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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Websummit em Portugal em 2028: o que esperar até lá



2028 será o último ano da Websummit em Lisboa e até lá muitas são as mudanças previstas e anunciadas já na edição deste ano.

Se pensarmos que em 2008 nascia o Spotify, o Facebook ainda não era mobile e faltavam ainda dois anos para conhecermos o Instagram, é fácil concluirmos que daqui a dez anos a Websummit em Portugal não será a mesma que vimos agora.

 Resumindo as intervenções dos principais oradores da Websummit, percebemos que o robô Sophia, que ainda nos deixa boquiabertos tantas e tantas vezes, não estará sozinho. Em 2028, os robôs humanoides farão parte do nosso dia-a-dia, acredita Jamie Paik, professora, fundadora e diretora do Laboratório de Robótica Reconfigurável da École Polytechnique Fédérale de Lausanne.

Quem também esteve em destaque na Web Summit deste ano foi o robô Furhat, da empresa sueca com o mesmo nome. O fundador e CEO da empresa é o sírio Samer Al Moubayed, que acredita que dentro de dez anos os robôs estarão em toda a parte: lojas, aeroportos, supermercados e até em entrevistas de emprego a candidatos. Samer admite que a inteligência artificial nos robôs neste momento ainda não está no ponto, mas está muito perto e vai haver vantagens enormes em ter um robô numa loja, a indicar de imediato o que está ou não em stock naquela loja e em outras sem necessidade de ver no computador, é só perguntar ao robô.

A generalização de veículos elétricos e de serviços de partilha de automóveis também será realidade daqui a 10 anos, acredita Christoph Grote, vice-presidente do grupo BMW para a área eletrónica. Também estão previstos veículos voadores autónomos, como táxis, por exemplo.

No espaço vão vaguear turistas, mas não só. Também poderemos ter centenas, ou mesmo de milhares, de satélites que poderão ser lançados por startups. Tendo em conta a diversidade de negócios espaciais, Jim Cantrell, cofundador da empresa Vector, acredita que este mercado, nos próximos dez anos, vai valer o dobro.

Os milhares de participantes que seguirão rumo a Lisboa, para a Web Summit de 2028, poderão também ter uma experiência turística diferente das que vivenciaram nestes anos. Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, revela que a aposta nacional da próxima década passa pela eficiência e a sustentabilidade com a adaptação da oferta às questões da sustentabilidade ambiental.

Em 2028, poderemos ter elevadores horizontais a mover pessoas de pavilhão em pavilhão. Quem o diz é Andreas Schierenbeck, CEO da Thyssenkrupp Elevator.

As Nações Unidas acreditam que o cruzamento entre internet e política vai ser ainda mais notório dentro de uma década.

A Web Summit não vai ser só um showcase de startups mas passará a ser também um showcase de inovação. A conferência pode vir a transformar-se na próxima CES e a abordar temas como biotecnologia, nanocomputação e computação quântica.

O Ikea também tem uma palavra a dizer sobre a forma como vamos decorar as nossas casas em 2028, sendo que a cadeia sueca de mobiliário acredita que vamos ver mais mudanças nos próximos dez anos do que vimos nos últimos 40. Em 2028, o mobiliário em casa será completamente diferente. As peças vão adaptar-se a nós, indica Pia Heidenmark Cook, diretora de sustentabilidade do grupo Ikea.

No futuro existirão novas formas de adquirir produtos, com a economia a tornar-se mais circular, com um acesso diferente às coisas e com toda a logística do setor a transformar-se. James Trainor, vice-presidente da área de soluções de cibersegurança do grupo AON acredita que, com o passar dos anos, o cibercrime e a cibersegurança passarão da mão dos humanos para o domínio das máquinas: tudo andará à volta do machine learning e da inteligência artificial. Os crimes informáticos serão cada vez mais autónomos e quase sem envolvimento humano ao contrário do que acontece hoje, onde apenas 20% dos cibercrimes não têm mão humana.


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

eiD Conference debate a identidade digital no futuro


Este ano, na comemoração da sua 10.ªedição, a eiD Conference realiza-se nos dias 27 e 28 de setembro no Auditório da Fundação Champalimaud, em Lisboa. O evento é organizado pela Multicert, associada da APDSI, que anualmente organiza esta conferência de dimensão internacional.

Na conferência vão estar presentes empresas de renome bem como Instituições Nacionais de referência, como o Gabinete Nacional de Segurança, o Banco de Portugal, a Casa Nacional da Moeda e vários representantes do Governo português, que se propõem, em conjunto, a discutir o impacto que a identidade digital terá no futuro e que garantias poderá dar em termos de segurança e preservação da nossa unicidade.

A participação na conferência é gratuita, mas a inscrição obrigatória. Pode inscrever-se aqui

terça-feira, 10 de abril de 2018

A APDSI associa-se ao evento "Tecnologia: o teu futuro?"



A APDSI associa-se ao evento "Tecnologia: o teu futuro?" como parceiro de comunicação.

O evento, organizado pela comunidade Geek Girls Portugal, realiza-se dia 5 de maio, na Universidade do Porto, e destina-se a jovens mulheres (13-17 anos) e aos seus encarregados de educação.

O objetivo é dar a conhecer a área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e ver cada vez mais mulheres ligadas à tecnologia, vertente em que existe uma vasta oferta de formação e empregabilidade.

O evento vai contar com testemunhos de mulheres profissionais na área das tecnologias de informação, workshops de programação de apps para telemóveis, criação de sites e usabilidade para a Web.

Segundo dados da Pordata, a taxa feminina de diplomadas no Ensino Superior em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Portugal foi, em 2015, de 18.5%, correspondendo a apenas 956 mulheres. Na atual conjetura económica há já uma grande escassez de recursos humanos em Portugal e na Europa nesta área.

Fundada em 2010, a comunidade Geek Girls Portugal é a primeira comunidade portuguesa que reúne mulheres que trabalham em TIC. A sua missão foca-se no apoio, capacitação e progressão profissional de mulheres na área tecnológica.

A participação no evento é gratuita, mas está sujeita a candidatura até 15 de abril em http://geekgirlsportugal.pt/oteufuturo

Se necessitar de algum esclarecimento adicional, não hesite em contactar-nos para o e-mail secretariado@apdsi.pt e também através do telefone 21 751 07 62.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O futuro visto pelos olhos dos jovens de Telheiras



Como é que as novas tecnologias vão influenciar a Educação? E qual o papel da internet no futuro da saúde? As relações humanas estão a mudar por causa das redes sociais?

Estas foram algumas das perguntas às quais um grupo de 13 alunos da área de Economia do 11.º ano da Escola Secundário Vergílio Ferreira tentou dar resposta a 6 de junho.

Num evento intitulado "Game Over", promovido pela Associação para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) em parceria com o Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira, estes jovens olharam para a influência das novas tecnologias nos próximos 20-25 anos em 5 áreas da sociedade: Educação e Ensino, Saúde, Trabalho, Entretenimento e Tempos Livres, e Vida em Sociedade e Privacidade.

A sessão funcionou como teste-piloto de um projecto que a APDSI quer alargar às escolas de todo o país e que se insere num trabalho continuado de discussão do futuro: «A APDSI tem vindo a apostar bastante no desenvolvimento de várias linhas que abordam o futuro. Começou com o grupo de trabalho apelidado "Futuristas", onde se debatem dois cenários para o futuro, um de continuidade, outro de disrupção. Depois a importância desta discussão começou a extravazar e denotámos que em outros grupo de trabalho esta contextualização começou a fazer sentido», explica Henrique Mamede, membro da direção da Associação e responsável pelo projeto.

Para a APDSI, o envolvimento dos jovens é fundamental, até porque «as gerações mais antigas não estarão cá para vivenciar esse mesmo futuro, pelo que faz sentido perceber a visão que os jovens têm hoje do que poderá ser a sociedade daqui a 20/25 anos, já que serão eles nessa altura que estarão no pleno do seu desempenho e vivência». Além disso, «são eles os nativos digitais e a compreensão que têm da sociedade não é deturpada por terem vivido num tempo sem Internet, telemóveis e outras questões tecnológicas. Estes jovens são, na realidade, o futuro!», acrescenta Henrique Mamede.

Esta não foi a primeira vez que aqueles alunos pensaram nas implicações das novas tecnologias para ao futuro. No entanto, «a forma estruturada como decorreu a sessão e a troca de ideias com especialistas da área e pessoas que têm vivido de perto as decisões sobre os rumos a tomar pela sociedade enriqueceram de forma única aquele momento», referiram os participantes.

No final, ficou o desafio aos jovens: «Integrem os grupos de trabalho da APDSI e ajudem desde já a criar o futuro!».

Fonte: Viver Telheiras

quarta-feira, 17 de maio de 2017

APDSI no Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação - "Big Data for Big Impact"



A Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) voltou a associar-se à sessão comemorativa do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, assinalado na Fundação Portuguesa das Comemorações. Este ano, o grande foco do debate sobre Sociedade da Informação em Portugal foi "Big Data For Big Impact".

Os painéis de debate sobre o ecossistema da big data pretenderam sensibilizar a opinião pública e decisores para a influência no domínio económico e social da Internet, mais concretamente sobre a «enorme quantidade de informação mundial e a sua reconversão em todas as áreas e setores do conhecimento», ou seja, a big data e as suas aplicações.

Hoje em dia, mais do que o aquilo se faz, pesa a rapidez com que se faz, daí que a Portugal Telecom/MEO, representada no primeiro painel, admita que procura recolher informação útil para a empresa mas também para a sociedade. Uma filosofia de negócio secundada pela Vodafone.

Coube à APDSI traçar um cenário para o panorama universitário face aos empregos do futuro, nomeadamente a figura de data analyst que começa a surgir como alguém fundamental para "desembrulhar" a big data circulante. «Este é um assunto que preocupa e de grande relevância. As máquinas já conseguem aprender sozinhas; é a chamada aprendizagem não supervisionada. O que vamos fazer, quem vai ter acesso aos resultados coletados por essas máquinas e como vão ser utilizados é um problema para o qual não temos ainda solução», afirma Vítor Santos, da Direção da APDSI. 

Filipa Martins da PT/MEO admite que essa é uma consequência da "vida acelerada na lógica do digital", para o qual o tempo encontrará uma resposta: «Vamos avançando no sentido de fazer testes e depois é preciso adaptar com regulamentos».

Para a Vodafone, a robotização do mercado de trabalho é preocupante. «Muitos empregos vão ser destruídos mas vamos criar mais valor e novos empregos embora nunca à mesma proporção, é um facto», reconhece Pedro Gonçalves. 

Sem surpresa, Marcel Leonardi, da Google, prefere olhar para a big data como algo que virá a construir valor. «A cadeia de valor está também nos métodos que se utilizam para extrair dados. A Google financia pesquisas de machine learning e, para a toda comunidade que nelas trabalha, disponibilizou uma ferramenta open source», afirma, rejeitando o rótulo de canibal digital (de players no mercado das tecnologias de informação).

Já na reta final das celebrações, Fernando Bação, da Universidade Nova, mostrou-se otimista quanto ao futuro, mesmo debaixo da "nuvem" imprevisível da evolução tecnológica. «Vamos trabalhar com as tecnologias e com os robôs, ao invés de sermos substituídos por eles. A tecnologia não substituirá a presença humana», concluiu.

Internacionalmente, o dia 17 de maio é o World Telecommunication and Information Society Day. Comemora-se nesse dia a realização da primeira convenção internacional sobre telegrafia e a criação da ITU - International Telecommunications Union. Em 2017 celebram-se 152 anos desde a fundação.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Debate sobre o Futuro: O Aprofundamento da Era Digital - APDSI traça um cenário para 2030


A APDSI realizou, a 27 de junho, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, um debate sobre o futuro, intitulado “O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030”, sob coordenação de Francisco Matos Tomé e José Gomes Almeida, da direção da APDSI.

O debate teve por base um documento, elaborado pelo Grupo Futuros da Sociedade da Informação (GFSI), constituído em 2013 no seio da APDSI, e que pretende alargar a discussão sobre os impactos, nas diferentes vertentes da sociedade, que as tecnologias poderão vir a ter num futuro relativamente próximo (2030). Nestas projeções sobre o futuro estão refletidas as opiniões, conhecimentos e experiências dos membros do Grupo, sempre conscientes que mesmo no que se previa há uns anos a esta parte «certos projetos avançaram muito, noutros estamos aquém do que tinha sido projetado», referiu Francisco Tomé. «O futuro que, no documento, apresentamos como desejado, teve por base a visão do que o Grupo gostaria que fosse o futuro. Não assenta em previsões, nem tão pouco é tratado como uma ciência. É uma visão daquilo que, para nós, previsivelmente, será o futuro, nem bom nem mau», concluiu.

A escolha de 2030 enquanto universo temporal limite, teve por base a Resolução da Assembleia-Geral da ONU “Transformando o nosso mundo: a Agenda 2030 para um Desenvolvimento Sustentável”.

As mudanças na tecnologia provocam, na maioria dos cenários, uma disrupção para com o passado e um aprofundamento da Era digital. Para José Gomes Almeida, do GFSI, uma das disrupções mais significativas irá acontecer nos modelos de negócio que funcionaram no séc. XX. «Até 2030 a Internet vai crescer, tornar-se mais lata e isso vai levar à criação de “novas nações” - gente com interesses únicos. As sociedades vão funcionar de forma diferente e a educação também vai sofrer muitas alterações», descreveu José Gomes Almeida, do GFSI da APDSI. Embora parecendo um contrassenso, o Grupo acredita que vai aumentar a infoexclusão mas, por outro lado, vai verificar-se um aumento da participação da mulher em setores TIC.

O crescimento da IOT - Internet of Things vai resultar, ainda à luz do documento do GFSI, em melhoramentos no setor agrícola. A fronteira entre o mundo físico e o digital vai estar cada vez mais esbatida e os drones farão parte da nossa vida quotidiana, com todas as questões de segurança a alimentarem debates nos próximos anos. A automatização de muitos processos será, para o GFSI, incontornável, enquanto assistiremos, previsivelmente, a um mundo empresarial mais preocupado com o ambiente. Todavia, qualquer um dos cenários, sobre os quais pode ler mais aprofundadamente em apdsi.pt, está dependente das wild cards - situações inesperadas e com elevado grau de impacto nas sociedades em geral.

José Gomes Almeida enquadrou que «historicamente o setor tecnológico depende muito do setor militar que exige determinadas condições em quadros bélicos que conduzem a outros desenvolvimentos e servem para testar produtos tecnológicos desenvolvidos para fins militares».


Luís Silva, outro dos membros do GFSI que subscreveu o documento apresentado a 27 de junho, focou-se nalguns aspetos otimistas da evolução tecnológica, como a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e o recurso a transportes públicos. «Quem vai alavancar este estilo de vida é a chamada “geração milénio”, que prefere a mobilidade elétrica e uma vida com mais cultura e mais voluntariado. De salientar que, a partir de abril de 2018, todas as viaturas vão estar equipadas com eCall, que vai permitir, nomeadamente, a possibilidade de serem feitas manutenções remotas ao automóvel. Claro que este cenário, bem como os veículos de condução autónoma, vão trazer problemas com hackers e vírus e os roubos de identidade vão ser mais frequentes.

Ainda numa nota positiva aparecem as impressoras a 3D, com as suas infindáveis aplicações na área da saúde, e a redução dos custos de produção, bem como uma evolução da governança “da base para o topo”, como são exemplo os orçamentos participativos.

João Rodrigues, igualmente do GFSI, vai mais longe e aponta como cenário provável «a digitalização de todos os serviços prestados pelo Estado. O Tesla também vai entrar nas baterias domésticas, por isso, o armazenamento, controlo e gestão em tempo real vão mudar o panorama da utilização das energias renováveis e da micro-produção». 

Luís Vidigal e Amaral Gomes dinamizaram a parte final do debate, depois do argumentista Pedro Miguel Ribeiro ter divertido o público presente na Fundação das Comunicações com uma criativa história de um dia na vida de um casal “normal” em 2036.

A APDSI agradece a todos os membros do GFSI a sua colaboração na atividade do grupo e especialmente aos membros que integraram a Task Force que permitiu elaborar o documento: Francisco Tomé, João Rodrigues, José Manuel Gomes Almeida e Luís Filipe Silva.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

IPv6 na Administração Pública



A APDSI realizou uma conferência sobre “IPv6 na Administração Pública”, a 11 de maio de 2016, no Auditório da eSPap, em Alfragide.

O IPv6 é uma nova geração do protocolo de Internet. De uma forma simplificada, pode dizer-se que o IPv6 vai permitir aumentar (na escala dos muitos mil milhões) o número de endereços de IP disponíveis mas há outras questões paralelas que é necessário acautelar. Desejavelmente, IPv6 e IPv4 deveriam “conviver” pacificamente durante algum tempo (o chamado “dual stack”) mas nem sempre é isso a que assistimos. Com questões técnicas e de segurança por detrás, pode dizer-se que o surgimento da chamada Internet das Coisas terá acelerado a necessidade de adoção do IPv6. Se, num futuro cada vez mais real, os objetos vão ser capazes de interagir autonomamente entre si, interligados à Internet, parece óbvia a necessidade de existência de um mais alargado meio de comunicação.

Vários governos, como o americano e o brasileiro, por exemplo, já adotaram o IPv6. E em Portugal? Jaime Quesado, Presidente da ESPAP - Entidade de Serviços Partilhados na Administração Pública, considera que o IPv6 «mexe com decisões da Comissão Europeia com implicações a nível nacional», enquanto João Confraria, Administrador da ANACOM, lembra que é missão da Autoridade Nacional das Comunicações «identificar o problema da migração, enquanto necessidade técnica. Será um problema que o mercado resolve ou será necessária intervenção regulatória?». A resposta ainda não é clara.

André Vasconcelos, da Comissão de Execução do GPTIC - Grupo de Projeto para as Tecnologias de Informação e Comunicação, afirma que até ao final do próximo ano «deverá estar definido o modelo e o roadmap para o IPv6 na Administração Pública ao nível intra e interministerial». A elaboração de um novo acordo no quadro de comunicações está a decorrer com o objetivo de ter todas as entidades públicas de cada área governativa a falar sem custos dentro da AP.

Sobre esse aspeto, João Nuno Ferreira, da FCT/UCCN - Unidade de Computação Científica Nacional, ressalva que «o trabalho só está bem feito quando o utilizador final nem se apercebe que está a usar IPv6». Apesar de já estar ativo desde 2003 e da gama de endereços em IPv6 já ser superior aos que estão em IPv4, «ainda não estão a gerar muito tráfego».

João Paulo Figueiredo, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, fez um enquadramento histórico do IPv6, nascido em 1995, retratando os planos, dificuldades e intervenientes na sua implementação na Administração Pública.

Já numa abordagem mais prática, António Bob Santos, do CEIIA - Centre for Innovation and Creative Engineering, apresentou o IPv6 como driver para as cidades inteligentes nas próximas décadas. «As cidades vão ter de se esforçar para serem inteligentes. O impacto deste crescimento nas suas dinâmicas sociais é muito significativo com melhores serviços à disposição, logo, com novos modelos de negócio no horizonte», afirmou.

Valentim Oliveira, da SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços de Portugal, traçou os cenários possíveis para «o que acontecerá no dia em que a organização precisar de endereços públicos para além dos endereços IPv4 que já tem?». Há várias opções mas todas elas passam pela inevitável aquisição de endereços IPv6.

Rui Fernandes, da Cisco, não deixou margem para dúvidas quando assegurou que «os endereços de IPv4 já são um bem escasso. Se eu não me preparar para o IPv6 vou ter problemas porque o IPv4 não está garantido após 2020».

Vasco Lagarto, do Pólo das Tecnologias da Informação, Comunicação e Eletrónica, mostrou que a adoção do IPv6 está a ser um pouco mais lenta do que o esperado inicialmente mas está a acontecer. Apesar das incontestáveis vantagens na adoção do IPv6, Vasco Lagarto reconhece que «o IPv6 não tem em conta a compatibilidade com o IPv4».

A APDSI organizou a conferência, intitulada “IPv6 na Administração Pública”, por entender que é uma questão que se reveste de sensibilidade especial pois a informação em causa refere-se a cidadãos e organizações, incluindo as que são responsáveis pela segurança do próprio Estado.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Conferência: Construir a Administração Pública do Futuro - Participação, Inovação e Governação



A APDSI vai realizar, a 18 de maio de 2016, no Auditório do ISCAD - Instituto Superior de Ciências da Administração, em Lisboa, a conferência "Construir a Administração Pública do Futuro - Participação, Inovação e Governação", sob coordenação do Dr. Nuno Guerra Santos.

A reforma da Administração Pública foi tradicionalmente encarada como um processo complexo e longo, centrado na reorganização das instituições públicas e visando a sua transformação através de fusões ou extinções e mudanças no enquadramento da função pública. Este tipo de mudança, estando dependente em grande medida da decisão política e assente em revisões legislativas, teve como resultado visível uma redução do número de organismos e dirigentes, bem como a criação de alguns organismos-agentes da mudança, mas não conseguiu evidenciar o seu impacto na redução de custos e na melhoria da qualidade da prestação dos serviços públicos.

Os ciclos do governo eletrónico e da modernização administrativa, e o programa Simplex em particular, inauguraram uma abordagem à reforma da Administração Pública mais participativa e centrada nos serviços públicos, conciliando projetos transversais e estruturantes, com iniciativas avulsas propostas pelos próprios organismos ou resultantes de processos pontuais de auscultação dos cidadãos. Destes ciclos resultaram diversas iniciativas emblemáticas de modernização, como o Cartão de Cidadão, bem como um conjunto variado de evoluções nos serviços públicos.

Por outro lado, mantendo-se a dependência de uma governação central das iniciativas e sendo os organismos sujeitos a limitações crescentes nos seus recursos materiais e humanos, este esforço foi-se revelando progressivamente mais difícil e de impacto cada vez mais limitado. Importa assim renovar a reforma da Administração Pública, tornando-a mais rápida, permanente e eficaz. Como? Promovendo uma mudança mais centrada nas necessidades e expectativas dos cidadãos, ouvidos regularmente; utilizando novos métodos e ferramentas de redesenho dos processos e dos serviços públicos, de forma mais participativa, inclusiva e inovadora; testando de forma ágil as novas soluções, garantindo o seu alinhamento com as expectativas dos cidadãos e racionalizando a sua implementação; avaliando os resultados da mudança e incentivando a participação de todos os envolvidos, através de uma comunicação permanente. 

O programa já está disponível aqui.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

14.º Fórum da Arrábida da APDSI (2015) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade"



A APDSI realizou, no dia 16 de outubro de 2015, o 14.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade". Este 14.º Fórum da Arrábida veio na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo voltar a reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto, refletiram e exploraram novas ideias sobre o que será o futuro da SI e do Conhecimento em Portugal, num mundo cada vez mais complexo.

Veja as apresentações já disponíveis no sítio na web da APDSI.

Um tema tão clássico como atual é o da relação entre as tecnologias e o emprego. Sabe-se que as tecnologias, e em particular as tecnologias que caraterizam a SI, destroem emprego, por exemplo substituindo tarefas administrativas por processamentos informáticos; sabe-se também que criam emprego, o chamado "Emprego Digital" que, a propósito, tem merecido uma especial atenção da Comissão Europeia, traduzida em Portugal pela iniciativa "Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital".

O desenvolvimento da SI, apesar do que muitos profetizaram, não gerou hordas gigantescas de desempregados, nem originou uma "sociedade do lazer", decorrente de reduções massivas dos horários de trabalho. Contudo, também sabemos que o futuro não é necessariamente igual ao passado e que enfrentamos atualmente níveis de desemprego estruturalmente elevados.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Portugal recebe a IoT Week 2015




Portugal é o país anfitrião da IoT Week 2015 que vai decorrer de 16 a 18 junho no Centro de Congressos de Lisboa. 

A IoT Week teve origem no Cluster Europeu de Investigação em Internet-das-Coisas (IERC) e tornou-se num evento proeminente que atrai profissionais da indústria e investigação de todo o mundo para debater e demonstrar a "Internet-das-Coisas de hoje e do futuro".

Depois da IoT ter sido a principal atração na CES 2015 e CeBIT 2015, em Lisboa vão ser analisados e debatidos os caminhos a percorrer para uma utilização generalizada e uma adoção massiva da Internet-das-Coisas. A IoT Week 2015 pretende contribuir para a compreensão do futuro da Internet-das-Coisas considerando as dimensões tecnológica e de investigação, mas também a inovação, aceitação, modelos de negócios, segurança e privacidade.

A IoT Week 2015 ambiciona também abrir caminho para os futuros Pilotos Europeus em Larga Escala de Internet-das-Coisas (LSP) e ainda projetar a nova aliança europeia para a inovação em IoT.

Em paralelo ao programa vai estar patente uma mostra de tecnologias, soluções e inovação IoT.

A IoT Week 2015 promove também uma maratona de criação da soluções IoT - um IoT Hackathon - o primeiro de sempre em Portugal, além da conferência CHIST-ERA SPIoT (Segurança e Privacidade em IoT), sessão de informação acerca de oportunidades de financiamento de investigação em IoT os Prémios IoT e a Noite da Internet-das-Coisas.

O programa está disponível aqui.