quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Artigo de Luís Vidigal "O BI do Imóvel já tem barbas"

 Luís Vidigal, sócio fundador e membro ativo da APDSI, publicou o artigo "O BI do Imóvel já tem barbas" , ontem no Diário de Notícias.

"Luís Montenegro anunciou no domingo passado a criação do “BI do imóvel” como uma das novas medidas para a habitação. Para muitos, soou a novidade tecnológica com promessa de eficiência. Para outros, sobretudo quem acompanha há décadas o debate sobre a modernização administrativa em Portugal, tratou-se de um déjà vu.

É que a ideia do Bilhete de Identidade do Imóvel não nasceu agora. Já em 2007, a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) apresentou, no estudo “Casa na Hora”, a proposta de criar um Número de Identificação Predial único, associado a um “dossier electrónico do imóvel”, interoperável entre Finanças, Registos, Câmaras Municipais, bancos e notários. A ideia era acabar com a peregrinação burocrática entre balcões, reduzir prazos e custos e dar ao cidadão um ponto único de contacto no processo de compra de casa.

Na altura, os constrangimentos estavam identificados, com sistemas que não comunicavam entre si, conceitos jurídicos diferentes para o mesmo “prédio”, arquivos em papel, redundância de certidões e uma teia de passos que tornava um direito básico numa via sacra. A solução também estava desenhada, com um BI do imóvel que integrasse informação fiscal, registral, urbanística e técnica, com transparência e rastreabilidade. Não é para rir, mas uma árvore pode ser um prédio no registo predial e o Estado até há poucos anos não registava as suas propriedades.

A APDSI nunca largou esta bandeira. Em 2017, após os incêndios que devastaram o país, voltou a insistir na necessidade de um cadastro multifuncional e de uma gestão integrada da informação do território, denunciando a ausência de coordenação entre sistemas e entidades e propondo de novo um “dossier do prédio” com identificação única, fiável e interoperável.

Entretanto, Portugal ganhou apressadamente o BUPi, um “cadastro simplificado”, ao ponto de se acreditar nos polígonos desenhados pelos proprietários, sem rigor técnico nem validação adequada e à revelia da Direção-Geral do Território, enquanto autoridade nacional do cadastro. O resultado foi um avanço a meio gás, pois criou-se uma base, mas ficou-se longe da visão ambiciosa de 2007.

Chegamos a 2025 com o anúncio de Montenegro. Vale a pena recuperar boas ideias, mesmo guardadas há décadas. Mas não podemos deixar de perguntar: Quantos anos mais precisará Portugal para transformar diagnósticos repetidos em execução concreta? Quantos governos terão de anunciar e prometer outra vez o que já estava pensado e desenhado há quase uma geração?

O “BI do imóvel” pode ser mais do que um instrumento burocrático. Deve ser a peça essencial para simplificar a vida de quem compra ou vende casas, para dar transparência ao mercado imobiliário, para assegurar confiança a bancos e notários e até para proteger o território em contextos de emergência, como incêndios ou cheias. Pode também reforçar a justiça fiscal, permitindo contribuições mais justas para o financiamento público.

Mas para isso não basta a proclamação política. É necessária governação transversal e capacidade de coordenação, que ponha Finanças, Justiça, Autarquias e Ordenamento a falar a mesma língua digital. É preciso romper com a cultura da redundância e da fragmentação, assumir a interoperabilidade como princípio e tratar o “prédio” como uma entidade única, com identidade própria e informação partilhada por todos os organismos relevantes. Caso contrário, o BI do imóvel arrisca-se a ser mais uma bandeira política, daquelas que brilham no anúncio mas que se apagam no quotidiano da administração pública.

Em 2007 já sabíamos o que era preciso fazer. Em 2017 reforçou-se o alerta. Em 2025 volta-se a prometer. Talvez agora seja, finalmente, a hora de dar identidade aos nossos prédios “uma só vez” e de uma vez por todas."

Especialista em governação eletrónica

Luís Vidigal, Sócio fundador da APDSI

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

A APDSI esteve presente no 8º aniversário do SNS24 no dia 23 de julho

 


A Presidente da Direção da APDSI, Professora Doutora Maria Helena Monteiro  esteve presente no passado dia 23 de julho no 8.º aniversário do SNS24, onde decorreu a  apresentação da nova App e do novo Portal SNS 24, num evento comemorativo no Pavilhão de Portugal.



O Portal SNS 24, no âmbito do digital, tem sido um pilar promotor da literacia ao facilitar a gestão individual e o acesso rápido a serviços e a informação de saúde. Por seu turno, a App SNS 24 é a aplicação móvel que permite aceder a informações e serviços digitais de saúde, centrando-se na mobilidade, monitorização pessoal e interação direta com os cuidados. 




terça-feira, 19 de agosto de 2025

APDSI divulga a 16.ª edição da Q-Day Conference que acontece dia 16 de setembro

 


APDSI divulga a 16.ª edição da Q-Day Conference que acontece dia 16 de setembro, das 9h00 às 18h00, na Culturgest de Lisboa (com transmissão online para quem preferir ou só conseguir acompanhar o evento à distância).

Depois de duas edições dedicadas a explorar o poder transformador da IA Generativa, o Q-Day regressa com um novo tema: “Soluções para a Europa”.  

A Q-Day Conference 2025 apresenta um programa atual, ambicioso e orientado para a ação. Os três painéis temáticos, que contam com oradores de referência em campos como política, ciência, tecnologia, economia e educação (entre outros), vão debater como transformar o potencial europeu em impacto real. A autonomia estratégica, a industrialização da inovação, a transição energética e a valorização do talento serão eixos centrais da discussão.

Esta sessão será uma oportunidade para aprofundar ligações entre Portugal e Luxemburgo, promover colaborações tecnológicas e explorar novas formas de fortalecer o projeto europeu.

Do programa do Q-Day faz ainda parte a cerimónia de entrega dos Prémios de Co-Inovação. Estes prémios são um reconhecimento e uma homenagem da Quidgest aos pioneiros, aos visionários e a todos aqueles que lideram a transformação digital em Portugal e no mundo.

Programa e inscrições aqui.

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

APDSI divulga HackAlcon que acontece no dia 25 de setembro em Lisboa


APDSI divulga HackAIcon, o primeiro evento dedicado à Inteligência Artificial e Hacking, que acontece já no dia 25 de setembro em Lisboa.

Vão estar presentes hackers, investigadores, profissionais de segurança e mentes curiosas para explorar como a inteligência artificial está a transformar o lado ofensivo da cibersegurança. O dia vai contar com talks, workshops e um sunset para fechar com boa energia.

O evento irá contar com um desconto exclusivo de 50% em bilhetes para os nossos associados.

Organização: https://ethiack.com/


 

OLIMPÍADAS DE INFORMÁTICA 2025 | Portugal voltou a marcar presença na competição internacional

 


Portugal participou na 37ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI), que decorreu de de 27 de julho a 3 de agosto, em Sucre, na Bolívia.

 

As provas decorreram em dois dias, com competições de cinco horas e três problemas diários que colocaram à prova os conhecimentos informáticos e algorítmicos de todos os participantes, em representação do seu país.

Portugal participa neste evento desde 1992, enviando os seus melhores alunos, selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação.


Este ano, a delegação portuguesa foi constituída pelos alunos Tomás Faria – 12º ano do Colégio Moderno (Lisboa), Diogo Rosado – 11º ano da Escola Secundária José Saramago (Mafra), André Abreu – 12º ano do Colégio Vasco da Gama (Lisboa), Pedro Gonçalves – 12º ano da Escola Secundária de Padre Benjamim Salgado (V. N. Famalicão), sendo liderada pelo professor Pedro Ribeiro (Team Leader – Universidade do Porto).

 

Nesta edição Portugal, à semelhança do ano passado conquistou uma menção honrosa, garantida pelo Tomás Faria com um excelente segundo dia de prova. No conjunto das 11 últimas edições Portugal conquistou 2 medalhas de prata, 4 medalhas de bronze e 4 menções honrosas.

Esta 37ª edição das ONI conta com os altos patrocínios da Presidência da República Portuguesa e da Direção Geral da Educação, e com o patrocínio da Ciência Viva e da Fundação Calouste Gulbenkian. 


Nota de imprensa




Conclusões | A APDSI apoiou encontro “IA e Criatividade impactos, possibilidades e limites”

 


A APDSI apoiou o encontro “IA e Criatividade: Impactos, Possibilidades e Limites”, realizado na Universidade Fernando Pessoa no dia 6 de junho de 2025.
O evento, integrado no XI FITAP, foi organizado por Luís Borges Gouveia (UFP) e Levi Leonido (UTAD).

Decorrido um ano após o primeiro encontro, a temática da Inteligência Artificial (IA) mantém-se em destaque no espaço mediático, impulsionada pelas suas promessas e desafios. Esta realidade reforça a necessidade de uma reflexão aprofundada sobre a relação entre IA e criatividade.

O encontro reuniu 50 participantes de cinco países e cujas conclusões estamos agora a difundir aqui


Conclusões | APDSI realizou Jantar-Debate RGPD “A soberania dos dados na cloud”


 

Jantar-Debate RGPD 2025

“A soberania dos dados na cloud””

 

A APDSI, “Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação”, é uma associação sem fins lucrativos, tendo como objetivo a promoção e o desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal.

Uma das suas iniciativas é a promoção de um jantar anual dedicado a temas relacionados com a proteção de dados pessoais e a privacidade, no âmbito do Regulamento Geral Sobre a Proteção de Dados (“RGPD”).

Este ano  o tema do Jantar – Debate foi “A soberania dos dados na cloud” decorreu no passado dia 8 de julho, pelas 19h00, no restaurante da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, cujas conclusões estamos agora a difundir.

Conclusões

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