoras foram premiadas pelo seu trabalho de investigação “Engaging Public Servants for Digital Disruption: a case report of a gamification tool for capacity building on digital strategies experienced in the contexto of Higher Education”.

Com um percurso de investigação conjunto nas áreas da Sociedade da Informação com mais de quinze anos, as duas autoras viram agora ser distinguido o seu artigo que descreve e avalia a conceção e a utilização de uma ferramenta de gamificação para o desenvolvimento de competências de ideação de políticas e estratégias de governo digital, com especial enfoque na utilização de tecnologias emergentes. Os resultados desta investigação reforçam o interesse em alargar este tipo de metodologias à generalidade dos servidores públicos.



O prémio foi entregue durante a 19.ª Conferência da Associação Portuguesa de Sistemas de Informação, que decorreu a 11 e 12 de outubro, na NOVA Information Management School (NOVA IMS), em Lisboa.

Educação & Formação 2019 na União Europeia



Anualmente, desde 2010, o monitor calcula o progresso das metas de educação e formação em cada Estado-membro. Este ano, o foco encontra-se nos professores e no seu papel. Este foi um setor que progrediu face às expetativas de 2007.

Abandono precoce da educação e da formação: a posição atual (10,6%) é ainda superior à média da EU (abaixo de 10%). No entanto, este número parece ter chegado a um limite, pois corresponde ao encontrado no relatório do ano passado. Estados e grupos de pessoas, como os homens e aqueles com uma migração de fundo, estão mais longe de atingir esses objetivos. 
Consecução no ensino superior: A UE detém uma percentagem 40% e os resultados globais atingiram esse valor pela primeira. Mesmo que o alvo tenha sido alcançado, as diferenças de género ainda são elevadas e as diferenças persistem em aumentar.
Educação e cuidados na primeira infância: a quantidade de crianças com 4 anos de idade a frequentarem a escola (95,4%) excede o objetivo da UE (95%). O relatório afirma que os restantes 4,6% refletem especialmente as crianças em risco de pobreza ou exclusão e o problema é ainda maior no que diz respeito a crianças mais jovens (entre 0 e 2 anos). 
Metas de leitura, matemática e ciência: alcançar o alvo de 15% está a ser particularmente desafiador. Os resultados da OCDE PISA estão em 19,7% no que diz respeito à Leitura, 22,2% em Matemática e 20,6% em Ciência. Existem diferenças significativas entre os Estados-Membros em termos de PISA, sendo que os alunos com menor acesso estão entre estudantes com antecedentes migratórios. 
Taxa de emprego dos recém-formados: O objetivo da taxa de emprego dos recém-licenciados (82%) foi efetivamente alcançada. Embora tenham agora melhores oportunidades de emprego, alguns países ainda demonstram os efeitos da crise.
Participação adulta na aprendizagem: a percentagem de adultos que participam em aprendizagens formais ou não formais (11,1%) ainda se encontra posicionada abaixo do objetivo de 15%. Aqueles que mais iriam beneficiar com a educação, por serem pouco qualificados, são os menos suscetíveis de se matricular em formações.



No que diz respeito ao investimento público na educação, o relatório indica que no ano de 2017, os Estados-membros da UE investiram, em média, 4,6% do seu PIB nos seus sistemas de ensino. É factual que os orçamentos dos estados membros têm vindo a diminuir ligeiramente, de forma contínua desde 2014, quando foi 4,9%. 


·         Os professores estão satisfeitos com o seu emprego, contudo o envelhecimento da população docente, a alta proporção de pessoal não-permanente e a falta de desenvolvimento profissional continuam a ser fatores desafiantes.
·         Falta de investimento para melhorar as infraestruturas, especialmente para a primeira infância em áreas metropolitanas.
·         Melhoria nas disparidades regionais ao nível da educação, verificando-se uma diminuição da repetição de anos e taxas de abandono escolar precoce. O ensino superior tem crescido, mas a procura para especialistas TIC excede a oferta.
·         Persiste uma quantidade significativa de adultos com baixa qualificação, e o investimento dos mesmos na educação/formação permanece igualmente baixa.

Dados atuais:
  1. Os gastos com a educação aumentaram em 2017 situando-se acima da média da UE, todavia ainda abaixo do nível de pré-crise. Nesse mesmo ano, a despesa pública com a educação foi de 5,0% do PIB, valor superior ao registado em 2016 (4,8%) e acima da média da UE (4,6%). Mas está ainda muito abaixo do seu nível de pré-crise (7,1% em 2010 e 5,9% em 2013).
  2. A despesa privada com a educação está entre as mais elevadas da EU, sendo que, entre 2012 e 2015, as despesas privadas em percentagem do PIB diminuíram de 1,18% para 0,86%.
  3. A participação universal na educação e nos cuidados na primeira infância (ECEC) só será possível com mais investimento público.
  4. Um terço dos adolescentes não gosta da escola e mais da metade deles não se sentem autoconfiantes relativamente ao seu nível de desempenho.
  5. Embora o ensino superior para as pessoas entre os 30-34 quase tenha duplicado em 10 anos (de 18,3% em 2006 para 34,6% em 2016), o objetivo nacional de atingir 40% em 2020 parece quase impossível de alcançar.
  6. O Conselho da UE 2019 fez uma recomendação específica a Portugal:
    «Aumentar o número de diplomados do ensino superior, em especial na ciência e nas tecnologias».
  7. Embora quase 40 000 novos alunos tenham entrado no VET formal (vocacional/formação profissional) em 2017, foi um declínio de
    quase 4% quando comparado com o ano de 2016.
  8. A participação dos adultos na aprendizagem ao longo da vida está a crescer, mas ainda longe das metas (10,3% em 2018-quase na média da UE, 11,1%, mas muito longe da meta 2020 de 15%). Apesar dos esforços no âmbito do programa «Portugal INCoDe.2030», os problemas em termos de competências TIC continuam a crescer significativamente.
  9. O início do programa 'Qualifica' em 2017 foi um marco importante para esta problemática.

Ligações úteis:
Política de Educação e Formação na Europa, https://ec.europa.eu/education/policy/strategic-framework/et-monitor_en

Portugal já tem um Quadro Dinâmico de Referência de Competência Digital (QDRCD). Conheça-o aqui.



Este quadro nasceu no âmbito da Iniciativa Nacional de Competências Digitais e.2030 (INCoDe.2030), um programa transversal lançado pelo Governo de Portugal em 2017, com o objetivo de dotar a população portuguesa das competências adequadas a um aproveitamento efetivo das tecnologias digitais, com vista a uma sociedade mais equitativa, competitiva e sustentável.

Este programa foca-se na capacitação e a qualificação das pessoas, pelo que se tornou essencial o estabelecimento de um quadro de referência de competência digital, suscetível de ser adotado e reconhecido aos vários níveis de intervenção. Nasceu assim o Quadro Dinâmico de Referência de Competência Digital (QDRCD), sob o Despacho n.º 1088/2019, de 31 de janeiro.

O QDRCD tem quatro grandes objetivos:


  1.  Apoiar a definição de políticas e estratégias, permitindo um mapeamento de competências digitais articulado com outros referenciais; 
  2. Desenhar programas de educação, nomeadamente para revisão curricular;
  3. Promover e fundamentar o desenvolvimento de programas de formação e competências de cidadania e de empregabilidade;
  4.  Avaliar e certificar competências, quer por autodiagnóstico, quer por entidades certificadoras.


Tem por base o DigComp[1] 2.1 – o quadro de referência europeu para o desenvolvimento e compreensão da competência digital –, cujo racional considera 3 fatores: 
  • o domínio cognitivo predominante ou exigido (associado à taxonomia de Bloom dos resultados de aprendizagem); 
  • o grau de complexidade da tarefa; 
  • o grau de autonomia do cidadão na demonstração da competência.


As diferentes competências digitais são agregadas em cinco áreas, a saber: a Literacia da Informação; Comunicação e Cidadania; Criação de Conteúdos; Segurança e Privacidade; e Desenvolvimento de Soluções.

O Coordenador do programa INCoDe.2030, Pedro Guedes de Oliveira, considera que "o modo como será apropriado por todos e disseminado no nosso quotidiano, será o desafio que se coloca no futuro próximo e será, também, medida do impacto da Iniciativa INCoDe.2030".

O QDRCD é uma iniciativa conjunta da Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do Ministro da Educação e do Secretário de Estado do Emprego.

Para aceder ao documento, clique aqui.



[1] Acrónimo de “European Digital Competence Framework for Citizens”



APDSI reforça apelo para clarificar regulação ePrivacy

A Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) voltou a assinar uma carta conjunta que reúne mais de 61 associações representantes dos vários setores e indústrias da economia europeia, em que se reforça o pedido de alcançar um consenso em torno do texto final da regulação ePrivacy.
Recorde-se que o projeto de Regulamento se encontra em apreciação no Conselho da União Europeia desde janeiro de 2017 e, volvidos quase três anos, não se registaram desenvolvimentos expressivos no que toca à clarificação das muitas dúvidas levantadas em torno da aplicação do RGPD.
Com um novo elenco de comissários europeus, que tomará posse em novembro, estão criadas as condições para que se reinicie o debate premente sobre a potencial necessidade de proceder a novos enquadramentos legislativos e clarificações da proposta, no sentido de dar resposta às questões que têm vindo a ser levantadas pelos vários setores.
Nesta carta conjunta, as 61 associações reforçam o apelo a que cada estado-membro solicite à Comissão Europeia que reconsidere a sua proposta de regulamento ePrivacy, com o objetivo de evitar incoerências e dissonâncias que se venham a traduzir em prejuízo para diferentes players de diferentes setores.
A APDSI sublinha que está em plena sintonia com a génese da proposta de regulação ePrivacy. Pretende, por isso mesmo, salvaguardar que a integridade dos seus objetivos não é posta em causa, pela fala de clarificação ou pelo adiamento constante do debate necessário em torno desta temática.




quinta-feira, 10 de outubro de 2019

A APDSI apoia o evento AWS Initiate – Portugal




A APDSI divulga e apoia o evento AWS Initiate - Portugal da AWS, seu Patrocinador Global. O encontro está agendado para o próximo dia 22 de outubro (terça-feira), às 08:30 horas, na Nova School of Business and Economics (R. Holanda, n.º 1. 2775-405 Carcavelos).

O AWS Initiate está focado na forma como a Cloud está a transformar organizações, indústrias e o mundo à nossa volta, criando oportunidades de inovação, trazendo para o mesmo espaço de discussão as comunidades técnica, de negócio e startups, a AWS, seus clientes e parceiros.

O evento irá reunir a comunidade local de cloud computing para conectar, colaborar e aprender sobre a AWS. A agenda do dia está repleta de oportunidades para aprender mais sobre os produtos e soluções da AWS, ajudando-o a iniciar a sua jornada para a nuvem ou acelerar a inovação.

O AWS Initiate é um evento gratuito no qual não apenas aprenderá mais sobre as soluções da AWS, mas também terá a oportunidade de conhecer:
  • Equipas e especialistas da AWS para que obtenha respostas às suas perguntas;
  • Parceiros da APN para obter aconselhamento e suporte especializado nos seus projetos;
  • Clientes da AWS que compartilharão experiências do mundo real e lições aprendidas.

Quer esteja à procura de mais conhecimento, pretenda modernizar a sua infraestrutura e aplicações, ambicione diferenciar o seu negócio usando Inteligência Artificial ou queira discutir como pode levar a sua organização para o próximo nível de desenvolvimento, no AWS Initiate - Portugal, terá oportunidade de ouvir os clientes da AWS e os seus casos, explorar boas práticas e conhecer novas tecnologias e serviços AWS.