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terça-feira, 13 de março de 2018

DCD> Portugal de volta a Lisboa



O Grupo DCD - DatacenterDynamics traz de volta a Lisboa o DCD>Portugal, que vai apresentar novidades do setor de data center e cloud no dia 11 de abril, no Hotel Tivoli Oriente. Trata-se de um evento de referência para os profissionais de infraestrutura tecnológica a nível global que conta com o apoio da APDSI.

Um conjunto de oradores nacionais e internacionais vêm apresentar tendências, estatégias e casos de sucesso do setor.

A recuperação econónica e o momento tecnológico de Portugal foi decisório para o regresso deste evento ao país. As projeções do FMI indicam que Portugal irá crescer acima da média da zona euro este ano, 2% versus 1,9%. O país está "na moda" não só em relação ao turismo, mas também porque as grandes empresas tecnológicas estão a invertir em Portugal, como por exemplo Google, Amazon, Uber, Zalando, Mercedes-Benz e Microsoft.

Em relação ao setor de infraestrutura digital, o país conta com grandes projetos, como os novos data center da Nos em Carnaxide e da REN em Riba d'Ave, a ampliação do Datacenter da Altice Portugal na Covilhã. Outras projetos de menor porte, mas de grande importância estão a decorrer em empresas e organizações públicas portuguesas devido ao atual processo de transformação digital que o país está a viver.

A abertura do DCD>;Portugal está a cargo de Philip Collerton, Managing Director EMEA do Uptime Institute. Com apresentação da palestra "To nail your 2018 data center strategy, you must have the answers to these 10 questions" discute as novas tendências e as tecnologias que estão a impactar diretamente as estratégias de infraestura tecnológicas a longo prazo.

Além disso, o evento conta com mais de 15 sessões, incluindo palestras, debates, case studies, reuniões 1-to-1 e mesas redondas executivas apenas para convidados. Os participantes no evento poderão conferir em primeira mão as últimas novidades em serviços e produtos do setor com os melhores fornecedores do mercado europeu.

Encontra aqui mais informações.


terça-feira, 7 de junho de 2016

Indústria 4.0 - de careless whisper a wireless whisper


Depois de muito se ter falado e especulado sobre a Indústria 2.0, que apontava um caminho no qual o cliente era o centro de todas as atenções e onde as apps eram o pináculo de soluções de vida feitas à medida, a indústria 4.0, já considerada também a 4.ª revolução industrial, executada e gerida por sistemas ciber-físicos, é a que os especialistas admitem já estar a acontecer há cerca de cinco anos (o termo surgiu em 2011 no decorrer da feira de Hannover, a maior feira mundial de indústria) e que prevêem vir a efetivar-se nos próximos três a cinco anos. Robôs autónomos e realidade aumentada já começam a ser parte do nosso dia-a-dia, enquanto a big data e a integração de sistemas, servirão de base à Internet das coisas e Internet dos serviços que se desenvolve a passos largos. Na Indústria 4.0 a linha que separa humano de computador é cada vez mais ténue.

O armazenamento na "nuvem" será a solução para uma produção, armazenamento e distribuição mais inteligentes, rápidas e económicas. Se, por um lado, na indústria 4.0 se a produção é mais massificada e rápida, por outro, a consequência final dessa produção pode ser cada vez mais personalizada e adaptada a necessidades específicas. Este resultado é conseguido através de uma crescente aposta na informação e comunicação interna que permitem também antecipar problemas e eventuais disrupções no produto em linha de montagem num estágio muito inicial. A conversão de dados armazenados de forma bruta e avulsa em informação útil é um dos primeiros passos para se rumar à Indústria 4.0. O trabalho remoto é uma realidade, para quem tem como responsabilidade assegurar a devida distribuição da informação, garantindo o acesso seguro a máquinas e a sistemas a partir de qualquer ponto do planeta e a partir de qualquer dispositivo móvel.

A tecnologia RFID (radio frequency identification) torna-se rotineira no processo de identificação e armazenamento de informação como há já muito tempo acontece, por exemplo, em áreas como a biologia e a zoologia com transponders colocados nos animais permitindo a captação de informações precisas e fiáveis sobre os seus hábitos de vida. No futuro, a RFID pode levar, por exemplo, a que no preciso instante em que o seu filho deixa cair o telemóvel na banheira, o mesmo envie um "recado" à fábrica que produzirá, de imediato, um outro telemóvel com características iguais ao que acabou de se "afundar".

Na Indústria 4.0, quando um determinado produto está em linha de montagem, pode ter inúmeras variações (cor, tamanho, peso, etc.) sendo possível, nesta nova geração de produção, a máquina responsável pelo seu fabrico informar em qual das variantes está a trabalhar nesse momento, sendo possível, assim, o responsável humano estabelecer a tal customização em larga escala com perdas mínimas de produto e grandes ganhos de tempo.

A integração de todos os dados na "nuvem" permite uma produção mais flexível na medida em que o volume de produção e os consumos de energia estão sempre a ser comunicados em tempo real. No caso de haver uma avaria nalguma das máquinas, as soluções que integram a Indústria 4.0 também não só a detetam imediatamente, como sugerem outras máquinas e métodos disponíveis no momento e os respetivos tempos e volumes de produção estimados nesse método alternativo de produção. De salientar, ainda, a eliminação das linhas de montagem dos controladores humanos de fluxos de trabalho.

Se é verdade que algumas destas tecnologias ainda não estão completamente disponíveis para aplicação imediata, também é verdade que muitas das grandes empresas não estão plenamente conscientes do avanço das novas tecnologias e, seguramente, quando perceberem os elevados níveis de confiança que os métodos da Indústria 4.0 transmitem, aliados a também consideráveis valores de poupança, facilmente optarão por este caminho. A possibilidade de criar pequenas quantidades de produtos altamente personalizados, a um custo tão reduzido como uma produção em massa, era um sonho antigo dos grandes senhores da indústria. Hoje, é um sonho realizado, possível e cada vez mais alcançável.

Vantagens da Indústria 4.0:
- Transparência de dados e facilidade de acesso aos mesmos, inclusivamente em mobile;
- Previne ruturas de stock;
- Pode ser facilmente integrada nos atuais cenários e equipamentos;
- Significativas poupanças de tempo e dinheiro.

Desvantagens da Indústria 4.0:
- Pouco espaço para a criatividade na adversidade e superação de imprevistos;
- Redefinição do papel no Ser Humano no mercado de trabalho e na sociedade em geral;
- As empresas que hoje são as mais poderosas irão continuar a sê-lo na Indústria 4.0, deixando pouca margem ao surgimento de novos players;
- Prejuízo das nações em desenvolvimento.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Plataforma LegiX celebra 25 anos



A plataforma de dados jurídica LegiX está a assinalar o seu 25.º aniversário na nuvem. A propósito da efeméride, a base de dados jurídica da Priberam foi revista a vários níveis apresentando uma nova interface e novas capacidades, como o acesso através da nuvem. A notícia foi dada em comunicado enviado à imprensa.

A facilidade de utilização foi uma das principais preocupações na renovação da interface do LegiX que agora se assemelha a um motor de busca, com a maioria das opções adicionais a surgirem ao utilizador contextualizadas com a pesquisa ou documentos vistos. Há também uma nova ordem cronológica a ter em linha de conta e uma pesquisa mais "limpa" por artigo ou código de lei.

Além da reformulação da interface, o programa está também totalmente baseado na nuvem, em HTML5 e acessível através de qualquer navegador, estando facilitado o recurso através de tablets e smartphones.

O LegiX é um produto disponível através de subscrição, que também permite uma utilização de acesso pontual por períodos de um dia, uma semana ou um mês através da versão LegiX GO. A subscrição do programa possibilita o acesso direto às bases jurídico-documentais atualizadas regularmente pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, ao Diário da República, à base documental da Comissão Europeia e ao Boletim do Trabalho e Emprego, entre outros.

De recordar que o LegiX foi lançado originalmente em 1991 para o sistema operativo MS-DOS.