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quarta-feira, 14 de março de 2018

Organizações estão preocupadas com questões de cibersegurança mas são resilientes aos incidentes



Cerca de 90% dos gestores revelam-se preocupados com incidentes de cibersegurança, mas 98% afirmam ser resilientes ou "algo resilientes" em relação a esta matéria, segundo um estudo da consultora KPMG.

Cerca de 90% das 76 organizações inquiridas garantem estar preocupadas com a possibilidade de sofrerem incidentes de cibersegurança e 83% com a disrupção das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). A falha de outros recursos, como fornecedores críticos da cadeia de valor (78%), eletricidade, gás e água (71%), incidentes de saúde e segurança no trabalho (71%) também são fatores de preocupação.

Para responder e assegurar a resiliência a eventos disruptivos que possam afetar a sua atividade, quase todas as organizações (98%) colocam em prática um programa de Gestão da Continuidade do Negócio (GCN) que determina como esta é planeada, implementada, mantida e melhorada continuamente.

A execução deste processo passa pela existência de controlos preventivos para a redução da exposição ao risco, por mecanismos de resposta a incidentes e soluções de recuperação das funções críticas para minimizar os impactos financeiros, reputacionais e legais. E, porque implica um grande investimento, é necessário o envolvimento de várias áreas da organização na implementação e gestão destes sistemas. Mais de três quartos dos inquiridos (76%) garantem ter equipas dedicadas com competências em Gestão da Continuidade do Negócio.

Quase metade dos inquiridos (44%) atribuiu a liderança da GCN à direção de gestão de risco, 17% aos líderes de tecnologias da informação e 17% aos responsáveis pela organização, qualidade e ambiente. Para um terço das organizações (33%), a liderança da área também pode ser atribuída ao presidente do Conselho de Administração, ao administrador de tecnologias da informação (21%) ou ao administrador de segurança de informação e segurança física (9%).

Relativamente ao modelo a seguir na decisão de implementar um programa de GCN, quase metade das organizações (45%) seguem as recomendações da legislação sectorial na matéria. De igual forma, 45% seguem os requisitos da ISO 22301, uma norma desenvolvida para ajudar as organizações a minimizar o risco associado a ocorrências que possam interromper o normal funcionamento de uma organização.

Na hora de monitorizar e avaliar o desempenho dos seus programas, 64% das organizações fá-lo através de auditorias internas, 41% através da revisão pela administração, 38% através de auditoria externa e 38% através de indicadores de desempenho (KPI's).

O relatório revelou que 71% das organizações já sofreram um incidente que causou a indisponibilidade dos serviços de TI nos últimos cinco anos. Para a elaboração do estudo, realizado entre setembro e novembro de 2017, foram aplicados dois questionários eletrónicos a 76 gestores e entrevistados quatro administradores executivos na área da Continuidade do Negócio.

Em 2016 o tema do Fórum da Arrábida da APDSI foi, precisamente, a cibersegurança. Recorde aqui o relatório daí resultante.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Cibersegurança cada vez mais valorizada nos carros



74% dos executivos do setor automóvel pensa que, em 2030, a quota de veículos produzidos na Europa Ocidental será inferior a 5% e acredita que os consumidores vão valorizar cada vez mais a segurança dos dados, tendo a expectativa de que a protecção desses elementos faça parte do equipamento de série dos veículos. Este é o resultado de um estudo da KPMG, concluído em novembro, e que pode consultar aqui.

O 19.º estudo Global Automotive Executive Survey da KPMG abrangeu 900 executivos do setor automóvel e das TIC e cerca de 2100 consumidores de todo o mundo.

O estudo da KPMG revela que mais de 80% dos executivos estão convencidos de que a utilização do carro e os dados do condutor serão o principal elemento do modelo de negócio da indústria automóvel. Perto de 85% dos executivos e 75% dos clientes acredita que, no futuro, a cibersegurança será um requisito prévio para a compra de um automóvel.

A invasão protagonizada pelas TIC terá segundo a análise de Dieter Becker, líder da KPMG para o setor automóvel, consequências mais amplas.

«A solidez financeira das maiores tecnológicas ofusca a dos maiores fabricantes automóveis. Juntos, os 50 maiores fabricantes automóveis representam apenas 20% da capitalização de mercado das 15 maiores empresas tecnológicas. Em 2010, representavam 40%. Isto revela que as empresas digitais actuam num patamar financeiro completamente diferente. Sobretudo para os fabricantes de automóveis para as massas, as parcerias são essenciais para competirem contra os gigantes tecnológicos», conclui.

De salientar que o Fórum da Arrábida da APDSI de 2016 se focou, precisamente, na privacidade e cibersegurança. Consulte aqui o relatório daí resultante.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Bruxelas quer criar agência europeia contra ciberataques



A Comissão Europeia propôs a criação da Agência da União Europeia (UE) para a Cibersegurança para melhorar a resposta e a prevenção contra ameaças através das tecnologias digitais na União Europeia. A notícia foi dada em comunicado enviado à imprensa.

Para dotar a Europa de instrumentos adequados para lidar com os ciberataques, a Comissão Europeia propôs medidas destinadas a reforçar o setor da cibersegurança na UE e que incluem um novo sistema europeu de certificação que garanta que os produtos e serviços no mundo digital são seguros.

A agência terá por base a atual Agência para a Segurança das Redes e da Informação e receberá um mandato permanente para ajudar os Estados-membros a prevenirem e a responderem eficazmente aos ciberataques. Está também prevista uma melhor partilha de informações e conhecimentos sobre ameaças, por intermédio da criação de centros de partilha e análise de informações.

Por seu lado, o reforço da capacidade da UE para a cibersegurança passará, segundo a proposta, pela criação do Centro Europeu de Investigação e de Competências em matéria de Cibersegurança, um projeto-piloto a ser lançado no próximo ano.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Governo vai criar Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço


O Governo vai criar um "grupo de projeto", que virá a ser designado como "Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço". A decisão foi anunciada em Conselho de Ministros.

Com esta medida o Governo pretende garantir uma abordagem «transversal e integradora das várias sensibilidades, necessidades e capacidades dos diversos setores com intervenção no ciberespaço do país». A estratégia nacional de segurança do ciberespaço tem como propósito garantir a proteção e a defesa das infraestruturas críticas e dos serviços vitais de informação, bem como a utilização livre, segura e eficiente do ciberespaço por cidadãos, empresas e entidades públicas e privadas.

Em comunicado pode ler-se que a estrutura terá como missão «assegurar a coordenação político-estratégica para a segurança do ciberespaço e o controlo da execução da Estratégia Nacional de Segurança do Ciberespaço e da respetiva revisão».

Promover a discussão sobre como conjugar fatores com impacto nas nossas vidas, tanto os associados à proteção dos dados pessoais, como os relacionados com a adaptação aos desafios das novas soluções num contexto de estímulo e promoção da economia, é, há vários anos, uma das preocupações da APDSI. Recorde aqui uma das nossas atividades sobre privacidade online.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Reino Unido vai reforçar cibersegurança com o apoio de privados


O National Cyber Security Centre do Reino Unido, situado desde outubro de 2016 no centro de Londres, desafiou as empresas do setor privado a "treinar e a colaborar" na defesa cibernética do país. A notícia é avançada pela agência Reuters que lembra que nos últimos três meses foram registados 188 ataques a estruturas do país.

A iniciativa, intitulada "NSCS Industry 100" quer envolver os intervenientes da indústria para "identificar ameaças, vulnerabilidades e desenvolver conselhos para combater ataques cibernéticos".

A Lockheed Martin foi uma das primeiras empresas a aceitar o pedido de colaboração e anunciou que vai lançar um "programa de trabalho-estudo" destinado aos alunos universitários.

Segundo a Reuters, o National Cyber Security Centre faz parte de um investimento de cerca de 2,23 mil milhões de euros, e pretende aumentar as defesas cibernéticas do Reino Unido.

De recordar que a cibersegurança foi um dos temas do 15.º Fórum da Arrábida da APDSI, que decorreu também em outubro do ano passado, e cujo relatório final pode ler aqui.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ciberataques a soluções de código-aberto devem aumentar este ano



À medida que o código-fonte aberto se está a tornar cada vez mais popular em aplicações comerciais e pessoais, o número de ataques assentes nas vulnerabilidades que ainda apresenta, deve aumentar 20% em 2017. A previsão é da Black Duck Software, empresa que recolhe estatísticas sobre projetos de open source.

Segundo dados da empresa, o número de projetos comerciais de software compostos por 50% ou mais de software livre e de código aberto subiu para 33%. Uma aplicação comercial média usa mais de uma centena componentes de código aberto e dois terços têm software com vulnerabilidades conhecidas.

Uma das questões mais preocupantes, salienta o documento com a previsão, tem a ver com o facto de o utilizador final, raramente saber quais são os componentes de código aberto no software que adquirem. Só alguns dos grandes compradores empresariais têm poder negocial para pedir aos fabricantes a divulgação completa e a verificação por terceiros, referem os responsáveis da Black Duck.

A mesma fonte ainda refere que entre duas mil a quatro mil novas vulnerabilidades de código aberto são descobertas todos os anos.

Há cerca de dez anos já a APDSI se preocupava em apresentar publicamente as "Expectativas e Realidades" do software livre.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

15.º Fórum da Arrábida: relatório e conclusões


A Arrábida foi, pelo 15.º ano consecutivo, o local escolhido pela Direção da APDSI para debater questões da atualidade relacionadas com Privacidade, Cibersegurança e Regulação Económica a 7 de outubro de 2016.

Raul Mascarenhas, presidente da Direção da APDSI, abriu os trabalhos da 15.ª edição do Fórum salientando a importância deste encontro realizado desde 2002, a que chamou "um ponto alto de reflexão, este ano dedicado a uma troika" e apresentando aos participantes o livro que sumariza as conclusões obtidas nos 10 anos de Fórum da Arrábida. De recordar que a publicação foi aqui apresentada, pela primeira vez, em outubro de 2012.

Para o arranque de trabalhos foi lançado o desafio de cada um dos três grupos identificar problemas e recomendações ao "estabelecer a relação entre temas para termos uma perspetiva mais geral". Para a sessão plenária ficaram reservados os resumos dos trabalhos do dia.

Em jeito de conclusão dos trabalhos, coube a Raul Mascarenhas deixar umas palavras para "a proteção daqueles que não são capazes de ter controlo na sua decisão, como os infoexcluídos e os menores; alguém tem que os defender". Outro aspeto falado teve a ver com os mecanismos regulatórios, em analogia ao que se verificou no âmbito ambiental nos últimos anos, com várias intervenientes a apontarem o caminho para a certificação. O problema pode passar pelo facto de muitas das apps serem gratuitas e de a certificação só abranger aquilo que é vendido.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pedro Veiga propõe cargo de CISO nos ministérios



Pedro Veiga, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança desde abril do ano passado, defende a criação do cargo de Chief Information Security Officer (CISO) nos ministérios. A revelação foi feita em entrevista à Computerworld.

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) está a procurar recuperar de atrasos na sua atividade, já comprovados com o lançamento, no final de 2016, de um novo website do organismo.

Pedro Veiga admite que a estabilização da equipa técnica do CNCS não tem sido fácil, devido à escassez de recursos humanos e ao patamar de vencimentos possível na Administração Pública, mas afirma que está a desenvolver uma nova estratégia do organismo muito centrada na capacitação das pessoas. «Na parte técnica tem sido bastante desafiante. Na jurídica é mais fácil. O objetivo é ter 32 pessoas, mas isso não será possível nos próximos seis meses, por escassez de recursos humanos. Talvez depois. Como o centro tem a incumbência de transpor a diretiva europeia NIS, o corpo jurídico já está estabilizado», descreve à publicação.

A reformulação que o coordenador está a levar a cabo inclui formação para o cargo de Chief Information Security Officer nos ministérios.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Centro Nacional de Cibersegurança fecha o ano com site novo



O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) fecha o ano com uma nova versão do site.

Além de ser um meio de divulgação de informações sobre cibersegurança, o novo sítio na web também permite receber notificações de incidentes por parte de entidades públicas e privadas que o podem utilizar para dar conhecimento destas ocorrências ao organismo. Outra das novidades é uma chave PGP para cifrar de mensagens com informação sensível.

De acordo com o Ministério da Educação e Ciência, o site foi reestruturado focado também na «partilha de conhecimentos de cibersegurança para o seguro funcionamento das redes e sistemas de informação da Administração Pública, de operadores de serviços essenciais e dos prestadores de serviços digitais.

Entre os conteúdos que o centro pretende disponibilizar contam-se boas práticas de cibersegurança, entre outros para sensibilização do público em geral e a promoção de uma cultura de segurança no digital.

O Centro Nacional de Cibersegurança atua como coordenador operacional e autoridade nacional especialista em matéria de cibersegurança junto das entidades públicas e das infraestruturas críticas, garantindo que o ciberespaço é utilizado como espaço de liberdade, segurança e justiça, para proteção dos setores da sociedade que materializam a soberania nacional e o Estado de Direito Democrático.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

15.º Fórum da Arrábida da APDSI (2016) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica"



A APDSI realizou, no dia 7 de outubro de 2016, o 15.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O Fórum da Arrábida, na sua edição de 2016, vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto e sob diferentes perspetivas, refletiram e exploraram novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal. Estamos num mundo cada vez mais complexo e incerto que nos coloca constantes desafios individuais e coletivos.

Este ano, o Fórum da Arrábida focou-se no tema "Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O mundo entrou numa nova Era tecnológica, em que as questões ligadas à privacidade, à segurança nas redes e as suas relações e implicações com o mundo económico globalizado, são de importância critica para a vida em sociedade e estão no centro do futuro da SI. Importava, assim, fazer um debate à volta das diferentes perspetivas que se colocam aos cidadãos, às instituições e, em geral, à vida em sociedade.

A APDSI, como associação ativa da Sociedade Civil, pretendeu com este fórum dar o seu singelo contributo para que o advento da SI seja uma grande oportunidade para Portugal e para os portugueses.

A parte da manhã foi dedicada à introdução dos temas em discussão, com o contributo de dois keynote speakers, cujas análises e perspetivas estimularam e complementaram as diferentes visões que os participantes partilharam ao longo do dia.

Abertos os horizontes e estruturados os problemas carentes de respostas, foram constituídos três Grupos de Reflexão que aprofundaram os seguintes domínios:

1 - Privacidade e CiberSegurança;

2 - CiberSegurança e Regulação Económica;

3 - Regulação Económica e Privacidade.

Veja aqui as apresentações e vídeos já disponíveis.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Universidade Nova de Lisboa promove Ciclo de Palestras sobre "Proteção de Dados e Cibersegurança"


Para comemorar a abertura do sítio www.proteccaodedados.pt, a Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa está a realizar um Ciclo de Palestras sobre "Proteção de Dados e Cibersegurança", focando a atenção sobre três recentes normativas da União Europeia nestas matérias.

A segunda palestra, intitulada "Diretiva e-Polícia", realiza-se já amanhã, dia 22 de setembro e a terceira, chamada "Diretiva Cibersegurança - Segurança das Redes e da Informação - Linhas de Força do Futuro Enquadramento Regulatório", realiza-se no dia 29.

A participação em qualquer uma das palestras é gratuita, embora sujeita a inscrição prévia e a confirmação de presença. Todas as palestras serão realizadas no Auditório A da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Campolide), em Lisboa.

O Ciclo de Palestras conta com os apoios da FDUNL - Faculdade de Direito da Unversidade Nova de Lisboa, do CEDIS - Centro de Investigação e Desenvolvimento sobre Direito e Sociedade, e da APCIBER - Associação para a Promoção da Cibersegurança e da Proteção de Dados.

Para informações ou inscrições no Ciclo de Palestras deve enviar um e-mail para secretariado@proteccaodedados.pt.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Jovem do Sri Lanka viola site presidencial para mudar a data dos exames escolares



Um jovem do Sri Lanka violou o site presidencial para tentar adiar a data dos exames escolares. A notícia foi divulgada pelo jornal Guardian que cita a polícia local.

Aos 17 anos, um aluno da cidade de Kadugannawa incorre agora numa pena que pode ir até aos três anos de prisão, acrescida de dois mil euros de multa, porque hackeou o site presidencial onde deixou uma mensagem a exigir ao presidente Maithripala Sirisena o adiamento dos exames. Caso contrário, o representante máximo do país deveria demitir-se.

A polícia conseguiu descobrir que o ataque foi feito a partir da casa do adolescente que fica a cerca de 100 quilómetros da capital comercial do Sri Lanka, Colombo.

O rapaz é o primeiro detido ao abrigo da nova lei do crime informático que entrou em vigor no país em 2007.

De recordar que a APDSI vai realizar no próximo dia 20 uma conferência precisamente sobre "O Novo Regulamento Europeu da Proteção de Dados", na sala do Senado da Assembleia da República. Saiba mais aqui.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Google investe na segurança do Drive


A Google vai investir 900 mil euros em projetos de investigação com vista a melhorarem a segurança da plataforma Drive. A empresa tem um programa de bolsas de investigação na área de segurança e também premeia com cerca de 18 mil euros quem descobrir um problema importante nos seus produtos.

«Estamos gratos pelos esforços que os bolseiros têm feito para manter seguro o Google Drive, por isso vamos financiar ainda mais bolsas para investigação de segurança independente. Manter os ficheiros seguros no Google Drive é super importante», anunciou o gestor do Google Drive, Kevin Nelson, no blogue dedicado à plataforma.

A empresa utiliza centros de dados que considera seguros para armazenar fotos, vídeos e outros documentos mas entende que são as pessoas que melhor podem garantir elevados níveis de segurança.

De recordar que as questões de segurança estiveram entre as principais preocupações no ano de 2015, com o registo de vários incidentes, falhas e quebras de privacidade em todo o tipo de empresas, desde fotos pessoais de celebridades retiradas de contas iCloud, até à exposição de milhares de utilizadores do site de relações extra-conjugais Ashley Madison.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

«A privacidade é um direito dos cidadãos» conclui conferência da APDSI


A APDSI realizou, a 16 de dezembro de 2015, a conferência “Privacidade e Segurança na Sociedade da Informação” na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.

Sendo esta mais uma das temáticas a que a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação se dedica com o foco no cidadão, Raul Mascarenhas, presidente da direção da APDSI, deixou o alerta ao cidadão comum para não confiar cegamente nas instituições e habituar-se a dar feedback sobre como se sente nas circunstâncias em que julga que a sua privacidade e segurança estejam a ser ameaçadas por influência das novas tecnologias.

Hélder Vasconcelos, Vogal do Conselho de Administração da ANACOM, começou por identificar dois problemas no quadro de 2015 a ameaçarem as garantias de privacidade na sociedade da informação. O excesso de informação requerida ao cidadão, como por exemplo na criação de uma simples conta de gmail, e que depois é mantida em formato digital, foi um dos problemas apontados, bem como a imposição de cláusulas de renúncia de privacidade feita, regra geral, pelas mesmas entidades.

Este cenário, segundo o responsável da Autoridade Nacional de Comunicações, sai agravado pelo facto de a informação ser guardada em servidores sem garantias de segurança e, ainda, quando as empresas facultam os dados a parceiros ou recorrem a serviços de outsourcing: «A privacidade é um direito dos cidadãos e a sua informação não deve ser usada de forma ilegítima. Ao ser digitalizada, a informação é guardada em servidores sem garantias de segurança».

Com a tecnologia a alargar-se ao mercado das apps, Helder Vasconcelos mostrou a sua preocupação pelo facto de a informação estar a ser usada para fins comercial e segundo regras diferentes: «Estamos a criar uma regulação assimétrica entre os operadores tradicionais e os que fazem apps. Tem havido queixas de assimetrias na aplicação das regras. Há um trabalho a ser feito na definição de perímetros de regras simétricas e iguais para todos».

Com o foco nas necessidades específicas que o setor da banca enfrenta neste domínio, Luís Mira Amaral, Presidente da Comissão Executiva do BancoBIC, considera que a administração de sistemas de segurança na banca deve ser assegurada por alguém com conhecimentos tecnológicos.

Ao sublinhar que a informação está exposta a três elementos fundamentais - tecnologia, pessoas e processos - Mira Amaral entende que as políticas, normas e procedimentos de segurança da informação se devem aplicar a todos os colaboradores, independentemente do seu vínculo profissional, através de uma política de segurança com definição e divulgação de regras de segurança. O presidente do Banco BIC é da opinião que os planos de continuidade de uma política de segurança são os mais importantes numa organização, e não propriamente os planos de emergência. «Não se trata da possibilidade de ser atacado mas sim de como se responde a esse ataque e a maior parte das vezes o perigo nem vem de fora. Já passei por uma situação em que as áreas mais afetadas na empresa foram aquelas onde os recursos humanos levavam os PCs para casa e acediam ao serviços a partir de outros locais», lembrou.

O setor financeiro é o que está mais sujeito aos cyberataques. Segundo a websense há mais 300% de cyberataques a bancos do que a outras instituições.

A opinião de José Alegria, Diretor de CyberSecurity e Privacidade na MEO, segue a mesma linha, já que entende que os maiores problemas de segurança são internos, particularmente «quando há promiscuidade no uso de serviços móveis e aplicações na cloud». 

Armazenamento, processamento e comunicação são os três passos que José Tribolet, Professor Catedrático do IST e Presidente do INESC, considera fundamentais para se cumprir quando se pretende agir adequadamente no momento certo. «Uma organização é o que é pelas pessoas que a compõem e os recursos que lhe estão afetos. É imprescindível definir quem tem acesso a escrever e a ler na documentação. As empresas têm que indicar quem tem autoridade para fazer o quê», entende o professor, que acrescenta que a especificação do modelo de segurança deverá ser uma característica da arquitetura da informação independente da sua concretização aplicacional e tecnológica assente no princípio de “não confiança”.

Rodrigo Simões de Almeida, Country Manager da MARSH Portugal, trouxe à conferência da APDSI o resultado da primeira sondagem europeia relativamente aos riscos cibernéticos. Nela participaram 700 empresas sendo que Portugal foi dos países que mais contribuiu para o estudo, de onde se concluiu que as empresas portuguesas são semelhantes às europeias.

64% das empresas respondeu que não tem um plano implementado para aceder a fundos de financiamento, de modo a responder quando for necessário, e 64% identificou cenários que podem afetar a empresa. O mesmo estudo revela, ainda, que 74% não estimou o impacto financeiro de um ataque cibernético, 29% receia a fuga de clientes em casa de ataque cibernético e 39% receia os ataques externos mas 30% admite que podem ser os próprios colaboradores da empresa a causarem os riscos de segurança.

As principais conclusões apontadas por Rodrigo Simões de Almeida revelam que as empresas portuguesas apesar de colocarem o risco cibernético no seu top de riscos, têm um conhecimento básico ou limitado sobre a sua exposição a este perigo e a revisão e a gestão dos riscos cibernéticos deve passar não apenas pelo Departamento de IT, mas também pelo Departamento de Gestão de Riscos e Administração.

Ainda no âmbito da governação empresarial, Ivo Antão, Vogal do Conselho de Administração da Luz Saúde, afirma que, com as ferramentas eletrónicas, a informação sobre os doentes passou a ter «o dom da ubiquidade. O consultório passou a ser qualquer lugar do mundo e o risco é muito grande. Que tipo de informação está a ser veiculado? Os sistemas de informação são muito importantes para a gestão de perfis».

Esta inquietação também ficou plasmada na apresentação de Sérgio Sá, Diretor da Unidade de Negócio Estratégica da Prática de Segurança da UNISYS Portugal. Para o especialista o aumento do número dos dispositivos móveis faz com que o roubo de dados esteja a aumentar de uma forma significativa: «Os acessos remotos não controlados têm cada vez mais probabilidade de acontecerem e os ataques a aplicações também começam a ser incidentes comuns. É necessário rever todo o modelo de segurança». De referir que, 2015 foi o ano em que começou a avaliar-se o risco das empresas e, com ele, criar negócio.

Do Centro Nacional de Cibersegurança fica a certeza de que esta é uma área que ainda sofre debilidades. O coordenador José Carlos Martins acredita que o problema reside no facto de não haver exercícios a serem feitos «de forma real e efetiva» que depois não resultam em situações reais e práticas. Como solução José Carlos Martins aconselha as diferentes entidades a fazerem simulacros e treinos internos para «capacitarem as suas equipas na resposta a incidentes».

Outra área em que há debilidades a combater é na propriedade intelectual, segundo André Marquet, Presidente da Productized e Co-fundador da Beta-i. «Nesta área o número de patentes é muito inferior ao da média da União Europeia; as nossas empresas não estão preparadas nem preocupadas com estas questões porque só são sustentáveis através de financiamentos.

O encontro foi organizado pelo Grupo Segurança na Sociedade da Informação (GSSI) da APDSI.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Conversas de Fim de Tarde: "Big Data: Big Opportunity? Big Trouble?"



O Centro Nacional de Cibersegurança, em conjunto com a APDSI e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, promove, no dia 30 de novembro, mais uma edição das Conversas de Fim de Tarde, desta vez dedicada ao tema "Big Data: Big Opportunity? Big Trouble?".

O evento vai contar com as as intervenções de João Mendes Moreira, da Faculdade de Engenharia UP, de Wilson Lucas, do Instituto de Informática, e de João Albergaria Resende, da WeDo Technologies.

A sessão vai decorrer no Anfiteatro Nobre da FEUP, entre as 15h30 e as 17h30. A participação no encontro é gratuita e não está sujeita a qualquer inscrição prévia.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Conferência "Privacidade e Segurança na Sociedade da Informação - Lições Aprendidas 2015"



A APDSI vai realizar a conferência "Privacidade e Segurança na Sociedade da Informação - Lições Aprendidas 2015" na quarta-feira, 16 de dezembro, entre as 9h15 e as 13h00, no Auditório da Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.

O encontro é organizado pelo Grupo Segurança na Sociedade da Informação (GSSI) da Associação que pretende promover, junto dos decisores e cidadãos em geral, a necessidade de atualização de informação relativa à realidade vivida e observada nos domínios de Privacidade e Cibersegurança no último ano, quer em Portugal quer na União Europeia, e debater acontecimentos e ações que vários intervenientes perspetivam relativamente ao futuro neste domínio.
  
Em debate vão estar questões como a privacidade, proteção de dados pessoais, segurança da informação, cibersegurança e consciencialização de cidadania, cobrindo a atualidade, o que surgiu de novo, o que emergiu e as tendências que se evidenciam ou que despontam. Para que esta discussão seja representativa é fundamental ter-se em conta as diferentes perspetivas de várias entidades e organizações que vão marcar presença na conferência.

Consulte o programa já disponível aqui.

Entretanto já pode garantir a sua presença no próximo dia 16. A participação na conferência é gratuita. Todas as inscrições estão sujeitas a inscrição prévia aqui e ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

C-Days 2015 a 7 e 8 de outubro



O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), em parceria com o ISCTE, vai promover nos próximos dias 7 e 8 de outubro, o "C-Days 2015", no Auditório Principal do ISCTE-IUL. É objetivo do CNCS que este seja um evento internacional, com periodicidade anual, e um importante espaço para a discussão de todas as questões estratégicas, operacionais e ainda técnicas relacionadas com cibersegurança.

O CNCS, enquanto entidade pública com um papel central na promoção de uma cultura de cibersegurança, acredita que é de extrema importância a discussão aberta sobre o tema, bem como a participação ativa de todos os que intervêm nos seus diversos domínios.

O evento vai decorrer durante os dois dias que coincidem com o primeiro aniversário do CNCS e vai focar-se na partilha de informação, com intervenções da academia, indústria e setor público, «procurando mostrar uma visão atual do estado-da-arte da cibersegurança», lê-se na nota oficial do Centro.

Sensibilização, estratégia, gestão do risco e segurança da informação, são alguns dos temas obrigatórios no que respeita à cibersegurança e que vão ser discutidos no "C-Days 2015".

A participação no evento é gratuita mas sujeita a inscrição que deve fazer aqui.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

«These technologies generate enormous benefits, but they are also risky»

Ler aqui, no Project Syndicate

«MADRID – Information and communication technologies have become a central part of everyday life for most of the world’s population. They affect even the most underdeveloped and remote areas of the planet and have become a key factor driving development, innovation, and economic growth.
But this is just the beginning of a fundamental transformation. In the coming years, new technologies, such as the “Internet of things,” 3-D printing, and autonomous vehicles will revolutionize businesses operations, regulatory regimes, and even social conventions.
 These technologies generate enormous benefits, but they are also risky, owing to the ease of accessing data and using it for criminal purposes. Cyber attacks are already vastly increasing in number, sophistication, magnitude, and impact. As the world becomes more interdependent and hyper-connected, there is growing concern about the vulnerability of the Internet, an infrastructure on which nearly all economic activities – including trade, energy provision, and the entire financial system – have come to depend. Continue a ler».

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Faltam profissionais de segurança em TI



Falta cerca de um milhão de profissionais de segurança de TI. O deficit de profissionais para combater ameaças informáticas foi testemunhado no Relatório Anual de Segurança da Cisco.

Segundo os dados apresentados, em 2013 as ameaças destinadas a tirar partido da confiança dos utilizadores em sistemas, aplicações e redes pessoais atingiram «níveis alarmantes em que as vulnerabilidades e ameaças a nível global atingiram os seus mais altos níveis desde 2000».

Esta falta de profissionais está a surgir, também de acordo com a empresa de soluções para redes e comunicações, devido à sofisticação das táticas e da tecnologia utilizada pelos cibercriminosos que são, actualmente, superiores à capacidade de resposta dos departamentos de TI e profissionais de segurança. 

O relatório mostra que o cenário mudou drasticamente dos ataques individuais, com prejuízos limitados, para operações de cibercrime organizado bastante sofisticadas e capazes de causar consequências significativas às grandes empresas e aos Governos.