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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Maior hacker do mundo é português



O hacker mais valioso do mundo é português. Chama-se André Baptista e foi considerado o Most Valuable Hacker (hacker mais valioso) na "H1-202", uma das maiores competições de hackers do mundo, que decorreu em Washington, nos Estados Unidos. A notícia foi dada pelo INESC-TEC.

André Baptista é investigador do Centro de Sistemas de Computação Avançada do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e mestre em Segurança Informática pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

Durante a competição, que decorreu nos dias 24 e 25 de março, participantes de todo o mundo tiveram de testar falhas de segurança no website e software da empresa Mapbox. André Baptista encontrou cinco vulnerabilidades e destacou-se pela originalidade na procura dos bugs e pelo esforço de equipa, tendo assim conquistado um prémio de 7.300 euros.

«No mundo cada vez mais globalizado em que vivemos, é natural que exista uma necessidade de grandes empresas se protegerem das vulnerabilidades a que estão sujeitas. O meu papel enquanto hacker é saber como encontrá-las e como deve atuar perante elas, assegurando a estabilidade financeira de uma determinada empresa», realça o investigador, que confessa ter ficado bastante satisfeito com este reconhecimento.

André Baptista foi selecionado para participar nesta competição norte-americana depois de ter escrito um relatório no qual eram descritas as vulnerabilidades de uma app móvel.

A competição H1-202 foi organizada pela HackerOne, plataforma conhecida por recrutar hackers para resolver problemas de segurança, com o objetivo de tornar a Internet mais segura. André Baptista está já convidado para participar em competições futuras promovidas pela HackerOne.

Além de ter participado nesta competição, André Baptista também teve a oportunidade de abordar o tema da ética de segurança num encontro com jovens de escolas secundárias da capital norte-americana.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Protótipo para exploração subaquática de minas terrestres do INESC TEC testado com sucesso


O projeto europeu ¡VAMOS! (Viable Alterantive Mine Operating) testou com sucesso o protótipo para exploração subaquática de minas terrestres que tem vindo a desenvolver desde 2015.

Esta tecnologia vai contribuir para explorar a riqueza dos recursos minerais subaquáticos na Europa.

O teste foi feito no Reino Unido, no final do mês de outubro, com a ajuda dos parceiros que têm estado a trabalhar nos vários componentes do projeto, ou seja, INESC TEC (Portugal), SMD Ltd (Reino Unido), Damen Dredging Equipment (Holanda).

Um grupo de cerca de 30 profissionais assistiu ao teste. Os visitantes, divididos em pequenos grupos, receberam instruções de segurança e foram levados de barco até à embarcação de lançamento e recuperação na área de demonstração localizada em Lee Moor (Devon, Reino Unido). Foi nesse local que os visitantes puderam inspecionar o veículo de mineração e testemunhar a implantação e recuperação do protótipo. O teste incluiu também uma visita ao centro de dados e controlo de unidades, com recurso à realidade virtual, onde toda a maquinaria é controlada e onde todos os dados são recolhidos em tempo real.

O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (NESC TEC) tem sido um dos parceiros no projeto que está a construir um protótipo robótico para exploração mineira subaquática e todo o equipamento associado de lançamento e recolha que estão a ser usados para levar a cabo testes sobre depósitos minerais em quatro locais diferentes na União Europeia.

«Este projeto foi originalmente conceptualizado por mim e pelo Professor Eduardo Silva do INESC TEC. Estamos muito satisfeitos com os resultados positivos desta primeira fase de testes, onde podemos destacar pontos, tais como o facto de termos conseguido superar os problemas civis e ter tido bom acesso ao poço em Lee Moor, de termos aumentado a capacidade de diferenciação dos minerais, aumentado o processamento de dados quase em tempo real e fornecer boas imagens aos pilotos ou o facto dos sistemas de controle integrado terem funcionaram bem», refere Stef Kapusniak, coordenador técnico do projeto iVAMOS!

Uma vez que o protótipo do iVAMOS! se baseia em técnicas de mineração em mar profundo, vai garantir uma opção mais segura e menos poluente para o aproveitamento económico de depósitos minerais que atualmente não são exploráveis por métodos tradicionais.

Em maio a APDSI abordou a temática da robotização na conferência sobre "Desafios Sociais e Tecnológicos na Conceção de Robôs" que pode recordar aqui.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Há um novo método para monitorizar o estado da rede elétrica nacional e ganhou o prémio REN


Há um novo método para monitorizar o estado da rede elétrica nacional. Trata-se de um robô que tem um percurso para fazer, que ao longo desse caminho capta sinais luminosos e acústicos para se orientar e que tem que combinar esses sinais de modo a formar um mapa interno que lhe explique a realidade exterior. O método valeu a Bruna Tavares o prémio REN, no valor de 12,5 mil euros.

O novo método proposto pela investigadora, que no fundo consiste em produzir de forma semelhante uma fusão sensorial de sinais captados por diferentes aparelhos para melhor entender o estado da rede elétrica nacional, foi o prémio vencedor da edição deste ano do mais antigo galardão português a reconhecer contribuições científicas.


Qual a vantagem deste novo método? Vai ajudar o operador a controlar e a aumentar a qualidade de serviço da rede, o que vai levar a um melhor desempenho no serviço prestado ao consumidor.

«Para o consumidor final é dado como garantido o facto de ter energia a chegar a sua casa, mas para que isso seja possível, e com qualidade e precisão, é preciso ter em conta vários processos» explica Bruna Tavares, investigadora do Centro de Sistemas de Energia (CPES) do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).


Mas o que é que existe atualmente? Ao longo do sistema elétrico existem os chamados sensores convencionais para medir o estado da rede. Mais recentemente, em países como o Brasil ou Espanha, surgiram também sensores mais avançados, que recolhem medidas do sistema elétrico com etiquetas temporais e de GPS. Estes sensores, que são muito caros, não precisam de ser colocados ao longo de toda a rede, desde que fundidos de forma correta com os sensores convencionais.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Laboratório de realidade virtual mais avançado da Península Ibérica inaugurado hoje em Vila Real


O laboratório de realidade virtual mais avançado da Península Ibérica foi inaugurado hoje, em Vila Real, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. A notícia foi dada em comunicado enviado à imprensa.

Localizado na Escola de Ciência e Tecnologia (Polo I) no campus da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), em Vila Real, o novo laboratório do INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência) representa um investimento de cerca de 700 mil euros, segundo a mesma nota.

O MASSIVE Virtual Reality Laboratory distingue-se por estudar a estimulação dos cinco sentidos em aplicações de Realidade Virtual, não só no que diz respeito à investigação fundamental, mas também a um nível aplicacional: "o fator diferenciador do MASSIVE está na produção de soluções de realidade virtual multissensorial que permitem criar ambientes mais credíveis e eficazes em áreas como a educação, treino e certificação, indústria, turismo ou saúde".

O laboratório está equipado com as mais recentes tecnologias na área da Realidade Virtual, que se encontram organizadas em quatro espaços diferentes: sala experimental, sala experimental multissensorial, sala de controlo e sala de questionários. O objetivo, agora, é tornar o laboratório um espaço aberto à colaboração com a comunidade académica e industrial.

Atualmente estão já a decorrer três projetos no laboratório. Veja, mais abaixo, um vídeo que mostra as diversas valias do MASSIVE.