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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Google cria app a pensar na segurança individual


A Google lançou uma aplicação a pensar na segurança individual dos cidadãos. Chama-se "Contactos de Confiança" e permite-nos partilhar a localização com um círculo restrito de contactos da nossa lista.

Na eventualidade de ocorrer um problema, ou uma situação inesperada, mesmo que o telefone esteja offline ou longe do raio de alcance do utilizador, essa ou essas pessoas são avisadas. A Google alerta, contudo, que o serviço não deve ser encarado como um substituto do 112 - o número nacional de emergência.

Uma vez instalada, a aplicação pode atribuir o estatuto de "confiável" aos contactos que desejar e o seu registo de movimentos será disponibilizado na app dessa mesma pessoa. Em caso de perigo, pode partilhar a sua geolocalização com esse grupo e os seus membros podem pedir-lhe para visualizar o local exato onde se encontra. Se tudo estiver bem, pode rejeitar o pedido, mas se não responder dentro de um determinado período de tempo, a informação é partilhada automaticamente e só deixa de ser transmitida quando o indicar.

"Contactos de Confiança" é uma app gratuita e está disponível para Android.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Ricardo Vice Santos, criador do Roger, à APDSI: «Ter ganho as ONI deu-me confiança»

Chamath Palihapitya e Ricardo Vice Santos

O Roger é uma aplicação, que surgiu no final do ano passado em iOS, e está, desde o dia 1 de março, disponível também para android. O serviço funciona como uma espécie de walkie-talkie ou uma modalidade de sms faladas e foi desenvolvido por dois dos profissionais que estão por detrás do Spotify: Andreas Blixt e Ricardo Vice Santos. 

O Ricardo é português, estudou na escola secundária de Faro, e foi em 2005, quando tinha apenas 19 anos, que venceu as Olimpíadas Nacionais de Informática da APDSI. Nesse tempo já era apaixonado por programação, o que o levou a fazer a licenciatura em Engenharia Informática e Computação, no Instituto Superior Técnico de Lisboa. 

A ideia para a aplicação surgiu da necessidade de ter conversas curtas, rápidas, que dispensem a atenção de um teclado, mas com a emoção de que as mensagens escritas estão desprovidas. A app funciona através do número de telemóvel e, se for necessário contactar alguém que ainda não a use, isso também é possível porque o destinatário recebe uma mensagem com um link para ouvir e para instalar o Roger.

A aplicação é gratuita e tem obtido feedbacks muito positivos, vindos de mais de 120 países, onde Ricardo Vice Santos tem ouvido relatos de conversas que duram longas horas e que se desenrolam no Roger.

A oportunidade de negócio surgiu, no entanto, quando Ricardo Vice Santos se cruzou com Chamath Palihapitya (um dos homens fortes de Mark Zuckerberg, no Facebook), e conseguiu, em 25 segundos, mais de 900 mil euros para fazer crescer a app.

Numa altura em estão a decorrer as inscrições para a edição de 2016 das Olimpíadas Nacionais da Informática, Ricardo Vice Santos aceitou falar à APDSI sobre o nascimento do Roger e recordar a sua vitória neste desafio há 11 anos. A entrevista decorreu durante três dias e foi feita, na íntegra, usando o Roger.



Ricardo, como é que lhe surgiu esta ideia de criar o Roger? Ou devemos dizer “a” Roger (app)?

O Roger é o serviço, a Roger a empresa. A ideia surgiu quando, num certo dia, eu estava a ir, à pressa, para o metro de Nova Iorque. Estava a mandar uma mensagem a um amigo, a olhar para o telemóvel, e bati num poste, enquanto escrevia. Fiquei frustrado e disse ao meu co-founder [Andreas Blixt] que queria fazer algo que substituísse as chamadas mas não queria um outro tipo de messenger, com teclas pequenas… queria algo mais fácil e que a pessoa usasse sem ter que ter uma mão disponível. O Roger levou-me a falar mais com os meus amigos e começamos a pensar as mensagens de uma maneira diferente. Eu não gosto muito do mundo todo ensaiado, como fazemos nos e-mails, por exemplo. Num e-mail eu penso muito no que a outra pessoa vai achar, no que vai perceber. É verdade que temos mais controlo sobre a mensagem mas perdemos alguma humanidade, casualidade e a intimidade que queremos ter com pessoas amigas. O Roger está a tentar que as pessoas falem mais umas com as outras e de forma mais humana.

Já teve algum feedback mais marcante? Aquele que o tenha feito ter a certeza de que estava a mexer positivamente com a vida das pessoas?

Temos muitos exemplos marcantes. Houve pessoas que já estava um pouco mais à espera de atrair, como gente que tem famílias noutros países, noutras time zones, mas fiquei muito impressionado com o relato de pessoas cegas e com dificuldades motoras que começaram a usar o Roger por ser muito simples e claro que essas têm sido boas surpresas.

Estando o Ricardo em Nova Iorque temos que lhe perguntar, como e onde foi celebrar a conquista dos 900 mil euros para desenvolver a app?

Para ser completamente honesto por acaso não celebrei muito mas isso tem um bocado mais a ver com a minha maneira de ser… normalmente quando alcanço uma etapa qualquer, como neste caso, ponho-me a pensar em qual é a próxima etapa. Obviamente que fiquei bem disposto quando o investimento chegou, mas basicamente a primeira coisa que fiz foi virar-me para o Andreas Blixt e dizer: “Ok, agora temos que investir porque ninguém nos deu dinheiro para o termos no banco”; quando alguém investe numa startup a ideia não é manter o dinheiro por muito tempo, é investir e arriscar bastante de forma a obter retorno. Nessa altura não festejámos, simplesmente demos um abraço e pensámos “ok, vamos ao trabalho”.

O Ricardo venceu as Olimpíadas da Informática em 2005. Que memórias guarda desse dia? Que palavras de incentivo daria aos alunos que, este ano, se preparam para concorrer?

Guardo bastantes memórias das consequências do dia. Houve uma altura em que, depois de ter ganho as Olimpíadas da Informática e ter estado no Instituto Superior Técnico um ano, uma das motivações que tive foi precisamente a de ter ganho as ONI, foi o que me deu a confiança de que, de certa forma, podia ser bom naquilo que era importante para a minha vida. Ainda hoje me orgulho muito de ter ganho, pela confiança que isso me transmitiu. Lembro-me também de ter conhecido gente muito interessante. Eu era o único do Algarve que participava nessas coisas e isso permitiu-me conhecer muitas pessoas de outros pontos do país.

O incentivo que deixo aos alunos é que pensem bem nos problemas, que os desconstruam. Eu, normalmente, antes de fazer uma linha de código sequer, tentava escrever primeiro no papel o problema e o que queria fazer. Isso leva-me a partir para o código já mais focado. Desejo a todos boa sorte e que consigam resolver mais do que um problema.

Que futuro perspetiva para o Roger?

O nosso objetivo, de momento, é melhorar a aplicação. Já lançamos versão android, que é crucial na nossa missão de pôr o mundo falar mais; esse é o nosso objetivo: o nosso sucesso vai ser medido no quanto vamos conseguir pôr as pessoas a falarem mais umas com as outras. Há muitas oportunidades que queremos experimentar, ideias não faltam, o que nos falta agora é tempo mas estamos a trabalhar de dia e de noite para isso.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"Manda-me um Roger" ou a aplicação de um português que venceu as Olimpíadas da Informática da APDSI



Está disponível, desde dezembro do ano passado, uma aplicação desenvolvida por um português que, em 2005, venceu as Olimpíadas Nacionais de Informática da APDSI. Ricardo Vice Santos juntou-se ao sueco Andreas Blixt, ex-colega de trabalho nos escritórios do Spotify nos Estados Unidos, para criar o Roger - aplicação que o New York Times já definiu como o «walkie-talkie do século XXI».

Foi em 2005, quando tinha apenas 19 anos e estudava na escola secundária de Faro, que Ricardo Vice Santos participou e venceu as Olimpíadas Nacionais de Informática da APDSI. Nessa altura já era apaixonado por programação, o que o levou a fazer a licenciatura em Engenharia Informática e Computação, no Instituto Superior Técnico de Lisboa.

A ideia da aplicação nasceu, segundo contou ao New York Times, das dificuldades que tinha em falar com a mãe quando foi para os Estados Unidos: a diferença horária para Portugal era significativa e a senhora não gostava de sms por as considerar demasiado impessoais. Foi a pensar na superação do problema que Ricardo se uniu ao sueco Andreas Blixt para criar a Roger, uma aplicação através da qual se pode deixar mensagens de voz, independentemente do destinatário ter a aplicação ou não, sendo ainda possível deixar o contexto de onde se manda a mensagem, como o estado do tempo e a altura do dia em que foi enviada.

A oportunidade de negócio surgiu, no entanto, quando Ricardo Vice Santos se cruzou com Chamath Palihapitya (um dos homens fortes de Mark Zuckerberg, no Facebook), e conseguiu, em 25 segundos, mais de 900 mil euros para fazer crescer a app. Nessa primeira reunião, Chamath olhou para a app, escolheu alguém da sua lista de contactos e mandou um Roger a dizer: «Olha aqui esta app que estou a testar!». 25 segundos depois teve uma resposta dessa pessoa.

A utilização do Roger é bastante simples, como se o utilizador estivesse a usar um walkie-talkie. Basta selecionar o contacto, tocar no ecrã para falar e voltar a tocar para ouvir a resposta. É também possível ver o estado da pessoa a quem se quer ligar e verificar se está disponível. É uma aplicação gratuita.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Quer tornar Lisboa numa cidade melhor? Há um concurso para si



O Vodafone BIG Apps Lisboa está a procura de quem queira desenvolver uma aplicação móvel que contribua para a melhoria de vida de quem trabalha, visita ou mora na capital portuguesa.

O concurso resulta de uma parceria entre a operadora de telecomunicações e a Câmara Municipal de Lisboa. Há um prémio de 30 mil euros para atribuir à incubação da melhor ideia.

Podem concorrer ao Big Apps startups e programadores até ao próximo dia 18. As candidaturas devem dirigir-se à categoria City-Apps ou à categoria especifica turismo, que conta com o apoio do projeto europeu CitySDK e que oferece aos participantes a possibilidade de verem a sua app disponibilizada em simultâneo em várias cidades europeias.

Os projetos candidatos ao Big Apps vão ser apreciados por um júri que vai escolher os 20 melhores, que garantem apoio no desenvolvimento, formação presencial e aperfeiçoamento dos conceitos. 

Entre estes serão escolhidos os três vencedores: dois dos premiados serão distinguidos nas categorias "Melhor City-App" e "Melhor App de Turismo" e será ainda escolhido um vencedor global.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Baião informa turistas através de uma app para telemóvel


A Câmara Municipal de Baião tem, desde ontem, uma aplicação para telemóveis destinada a promover o turismo do concelho. A apresentação pública da novidade foi feita nas próprias instalações da autarquia e acompanhada pela agência Lusa.

Fonte do município explicou que a aplicação móvel foi desenvolvida para a edilidade por uma empresa de Baião e pretende proporcionar aos utilizadores informação sobre eventos, notícias, alojamento, restauração, cultura e património.

A app chama-se "Descobrir Baião" e pode ser descarregada gratuitamente pelos utilizadores de smartphones com sistemas operativos IOS e Android.