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terça-feira, 15 de maio de 2018

APDSI apoia Pedro Veiga na sua decisão de abandonar a coordenação do Centro Nacional de Cibersegurança



Tendo a APDSI tido conhecimento das razões apontadas pelo Prof. Pedro Veiga para o seu pedido de demissão de coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, vem publicamente expressar-lhe o seu apoio e concordância com as razões invocadas no que diz respeito à situação atual da gestão dos domínios .pt.

À APDSI, Pedro Veiga confirma que o facto de o domínio de topo de Portugal (o .pt), que considera uma infraestrutura crítica para o país, continuar a ser gerido pela associação DNS.pt, que constitui um monopólio natural, sem qualquer regulação por parte do Estado Português, foi a razão principal da sua demissão.

Pedro Veiga recorda que aceitou coordenar o CNCS na pré-condição de que o DNS.pt voltava para a esfera da regulação do Estado. Dois anos depois, afirma que Manuel Heitor, ministro da Ciência, Ensino Superior e Tecnologia não concretizou a sua condição.

Ainda no contexto do Centro Nacional de Cibersegurança, a APDSI entregou no passado dia 9 de maio ao Parlamento uma Tomada de Posição sobre a necessidade de autonomizar a Cibersegurança do Gabinete Nacional de Segurança, de forma a melhorar a sua eficácia na ação preventiva e relativa a incidentes na administração pública, na economia e na sociedade.


Se necessitar de algum esclarecimento adicional, não hesite em contactar-nos também através do telefone 21 751 07 62.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pedro Veiga propõe cargo de CISO nos ministérios



Pedro Veiga, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança desde abril do ano passado, defende a criação do cargo de Chief Information Security Officer (CISO) nos ministérios. A revelação foi feita em entrevista à Computerworld.

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) está a procurar recuperar de atrasos na sua atividade, já comprovados com o lançamento, no final de 2016, de um novo website do organismo.

Pedro Veiga admite que a estabilização da equipa técnica do CNCS não tem sido fácil, devido à escassez de recursos humanos e ao patamar de vencimentos possível na Administração Pública, mas afirma que está a desenvolver uma nova estratégia do organismo muito centrada na capacitação das pessoas. «Na parte técnica tem sido bastante desafiante. Na jurídica é mais fácil. O objetivo é ter 32 pessoas, mas isso não será possível nos próximos seis meses, por escassez de recursos humanos. Talvez depois. Como o centro tem a incumbência de transpor a diretiva europeia NIS, o corpo jurídico já está estabilizado», descreve à publicação.

A reformulação que o coordenador está a levar a cabo inclui formação para o cargo de Chief Information Security Officer nos ministérios.