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terça-feira, 13 de abril de 2010

Sociedade da informação e futebol (mas não só)

Em dia de Benfica- Sporting nada como deixar link para debate no blog da Sedes sobre os "olhos do árbitro".Na Sociedade da Informação.
http://www.sedes.pt/blog/?p=1808
E com os olhos e decisões  do "arbitro ainda sem os recursos às tecnologias de informação".
Debate curioso o que tenho acompanhado sobre as as TIC no futebol, mas em que, num País de "paixões da bola", só se ouve o que diz a FIFA.
No resto apenas se grita Golo! E se discutem os erros de arbitragem.
E se vê o assunto com óculos especiais do tipo destes.Que ganhe o melhor!!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

A tecnologia do dinheiro,o sucesso da "Bimby" e a Sociedade da Informação em Portugal

Inspirado por algumas questões retiradas de artigo saído no mckinsey quarterly: The internet of things http://www.mckinseyquarterly.com/High_Tech/Hardware/The_Internet_of_Things_2538
e de um complemento de várias trends pós crise que tenho lido (de entidades respeitáveis),decidi dar continuidade a post anterior sobre a Tecnologia do dinheiro e o caso Portugues.
Curiosamente tentando perceber como funciona uma máquina bimby que comprei para uso exclusivo e pessoal.E que penso guardar como peça de museu dentro de 5 anos, face aos avanços de novas soluções de vida salutar.
Desta forma, com o sentido de humor que ajuda a superar crises em blogs sérios como é este e o da Sedes , aqui ficam 10 pontos de ponderação sobre a "tecnologia do dinheiro na Sociedade da Informação em Portugal do presente face ao futuro e à luz dos principios e valores Bimby e do value for money.

1-A Sociedade da Informação no nosso País deve muito a essa "Bimby" (robot de cozinha) de "outras massas" que foram e são as máquinas do dinheiro (a massa), nascidas à imagem do modelo belga da empresa Banksys e das empresas portuguesas papelaco e gain.
A Rede SIBS (ex rede multibanco)tem uma nova logomarca desde há 2 anos, mas que não deixa de ser reconhecida como o " velho multibanco" para todos nós.
Um referencial de mudança, antes da internet se apresentar ao serviço "nas horas".
E com um desenvolvimento do tipo "bimby" (faz tudo e bem) para jovens casais e velhos casais já com os filhos fora de casa.Pelo menos até agora.

2-Tudo começou com um simples cartão de débito em plástico, que habituou o simples cidadão, a mexer em teclados olhando um ecran e a confiar nos Bancos Comerciais, como boas organizações prestadoras de serviços financeiros.
Tal como o gosto por cozinhar para maridos inicialmente muito cépticos relativamente à bimby tambem o cartão permitia fazer mais e melhor com menos trabalho.
Foi obra esta construção da literacia tecnológica pré Banda Larga.
Que funcionou e ainda funciona bem.
Tal como a bimby.

3-Ora é pena que o debate sobre o futuro da Tecnologia do Dinheiro no contexto da SICSS Portuguesa, seja ainda muito feito a partir do mais elementar raciocinio da tecnologia do dinheiro tradicional(que funciona e pronto!).
Como se estivéssemos sempre a olhar a "bimby" do dinheiro como "aquela máquina" do tipo "máquinas da felicidade consumista, ligadas a um computador".Aquela máquina.
E onde os Portugueses levantam e pagam muito no Natal.etc etc.
Como se falassem da bimby a fazer mais sopas por minuto e para mais gente sentada à mesa.
É caso para dizer:ora bolas de Natal para esta Glória da Tecnologia do Dinheiro!

4-Este assunto para um País como o nosso não é trivial na discussão.Porque fomos e somos reconhecidos no "pioneiros".E somos pobres remediados.
Nem pode ter apenas um debate rápido, tipo "via verde para novas descobertas mediáticas da Glória Eterna do Passado".É pouco face aos desafios.
E é um assunto critico por, na verdade, estarmos perante um Bem Nacional.Privado é certo.Mas Nacional na forma como se materializou tecnologicamente e do ponto de vista de modelo de negócio.Sobretudo.
E que tem de o continuar a ser independentemente de todas as circunstancias e pessoas.Se for possível.

5-Um exemplo dos limites a ultrapassar, antes de mudar para melhor, devia ser utilizado/copiado na Modernização da Administração Publica, levando, nos seus principios básicos, cada Ministério a operar como se de um Banco se tratasse gerido com rigor a partir de "algo bem feito central e descentralizado" uma SIBS de serviço Público em País pobre e remediado.
E nele o sistema de pagamentos se integrasse naturalmente.Modernizado de acordo com o bem estar nacional à procura da "economia da felicidade" através da tecnologia do dinheiro.
Até com o cartão do cidadão a permitir "bimbyzar" o que continua a ser "em cada canto seu espirito santo gordo e anafado (salvo seja).

6-Olhar e prospectivar o futuro neste e noutros campos em Portugal e no quadro Europeu, implica envolver os Centros de Saber Portugueses ou onde estejam Portugueses (especialmente as universidades e empresas)tanto no angulo de pensamento, como no angulo de vontade no analisar criticamente o presente através de formas envolventes e pouco arrogantes.Em jeito de homem sem jeito para a cozinha, mas humilde face às maravilhas e potencial da Bimby existente na cozinha, mas só agora mais apreciada por estarmos em crise.

7-Unir as boas vontades em tempo de crise é vital para qualquer povo.
Sem dinheiro ainda por cima.Como é o nosso caso.
Mas que pode e deve ser criativo e empreendedor.
Como a bimby o foi nos ultimos 40 anos.
É que tecnologia compra-se mesmo a crédito.Ou em sistema de vendas multinivel.
E consultores inteligentes também.Como o são os consultores de vendas da Bimby.
Mas Modelos de Negócio, muito concorrenciais e que tenham Clientes satisfeitos através de flexíveis soluções tecnológicas, só mesmo em concorrencia transparente se conseguem salutarmente manter e exportar.
E com provas dadas na Europa pelo menos.
Como acontece com a bimby.

8-Êxito é algo que não se compra nem se vende fácilmente.Cozinha-se.
Sobretudo na "tecnologia do dinheiro".Que se troca com confiança.
É um trabalho de todos os dias sobre o vector zero defeitos.
Sem esmorecer, mesmo quando se tem apenas o prazer de lutar pela vitória da justiça e da seriedade confiante sem recompensa imediata.Em equipa e com bom senso.E com fiabilidade como é o caso da bimby.
Porque estamos a falar no vil metal de todas as hipóteses de Bem e Mal.
Naquela coisa com que se compram os melões.
Mas que quase nos levou à "bancarrota mundial" há bem pouco tempo,mal "manipulado" e até tecnologicamente mal controlado.

9-Estamos , no quase inicio de uma nova década, à procura da construção de uma nova Sociedade da Informação "à séria". Mas que tem sido uma Sociedade do Consumo fútil de tecnologia, num mundo em crise.
Mas em que há tambem um novo campo de actuação para a "nova tecnologia do dinheiro".
Como houve para a "bimby", na ausencia de empregados domésticos e desafios de cozinha para jovens e velhos casais.
Pela utilização das "TICS do dinheiro" complementada com segurança a todos os níveis, se devem tentar evitar mais Madofisses (mesmo que só à portuguesa).
Como com a bimby se evitam maus cozinhados em tachos banais.
E, no futuro, se o Sol e a Lua dos pagamentos, quando nascerem, forem só para quem tem chip num device qualquer ou RFID na ponta dos dedos,talvez fiquemos mais frustrados e com desilusão tecnológica, porque estivémos demasiado tempo a olhar a Glória e o Luxo sem interesse e classe da tecnologia tradicional.Tipo exibição de joias baratuxas em revista de jet set.
E como ter uma bimby em casa sem funcionar ou sabermos funcionar com ela.

10-Merecida é sempre a glória é certo.
E a "bimby da massa portuguesa" mais do que outrem.
Mas como tudo na vida, a Glória é temporária na sua beleza exterior.E pode, por dentro,conter em si o virus da destruição lenta.
Coisa que no caso da bimby se pode resolver mudando de máquina para um novo modelo.Desde que haja dinheiro e ingredientes para novos manjares.
Notas finais:
(1)Em época de crise financeira vale a pena saber um pouco sobre o dinheiro http://projects.exeter.ac.uk/RDavies/arian/llyfr.html
ou ir mesmo a uma conferencia "à americana"
http://futureofmoney.com/moneyconference/
(2)Em época de dificuldades financeiras para ir ao restaurante, vale a pena saber o que pode fazer com uma bimby
http://www.vorwerk.com/pt/thermomix/html/artigos_de_imprensa,lang,29,all.html

FVRoxo

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Porque há (finalmente!!!) Pordata

Celebremos a iniciativa da Sociedade Civil "na pessoa da Fundação Francisco Manuel dos Santos" e o rigor e força inteligente de António Barreto, que se materializou no lançamento do site www.pordata.pt.
A partir de agora já posso dizer aos meus amigos portugueses e estrangeiros: acreditem no que aqui virem e desconfiem do que lá não estiver porque pode ser uma face oculta da gestão de dados e informações sobre Portugal e os Portugueses.
Ergo a minha taça com champanhe comprado nas lojas do grupo Jerónimo Martins enquanto aguardo o florir dos jacarandás.
FVRoxo

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A Segurança da Informação na Sociedade da Informação (Portuguesa)

Gostaria de comentar/debater convosco, alguns pontos que me parecem curiosos numa perspectiva da Segurança da Informação na Sociedade da Informação Portuguesa, tendo com base o último estudo Global Information Security 2010 (pwcsurvey2010_report.pdf) realizado em conjunto pelas revistas CSO e CIO em parceria com a PwC:

Uma das principais conclusões do estudo, refere que a actual crise, obrigou as empresas a fazer menos investimentos na generalidade. Mas, (felizmente) os orçamentos das empresas dedicados à segurança mantêm-se estáveis e no topo da lista das preocupações, nomeadamente, os investimentos para a continuidade do negócio (BC) e Compliance. (Finding/Figure #1).
Será que este cenário também se aplica às empresas portuguesas?
ou a crise em Portugal teve outras repercussões?


É conhecida, a diferença de importância que a Gestão e os gestores de TI (CIO) atribuem na tomada de decisão quanto às questões sobre a Segurança da Informação. No entanto, esta situação parece estar a convergir no mesmo sentido, ou seja, começam a perceber que têm as mesmas preocupações e a pensar da mesma forma, alinhando estratégias. (Finding/Figure #5 and #6)
Para esta mudança, terá contribuído a actual crise e a relevância da função de CISO (from 29% in 2008 to 44% this year) e o seu reconhecimento na hierarquia da empresa (74% vs. 65% India e 50% US). (Figure 14)?
Em Portugal, estas mudanças também se reflectem nas empresas?
Será que a função de CISO (Chief Information Security Officer) é reconhecida nas empresas portuguesas?


Acho este ponto particularmente interessante.
A América do Sul passou do final da tabela para o topo da tabela, em apenas dois anos, na preocupação com as praticas de Segurança da Informação, deixando a Europa em último, comparativamente com a Ásia e a América do Norte (Finding/Figure #12).
Para tal contribuíram, factores como a definição e importância da Segurança da informação pela Gestão (62% América do Norte vs. 38% Europa) e principalmente porque consideram como factor de liderança o “Client requirement” para justificar os investimentos, em contraste com a Europa que considera o factor “Legal or Regulatory requirement”.
Será que a Europa está a limitar-se a cumprir regulamentos e responsabilidades legais e a menosprezar o mais importante, a Segurança da Informação (da empresa ou do cliente)?

Estes pontos, revelam que a Segurança da Informação na Sociedade da Informação é bastante pertinente, principalmente, numa altura em que é necessário conter investimentos e alinhar estratégias, não descurando o mais importante: a Segurança da Informação. Pelo que, considero esta matéria bastante interessante para seer abordada futuramente por um GAN.

Por fim, este estudo lembra-me a minha dissertação de mestrado com o tema "Factores de Sucesso na Gestão de Segurança da Informação nas empresas Portuguesas" que debate esta problemática. (em http://tiny.cc/7jDks, 2008)

Luis Manuel Santos