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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Tomada de Posição da APDSI "Portugal é um só! Gestão Integrada da Informação do Território Português após os Incêndios de 2017"




"Portugal é um só! Gestão Integrada da Informação do Território Português após os Incêndios de 2017" é o mote da Tomada de Posição da APDSI desta sexta-feira, 27 de outubro. Consulte aqui as 11 propostas de ação da Tomada de Posição da APDSI.

A APDSI, enquanto organização da sociedade civil, sem fins lucrativos e de utilidade pública, mobilizada por causas conducentes ao desenvolvimento e transformação digital do país, manifesta a sua profunda preocupação com a ineficiência do Estado na prevenção e combate aos incêndios ocorridos durante o verão de 2017 e com as medidas tomadas pelos poderes públicos na sequência dessa tragédia que ocorreu no nosso país, especialmente no que se refere à utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na gestão do território português.

A Associação está disponível para colaborar em todas as iniciativas públicas e privadas que visem a valorização e desenvolvimento do território português, através do planeamento, gestão e utilização adequada de sistemas e tecnologias de informação de base territorial.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Vai ser criado um sistema de informação cadastral simplificada sobre a região afetada pelos incêndios


O Conselho de Ministros aprovou um decreto-lei para a criação de um sistema de informação cadastral simplificada sobre a região atingida pelos incêndios. Os municípios de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Penela e Sertã vão ser alvo de mais esta medida resultante do Conselho de Ministros da passada quinta-feira, dia 6. A notícia foi divulgada pela agência Lusa, com base num comunicado do Conselho de Ministros.

A decisão estabelece medidas excecionais de contratação pública por ajuste direto para suportar o desenvolvimento do projeto.

Com a medida, o Governo pretende facilitar a identificação dos limites das propriedades e dos seus titulares no que respeita à área geográfica afetada, de forma a acelerar a inventariação de danos e prejuízos causados. "O regime aprovado permitirá agilizar os processos aquisitivos, administrativos e financeiros para o desenvolvimento do sistema de informação cadastral simplificado, com regras de transparência e concorrência", lê-se na nota.

Também foi aprovado um decreto-lei que permite à administração central e aos municípios, a título excecional, "proceder à contratação de empreitadas de obras públicas, de locação ou aquisição de bens e serviços".

De recordar que o assunto do cadastro há muito que preocupa a APDSI. Recorde, aqui, as palavras do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação na Natureza numa conferência da APDSI sobre o tema em 2014.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

OOZ Labs voltam a marcar presença na Maker Faire Lisboa


Quem é adepto do movimento maker certamente já ouviu falar deles. Quem ainda não se iniciou nestas lides tem este ano uma nova oportunidade de o fazer e ver o que andaram a preparar os membros do laboratório One Over Zero.

Depois de se terem estreado com quadcopters e de, no ano passado, terem oferecido aos visitantes a oportunidade de simular uma missão em Marte a bordo do divertido Mars Rover, este ano o OOZ Labs apresenta o projeto SparroWatch. A criação consiste numa rede de casas para pássaros, munidas de componentes de eletrónica, que permitem a deteção precoce de incêndios florestais. Os ninhos contêm um sensor de temperatura e humidade e ligação wi-fi, como a que temos nos nossos telefones e tablets. «A ideia é nós termos uma rede espalhada num espaço aberto em que pelo menos um dos nós consegue ter contacto com um ponto de acesso comum para fazer transmissão de dados que venham da rede», explica Luís Correia, um dos mentores do projeto.

A comunicação é feita através de uma rede wireless em malha (mesh network), sendo cada ninho um nó. Tudo isto funciona através de pequenas placas solares que alimentam baterias de portáteis usadas e garantem o funcionamento dos sensores e da comunicação. Na feira das invenções, criatividade e desenvoltura, que decorre nos próximos dias 25 e 26 de junho, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, o OOZ Labs vai apresentar três casinhas para pássaros, como descreve Luís Correia: «Cada casinha vai ter uma ou duas baterias que vão ter capacidade de a alimentar durante algum tempo, depende de como o sol vai conseguir embater no painel solar».

Se era possível pôr este invento a funcionar sem ninhos? Sim. Mas não era a mesma coisa. «Se esquecermos o passarinho, torna-se mais simples, porque podemos pendurar isto no topo de uma árvore ou dos postes de madeira que ainda existem para comunicações. Mas os ninhos têm a vantagem de apoiar a nidificação e observação de animais e é um atrativo para as crianças», acrescentou Luís Correia.

No SparroWatch colaboraram o próprio Luís Correia e Nuno Correia na feitura das casinhas, na parte do software, a partir de Inglaterra, esteve o João Neves, Bruno Amaral assegurou o dashboard (controlo), e Basílio Vieira ficou encarregue da comunicação.

A Maker Faire Lisboa é uma iniciativa da Bright Pixel em colaboração com a Câmara de Lisboa, o Pavilhão do Conhecimento e a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Pelo terceiro ano a Maker Faire tem entrada livre, pelo que todos podem ver os fazedores (makers), bem como as suas invenções.