Mostrar mensagens com a etiqueta novas tecnologias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta novas tecnologias. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O futuro visto pelos olhos dos jovens de Telheiras



Como é que as novas tecnologias vão influenciar a Educação? E qual o papel da internet no futuro da saúde? As relações humanas estão a mudar por causa das redes sociais?

Estas foram algumas das perguntas às quais um grupo de 13 alunos da área de Economia do 11.º ano da Escola Secundário Vergílio Ferreira tentou dar resposta a 6 de junho.

Num evento intitulado "Game Over", promovido pela Associação para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) em parceria com o Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira, estes jovens olharam para a influência das novas tecnologias nos próximos 20-25 anos em 5 áreas da sociedade: Educação e Ensino, Saúde, Trabalho, Entretenimento e Tempos Livres, e Vida em Sociedade e Privacidade.

A sessão funcionou como teste-piloto de um projecto que a APDSI quer alargar às escolas de todo o país e que se insere num trabalho continuado de discussão do futuro: «A APDSI tem vindo a apostar bastante no desenvolvimento de várias linhas que abordam o futuro. Começou com o grupo de trabalho apelidado "Futuristas", onde se debatem dois cenários para o futuro, um de continuidade, outro de disrupção. Depois a importância desta discussão começou a extravazar e denotámos que em outros grupo de trabalho esta contextualização começou a fazer sentido», explica Henrique Mamede, membro da direção da Associação e responsável pelo projeto.

Para a APDSI, o envolvimento dos jovens é fundamental, até porque «as gerações mais antigas não estarão cá para vivenciar esse mesmo futuro, pelo que faz sentido perceber a visão que os jovens têm hoje do que poderá ser a sociedade daqui a 20/25 anos, já que serão eles nessa altura que estarão no pleno do seu desempenho e vivência». Além disso, «são eles os nativos digitais e a compreensão que têm da sociedade não é deturpada por terem vivido num tempo sem Internet, telemóveis e outras questões tecnológicas. Estes jovens são, na realidade, o futuro!», acrescenta Henrique Mamede.

Esta não foi a primeira vez que aqueles alunos pensaram nas implicações das novas tecnologias para ao futuro. No entanto, «a forma estruturada como decorreu a sessão e a troca de ideias com especialistas da área e pessoas que têm vivido de perto as decisões sobre os rumos a tomar pela sociedade enriqueceram de forma única aquele momento», referiram os participantes.

No final, ficou o desafio aos jovens: «Integrem os grupos de trabalho da APDSI e ajudem desde já a criar o futuro!».

Fonte: Viver Telheiras

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Empresas de TIC fazem exposição anti-Trump



97 empresas de tecnologia e de outros setores similares apresentaram no tribunal de recursos dos Estados Unidos, uma declaração contra a ordem de controlo de imigração do presidente do país, Donald Trump.

Google, Facebook, Intel, Netflix, Microsoft, Apple e Twitter estão entre o grande segmento empresarial.

No documento as empresas aludem ao «potencial disruptivo das restrições» agora implantadas e defendem «os benefícios de regras liberais de imigração para as indústrias, em geral». O documento lembra ainda que «os imigrantes estão entre os nossos principais empresários, políticos, artistas e filantropos».

A ordem executiva assinada pelo presidente a 27 de Janeiro suspendeu por 90 dias a entrada de imigrantes e não-imigrantes originários do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen. As empresas de TIC consideram a medida como a primeira de uma série, planeada pela administração Trump para restringir a entrada nos Estados Unidos de trabalhadores qualificados de que a indústria depende.

Além de ordem de Trump «dificultar a capacidade das empresas americanas para atrair grandes talentos, aumenta os custos impostos às empresas», alega a declaração das empresas.

Entretanto, nesta sexta-feira, o decreto anti-imigração continua suspenso e o tribunal mantém a decisão de rejeitar o recurso de Trump.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ChildDiary em Portugal: «Os profissionais de educação dizem que lhes poupamos em média uma hora por dia em papelada»


Foi há cerca de três anos que um casal de portugueses, por mais surpreendente que pareça, se cansou do sol português e decidiu ir para a Irlanda. Lá, a chuva acabou por os inspirar a criarem a ChildDiary - uma plataforma de comunicação entre pais e educadores de infância que também se constitui como uma ferramenta para os profissionais da educação poderem, de forma mais rápida e eficaz, documentar o progresso individual de cada criança.

Depois de se ter tornado um sucesso na Irlanda e começar a conquistar os Estados Unidos, a ChildDiary quer, em 2017, chegar a Portugal em força, apesar de já trabalharem com a Creche e Aparece, no Parque das Nações, em Lisboa.

Na ChildDiary os educadores de infância podem fazer o registo de rotinas diárias que, normalmente, são feitas em papel, além de terem na ferramenta um meio de comunicação mais dinâmico para interagirem com os pais, seja através do envio de fotografias, vídeos ou quaisquer outras informações.

O lado feminino da ChildDiary é assegurado pela educadora de infância Vanessa Biléu que começou o ano novo a fazer uma visita a Portugal e aceitou explicar melhor à APDSI como funciona esta espécie de creche dos tempos modernos.




APDSI - Vanessa, temos falado sempre em projeto e em plataforma. A ChildDiary é uma plataforma online ou existe através de aplicação mobile?
Vanessa Biléu - A plataforma é online. Cada utilizador tem uma password e pode aceder ao site da ChildDiary a partir de smartphones, tablets, computadores, etc.

APDSI - Qual foi o problema ou a lacuna que encontraram no sistema educativo que vos levou a criar a ChildDiary?
VB - Foi um pouco da nossa história: eu sou educadora de infância e quando viemos morar para Galway, uma pequena cidade muito chuvosa na costa Oeste da Irlanda, senti que a comunicação entre pais e educadores era muito pobre. Eu e o João, o meu marido, íamos ao final do dia dar passeios pelos jardins da faculdade de Galway e eu ia reclamando disso. Como era possível os pequeninos começarem, por exemplo, a comer pelas próprias mãos e eu, ao final do dia, ter que estar a falar com os pais sobre cocós e sestas ou, tantas vezes, nem ter tempo para falar com os eles individualmente? O João, que é engenheiro informático, pensou que poderíamos criar uma solução para isto. E foi assim que, durante um ano, nos dedicámos a desenvolver a ChildDiary que começou por ser uma plataforma de comunicação para partilha de fotografias e informações. Como fui continuando a trabalhar em creches e jardins-de-infância, mais tarde em Dublin, fui sentindo o "peso" da papelada que nos era diariamente exigida pelos inspetores e assim adicionámos à ChildDiary a componente do registo das rotinas diárias e das avaliações ligadas ao currículo. Hoje em dia a ChildDiary e um portfolio digital que facilita a vida das educadoras e auxiliares de educação e permite aos pais fazerem parte da educação dos filhos de uma forma mais ativa.

APDSI - Quais os feedbacks que já tiveram por parte de quem já a adotou?
VB - Já temos clientes na Irlanda desde 2015 e desde há três meses em Portugal também! O feedback tem sido muito positivo. Os profissionais de educação dizem que lhes poupamos em média uma hora por dia em papelada, já nos disseram que fomos a melhor coisa que aconteceu na educação de infância! Os pais estão maravilhados, sentem mais confiança nos profissionais com quem deixam os seus pequenos e partilham a ChildDiary com familiares que vivem longe. Sabemos de avós que vivem na Polónia e pais que trabalham em Manchester que acedem diariamente ao site para ver e partilhar fotografias das suas crianças. Isto deixa-nos mesmo muito felizes! Os inspetores aqui na Irlanda também gostam da ChildDiary e dizem que somos uma inovação bem-vinda.

APDSI - Têm planos a médio prazo para a plataforma? Por onde gostavam de a ver crescer?
VB - Temos muitos planos... o que não nos faltam, na verdade, são ideias para a plataforma! Estamos sempre a melhorar a ChildDiary e sabemos que daqui a um ano a plataforma oferecerá ainda mais do que aquilo que oferece hoje. Acima de tudo queremos ouvir os pais e educadores, perceber quais as suas necessidades e atuar de acordo com elas. De momento, estamos concentrados nos mercados Irlandês e Português, não nos fazia sentido desenvolvermos uma plataforma de educação e não a explorarmos no nosso país. Depois, queremos ver a ChildDiary crescer pelo mundo fora. Não há limites!

De recordar que, em julho de 2014, a APDSI já se debruçava sobre os perigos e as oportunidades que as redes sociais oferecem em contexto escolar, nomeadamente no diálogo entre professores e alunos e entre professores e encarregados de educação. Recorde aqui o Pequeno-Almoço "Educação 2.0".