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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Lançamento do cenário “No Limiar da Autodeterminação da Inteligência Artificial?”



A APDSI, Associação para a Promoção e o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, vai apresentar o cenário "No Limiar da Autodeterminação da Inteligência Artificial?" no dia 20 de fevereiro, às 14h30, no pequeno auditório da Culturgest, em Lisboa.

O encontro é uma organização do Grupo "Futuros da Sociedade da Informação". Este contexto agora apresentado vem na sequência do “Aprofundamento da era Digital - Um Cenário para 2030”, de 2016. 

Ainda estamos a tempo de impedir a auto - determinação da IA em desenvolvimento? Se se confirmar a autodeterminação da IA e se o “Valor Acrescentado Artificial” for superior ao “Valor Acrescentado do Humano”, para que servirá o Homo Sapiens? Estas são algumas questões a que a APDSI vai procurar responder na sessão de 20 de fevereiro.

Como ponto de partida estabelecemos que estamos numa Sociedade da Informação e do Conhecimento avançada, em que é maior a apetência dos cidadãos pela utilização de tecnologias de informação e outras com elas interligadas. Independentemente do que vier a acontecer, o processo seguido até aqui constitui também uma tentativa de dar sentido a um futuro que é incerto, mas também de promoção de algum pensamento criativo face ao conhecimento  convencional.

Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico, vai falar sobre "O Futuro Digital e o Cenário Apresentado", numa intervenção seguida de debate.

A participação no lançamento do cenário é gratuita mas de inscrição obrigatória que pode fazer aqui. Aqui encontra o programa.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Debate sobre o Futuro: O Aprofundamento da Era Digital - APDSI traça um cenário para 2030


A APDSI realizou, a 27 de junho, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, um debate sobre o futuro, intitulado “O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030”, sob coordenação de Francisco Matos Tomé e José Gomes Almeida, da direção da APDSI.

O debate teve por base um documento, elaborado pelo Grupo Futuros da Sociedade da Informação (GFSI), constituído em 2013 no seio da APDSI, e que pretende alargar a discussão sobre os impactos, nas diferentes vertentes da sociedade, que as tecnologias poderão vir a ter num futuro relativamente próximo (2030). Nestas projeções sobre o futuro estão refletidas as opiniões, conhecimentos e experiências dos membros do Grupo, sempre conscientes que mesmo no que se previa há uns anos a esta parte «certos projetos avançaram muito, noutros estamos aquém do que tinha sido projetado», referiu Francisco Tomé. «O futuro que, no documento, apresentamos como desejado, teve por base a visão do que o Grupo gostaria que fosse o futuro. Não assenta em previsões, nem tão pouco é tratado como uma ciência. É uma visão daquilo que, para nós, previsivelmente, será o futuro, nem bom nem mau», concluiu.

A escolha de 2030 enquanto universo temporal limite, teve por base a Resolução da Assembleia-Geral da ONU “Transformando o nosso mundo: a Agenda 2030 para um Desenvolvimento Sustentável”.

As mudanças na tecnologia provocam, na maioria dos cenários, uma disrupção para com o passado e um aprofundamento da Era digital. Para José Gomes Almeida, do GFSI, uma das disrupções mais significativas irá acontecer nos modelos de negócio que funcionaram no séc. XX. «Até 2030 a Internet vai crescer, tornar-se mais lata e isso vai levar à criação de “novas nações” - gente com interesses únicos. As sociedades vão funcionar de forma diferente e a educação também vai sofrer muitas alterações», descreveu José Gomes Almeida, do GFSI da APDSI. Embora parecendo um contrassenso, o Grupo acredita que vai aumentar a infoexclusão mas, por outro lado, vai verificar-se um aumento da participação da mulher em setores TIC.

O crescimento da IOT - Internet of Things vai resultar, ainda à luz do documento do GFSI, em melhoramentos no setor agrícola. A fronteira entre o mundo físico e o digital vai estar cada vez mais esbatida e os drones farão parte da nossa vida quotidiana, com todas as questões de segurança a alimentarem debates nos próximos anos. A automatização de muitos processos será, para o GFSI, incontornável, enquanto assistiremos, previsivelmente, a um mundo empresarial mais preocupado com o ambiente. Todavia, qualquer um dos cenários, sobre os quais pode ler mais aprofundadamente em apdsi.pt, está dependente das wild cards - situações inesperadas e com elevado grau de impacto nas sociedades em geral.

José Gomes Almeida enquadrou que «historicamente o setor tecnológico depende muito do setor militar que exige determinadas condições em quadros bélicos que conduzem a outros desenvolvimentos e servem para testar produtos tecnológicos desenvolvidos para fins militares».


Luís Silva, outro dos membros do GFSI que subscreveu o documento apresentado a 27 de junho, focou-se nalguns aspetos otimistas da evolução tecnológica, como a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e o recurso a transportes públicos. «Quem vai alavancar este estilo de vida é a chamada “geração milénio”, que prefere a mobilidade elétrica e uma vida com mais cultura e mais voluntariado. De salientar que, a partir de abril de 2018, todas as viaturas vão estar equipadas com eCall, que vai permitir, nomeadamente, a possibilidade de serem feitas manutenções remotas ao automóvel. Claro que este cenário, bem como os veículos de condução autónoma, vão trazer problemas com hackers e vírus e os roubos de identidade vão ser mais frequentes.

Ainda numa nota positiva aparecem as impressoras a 3D, com as suas infindáveis aplicações na área da saúde, e a redução dos custos de produção, bem como uma evolução da governança “da base para o topo”, como são exemplo os orçamentos participativos.

João Rodrigues, igualmente do GFSI, vai mais longe e aponta como cenário provável «a digitalização de todos os serviços prestados pelo Estado. O Tesla também vai entrar nas baterias domésticas, por isso, o armazenamento, controlo e gestão em tempo real vão mudar o panorama da utilização das energias renováveis e da micro-produção». 

Luís Vidigal e Amaral Gomes dinamizaram a parte final do debate, depois do argumentista Pedro Miguel Ribeiro ter divertido o público presente na Fundação das Comunicações com uma criativa história de um dia na vida de um casal “normal” em 2036.

A APDSI agradece a todos os membros do GFSI a sua colaboração na atividade do grupo e especialmente aos membros que integraram a Task Force que permitiu elaborar o documento: Francisco Tomé, João Rodrigues, José Manuel Gomes Almeida e Luís Filipe Silva.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Debate sobre o Futuro: O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030



A APDSI vai realizar, a 27 de junho de 2016, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, um debate sobre o futuro, intitulado "O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030", sob coordenação de Francisco Matos Tomé e José Gomes Almeida, da direção da APDSI.

Diariamente apercebemo-nos de que vivemos uma época de profundas e rápidas mudanças sejam elas de natureza tecnológica, social, económica, política ou cultural.

A APDSI considerou necessário promover um grupo permanente (GFSI) capaz de desenvolver reflexões e pensamento estratégico sobre o futuro da Sociedade da Informação (SI), antecipar mudanças, "desenhar" cenários de futuros alternativos no domínio da SI e de se constituir como um espaço de aprendizagem coletiva ajudando a APDSI a preparar as suas tomadas de posição e a melhorar a sua capacidade de influenciar as políticas futuras no domínio da SI.

Partindo do passado e do presente importa analisar-se tendências, novas ideias, acontecimentos expectáveis - disruptivos ou não - e fontes de informação relevantes capazes de gerar matéria-prima para a configuração de cenários futuros da SI.

O Cenário de Aprofundamento para o horizonte de 2030 que será apresentado baseia-se no pressuposto da aceleração da difusão das tecnologias de informação e das comunicações por todos os setores da atividade humana, constituindo a SI o principal motor da Sociedade em geral. Com este trabalho pretende-se que o tema possa ser discutido por todas as comunidades que se interessem pelo futuro da sua região, do país e do mundo em geral. O trabalho que serve de ponto de partida para o debate do próximo dia 27 resultou da convergência de conhecimentos e experiência dos membros do GFSI e da análise e sumarização de inúmeros trabalhos disponíveis neste domínio.

INSCRIÇÕES

A participação na conferência é gratuita mas está sujeita a inscrição prévia aqui. As inscrições ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório.

Veja o programa completo aqui.