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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Conferência / Debate da APDSI: "Portugal é um só - Gestão Integrada da Informação do Território Português"



"Portugal é um só - Gestão integrada da Informação do Território Português" é o tema da Conferência / Debate que a APDSI vai realizar a 31 de outubro, entre as 9h30 e as 13h30, no Auditório António de Almeida Santos, no Edifício Novo da Assembleia da República.

O evento, organizado pelo Grupo Território e Urbanismo Inteligente da Associação, vai contar com a presença do Senhor Deputado Jorge Lacão, Vice-Presidente da Assembleia da República.

Esta é mais uma iniciativa da APDSI com o objetivo de conduzir a uma maior valorização e desenvolvimento do território português, através do planeamento, gestão e utilização adequada de sistemas e tecnologias de informação de base territorial.

Em outubro de 2017, a APDSI manifestou a sua preocupação com a inexistência de dados geográficos e a desarticulação dos poderes públicos, especialmente no que se refere à utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC) para a gestão do território, através da Tomada de Posição "Portugal é um só!".

Em maio deste ano a APDSI elaborou um Roteiro para a Ação para uma melhor Gestão do Território que pode consultar aqui.

É objetivo da APDSI procurar identificar as tendências de evolução, soluções e também as interações entre as tecnologias e outras dimensões sociais e económicas, contribuindo com uma visão mais aberta para a discussão e eficaz implementação destes conceitos na Sociedade Portuguesa. E foi nesse âmbito que já foi produzido um Roteiro para a Ação, em maio de 2018, que foi distribuído pelos órgãos de soberania da República Portuguesa.

A Associação considera que é agora tempo de alargar o debate aos grupos parlamentares com o objetivo de se alcançar uma visão de conjunto de política e infraestrutura pública para o conhecimento do Território Português. Nesse sentido, o programa inclui uma mesa redonda, composta por representantes dos diferentes Grupos Parlamentares, onde se pretendem apresentar e discutir soluções.

A inscrição é gratuita mas obrigatória e pode fazê-la aqui.

O programa está disponível aqui.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Seminário "Tecnologias, Sociedade e Informação" com a APDSI Norte



No dia 12 de junho, a partir das 13h30, terá lugar no Centro Cultural Português - embaixada de Portugal em Díli - o seminário "Tecnologias, Sociedade e Informação", realizado em colaboração com a APDSI Norte.

Neste último painel do seminário participa Luís Amaral, da Universidade do Minho, para falar sobre "Educação à Distância na Nova Sociedade da  Informação".

A moderação deste painel está a cargo de Maria da Cunha (Universidade Nacional Timor Lorosa'e).

Consulte aqui o programa.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os executivos preferem o e-mail



O e-mail é a principal fonte e ferramenta de partilha de notícias escolhida pelos executivos. Este é o resultado de um estudo, feito à escala mundial, pela Quartz.

Apesar das redes sociais serem cada vez mais importantes indutoras de tráfego para os sites de notícias, um estudo da publicação digital vem demonstrar que quem quiser alcançar líderes empresariais e executivos de topo não pode negligenciar a importância das e-newsletters e do e-mail.

No inquérito feito a 940 executivos de topo ficou também a saber-se que 61% assina jornais e revistas em papel e 37% paga por conteúdos digitais.

Ainda no âmbito do estudo, os resultados apontam que, para 60% desses responsáveis, as newsletters por correio electrónico são a primeira fonte de notícias verificada diariamente, o dobro dos 28% que afirmam preferir abrir uma app de notícias para se informarem e superior aos 43% que preferem ler notícias num browser de um dispositivo móvel ou numa app de social media. As redes sociais como fonte de notícias ficam, aliás, muito atrás dos meios acima mencionados: Twitter (23%), Facebook (19%) e mesmo a rede profissional LinkedIn (12%).

Outro dado revela que 75% dos gestores de topo dispende diariamente pelo menos meia hora para se informar e de preferência logo pela manhã. Quanto às ferramentas mais usadas para a partilha de conteúdos considerados interessantes o e-mail leva vantagem (80%), contra os 43% que prefere recorrer ao Twitter ou os 30% que usa o Facebook para fazê-lo.

O estudo completo está disponível aqui.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A Segurança da Informação na Sociedade da Informação (Portuguesa)

Gostaria de comentar/debater convosco, alguns pontos que me parecem curiosos numa perspectiva da Segurança da Informação na Sociedade da Informação Portuguesa, tendo com base o último estudo Global Information Security 2010 (pwcsurvey2010_report.pdf) realizado em conjunto pelas revistas CSO e CIO em parceria com a PwC:

Uma das principais conclusões do estudo, refere que a actual crise, obrigou as empresas a fazer menos investimentos na generalidade. Mas, (felizmente) os orçamentos das empresas dedicados à segurança mantêm-se estáveis e no topo da lista das preocupações, nomeadamente, os investimentos para a continuidade do negócio (BC) e Compliance. (Finding/Figure #1).
Será que este cenário também se aplica às empresas portuguesas?
ou a crise em Portugal teve outras repercussões?


É conhecida, a diferença de importância que a Gestão e os gestores de TI (CIO) atribuem na tomada de decisão quanto às questões sobre a Segurança da Informação. No entanto, esta situação parece estar a convergir no mesmo sentido, ou seja, começam a perceber que têm as mesmas preocupações e a pensar da mesma forma, alinhando estratégias. (Finding/Figure #5 and #6)
Para esta mudança, terá contribuído a actual crise e a relevância da função de CISO (from 29% in 2008 to 44% this year) e o seu reconhecimento na hierarquia da empresa (74% vs. 65% India e 50% US). (Figure 14)?
Em Portugal, estas mudanças também se reflectem nas empresas?
Será que a função de CISO (Chief Information Security Officer) é reconhecida nas empresas portuguesas?


Acho este ponto particularmente interessante.
A América do Sul passou do final da tabela para o topo da tabela, em apenas dois anos, na preocupação com as praticas de Segurança da Informação, deixando a Europa em último, comparativamente com a Ásia e a América do Norte (Finding/Figure #12).
Para tal contribuíram, factores como a definição e importância da Segurança da informação pela Gestão (62% América do Norte vs. 38% Europa) e principalmente porque consideram como factor de liderança o “Client requirement” para justificar os investimentos, em contraste com a Europa que considera o factor “Legal or Regulatory requirement”.
Será que a Europa está a limitar-se a cumprir regulamentos e responsabilidades legais e a menosprezar o mais importante, a Segurança da Informação (da empresa ou do cliente)?

Estes pontos, revelam que a Segurança da Informação na Sociedade da Informação é bastante pertinente, principalmente, numa altura em que é necessário conter investimentos e alinhar estratégias, não descurando o mais importante: a Segurança da Informação. Pelo que, considero esta matéria bastante interessante para seer abordada futuramente por um GAN.

Por fim, este estudo lembra-me a minha dissertação de mestrado com o tema "Factores de Sucesso na Gestão de Segurança da Informação nas empresas Portuguesas" que debate esta problemática. (em http://tiny.cc/7jDks, 2008)

Luis Manuel Santos

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Informação e sobrevivência

As espécies têm sobrevivido ao longo dos tempos pelo recurso à informação criando objectos que memorizam factos, acontecimentos e fluxos de que se apercebem no meio ambiente onde estão inseridas.
Na fotografia são visíveis colónias de bactérias na Gruta do Carvão na ilha de S. Miguel - Açores.
A erupção vulcânica que deu origem a esta gruta deve ter ocorrido num intervalo de doze mil a cinco mil anos na época do Holoceno (que é a actual), no período quaternário.
Escorrida a lava para o oceano, arrefecida a parede do tubo, seres unicelulares depositaram-se, ou foram depositados, em época indeterminada, nas paredes da gruta.
Se a organização é constituída por uma unidade elementar, envolvida por um determinado meio ambiente, a execução das funções criação da informação e memorização da informação é suficiente para a sua sobrevivência.
No entanto, se a organização é constituída, no mínimo, por duas unidades elementares cada uma delas tenderá a especializar-se e a sua capacidade de sobrevivência decorre da simbiose resultante. Para que esta exista é necessário que comuniquem entre si utilizando o mesmo código convencionado e poderão formar-se colónias como evidenciado na fotografia, "batida" em 16 de Abril de 2009 na Gruta do Carvão.
No entanto, se cada uma das unidades elementares utilizar um código de comunicação convencionado diferente a sobrevivência não será possível e a colónia morrerá.
Algumas espécies, nomeadamente a humana, tiveram necessidade de criar uma função para tratamento da informação que lhes permite transformar objectos formatados, noutros objectos formatados adequados à cultura de quem deles se vai servir de modo a superar a diferença dos códigos convencionados.
A existência de "outros" objectos formatados criou a necessidade de os transportar no espaço transmitindo o seu conteúdo a outros indivíduos.
Assim, a capacidade de sobrevivência da espécie aumentou e criaram-se unidades complexas que evoluíram até aquela que actualmente se denomina Sociedade.
A capacidade para a construção de artefactos adequados à execução da criação da informação, da sua memorização, tratamento e transmissão parece ser quase exclusiva da espécie humana.
A existência de informação e o aperfeiçoamento dos artefactos utilizados pela espécie humana conduziram à planetarização da Sociedade, sob a denominação de Sociedade da Informação.
Ou a Sociedade da Informação não passou de uma falha de tradução do título - L'informatisation de la Sociétè - do relatório elaborado a pedido do então Presidente da República Francesa Valéry Giscard d'Estaing em 20 de Dezembro de 1976 e dirigido ao Sr. Simon Nora - Inspector Geral de Finanças do Governo de França ?
O relatório, que teve como co-signatário o Sr. Alain Minc, foi entregue ao senhor Presidente da República em Paris a 20 de Janeiro de 1978.