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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Workshop: Introdução à Vida Artificial - Construção de Ecossistemas Artificiais



A APDSI vai realizar um workshop exclusivo para sócios que se interessam pela problemática ligada à construção de sistemas inteligentes. O encontro está marcado para quinta-feira, dia 22 de fevereiro, entre as 9h00 e as 18h30, na sede da APDSI, em Telheiras, Lisboa.

O workshop tem como principal objetivo introduzir a temática da Construção de Ecossistemas Artificiais, fornecendo, simultaneamente, o suporte teórico e a perspetiva prática necessários para o desenho e implementação de Ecossistemas Artificiais. 

Serão abordados os aspetos teóricos fundamentais relacionados com esta temática, nomeadamente algoritmos genéticos e redes neuronais artificiais. No final será desenhada a arquitetura completa e concreta de um Ecossistema Artificial.

Este é um evento exclusivo para sócios da APDSI e está limitado a 30 pessoas. A inscrição é gratuita mas obrigatória e pode fazê-la aqui

Programa: 

Part 1 - Introduction to Artificial Life (1h)

1.1 Basic Principles: The Natural, the Artificial and the Synthetic
1.2 Life and Evolution
1.3 Genotypes, Phenotypes and Mutations
1.4 Individual Fitness and Natural Selection
1.5 Reproduction and Death
1.6 Artificial Life as a Way for building Artificial Intelligence Systems
      Evolution and Emergence in Artificial Life

Part 2 - Modeling of Artificial Life Systems (7h)

2.1 Strategies: GA; ANN; Automat Theory, Agent Theory...
2.2 An example of building an artificial ecosystem
2.2.1st draft
       An introduction to neurocomputation
2.2.2 2nd draft
       An introduction to Genetic Algorithms
2.2.3 GO live !!

*O workshop é dinamizado em português

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Lançamento do cenário “No Limiar da Autodeterminação da Inteligência Artificial?”



A APDSI, Associação para a Promoção e o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, vai apresentar o cenário "No Limiar da Autodeterminação da Inteligência Artificial?" no dia 20 de fevereiro, às 14h30, no pequeno auditório da Culturgest, em Lisboa.

O encontro é uma organização do Grupo "Futuros da Sociedade da Informação". Este contexto agora apresentado vem na sequência do “Aprofundamento da era Digital - Um Cenário para 2030”, de 2016. 

Ainda estamos a tempo de impedir a auto - determinação da IA em desenvolvimento? Se se confirmar a autodeterminação da IA e se o “Valor Acrescentado Artificial” for superior ao “Valor Acrescentado do Humano”, para que servirá o Homo Sapiens? Estas são algumas questões a que a APDSI vai procurar responder na sessão de 20 de fevereiro.

Como ponto de partida estabelecemos que estamos numa Sociedade da Informação e do Conhecimento avançada, em que é maior a apetência dos cidadãos pela utilização de tecnologias de informação e outras com elas interligadas. Independentemente do que vier a acontecer, o processo seguido até aqui constitui também uma tentativa de dar sentido a um futuro que é incerto, mas também de promoção de algum pensamento criativo face ao conhecimento  convencional.

Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico, vai falar sobre "O Futuro Digital e o Cenário Apresentado", numa intervenção seguida de debate.

A participação no lançamento do cenário é gratuita mas de inscrição obrigatória que pode fazer aqui. Aqui encontra o programa.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Elon Musk diz "não" a soldados-robô


Elon Musk e Mustafa Suleyman estão a intervir junto da ONU numa tentativa de proibir o desenvolvimento e utilização de armas inteligentes e autónomas, capazes de disparar mísseis sozinhas. A notícia é do site The Verge.

De recordar que o primeiro polícia-robô começou a funcionar no Dubai em maio.

A eventual criação de soldados-robô está a ser discutida nas Nações Unidas mas encontra resistência por parte de alguns nomes bem conhecidos da comunidade tecnológica, sobretudo da inteligência artificial, como Elon Musk, o empresário e milionário responsável pela Tesla, e de Mustafa Suleyman, fundador da empresa de inteligência artificial DeepMind Technologies, que foi comprada pela Google.

Os dois empresários juntaram-se a outros 116 especialistas de 26 países para alertar a ONU sobre os perigos de dotar máquinas de guerra com inteligência artificial. Esta espécie de "abaixo-assinado" pede para que seja proibida a utilização e o desenvolvimento de soldados, veículos, drones e armas que não dependem de mão humana. Apesar das críticas de que Elon Musk está a ser alvo, por querer desenvolver um carro 100% autónomo, o empresário defende-se dizendo que o caso muda de figura quando o assunto são máquinas autónomas capazes de disparar armas e de tomar essa decisão sozinhas. «É preciso distinguir um carro autónomo de outro que, sem intervenção humana, decide disparar um míssil», afirma.

A ONU aprovou recentemente a abertura de discussões formais sobre o tema com o objetivo de regulamentar este tipo de armamento: drones, tanques e robôs.

«Assim que forem desenvolvidas armas autónomas e letais, estas vão permitir levar a cabo conflitos armados numa escala nunca antes vista e numa dimensão temporal nunca imaginada, mais rápida do que a compreensão humana. Podem ser armas de terror, armas vulneráveis a hacks e utilizadas por terroristas contra populações inocentes. Não temos muito tempo para agir», lê-se na carta assinada pelos dois e enviada à ONU.

Já Manuela Veloso, professora da americana Carnegie Mellon University (CMU) e co-fundadora da RoboCup Federation,  disse, no workshop da APDSI a 24 de maio que «não estamos habituados a ver robôs a andarem ao nosso lado como se fossem pessoas ou animais». Leia a documentação resultante desse evento aqui.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Reino Unido está a fazer uma consulta pública sobre Inteligência Artificial


O governo inglês quer saber quais as consequências económicas, éticas e sociais que a introdução de sistemas de inteligência artificial poderá ter na economia. Para isso, segundo a imprensa britânica, o comité da Câmara dos Lordes para a Inteligência Artificial (IA) convocou especialistas e outros cidadãos para uma consulta pública, sobre os sistemas e sua aplicação, assim como "soluções pragmáticas" para eventuais problemas.

No grupo inclui-se o debate de assuntos como o surgimento monopólios por parte das grandes empresas e os naturais benefícios a eles associados. Também pode vir a ser necessário uma maior compreensão pública sobre a IA e surge a hipótese de o governo ter de desempenhar um papel na regulação da utilização dos sistemas.

A medida surge numa altura em que a IA está a atrair cada vez mais a atenção do setor das TIC, dos decisores políticos, mas também do público em geral. "O comité pretende usar os resultados da consulta para perceber que oportunidades existem para a sociedade no desenvolvimento e uso da IA, assim como os riscos quem podem existir", descreve o presidente do comité, Lord Timothy Clement-Jones, em comunicado.

Num estudo, a Royal Society recomendou o planeamento e gestão cuidadosas da implantação da tecnologia para garantir que os benefícios sejam partilhados pela sociedade.

O comité prevê apresentar os contributos até setembro e conclusões até março de 2018.

Em maio a APDSI também abordou, em conferência com a professora Manuela Veloso, os possíveis problemas e consequências adversas e favoráveis da inteligência artificial e da robótica. Encontra todos os resultados da conferência aqui.

domingo, 11 de dezembro de 2016

«Ignorância do que está a acontecer»


A propósito do tema da Newsweek da imagem o artigo de Leonel Moura «O que desconhecemos» que pode ler aqui. De lá:
«(...)Mas esta Newsweek é interessante noutra perspetiva. A da ignorância.
 Ignorância do que está a acontecer. A maioria das pessoas não se dá conta da evolução tecnológica e das suas implicações. Foi o que sucedeu com a internet. Agora é a vez da inteligência artificial. Surgem umas notícias avulsas, fazem-se umas piadas, há sempre quem diga que não é possível ou é uma conspiração qualquer, mas circula pouca informação séria sobre o assunto. Não circula nos media, na política, nem no meio empresarial. A realidade surge sempre como uma grande surpresa. Cabe dizer: são as coisas que desconhecemos que mudam as nossas vidas. (...)»