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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Governo recalcula taxas aplicadas pela lei da cópia privada




O Governo revelou os valores finais das taxas que vão ser aplicadas a equipamentos digitais, caso a proposta de atualização da lei da cópia privada avance. As percentagens foram reveladas pela Secretaria de Estado da Cultura, em comunicado.

Além deste diploma, o Governo aprovou também uma resolução que cria o plano de combate à violação dos direitos de autor e direitos conexos, que prevê sanções à sociedade civil, em caso de infração. Foi, ainda,  aprovada a proposta que clarifica as organizações representantes de direitos autor e conexos, e outra para o registo de obras de autor e artistas com a organização e harmonização da informação num único dispositivo legal.

No comunicado lê-se que a um equipamento que inclua vários tipos de memória, só lhe é aplicada «uma categoria de compensação equitativa». De destacar, ainda, que os equipamentos que forem usados «na atividade profissional do respetivo autor, em profissões artísticas, em aparelhos destinados a fins clínicos, de investigação científica e atividades públicas de defesa, justiça e segurança interna estão isentos das novas taxas».

Para ficarmos com uma noção, num telemóvel com 8 GB de armazenamento, o valor aplicável da taxa é de 0,96 euros e a um tablet com 16 GB de armazenamento, a taxa será de 1,92 euros. Já a um computador/HDD com 1 TB, o valor aplicável pode chegar aos quatro euros. Um cartão SD/MicroSD/Pen USB com 16 GB vê ser-lhe aplicada uma taxa de 0,25 euros.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Governo adia análise sobre compensação dos autores


A Secretaria de Estado da Cultura adiou a análise do projeto de lei 228/XII, que prevê a aplicação de uma taxa aos Internet Service Providers para compensar os autores de obras que sejam partilhadas de forma livre na Internet. O debate sobre esta questão deverá, agora, acontecer na mesma altura em que for feita a revisão legislativa sobre a cópia privada e as violações da propriedade intelectual.

A organização governativa prevê que a introdução de legislação relativa a estes dois temas provoque alterações nas normas do Código de Direito de Autor e dos Direitos Conexos. Assim, o debate da proposta do Partido Comunista Português deve ter lugar na mesma altura em que a revisão estiver a ser feita.

Contudo, a deputada do PS Glória Araújo descreve o projeto do PCP como "impossível e impraticável" em determinados pontos a começar pela taxa de 75 cêntimos a ser cobrada por cada contrato de Internet detido pelos ISP. A deputada socialista defende que taxar a Internet é um "mau princípio" e vai contra o conceito de que o acesso à Internet deve ser feito de forma livre, como já é aplicado em alguns países.

A taxa a ser aplicada aos ISP foi também um dos principais pontos de crítica apontado pela Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas (APRITEL).