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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Aluno português distinguido com medalha de prata pela 1.ª vez nas Olimpíadas Internacionais de Informática



De 1 a 8 de setembro, a cidade de Tsukuba, no Japão, recebeu a 30.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI), onde 335 alunos de escolas secundárias provenientes de 87 diferentes países ou regiões demonstraram o seu talento na programação. 

As provas decorreram em dois dias, com competições de cinco horas e três problemas diários que colocaram à prova os conhecimentos informáticos e algorítmicos de todos os participantes, em representação do seu país.

Portugal participa neste evento desde 1992, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Este ano a delegação portuguesa foi constituída pelos alunos Kevin Pucci (aluno do 11.º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, de Chaves), David Nassauer (aluno do 11.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa), André Guimarães (11.º ano do Externato Marista de Lisboa) e Diogo Rodrigues (11.º ano do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia), sendo liderada professor Pedro Ribeiro (Team Leader - Universidade do Porto), co-adjuvado por Pedro Paredes (Deputy Leader - aluno de doutoramento em CMU, Pittsburgh).

Os resultados alcançados foram os melhores de sempre, com a delegação portuguesa a ver o seu árduo trabalho de preparação colher frutos com o aluno Kevin Pucci a obter uma medalha de prata, a primeira de sempre para Portugal.





O nosso país acumula assim no seu histórico uma medalha de prata (2018) e oito medalhas de bronze (duas em 2017, uma em 2016, duas em 2012, uma em 2011, uma em 2009 e uma em 2002). Durante as IOI foram também entregues os prémios correspondentes ao Concurso Ibero-Americano de Informática e Computação (CIIC), uma prova internacional destinada a preparar os melhores alunos de vários países da América Latina e da Península Ibérica para as IOI.

Os melhores alunos portugueses foram convidados para representar Portugal no CIIC e o resultado global foi igualmente positivo, com a obtenção de uma medalha de ouro (Kevin Pucci), três medalhas de prata (José Pedro, Maria Madrugo e Diogo Rodrigues) e duas medalhas de bronze (David Nassauer e Leonardo Tavares).




Em 2019, teremos mais uma edição das Olimpíadas Nacionais de Informática, que decorre em várias fases de seleção, e culminando na seleção dos alunos que representam Portugal na 31.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática, que se irão realizar em agosto, em Baku, no Azerbaijão.

Veja, mais abaixo, a entrevista de Kevin Pucci ao "Diário da Manhã", da TVI.

 

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Vencedores das Olimpíadas Nacionais de Informática a caminho do Japão


É já nesta sexta-feira, dia 31, que partem para Tsukuba, no Japão, os quatro alunos que vão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2018.

Confiantes nos bons resultados que obtiveram nas Olimpíadas Nacionais, Kevin Pucci, David Nassauer, André Guimarães e Diogo Rodrigues pretendem inspirar o interesse de outros jovens estudantes do ensino secundário pela informática e pelas tecnologias da informação.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos, selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

A 30.ª edição das IOI decorre de 1 a 8 de setembro. Portugal estará presente ao lado dos participantes de cerca de 80 outros países. Daqui saem sempre os melhores jovens cientistas mundiais no domínio da Informática.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Olimpíadas de Informática 2018


A APDSI promove a realização das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI).

As Olimpíadas Internacionais de Informática, IOI - International Olympiad in Informatics - http://olympiads.win.tue.nl/ioi/ são uma das seis Olimpíadas da Ciência. A primeira edição das IOI teve lugar em Pravetz, Bulgária, em 1989, com o apoio da UNESCO e desde então têm-se realizado todos os anos.

O objetivo principal das IOI é estimular o interesse dos jovens - estudantes do ensino secundário - pela informática e pelas tecnologias da informação e os seus vencedores, em cada ano, pertencem ao grupo dos melhores jovens cientistas mundiais no domínio da Informática. 

A 30ª Olimpíada - IOI 2018 - http://ioi2018.org/ realiza-se este ano em Tsukuba, na cidade de Ibaraki, no Japão, de 1 de setembro a 8 de setembro de 2018.

A equipa portuguesa que participará nas IOI é selecionada através de um concurso de informática nacional- as ONI - Olimpíadas Nacionais de Informática - http://oni.dcc.fc.up.pt/2018, organizadas pela APDSI.

A componente científica da prova é da responsabilidade do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e do Departamento de Engenharia Eletrónica e Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve.

Este ano, e como tem sido hábito, as ONI desenrolam-se em duas fases: a primeira é um concurso realizado através da Internet, no qual os concorrentes, todos alunos do ensino secundário, resolvem três problemas de programação de natureza algorítmica, submetendo as suas soluções a um sistema de avaliação automático.

Os 30 concorrentes que obtiverem melhor classificação nesta prova preliminar passam à final nacional, que se realiza presencialmente, durante o mês de maio.

Os concorrentes melhor classificados na prova final poderão ser selecionados para participar num estágio de formação, a realizar em junho de 2018, no final da qual serão escolhidos quatro, para participarem, em representação de Portugal, nas IOI.

Esta participação será patrocinada, como sucedeu nas edições anteriores, por entidades, instituições e empresas portuguesas de acordo com o regulamento internacional das IOI.

sábado, 5 de agosto de 2017

Portugal ganha duas medalhas de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2017


O secretário de Estado da Educação, João Costa, e o presidente da Direção da APDSI, Luís Vidigal, estiveram na passada sexta-feira, dia 4 de agosto, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para receber a equipa portuguesa que representou Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática que decorreram em Terrão, no Irão.

Portugal conquistou duas medalhas de bronze. Os alunos premiados foram Duarte Nascimento, aluno do 12.º ano da Escola Secundária da Amadora, e Henrique Navas, aluno do 12.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa.

Já a 10 de junho, os oito primeiros classificados da Final das Olimpíadas Nacionais de Informática participaram no CIIC (Concurso Ibero-Americano de Informática e Computação), cujas medalhas foram também entregues na cerimónia de encerramento das IOI’ 2017. Esta competição internacional juntou 96 concorrentes oriundos de 13 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, México, Perú, Portugal, Porto Rico, República Dominicana e Irlanda (como país convidado).

Aqui, Portugal obteve cinco medalhas, sendo que duas medalhas de prata foram conquistadas por Kevin Pucci e Henrique Navas e as três medalhas de bronze foram obra de Guilherme Penedo, Duarte Nascimento e Tiago Verdade.

O Secretário de Estado da Educação tem vindo a manifestar o seu apreço pelos jovens em várias iniciativas. Sobre a sua presença na informática, João Costa já admitiu em diversas ocasiões ser uma área fundamental para o desenvolvimento de competências importantes para o futuro da população mais jovem.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Olimpíadas Internacionais de Informática começam hoje em Teerão


Começam hoje em Teerão, no Irão, as Olimpíadas Internacionais de Informática. Portugal vai estar representado por quatro alunos do 10.º e 12.º anos de escolaridade. São eles: Henrique Navas, Duarte Nascimento, Kevin Pucci e Guilherme Penedo.

Kevin Pucci, de 15 anos, e Henrique Navas, de 17 anos, já conquistaram duas medalhas de bronze nas Olimpíadas Internacionais da Matemática que decorreram também este mês no Rio de Janeiro, Brasil. Ambos conquistaram uma medalha de bronze cada.

De recordar que os alunos finalistas foram apurados nas Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI'2017), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional. Desde 1992 que Portugal participa neste evento internacional.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Já são conhecidos os alunos que vão competir nas Olimpíadas Internacionais de Informática em Teerão, Irão [ONI 2017]



Já são conhecidos os quatro alunos que nos vão representar nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2017, que se vão realizar em Teerão, no Irão, de 28 de julho a 4 de agosto:

Henrique Navas - 12º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)
Duarte Nascimento - 12º ano da Escola Secundária da Amadora (Amadora)
Kevin Pucci - 10º ano do Ag. Esc. Dr. Júlio Martins (Chaves)
Guilherme Penedo - 12º ano da Salesianos do Estoril (Estoril)

De recordar que as Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI’2017), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, é destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

Os quatro primeiros classificados da final nacional, que decorreu a 11 de junho, vão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2017 em Teerão, no Irão, de 28 de julho a 4 de agosto.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Portugal acolheu as Olimpíadas Internacionais de Informática em 1998. Recorde como foi...



A cidade portuguesa de Setúbal acolheu, de 5 a 12 de setembro de 1998, a 10.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática.

A coordenação do evento nacional esteve a cargo de Alexandre Cerveira, num ano em que participaram alunos vindos de 68 países. O Comité Científico foi liderado por Rui Gustavo Crespo, do Instituto Superior Técnico.

Fernanda Pedro, à altura vice-presidente da Associação Portuguesa de Informática, integrou a organização desse ano das IOI e recordou à APDSI como foi a experiência.

APDSI - Que memórias guarda das Olimpíadas da Informática 1998?
Fernanda Pedro - O desafio colocado para a organização foi enorme. Garantir que países com quem Portugal não tinha relações diplomáticas poderiam participar, foi uma odisseia. E que não havia problemas entre países com relações "difíceis". O contacto com Embaixadas, Consulados e Ministério dos Negócios Estrangeiros, uma constante. Fazer um jantar com os leaders de cada delegação, sem ferir susceptibilidades e de agrado geral, um desafio.  Criar o ambiente de competição (no Politécnico de Setúbal) e treino (em Tróia), garantindo que cerca de 260 computadores funcionavam e acediam aos servidores (o wifi estava longe), uma loucura. Garantir que camisolas, bonés, papel timbrado e restante material promocional estava pronto a tempo e com a qualidade pretendida... Criar o ambiente em Tróia em torres que só anos depois foram recuperadas, um exercício de imaginação. Garantir meios de emergência em Tróia e em Setúbal. Encontrar uma equipa de cerca de 70 jovens, para acompanharem as equipas e esperar que entrosassem e ficassem amigos, um divertimento! Não perder mais de 200 pessoas na EXPO! E encaminhar um autocarro para Tróia (que já ia a caminho de Évora, de madrugada, sabe-se lá porquê!). Ter uma Base de Dados com toda a informação relevante de cada participante (aluno, professor, observador, equipa, apoios, etc., incluindo contactos de emergência, etc.), uma tarefa interessante. Muito bom e acabámos com a sensação de "Bom Trabalho". E alguns mal-entendidos, claro! Era necessário emitir um certificado por participante, independentemente da forma como participava e se obteve ou não medalhas. Como este:



APDSI - 68 países estiveram representados em Portugal nesse ano. Como foi gerir tantos alunos em Portugal? Que apoios houve? 
Fernanda Pedro - Estava a tentar aceder ao site do evento que estava alojado em www.missao-si.mct.pt mas já não está acessível, donde muita da informação se perdeu! A gestão dos alunos não foi complicada pois cada equipa tem sempre um team leader que é a ligação à organização. A logística da organização, essa sim criou desafios, desde os alojamentos (Tróia), os transportes (de e para Setúbal, Aeroporto e visitas - EXPO e Évora), a alimentação e as atividades extra-competição. Os apoios encontram-se no folheto abaixo. Assim não há esquecimento de algum.



APDSI - Qual foi a parte mais interessante de estar na organização das Olimpíadas?
Fernanda Pedro - A vivência de 68 nacionalidades, cada qual com sua especificidade.  As noites mal dormidas (trabalho e divertimento), os amigos que se fizeram, os desafios que se superaram - algo que todos guardam na memória.

APDSI - Nesse ano houve portugueses a concorrer?
Fernanda Pedro - Sim, 4 alunos. Os nomes e classificação ao longo dos anos pode ser encontrada aqui. Nenhum foi medalhado.

APDSI - Em 98 ganhar as Olimpíadas Internacionais da Informática tinha mais ou menos impacto que hoje? 
Fernanda Pedro - Penso que equivalente. É uma questão de prestígio se bem que alguns países levem muito a sério o resultado.

APDSI - Quais eram os grandes desafios, na altura, para os alunos resolverem?
Fernanda Pedro - Três problemas em cada dia de competição, a serem resolvidos em C ou Pascal. Em 2016 já estamos no mundo Java.

APDSI - Recorda-se se tinham algum tipo de estímulo por parte das escolas?
Fernanda Pedro - Em algumas escolas, sim. A FDTI na altura também divulgava o evento.

APDSI - Seguiu o rasto dos vencedores da edição de 1998? Onde estão hoje?
Fernanda Pedro - Seguir não! Mas alguns deles são fáceis de localizar, como por exemplo, o Prof. Pedro Ribeiro que já participou 15 vezes na competição, quer como aluno, quer como professor.

APDSI - Acha que as Olimpíadas da Informática são valorizadas e reconhecidas em Portugal?
Fernanda Pedro - Não. Penso que passam completamente despercebidas e continuam a ser a carolice de alguns. As da Química e de Matemática têm maior divulgação. Mas os Prof. Pedro Guerreiro e Pedro Ribeiro poderão dar uma informação mais assertiva sobre este tema.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Gonçalo Paredes à APDSI: "Espero que esta medalha possa melhorar o que for preciso"


Gonçalo Paredes é o jovem português que conquistou o terceiro lugar nas Olimpíadas Internacionais de Informática, em Kazan, na Rússia.

Esta é já a sexta medalha de bronze conquistada por Portugal nesta competição mundial que, em Portugal, é organizada pela APDSI. A Associação recebeu, este ano, as felicitações por parte do Ministério da Educação.

Foram, também, galardoados os estudantes Henrique Navas, Duarte Nascimento e Guilherme Penedo que lutaram pela melhor classificação de Portugal nesta competição, tendo-lhes sido entregues prémios relativos ao Concurso Ibero-Americano de Informática por Correspondência. Nesta prova, os estudantes portugueses conquistaram três medalhas de prata e duas medalhas de bronze.

Depois da vitória, Gonçalo Paredes aceitou partilhar a experiência que teve com a APDSI.

Que impacto está a ter na tua vida a medalha de bronze conquistada nas Olimpíadas Internacionais de Informática?
Foi um objetivo realizado e foi bom ver as notícias e a mencionar. Deu alguma motivação para começar a universidade neste ano, mas agora tenho novos objetivos que espero também alcançar.

Como reagiu a tua família e amigos quando souberam do teu feito?
Recebi mensagens de parabéns de muita gente, mas como não foi a primeira vez que alguém na família fez algo assim não houve tanta surpresa.

Qual a melhor memória que guardas de Kazan, na Rússia, e da competição em particular?
Além da prova e da entrega das medalhas, gostei particularmente de um passeio à noite pela cidade na companhia do líder e alguns colegas em que tivemos outra perspetiva do sítio onde estávamos a ficar.

Achas que as Olimpíadas Nacionais da Informática são importantes? Onde poderiam melhorar?
São importantes para a divulgação, promoção da informática e para encorajar alunos de secundário a aprenderem algoritmos e estimular o raciocínio. Há muito a melhorar, mas infelizmente é preciso mais pessoas e financiamento. Espero que esta medalha, as noticias que saíram e a minha ajuda, para o ano possam melhorar no que for preciso.

O que dirias aos teus colegas que têm vontade de participar? Como se podem preparar?
Se tiverem interesse, pesquisem, e experimentem que pode ser que seja algo que gostem e queiram explorar. Para treinar há muitas plataformas, e muitos problemas para resolver tanto das olimpíadas nacionais como de outros países ou até das olimpíadas internacionais, mas podem sempre pedir ajuda a alguém responsável através do mail e obteriam dicas.

Na informática, qual a tua área preferida que gostarias de vir a aprofundar?
Tenho algum interesse nalgumas áreas relacionadas com matemática, mas neste momento gostaria de aprofundar mais o meu conhecimento de grafos.

Estás quase a entrar na faculdade. Qual a empresa ou entidade onde gostarias de vir a trabalhar?
Se viesse a trabalhar numa empresa, gostaria que fosse uma com um vasto leque de áreas a explorar, como a google, onde conseguisse trabalhar no que gosto mais apesar de estar limitado pelas necessidades da empresa.

Pedro Ribeiro, o Team Leader da equipa portuguesa que foi à Rússia, professor no DCC-FCUP Universidade do Porto, também partilhou connosco a sua experiência não só deste ano, mas de todos os outros em que tem acompanhado as comitivas lusas nas suas participações informáticas além-fronteiras.

Qual a importância de ter recebido felicitações por parte do Ministério da Educação?
É sempre agradável receber felicitações oficiais, sendo que felizmente não foi a primeira vez que tal aconteceu. De um ponto de vista mediático são certamente importantes e contribuem para uma maior divulgação das Olimpíadas. De um ponto de vista mais prático, é importante que o Ministério apoie as Olimpíadas não apenas quando os bons resultados aparecem, mas também em fases mais iniciais quando se procura divulgar e preparar os alunos.

Em que medida as Olimpíadas Nacionais da Informática são importantes no programa educativo/escolar?
As Olimpíadas Científicas no geral, e não apenas as de Informática, surgem como um veículo importante de divulgação e promoção da disciplina em causa, com especial ênfase na captação de jovens talentos. No caso de Informática são ainda mais importantes, pois ao contrário de outras Olimpíadas (ex: Matemática e Física) surgem num tema que não é de todo coberto no atual programa escolar, pelo que vêm ajudar a cobrir essa lacuna. A grande maioria dos alunos de topo nas Olimpíadas Nacionais de Informática vem de formações mais gerais onde nem sequer têm aulas de programação ou algoritmia, sendo alunos que aprendem autonomamente e que por isso têm com as Olimpíadas a primeira exposição mais estruturada ao mundo da Ciência de Computadores, bem como a ligação a uma comunidade pequena mas apaixonada por este mundo.

Quanto tempo demora a preparação de um aluno?
Não é fácil quantificar o tempo de forma objetiva. Não será fruto do acaso que quatro das cinco mais recentes medalhas de Portugal nas Olimpíadas Internacionais (2009, 2010, 2012 e 2016) vieram por alunos que já repetiam a presença na comitiva portuguesa, ou seja, alunos que já tinham sido começado a preparação no ano anterior. Se olharmos para o contexto internacional, e não apenas o português, vemos que este teor se mantém e no geral os alunos com mais sucesso já estão no mundo da programação competitiva há vários anos, participando regularmente em concursos que se vão organizando um pouco por todo o mundo. Uma medalha representa, portanto, um esforço considerável que tem repercussões positivas no desenvolvimento das capacidades do aluno em causa, sendo que o feedback dos alunos que têm representado Portugal tem sido muito positivo, indicando que essa experiência lhes foi muito útil a nível pessoal, académico e profissional.

Há quantos anos participa e que balanço faz dessas provas?
Este é já o meu 20.º ano com envolvimento nas Olimpíadas Nacionais  de Informática, e o 16.º ano onde fiz parte da comitiva portuguesa nas Olimpíadas Internacionais (IOI). Entre 1995 e 1998 participei como concorrente (2º lugar nacional em 95 no meu 9.º ano, e 1.º lugar nacional em 96, 97 e 98), tendo representado Portugal nas Olimpíadas Internacionais nesses quatro anos. A partir de 2001 comecei a estar envolvido na preparação dos alunos e na criação de problemas. De 2005 a 2008 fui vice-líder da comitiva portuguesa nas IOI e desde 2009 que tenho sido o líder português nas IOI. O balanço é muito positivo e as Olimpíadas são uma parte integrante e indissociável da minha vida, sendo (também) graças a elas que tive a certeza que queria fazer carreira profissional na área. Em termos sociais, são inúmeros os amigos que fiz e como organizador quero poder passar um pouco desta minha paixão pela Ciência de Computadores e fomentar o gosto pela programação e pelo desenho de algoritmos.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Medalha de bronze para aluno português nas Olimpíadas Internacionais de Informática

A delegação portuguesa no final das IOI'2016, com as medalhas do CIIC e a medalha das IOI

Aluno português conquista medalha de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Informática e no concurso ibero-americano Portugal arrecadou três medalhas de prata e duas de bronze.

De 12 a 19 de agosto realizou-se em Kazan (Rússia) a 28.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI). 308 alunos de escolas secundárias provenientes de mais de 80 países participaram no evento. Propostas inicialmente numa reunião da UNESCO, as Olimpíadas Internacionais são provavelmente o maior e mais prestigiado concurso de programação em todo o mundo. Em dois dias de prova (cada um com cinco horas de duração) os alunos criam programas de computador (em C, C++ ou Pascal) destinados a resolver o conjunto de problemas proposto (três em cada dia de prova), de natureza algorítmica, e baseados em problemas da vida real com aplicação prática. Este ano os alunos tiveram, por exemplo, de criar programas para tarefas como detetar conjuntos de moléculas, construir vias férreas eficientes, resolver puzzles com números, decifrar erros e descobrir a melhor maneira de tirar fotos a um planeta. Os programas dos alunos são, depois, submetidos a uma bateria de testes de diferentes dificuldades, sendo que a sua correção e eficiência são avaliadas de forma automática, com a atribuição de uma pontuação em função do número de testes corretos respondidos em tempo útil. Além da competição em si, as IOI proporcionaram uma inesquecível experiência social a todos os seus participantes, com um programa que incluiu uma visita ao Kremlin de Kazan.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas presentemente pela APDSI. A prova está aberta a todos os alunos portugueses com menos de 20 anos e que ainda não frequentem um curso universitário. Este ano a delegação portuguesa foi constituída por:

Alunos:

Gonçalo Paredes - 12.º ano da Escola Secundária Avelar Brotero (Coimbra) - medalha de bronze
Henrique Navas - 11.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)
Duarte Nascimento - 11.º ano da Escola Secundária da Amadora (Amadora)
Guilherme Penedo - 11.º ano da Salesianos do Estoril (Estoril)

Líderes:

Pedro Ribeiro - Team Leader (professor no DCC-FCUP Universidade do Porto)
Pedro Paredes - Deputy Leader (aluno de mestrado de Ciência de Computadores no DCC-FCUP)

Nestas Olimpíadas a alocação de medalhas funciona de maneira diferente do normal: o primeiro 1/12 dos participantes recebe medalha de ouro, o 1/6 seguinte recebe medalha de prata e o 1/4 seguinte recebe medalha de bronze. Isto significa que, no final das Olimpíadas, apenas um aluno que fique na metade cimeira da classificação obtém uma medalha. A competição é muito apertada e levada muito a sério em países como a China, Rússia, Estados Unidos ou Polónia, onde os alunos se preparam durante um ou mais anos quase exclusivamente para as Olimpíadas, sendo verdadeiros atletas de alta competição. Em Portugal os recursos são mais escassos e a preparação é feita sem os alunos deixarem de seguir o seu normal percurso curricular nas respetivas escolas. Antes de 2016, Portugal tinha conquistado cinco medalhas de bronze: uma em 2002, na Coreia do Sul, por David Rodrigues (Canas de Senhorim), uma em 2009, na Bulgária, por Pedro Abreu (Madeira), uma em 2011 por Rodrigo Gomes (Açores) e duas em 2012, na Itália, por Pedro Paredes (Coimbra) e Francisco Machado (Coimbra).

Tendo partido para a Rússia com o objetivo de conquistar novamente uma medalha, a comitiva portuguesa viu os seus intentos serem alcançados. Na cerimónia de encerramento o aluno Gonçalo Paredes recebeu a medalha de bronze premiando os 243 pontos que obteve nos seus dois dias de prova.

Durante as IOI foram também entregues os prémios correspondentes ao Concurso Ibero-Americano de Informática por Correspondência (CIIC), uma prova internacional destinada a preparar os melhores alunos vários países da América Latina da Península Ibérica para as IOI. Este ano o CIIC contou com a participação de 13 países: Portugal, Espanha, Brasil, México, Cuba, Rep. Dominicana, Argentina, Colômbia, Bolívia, Chile, Venezuela, Peru e a convidada Rep. Irlanda. Os 10 melhores alunos das Olimpíadas Nacionais representaram Portugal no CIIC e os resultados foram os seguintes:

3 Medalhas de Prata:

Gonçalo Paredes - 12.º ano da Escola Secundária Avelar Brotero (Coimbra) - medalha de bronze
Henrique Navas - 11.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)
Ricardo Pereira - 12.º ano da Didáxis (Riba de Ave)

2 Medalhas de Bronze:

Duarte Nascimento - 11.º ano da Escola Secundária da Amadora (Amadora)
Guilherme Penedo - 11.º ano da Salesianos do Estoril (Estoril)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Já são conhecidos os finalistas que vão concorrer a um dos 4 lugares nas Olimpíadas Internacionais de Informática, em Kazã, na Rússia [ONI 2016]


Já estão apurados os dez primeiros classificados das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI’2016), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e a Universidade do Algarve, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

Os melhores classificados irão agora ter um estágio de preparação, no final do qual será feita uma nova prova. Aqui serão conhecidos os 4 alunos que irão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática'2016, que se vão realizar em Kazã, na Rússia, de 12 a 19 de agosto.

Os dez primeiros classificados da prova nacional, que decorreu no dia 22 de abril, são respetivamente, Gonçalo Paredes (12.º ano da Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra), Henrique Navas (11.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, Lisboa), Duarte Nascimento (11.º ano da Escola Secundária da Amadora ), Guilherme Penedo (11.º ano da Salesianos do Estoril), Manuel Correia (12.º ano do Colégio Internato dos Carvalhos), Manuel Brandão (11.º ano do Agrupamento de Escolas D.Maria II, Braga), Ricardo Pereira (12.º ano da Didáxis, Riba de Ave), Alberto Pacheco (12.º ano do Colégio Paulo VI, Gondomar), Guilherme Silva (12.º ano do Agrupamento de Escolas de Lousada) e Henrique Dias (11.º ano da Escola Básica e Secundária de Ourique).

Estes 10 alunos serão também convidados a representar Portugal no Concurso Ibero-Americano de Informática por Correspondência (CIIC). A organização das ONI deliberou escolher 10 alunos em vez dos 8 inicialmente previstos tendo com conta o empate entre quatro alunos no 6.º lugar, a distância do 10º classificado ao 9º e o facto do CIIC permitir um máximo de 10 alunos por país.

Não podemos deixar de agradecer aos Patrocinadores e Apoiantes das Olimpíadas, os quais constituem um suporte fundamental para a concretização deste concurso. 

A eles o nosso muito obrigado!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática, em Almaty, Cazaquistão


Parte neste sábado, dia 25 de julho, pelas 15h45, do aeroporto de Lisboa, a equipa portuguesa para a Olimpíada Internacional de Informática que se realiza em Almaty, no Cazaquistão, de 26 de julho a 02 de agosto. Portugal é, novamente, um dos países participantes com uma delegação formada por quatro estudantes e um professor.

A equipa portuguesa para o concurso em Almaty é formada pelos estudantes Gonçalo Paredes (11.º ano da Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra), José Correia (12.º ano da Escola Secundária da Amadora), João Lago, (12.º ano do Colégio Internato dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia) e Fábio Colaço (12.º ano do Agrupamento de Escolas do Forte da Casa).

Estes quatro concorrentes foram os primeiros classificados na final das Olimpíadas Nacionais de Informática: ONI'2015, que decorreram no passado dia 23 de maio, nas instalações do Departamento de Ciências da Computação da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

As Olimpíadas Internacionais de Informática, IOI - International Olympiad in Informatics - são uma das seis olimpíadas de ciência, destinadas estudantes do ensino secundário de todo o mundo. As outras são as Olimpíadas da Matemática, da Física, da Química, da Biologia e da Astronomia. 

O objetivo principal das IOI é estimular o interesse dos jovens pela informática e pelas tecnologias da informação. Os vencedores das IOI em cada ano são estudantes excecionais e pertencem ao grupo dos melhores jovens cientistas mundiais no domínio da Informática.

Desde 2005 é a APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação que conduz a participação portuguesa nas Olimpíadas Internacionais de Informática. Foi também a APDSI que organizou este ano, as Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI).

As ONI são uma prova nacional análoga às IOI, com os mesmos objetivos, e servem também para escolher os representantes portugueses às IOI.

As Olimpíadas Nacionais da Informática contam com o Patrocínio da EDP, da Fundação Calouste Gulbenkian, do IEFP e da Pathena.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Já são conhecidos os alunos que vão competir nas Olimpíadas Internacionais de Informática no Cazaquistão



Já estão apurados os quatro vencedores das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI’2015), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

Os quatro primeiros classificados da final nacional, que decorreu no sábado, dia 23 de maio, vão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2014, que se realizam de 26 de julho a 2 de agosto, em Almaty, no Cazaquistão. A equipa portuguesa será constituída por Gonçalo Paredes (11º ano da Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra), José Correia (12º ano da Escola Secundária da Amadora), João Lago, (12º ano do Colégio Internato dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia) e Fábio Colaço (12º ano do Agrupamento de Escolas do Forte da Casa).

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Já são conhecidos os finalistas das ONI



Já estão apurados os oito primeiros classificados das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI'2015), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e a Universidade do Algarve, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

Os melhores classificados entram agora num estágio de preparação, após o qual será feita uma nova prova. Nessa altura serão conhecidos os quatro alunos que vão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática'2015, a decorrer em Almaty, no Cazaquistão, de 26 de julho a 2 de agosto.

Os oito primeiros classificados da prova nacional, que decorreu no dia 17 de abril, são: Gonçalo Paredes (11º ano da Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra), Fábio Colaço (12º ano do Agrupamento de Escolas do Forte da Casa), José Correia (12º ano da Escola Secundária da Amadora), Rodrigo Marques (12º ano do Colégio Internato dos Carvalhos, V.N.Gaia), Francisco Bastos (11º ano do INETE - Instituto de Educação Técnica, Lisboa), João Lago (12º ano do Colégio Internato dos Carvalhos, V.N.Gaia), David Fernandes (12º ano do Colégio Internato dos Carvalhos, V.N.Gaia) e João Tavares (11º ano do Agrupamento de Escolas de Seia).

Estes oito alunos também vão representar Portugal no Concurso Ibero-Americano de Informática por Correspondência.