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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Banda larga volta a aumentar em Portugal



63% das famílias portuguesas usam banda larga. Os números são do Instituto Nacional de Estatística e também revelam que a Internet móvel está a ganhar terreno às tecnologias de acesso fixo.

Segundo estes dados, mais de metade dos utilizadores de Internet (57%) usa a rede a partir de dispositivos móveis ou, pelo menos, tirando partido de acessos móveis. A utilização deste tipo de tecnologia aumentou 19% no último ano e está a níveis idênticos aos do resto da Europa. 

Os números também mostram que as famílias utilizadoras de banda larga (63%) estão sobretudo no litoral do país, na região de Lisboa, onde 72% dos agregados têm banda larga em casa. 

Os números traduzem um crescimento, mas Portugal continua abaixo da média europeia neste indicador. Na UE, 76% das famílias têm banda larga em casa. Nas empresas, os números apurados pelo INE revelam que a banda larga tem uma penetração de 95%. A banda larga móvel nas empresas chega a 66% das organizações com 10 ou mais colaboradores. Há um ano chegava apenas a 54% das empresas.

Nas grandes empresas a penetração destes serviços atinge os 95%. Nas pequenas empresas não vai além dos 63%. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga



A APDSI associou-se mais uma vez às comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação
para, em parceria com a APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, promover hoje a sessão de debate sobre “A Banda Larga como suporte ao desenvolvimento socioeconómico sustentável”.

O debate, moderado pelo jornalista e professor Reginaldo Rodrigues de Almeida, levou os oradores a refletirem sobre o percurso percorrido e a percorrer na perseguição do desiderato de se conseguir o acesso universal à banda larga e aos conteúdos identificando métodos para o alcançar.

José Perdigoto, da ANACOM, diz que o desafio maior que atualmente se coloca na questão da banda larga, passa por atrair o cliente: «O consumidor, do ponto de vista técnico, não sabe, nem quer saber, o que é isso da banda larga; quer é ter uma Internet rápida e segura». Analisando o enquadramento em que a banda larga se insere em Portugal, o representante do regulador apresentou os dados que demonstram que, do ponto de vista da oferta dos serviços, o nosso país tem um desempenho superior ao da média da União Europeia no que concerne à oferta de banda larga fixa: temos uma cobertura de 84 % do território, enquanto a média da União Europeia se situa nos 68%. Estes valores são idênticos ao da oferta de banda larga móvel. No entanto, nas percentagens para a penetração de mercado a realidade inverte-se, ou seja, Portugal passa para níveis abaixo dos da União Europeia, o que significa, na opinião de José Perdigoto, que «existe uma grande disponibilidade de infraestrutura mas do ponto de vista das famílias e das empresas não é feita a total utilização que o mercado já permite».

É nesta questão que o representante da ANACOM acredita que o desafio para o futuro deve «passar para o lado da procura». Em Portugal apenas 35 % das empresas se dedica ao e-commerce contra os 59% da média da União Europeia mas a tónica positiva passou com a reflexão de José Perdigoto: «O aproveitamento da infraestrutura não é uma despesa; deve ser, isso sim, visto numa perspetiva de valor».

Xavier Rodríguez-Martín, da DSTelecom, não hesita quando afirma que «o mundo está melhor graças à banda larga» e justifica esta visão dando exemplos da realidade atual em África com o desenvolvimento da tecnologia a servir de inegável apoio ao negócio. Mas Portugal também não fica de fora desta abordagem otimista feita pelo responsável da DSTelecom: «Pela primeira vez a tecnologia está dar lugar ao conhecimento e à indústria, à dignificação da agricultura e à consolidação do talento onde ele está, que não necessariamente apenas nas grandes cidades». Medidas para financiar o desenvolvimento das novas tecnologias e uma «fiscalidade adequada» foram defendidas por Xavier Rodríguez-Martín que acredita que no universo político e empresarial é possível fazer muito mais: «o grande valor da banda larga vai ser a sua inteligibilidade, por isso, o fato de Portugal ser o "cantinho da Europa", pode ser uma mais-valia» mas para tal a saída da crise é a alavanca que urge ver concretizada, uma vez que «a austeridade europeia tem sido muito penalizadora para a indústria das tecnologias. A sustentabilidade da banda larga tem muito a ver com este quadro institucional», referiu o representante da empresa que construiu a infraestrutura de banda larga em Portugal.

Luís Vidigal, da direção da APDSI, apresentou no debate uma outra visão complementar; a da tecnologia mais vocacionada para as pessoas: «A oferta é excelente, a qualidade da rede é excelente mas no que concerne ao poder de compra, devido ao desemprego e ao desconhecimento por parte de uma larga fatia da nossa sociedade, ainda estamos longe das médias da União Europeia. Temos que ter políticas orientadas à realidade portuguesa porque mesmo os níveis de acesso estão a entrar num patamar de onde é difícil descolar. Há pouca coordenação, há tecnologias que nascem e morrem. O discurso tem que mudar da despesa para a produtividade». Luís Vidigal referiu, ainda aquele que considera ser um contra-senso entre a oferta e a procura no e-Gov onde os serviços, entende o representante da APDSI, deviam estar mais orientados para as pessoas. «É preciso fazer algumas correções para que as tecnologias não sejam uma despesa, como redundâncias ou anulações entre uns governos e outros, por exemplo, para criar políticas que não estejam diretamente ligadas ou dependentes dos ministérios», concluiu Luís Vidigal que defende que as tecnologias não devem estar diretamente ligadas ou dependentes dos ministérios.

António Gameiro Marques, do Ministério da Defesa Nacional, partilha da mesma opinião, de que as tecnologias não devem estar acantonadas a um ministério, quer nas organizações, quer na sociedade em geral. Considerando a Holanda um bom país de referência, o representante do Governo não tem dúvidas que «a massa humana portuguesa é igual. Quando os recursos financeiros começam a ter um peso substantivo é que começa a discrepância. Na área do conhecimento estamos ao melhor nível e nas iniciativas que requerem investimentos com capacidade de execução e sustentabilidade ao longo do seu ciclo de vida também estamos alinhados com os países de referência da União Europeia».

António Gameiro Marques lançou para o debate a questão da iliteracia digital para demonstrar que, apesar de ser um chavão, «o futuro são as crianças, são elas que, à semelhança do que já fizeram com os ecopontos, estão a ensinar boas práticas aos pais. Devia humanizar-se a tecnologia investindo bastante numa educação para a humanização, transportando o conhecimento para as gerações mais novas porque as crianças podem ajudar os mais adultos a seguirem esses caminhos». Este exemplo foi sustentado pelo representante do Ministério da Defesa Nacional no caso prático que está a seguir seguido nalgumas turmas do 2º Ciclo no norte do país.

António Robalo de Almeida, Principal Advisory, tem um ponto de vista mais voltado para as suas preocupações pessoais que acredita serem o espelho de uma sociedade de «pobres e idosos» como a portuguesa: «Temos neste momento duas crises para combater; a do sector e a crise económica. As receitas das empresas caem todos os anos, há falta investimento para alavancar a banda larga e não há uma estratégia adequada para a segurança de proteção de dados e no combate ao terrorismo digital».

António Robalo de Almeida concorda, contudo, com o representante da ANACOM ao reconhecer que «o problema não está na oferta; está na procura. Não há evidência de que a banda larga por si só leve ao crescimento».

Exercendo aquilo a que Reginaldo Rodrigues de Almeida definiu como “figura do contraditório”, o Principal Advisory crê que a solução passa pela criação de um Ministério da Economia Digital: «O conhecimento é o recolher e tirar partido da informação disponível, é melhoria na qualidade de vida. O verdadeiro alcance económico passa pelo e-working, e-learning e e-health ou seja passa pelo conhecimento. É preciso que haja quem trabalhe para os sectores-alvo: os seniores e os cidadãos de baixo rendimento fazendo uma forte aposta na segurança», concluiu.

A tónica na segurança também foi sustentada pela ANACOM que, nas palavras do seu representante, «exige coordenação internacional, nenhum regulador por si só vai conseguir atuar sozinho». Xavier Rodríguez-Martín apontou o caminho para que se consiga garantir uma maior segurança nas transações online: «Todos os mercados que crescem, segmentam e essa segmentação vai ajudar-nos a resolver alguns dos problemas que agora se colocam. Vamos ter Internet a várias velocidades e o preço a pagar por isso vai permitir investir em segurança».

Quando as lacunas em matéria de segurança estiverem ultrapassadas, António Gameiro Marques, do Ministério da Defesa Nacional, tem um sonho que gostava de ver cumprido: o de ver nascer «um hipermercado digital onde eu possa tratar de toda a minha documentação, um local que resolva todas as minhas questões que impliquem interação com o Estado».

O encontro culminou com o sintetizar de algumas conclusões sobre “A Banda Larga como suporte ao desenvolvimento socioeconómico sustentável”. São elas:

- Necessidade de combate à iliteracia de pessoas e empresas sobre as potencialidades da banda larga;
- O verdadeiro alcance económico passa por transformar a Sociedade da Informação em Sociedade do Conhecimento;
- Portugal precisa de consolidar o crescimento económico com uma diminuição do desemprego e da emigração;
- Tem de haver uma reforma do Estado.

Este dia teve enquadramento na proposta da UIT - União Internacional das Telecomunicações “Broadband For Sustainable Development” para o ano de 2014. A sessão debate da APDSI/APDC decorreu na Fundação Portuguesa das Telecomunicações, em Lisboa.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Parlamento Europeu quer banda larga mais barata


O Parlamento Europeu está a criar nova legislação para facilitar e tornar mais barata a instalação de infraestruturas de banda larga. O Comité da Indústria do Parlamento Europeu já tem uma proposta nesse sentido e está a discuti-la com os Estados membros.

O objetivo da medida é tornar a instalação de infraestruturas mais barata, criando condições para que as empresas desta área partilhem informação e custos com empresas de outros setores, como a eletricidade, gás ou os transportes. 

A proposta prevê a obrigação de criar registos de informação com dados sobre a localização, traçado, dimensão, tipo e utilização das infraestruturas existentes, acessíveis através de um ponto único. 

Um dos principais objetivos desta legislação complementar passa pelo desenvolvimento das redes de banda larga nas zonas rurais, que já são alvo de incentivos europeus para compensar a falta de interesse da indústria em levar certos serviços para locais menos populosos. 

A proposta também prevê a criação de uma etiqueta "broadband ready", a que se pode, ou não, recorrer, para as casas preparadas de raiz para a instalação de serviços de banda larga, que devem ser todos os edifícios públicos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Relatório da União Europeia traz boas notícias para Portugal


Os 28 países membros da União Europeia já podem, desde o final da semana passada, aceder à Internet a velocidades até 20 Mbps. A notícia foi divulgada na plataforma online dedicada à iniciativa Broadband For All

Portugal tem 100% de cobertura no serviço de acesso de banda larga por satélite da União Europeia. Esta poderá ser uma boa notícia para quem vive em áreas que não têm acesso aos serviços de banda larga tradicionais mas os preços a pagar pelo serviço poderão ser um entrave à sua utilização em maior escala.

O valor mais baixo é de 29,95 euros para uma ligação a 20 Mbps e 10 GB de tráfego mensal mas vai aumentando, consoante o volume de tráfego disponibilizado. Os preços são da SATInternet, uma das duas empresas referenciadas no site.

Neelie Kroes, Vice-Presidente da UE e Comissária da Agenda Digital acredita que este é um "grande marco no sentido de encurtar o fosso digital", lê-se no comunicado de imprensa.

O site Broadband For All foi produzido pela associação ESOA (the European Satellite Operators Association), com o apoio da Comissão Europeia, e permite ver qual o grau de cobertura do novo serviço nos vários países e quais as entidades prestadores do mesmo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

480 freguesias portuguesas já têm 4G



Está concluído o processo que permite a mais de 480 freguesias portuguesas terem acesso a rede de banda larga de última geração.

Os operadores de telecomunicações, Optimus, TMN e Vodafone, vão assegurar os serviços de Internet de banda larga móvel depois da lista de distribuição de freguesias ter sido aprovada pela Anacom.

Quando foi feito o leilão do 4G os três operadores ficaram obrigados a cobrir 160 freguesias cada um, fruto dos dois lotes que adquiriram na frequência dos 800MHz. A lista de 480 freguesias tinha sido definida em setembro de 2012, tendo-se seguido o período de escolha.

O distrito de Bragança é dos mais beneficiados ao ter 117 novas freguesias com cobertura 4G, seguindo-se a Guarda com 100 freguesias.

O regulador escolheu os locais através de critérios como a distância entre cada sede de freguesia e a estação móvel que lhe está mais próxima. A listagem definitiva foi aprovada pela Anacom a 22 de agosto.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Desenvolvimento da economia implica planeamento da banda larga


Os países que têm um plano nacional para a expansão da banda larga em diversos segmentos da sociedade têm um melhor desempenho a vários níveis do que os países que não têm qualquer estratégia ou visão futura nessa área. Esta é uma das conclusões do mais recente relatório da União Internacional das Telecomunicações (ITU), da responsabilidade da Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Digital e da Cisco Systems.

O estudo revela, também, que a concorrência entre operadores de telecomunicações é um fator positivo para fomentar a adesão a ligações fixas e móveis de Internet.

A investigação concluiu que nos países com um planeamento de banda larga a taxa de penetração de Internet no país chega a ser 8,4% superior à dos países que não têm qualquer tipo de estratégia.

Ponderando outras variantes concluiu-se, ainda, que os países com uma visão delineada sobre a Internet conseguem ter até 2,5% mais de população ligada à grande rede mundial.

O planeamento de banda larga também tem resultados práticos na Internet móvel já que os países com uma estratégia definida apresentam em média uma taxa de penetração 7,4% maior do que os países sem nada definido. No entanto, do outro lado da balança, começa a notar-se uma maior preocupação por parte dos Governos que vão apostando nas novas tecnologias em áreas como a saúde, por exemplo.