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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Projeto da AMA vence prémio World Summit Award Mobile (WSA-mobile) 2016


O Projeto da AMA - Agência para a Modernização Administrativa - "Chave Móvel Digital", venceu o prémio World Summit Award Mobile (WSA-mobile) 2016. A notícia foi dada pela própria entidade vencedora.

A Chave Móvel Digital é um dos oito projetos portugueses premiados que vai participar nesta iniciativa mundial da ONU. O World Summit Award Mobile (WSA-mobile), criado em 2010, realiza-se de dois em dois anos, alternadamente com o World Summit Award.

O WSA é uma iniciativa global que visa selecionar e promover conteúdos e aplicações móveis inovadores com impacto global. Cada edição envolve projetos provenientes de mais de 170 países.

A Chave Móvel Digital é um sistema gratuito e alternativo de autenticação, que permite aos cidadãos aceder, através de dispositivos móveis, a serviços disponibilizados por portais e sites de entidades públicas, com recurso ao telemóvel. Uma chave permanente, escolhida pelo utilizador, e um código automático e temporário, enviado via telemóvel, é usado em cada autenticação.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Está disponível o relatório "E-Gov em Portugal: Situação, Desafios, Estratégias"



No âmbito da operação "UNU-EGOV: Criação e instalação da Unidade Operacional em Governação Eletrónica da Universidade das Nações Unidas", no contexto do Programa Operacional Regional do Norte ON.2, foi elaborado um relatório que procura enquadrar e delinear desafios e estratégias para o desenvolvimento da Governação Eletrónica e o seu impacto em Portugal «de modo a potenciar a aposta feita neste caminho», lê-se na apresentação do documento.

Intitulado "E-Gov em Portugal: Situação, Desafios, Estratégias", o relatório procura articular uma estratégia com relevo regional, nacional e internacional para o EGOV Innovation Hub - designação dada à agregação de sinergias entre a Unidade Operacional em Governação Eletrónica da Universidade das Nações Unidas, a Unidade de Desenvolvimento da Agência para a Modernização Administrativa e a Universidade do Minho.

«Em relação a Portugal, é necessário expor a atual situação em termos de EGOV e, reconhecendo o muito que já se fez, realçar a necessidade de implementação de uma estratégia coerente de desenvolvimento da EGOV para Portugal nos anos que se vão seguir, e que dependerão crucialmente da introdução de novos mecanismos e práticas de administração e governo a nível nacional, regional e municipal, tanto global como setorialmente, suportados por plataformas digitais, e tecnologias de informação e comunicação associadas», resume o relatório que pode consultar ou descarregar no sítio na web da APDSI.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Comunidade dos Países de Língua portuguesa partilha experiências de Governo eletrónico


Lisboa recebeu hoje a primeira conferência CPLP Governo Eletrónico marcada pela assinatura  da terceira declaração da reunião de pontos focais de Governo Eletrónico da CPLP. Esta declaração prevê, no prazo de um ano, a renovação de várias iniciativas de cooperação e adoção de práticas comuns de sucesso já comprovado no desenvolvimento do Governo Eletrónico.
Murade Murargy, Secretário Executivo da CPLP, congratula-se pelo regresso às agendas dos Estados Membros do tema do Governo Eletrónico, ressalvando a cooperação que terá de levar, desejavelmente, a uma modernização dos serviços administrativos dos parceiros envolvidos.
“Estratégias cooperativas, diálogo, participação, concertação, transparência e competitividade” foram alguns dos passos que Murargy destacou para os grupos de técnicos envolvidos. “Para a CPLP a questão do Governo eletrónico deve ser levada muito a sério. Num território descontínuo, como é o da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, este deve conduzir a uma reforma administrativa que leve o cidadão a ter uma maior facilidade e transparência no acesso aos serviços do Governo”, ressalvou o Secretário Executivo da CPLP, classificando a conferência como uma “oportunidade de partilha de experiências enriquecedoras que dotem a comunidade de estratégias mais competitivas”.

Joaquim Cardoso da Costa, Secretário de Estado para a Modernização Administrativa em Portugal, começou por sublinhar a importância do idioma comum na discussão desta matéria: “Todo este património comum de nada nos serve se não puder ser constantemente atualizado e contribuir para alargar a esperança num melhor futuro da comunidade e dos países”. Naturalmente que as estruturas físicas e a cobertura de rede foram, também, apontadas como fulcrais antes de se pensar no passo seguinte. “Como podemos fazer a nossa própria interoperabilidade? A resposta está na língua e não na distância geográfica que se torna menor graças a este aspeto. A Internet é um mundo de superação dessa diferença e é uma oportunidade única na nossa História. Há um papel grande que o nosso Governo e na nossa sociedade civil têm de desenvolver na afirmação da nossa língua no mundo da Internet que é global”, desafiou Joaquim Cardoso da Costa, lembrando que é preciso evitar que a modernidade afaste ainda mais aqueles que não conseguem acompanhar tão bem o desenvolvimento. “A língua pode ser a alavanca dessa aproximação”, concluiu, refocando a discussão no poder que os decisores têm e que devem usar para integrar todos os cidadãos, mesmo os que não têm acesso ao digital.

A ideia de uma sociedade mais democrática e participativa com a contribuição das Tecnologias da Informação e Comunicação, foi deixada por Barbara Ubaldi, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, OCDE: “Os Governos têm a responsabilidade de criar plataformas e ser mais desafiadores para que a população se sinta mais envolvida”. Segundo Barbara Ubaldi, este desenvolvimento de um Governo eletrónico irá ajudar a criar valor económico, social e melhor governança.

“O setor público é a solução para a atual situação económica que estamos a atravessar” - foi desta forma que Margarida Abecassis, do Programa de Interoperabilidade da Comissão Europeia, começou a sua apresentação na conferência. Uma afirmação que sustentou com dados e percentagens concretas, de onde se destaca um valor estimado de benefícios superior a nove milhões de euros, quando aplicado um modelo de interoperabilidade simples, moderno e eficaz. A vantagem dos dados abertos na Administração Pública foi, igualmente, amplamente mostrada, com recurso a um cenário de catástrofe, dado como exemplo: “Todos os setores envolvidos num cenário de crise e catástrofe só conseguem fazer face aos seus problemas partilhando dados”. A interoperabilidade surge, naturalmente, como o caminho a percorrer, embora também não fossem ignorados os obstáculos que se enfrenta: de ordem legal, administrativos, financeiros, organizacionais, técnicos e de comunicação.

Coube a Manuel Homem, do Centro Angolano de Tecnologias da Informação, apresentar indicadores relativos à evolução económica de Angola, segundo os quais se verificou que entre 1986 e 2012 houve períodos maus, mas após 2008 o PIB angolano regista um aumento significativo. Outro dado de registo é o de que 48% da população angolana já usa telemóvel. O projeto nacional de fibra ótica tem sido apontado como a estrutura base para que outros se possam desenvolver e ter impacto, num conjunto de iniciativas que também incluem a migração para o TDT e redes de nova geração e o lançamento do primeiro satélite angolano. Dos projetos de inclusão digital já em curso em Angola, Manuel Homem destaca a rede nacional de mediatecas, o projeto “Meu Camba”, que prevê a distribuição de 100 mil computadores, o Angola Digital, para equipar os centros comunitários de computadores com Internet, e o e-Net, que visa fornecer 18 mil computadores com banda larga às escolas.

João Batista Ferri de Oliveira, do Ministério do Planeamento, Orçamento e Gestão do Brasil, mostrou como os serviços eletrónicos do Governo brasileiro têm evoluído. Mais de 2100 serviços eletrónicos já  estão disponíveis para um universo de 49% da população com acesso à Internet, o que corresponde a 90 milhões de cidadãos, dos quais 65% já recorreu a, pelo menos, um serviço de Governo eletrónico. A principal queixa que o Governo brasileiro tem destes serviços é relativa a páginas web “pesadas”, difíceis de “carregar” e com informação muito dispersa. Estas questões estão a ser trabalhadas e modificadas tendo em conta a premissa: “A inclusão digital é indissociável do Governo eletrónico”.

Jorge Lopes, do Núcleo Operacional para a Sociedade da Informação de Cabo Verde, fez, igualmente, um enquadramento do estado atual do projeto de governança eletrónica em Cabo Verde, visto como “uma oportunidade para melhorar a qualidade do serviço ao cidadão”. A boa gestão de recursos é um dos imperativos que mais tem pautado os investimentos feitos na área das novas tecnologias, passando pela biometria e melhoria da recolha dos votos aquando das eleições no país, bem como todos os serviços que dizem respeito à vida do cidadão comum. “É mais difícil encontrar a noiva do que tratar administrativamente do processo do casamento”, brincou Jorge Lopes, a propósito de todas as mudanças no ambiente de Governo eletrónico que o país já conseguiu alcançar. De futuro, a missão que Cabo Verde quer perseguir passa pela promoção de uma governação eletrónica mais completa e segura com serviços cloud para os diferentes agentes que integram o Governo, no que se traduzirá, acredita Jorge Lopes, numa otimização dos custos que o processo implica.

De Moçambique veio Lourino Chimane, do Ministério da Ciência e Tecnologia, para apresentar ao público da conferência as áreas que mais têm evoluído em matéria de Governo Eletrónico. Setores como a saúde e, mais concretamente, a emissão de cartas de condução, têm beneficiado bastante do progresso a que esta área tem assistido. 310 instituições governamentais estão ligadas entre si, neste momento, e todas usam a mesma rede de comunicação e os mesmos protocolos. O aproveitamento da insfraestrutura móvel também é tido em conta mas ainda há caminho a percorrer: “Há muitas zonas habitadas que não estão cobertas nem por fibra ótica nem por rede de telefone móvel. Isso é algo que temos que resolver”, admitiu Lourino Chimane, enquanto mostrou as preocupações que os governantes do país enfrentam agora porque «não basta os Ministérios resolverem processos. É preciso formar recursos humanos para garantir que há pessoas que têm capacidade para gerir o Governo eletrónico”. A construção do Centro Nacional de Dados também está a ser acautelada e deverá estar concluída dentro de um ano.

Em Portugal, atendimento, simplificação administrativa e regulatória e a componente tecnológica, formam os três pontos de partida da apresentação de Paulo Neves, da Agência para a Modernização Administrativa, de onde nasceram os espaços do cidadão, que correspondem a uma evolução do balcão multiserviços “a ideia é ter todos os serviços online, cada vez mais perto dos cidadãos, eventualmente com a ajuda de um mediador”.

S.Tomé e Príncipe, através de José Costa Alegre, do Instituto da Inovação e Conhecimento, também esteve representado na conferência. A Governação eletrónica foi o primeiro eixo que definiu a estratégia do país, essencialmente preocupado em ultrapassar as limitações de “interoperabilidade das pessoas” procurando fazer uma “alfabetização tecnológica” no âmbito de um congresso dedicado ao tema que o país já realiza há três anos, embora não consecutivos. A telemedicina, com a ajuda do Governo indiano, é um dos projetos onde está a ser usada boa parte dos recursos que São Tomé dedica à área das novas tecnologias, bem como a tele educação, também a ser adaptada às necessidades do país. De recordar que desde 2008 que o passaporte biométrico já é uma realidade em S.Tomé, bem como a emissão do processo de pedido de passaporte a acamados e a todos os outros cidadãos que vão assistindo à cada vez maior desmaterialização do processo de emissão deste documento.

Timor-Leste foi definido pelo seu representante, Manuel Marçal Sarmento, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, como “um país pequeno mas com grandes perspetivas, com grandes sonhos”. Atendendo ao fato de ser um dos países mais jovens do mundo, Manuel Sarmento focou a sua apresentação não no trabalho desenvolvido, mas sim naquele que é o grande objetivo de Timor Leste: dar, aos cidadãos, acesso aos serviços do Governo. Nesta altura as grandes lacunas que o país enfrenta passam pela ausência de recursos humanos qualificados e também falta um sistema integrado, apesar do Governo querer estabelecer, a curto prazo, uma ligação entre os três principais distritos, Díli, Baucau e Oecusse. Entre os obstáculos que o representante timorense elencou, destacam-se a falta investimento privado e a ausência de legislação.

A próxima conferência Governo Eletrónico CPLP realiza-se em Luanda, em 2014.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

1ª Conferência Governo Eletrónico CPLP


Lisboa vai receber no dia 29 de novembro de 2013 a 1ª Conferência de Governo Eletrónico - CPLP. 

Organizada pela CPLP, pela AMA - Agência para a Modernização Administrativa e pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, a conferência vai reunir representantes governamentais e empresariais de toda a comunidade CPLP, no auditorio da Torre do Tombo, sob o tema "Governação Inteligente para Liderar o Futuro".

Tendo em conta o potencial de cooperação por explorar no domínio Governo Eletrónico no âmbito da CPLP, esta conferência tem por objetivos centrais criar um espaço de discussão e diálogo em torno do governo eletrónico, impulsionar a partilha de experiências e promover o surgimento de novos projetos conjuntos entre os diversos países membros.

Hoje em dia não é suficiente que os governos se adaptem à mudança. Mais que uma adaptação, é essencial que os Executivos sejam também líderes nos processos de transformação, que as Tecnologias da Informação e do Conhecimento estão a introduzir nas nossas sociedades, e na modernização do Estado, rumo a uma administração pública mais eficiente e prestadora de melhores serviços públicos.

A 29 de novembro, Lisboa acolhe representantes de instituições governamentais dos países da CPLP que vão apresentar boas práticas e casos de estudo, num debate sobre os desafios de um mundo cada vez mais global, digital e transparente.

Consulte o programa e conheça os oradores aqui.

A entrada é livre mediante inscrição (que pode fazer aqui) e consequente confirmação.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

APDSI alerta para o risco de perda de informação no seu processo de recolha digital

Segundo painel de oradores da manhã

A APDSI organizou hoje uma nova conferência sobre “A Informação do Setor Público - Expetativas e Realidades”, na qual o seu coordenador, Júlio Rafael António, alertou para o risco de se perder irremediavelmente informação no seu processo de recolha digital.

A propósito da recente revisão da diretiva europeia que reforça o direito de acesso a documentos da administração pública, a PSI - Public Sector Information, o engenheiro, responsável pela informatização da Biblioteca Nacional, alerta para um risco que está inerente à recolha digital de informação: a sua perda. «A destruição da informação em papel pode ser apenas a ponta do icebergue. Corremos sérios riscos de perdermos toda a informação se não resolvermos o problema da interoperabilidade e o da preservação digital. Em Portugal não estamos a fazer nada, daqui a 20 anos podemos nem ter acesso a nenhuma desta informação. Vamos começar a ter vários repositórios espalhados na cloud e temos urgentemente que pugnar para que todos os serviços de informação sigam normas de interoperabilidade. Os próprios smartphones são o paradigma mais ridículo da inexistência da interoperabilidade porque, por exemplo, quando ficam sem bateria temos que andar à procura de um colega que tenha um igual para nos emprestar o carregador. Isto não pode continuar a acontecer. A nossa sociedade só consegue dar o salto se avançarmos para a indústria do conhecimento».

O coordenador da conferência lembra que a transposição da diretiva PSI «será efetivamente aplicada em Portugal se a sociedade civil assim o entender» e, por isso, lançou o desafio a todos os sócios da APDSI a «juntarem-se na dinamização da diretiva e na sua respetiva aplicação em 2014. Se todos colaborarmos vamos ter hipótese de transformar Portugal».

Por documentos administrativos entende-se um conjunto de informações que o setor público produz, processa e recolhe. Usando a pirâmide de dados sequenciais, na qual mais informação leva a mais conhecimento, quanto mais abertos estivermos a essa informação que deverá ser disponibilizada, mais conhecimento vamos ter e as empresas tirarão mais valor dessa partilha de informação. «O potencial da reutilização da informação é muito grande», antecipa Rafael António.

A primeira edição desta conferência, com o subtítulo “Acesso, reutilização e comercialização”, realizou-se há nove anos, na véspera de terminar o prazo de transposição para a legislação portuguesa da Diretiva 2003/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho. O direito de acesso aos documentos administrativos decorre do princípio da Transparência ou do Arquivo Aberto, consagrado no art.º 268.º da Constituição. O diploma que regula o acesso aos documentos da Administração é a Lei de Acesso aos Documentos Administrativos (LADA) - Lei nº 65/93, de 26 de Agosto, alterada pela Lei nº 8/95, de 29 de Março, e pela Lei nº 94/99, de 16 de Julho. É assim que se chega à directiva 2003/98/CE relativa à reutilização de informações do setor público que começa agora a ganhar forma em território nacional através da iniciativa dados.gov, que leva ao cumprimento em Portugal da transposição da diretiva conhecida internacionalmente como PSI.

Cláudia Barroso, da AMA - Agência para a Modernização Administrativa, entende que administração aberta é um direito da cidadania eficiente, eficaz e de onde se podem tirar frutos. Para justificar a mais-valia de dar acesso a documentos administrativos comparou o dados.gov a outros bons exemplos de casos americanos e britânicos que assentam em projetos da sociedade civil que juntam informações de utilidade pública e trazem valor acrescentado à sociedade: «A informação tem de ser interessante à sociedade civil, empresas, administração pública e para que também a comunidade académica a possa utilizar». Na fase de lançamento do dados.gov são já 13 os organismos envolvidos. «Temos dois anos para transpor esta diretiva e ir mais além», concluiu Cláudia Barroso.

A administração pública vista enquanto plataforma foi o tema que mereceu a atenção de Nuno Guerra Santos, da Accenture. «O Estado não pode disponibilizar toda a sua infraestrutura a terceiros. Há limites inerentes à condição da administração pública apesar do constante desafio a que essa regulação está sujeita. Há, inclusivamente, soluções que vão aparecendo por iniciativa das próprias comunidades», demonstrou Nuno Guerra Santos que também exemplificou estas declarações com casos internacionais e nacionais.

João Paulo Carvalho, administrador da Quidgest, debruçou-se sobre a cadeia de valor da informação do setor público e questionou a criação em larga escala de novos empregos que a disponibilização da informação pode gerar. «Ao ser aberta livremente a informação deixa de ser uma vantagem competitiva e perde “valor económico” embora possa melhorar muito a nossa vida», alerta. Parecendo claro o contributo que a disponibilização da informação da administração pública pode trazer à sociedade civil, o responsável da Quidgest fala, por outro lado, do valor que a informação dada pelas empresas acrescenta ao setor público: «O excesso de burocracia que pesa sobre as empresas não será uma espécie de “imposto escondido”?». João Paulo Carvalho destaca, ainda, a importância da disponibilização da informação em tempo real.

Maria João Valente, diretora do projeto PORDATA - Projeto de Informação Estatística ao serviço do conhecimento, identificou pelo menos dois problemas que a circulação de informação enfrenta até ser transformada em conhecimento. São eles a segmentação da informação estatística bem como a acessibilidade e confiança nos dados disponíveis. Facilidade, rapidez e confiança no acesso a dados estatísticos são as “bandeiras” nas quais o PORDATA apostou para esta sua apresentação. São mais de 60 as entidades oficiais que colaboram com o projeto PORDATA que faz, segundo a professora, «um complemento e análise crítica à informação disponibilizada». Ficou, ainda, esclarecido que na génese do PORDATA não está a recolha de informação mas sim a sua difusão.

José Dias Coelho, presidente da Direção da APDSI, sublinhou a importância da conferência por abordar questões como a criação de valor e de riqueza.