Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação Portuguesa das Comunicações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação Portuguesa das Comunicações. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 17 de maio de 2017

APDSI no Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação - "Big Data for Big Impact"



A Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) voltou a associar-se à sessão comemorativa do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, assinalado na Fundação Portuguesa das Comemorações. Este ano, o grande foco do debate sobre Sociedade da Informação em Portugal foi "Big Data For Big Impact".

Os painéis de debate sobre o ecossistema da big data pretenderam sensibilizar a opinião pública e decisores para a influência no domínio económico e social da Internet, mais concretamente sobre a «enorme quantidade de informação mundial e a sua reconversão em todas as áreas e setores do conhecimento», ou seja, a big data e as suas aplicações.

Hoje em dia, mais do que o aquilo se faz, pesa a rapidez com que se faz, daí que a Portugal Telecom/MEO, representada no primeiro painel, admita que procura recolher informação útil para a empresa mas também para a sociedade. Uma filosofia de negócio secundada pela Vodafone.

Coube à APDSI traçar um cenário para o panorama universitário face aos empregos do futuro, nomeadamente a figura de data analyst que começa a surgir como alguém fundamental para "desembrulhar" a big data circulante. «Este é um assunto que preocupa e de grande relevância. As máquinas já conseguem aprender sozinhas; é a chamada aprendizagem não supervisionada. O que vamos fazer, quem vai ter acesso aos resultados coletados por essas máquinas e como vão ser utilizados é um problema para o qual não temos ainda solução», afirma Vítor Santos, da Direção da APDSI. 

Filipa Martins da PT/MEO admite que essa é uma consequência da "vida acelerada na lógica do digital", para o qual o tempo encontrará uma resposta: «Vamos avançando no sentido de fazer testes e depois é preciso adaptar com regulamentos».

Para a Vodafone, a robotização do mercado de trabalho é preocupante. «Muitos empregos vão ser destruídos mas vamos criar mais valor e novos empregos embora nunca à mesma proporção, é um facto», reconhece Pedro Gonçalves. 

Sem surpresa, Marcel Leonardi, da Google, prefere olhar para a big data como algo que virá a construir valor. «A cadeia de valor está também nos métodos que se utilizam para extrair dados. A Google financia pesquisas de machine learning e, para a toda comunidade que nelas trabalha, disponibilizou uma ferramenta open source», afirma, rejeitando o rótulo de canibal digital (de players no mercado das tecnologias de informação).

Já na reta final das celebrações, Fernando Bação, da Universidade Nova, mostrou-se otimista quanto ao futuro, mesmo debaixo da "nuvem" imprevisível da evolução tecnológica. «Vamos trabalhar com as tecnologias e com os robôs, ao invés de sermos substituídos por eles. A tecnologia não substituirá a presença humana», concluiu.

Internacionalmente, o dia 17 de maio é o World Telecommunication and Information Society Day. Comemora-se nesse dia a realização da primeira convenção internacional sobre telegrafia e a criação da ITU - International Telecommunications Union. Em 2017 celebram-se 152 anos desde a fundação.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

APDSI junta-se às comemorações do Dia das Telecomunicações e da SI


A APDSI vai juntar-se às comemorações do Dia das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, a decorrer na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, na próxima quarta-feira, dia 17, a partir das 14h30.

O dia 17 de maio de 1865 marca a assinatura da primeira Convenção Telegráfica Internacional e a criação da União Internacional das Telecomunicações (UIT). Este ano, o dia é subordinado ao tema "Big Data for Big Impact".

A Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC) associa-se às comemorações através de um programa que inclui o debate subordinado ao tema "O Ecosistema do Big Data", com a participação de vários oradores, e a apresentação "Desafios da Big Data Society", de Fernando Bação.

Vítor Santos, da direção da APDSI, vai intervir no painel "Os Impactos nos Operadores de Telecomunicações".

O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assinala o encerramento da sessão (a confirmar).

As inscrições devem ser feitas para: info@fpc.pt

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

«A privacidade é um direito dos cidadãos» conclui conferência da APDSI


A APDSI realizou, a 16 de dezembro de 2015, a conferência “Privacidade e Segurança na Sociedade da Informação” na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.

Sendo esta mais uma das temáticas a que a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação se dedica com o foco no cidadão, Raul Mascarenhas, presidente da direção da APDSI, deixou o alerta ao cidadão comum para não confiar cegamente nas instituições e habituar-se a dar feedback sobre como se sente nas circunstâncias em que julga que a sua privacidade e segurança estejam a ser ameaçadas por influência das novas tecnologias.

Hélder Vasconcelos, Vogal do Conselho de Administração da ANACOM, começou por identificar dois problemas no quadro de 2015 a ameaçarem as garantias de privacidade na sociedade da informação. O excesso de informação requerida ao cidadão, como por exemplo na criação de uma simples conta de gmail, e que depois é mantida em formato digital, foi um dos problemas apontados, bem como a imposição de cláusulas de renúncia de privacidade feita, regra geral, pelas mesmas entidades.

Este cenário, segundo o responsável da Autoridade Nacional de Comunicações, sai agravado pelo facto de a informação ser guardada em servidores sem garantias de segurança e, ainda, quando as empresas facultam os dados a parceiros ou recorrem a serviços de outsourcing: «A privacidade é um direito dos cidadãos e a sua informação não deve ser usada de forma ilegítima. Ao ser digitalizada, a informação é guardada em servidores sem garantias de segurança».

Com a tecnologia a alargar-se ao mercado das apps, Helder Vasconcelos mostrou a sua preocupação pelo facto de a informação estar a ser usada para fins comercial e segundo regras diferentes: «Estamos a criar uma regulação assimétrica entre os operadores tradicionais e os que fazem apps. Tem havido queixas de assimetrias na aplicação das regras. Há um trabalho a ser feito na definição de perímetros de regras simétricas e iguais para todos».

Com o foco nas necessidades específicas que o setor da banca enfrenta neste domínio, Luís Mira Amaral, Presidente da Comissão Executiva do BancoBIC, considera que a administração de sistemas de segurança na banca deve ser assegurada por alguém com conhecimentos tecnológicos.

Ao sublinhar que a informação está exposta a três elementos fundamentais - tecnologia, pessoas e processos - Mira Amaral entende que as políticas, normas e procedimentos de segurança da informação se devem aplicar a todos os colaboradores, independentemente do seu vínculo profissional, através de uma política de segurança com definição e divulgação de regras de segurança. O presidente do Banco BIC é da opinião que os planos de continuidade de uma política de segurança são os mais importantes numa organização, e não propriamente os planos de emergência. «Não se trata da possibilidade de ser atacado mas sim de como se responde a esse ataque e a maior parte das vezes o perigo nem vem de fora. Já passei por uma situação em que as áreas mais afetadas na empresa foram aquelas onde os recursos humanos levavam os PCs para casa e acediam ao serviços a partir de outros locais», lembrou.

O setor financeiro é o que está mais sujeito aos cyberataques. Segundo a websense há mais 300% de cyberataques a bancos do que a outras instituições.

A opinião de José Alegria, Diretor de CyberSecurity e Privacidade na MEO, segue a mesma linha, já que entende que os maiores problemas de segurança são internos, particularmente «quando há promiscuidade no uso de serviços móveis e aplicações na cloud». 

Armazenamento, processamento e comunicação são os três passos que José Tribolet, Professor Catedrático do IST e Presidente do INESC, considera fundamentais para se cumprir quando se pretende agir adequadamente no momento certo. «Uma organização é o que é pelas pessoas que a compõem e os recursos que lhe estão afetos. É imprescindível definir quem tem acesso a escrever e a ler na documentação. As empresas têm que indicar quem tem autoridade para fazer o quê», entende o professor, que acrescenta que a especificação do modelo de segurança deverá ser uma característica da arquitetura da informação independente da sua concretização aplicacional e tecnológica assente no princípio de “não confiança”.

Rodrigo Simões de Almeida, Country Manager da MARSH Portugal, trouxe à conferência da APDSI o resultado da primeira sondagem europeia relativamente aos riscos cibernéticos. Nela participaram 700 empresas sendo que Portugal foi dos países que mais contribuiu para o estudo, de onde se concluiu que as empresas portuguesas são semelhantes às europeias.

64% das empresas respondeu que não tem um plano implementado para aceder a fundos de financiamento, de modo a responder quando for necessário, e 64% identificou cenários que podem afetar a empresa. O mesmo estudo revela, ainda, que 74% não estimou o impacto financeiro de um ataque cibernético, 29% receia a fuga de clientes em casa de ataque cibernético e 39% receia os ataques externos mas 30% admite que podem ser os próprios colaboradores da empresa a causarem os riscos de segurança.

As principais conclusões apontadas por Rodrigo Simões de Almeida revelam que as empresas portuguesas apesar de colocarem o risco cibernético no seu top de riscos, têm um conhecimento básico ou limitado sobre a sua exposição a este perigo e a revisão e a gestão dos riscos cibernéticos deve passar não apenas pelo Departamento de IT, mas também pelo Departamento de Gestão de Riscos e Administração.

Ainda no âmbito da governação empresarial, Ivo Antão, Vogal do Conselho de Administração da Luz Saúde, afirma que, com as ferramentas eletrónicas, a informação sobre os doentes passou a ter «o dom da ubiquidade. O consultório passou a ser qualquer lugar do mundo e o risco é muito grande. Que tipo de informação está a ser veiculado? Os sistemas de informação são muito importantes para a gestão de perfis».

Esta inquietação também ficou plasmada na apresentação de Sérgio Sá, Diretor da Unidade de Negócio Estratégica da Prática de Segurança da UNISYS Portugal. Para o especialista o aumento do número dos dispositivos móveis faz com que o roubo de dados esteja a aumentar de uma forma significativa: «Os acessos remotos não controlados têm cada vez mais probabilidade de acontecerem e os ataques a aplicações também começam a ser incidentes comuns. É necessário rever todo o modelo de segurança». De referir que, 2015 foi o ano em que começou a avaliar-se o risco das empresas e, com ele, criar negócio.

Do Centro Nacional de Cibersegurança fica a certeza de que esta é uma área que ainda sofre debilidades. O coordenador José Carlos Martins acredita que o problema reside no facto de não haver exercícios a serem feitos «de forma real e efetiva» que depois não resultam em situações reais e práticas. Como solução José Carlos Martins aconselha as diferentes entidades a fazerem simulacros e treinos internos para «capacitarem as suas equipas na resposta a incidentes».

Outra área em que há debilidades a combater é na propriedade intelectual, segundo André Marquet, Presidente da Productized e Co-fundador da Beta-i. «Nesta área o número de patentes é muito inferior ao da média da União Europeia; as nossas empresas não estão preparadas nem preocupadas com estas questões porque só são sustentáveis através de financiamentos.

O encontro foi organizado pelo Grupo Segurança na Sociedade da Informação (GSSI) da APDSI.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Conferência "Privacidade e Segurança na Sociedade da Informação - Lições Aprendidas 2015"



A APDSI vai realizar a conferência "Privacidade e Segurança na Sociedade da Informação - Lições Aprendidas 2015" na quarta-feira, 16 de dezembro, entre as 9h15 e as 13h00, no Auditório da Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.

O encontro é organizado pelo Grupo Segurança na Sociedade da Informação (GSSI) da Associação que pretende promover, junto dos decisores e cidadãos em geral, a necessidade de atualização de informação relativa à realidade vivida e observada nos domínios de Privacidade e Cibersegurança no último ano, quer em Portugal quer na União Europeia, e debater acontecimentos e ações que vários intervenientes perspetivam relativamente ao futuro neste domínio.
  
Em debate vão estar questões como a privacidade, proteção de dados pessoais, segurança da informação, cibersegurança e consciencialização de cidadania, cobrindo a atualidade, o que surgiu de novo, o que emergiu e as tendências que se evidenciam ou que despontam. Para que esta discussão seja representativa é fundamental ter-se em conta as diferentes perspetivas de várias entidades e organizações que vão marcar presença na conferência.

Consulte o programa já disponível aqui.

Entretanto já pode garantir a sua presença no próximo dia 16. A participação na conferência é gratuita. Todas as inscrições estão sujeitas a inscrição prévia aqui e ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Fórum para a Sociedade da Informação - Acessibilidade Web 2015



A APDSI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., realizam, a 3 de dezembro, o Fórum para a Sociedade da Informação - Acessibilidade Web 2015. O encontro realiza-se na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, entre as 14h30 e as 18h00.

O Fórum da Acessibilidade Web pretende lançar um amplo debate sobre as necessidades de acessibilidade específicas que os cidadãos com alguma deficiência ou incapacidade têm e quais as ideias, medidas e projetos que estão a ser discutidos e implementados atualmente para colmatar a situação.

De salientar que, na edição de 2015, vai ser feita a entrega de prémios de “Boas Práticas em Acessibilidade Web” que visa premiar os sites que melhor cumprem as regras de acessibilidade.

De acordo com dados da Comissão Europeia, existem cerca de 50 milhões de cidadãos europeus com deficiências que necessitam de ter acesso a conteúdos web (UE 2010). Segundo fonte da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD 2010), um milhão desses potenciais utilizadores estão em Portugal o que inspira a APDSI e a FCT a colocarem o tema entre as prioridades dos responsáveis pelos sítios na web de empresas e instituições.

A acessibilidade web pode ser analisada em várias dimensões: ética no que respeita aos direitos à igualdade de acesso, social tendo em conta o envelhecimento da população mas também económica tendo por base o potencial económico de todas as pessoas envolvidas.

Recorde-se que, no ano passado, foi apresentado o estudo “Acessibilidade Web - Ponto de situação nas empresas portuguesas 2014”, da autoria de alunos e professores da UTAD (Universidade de Trás os Montes e Alto Douro), e membros do Grupo de Negócio Eletrónico (GNE) da APDSI, além de terem sido dadas dicas para os programadores informáticos melhorarem a acessibilidade dos sites que constroem. 

A inscrição é gratuita mas obrigatória. Todas as inscrições estão sujeitas a inscrição prévia aqui e ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório.

Consulte o programa completo já disponível no sítio na web da APDSI.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação 2015



O Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação é este ano celebrado, excecionalmente, a 18 de maio, uma vez que 17 de maio (dia oficial) é domingo.

Em Portugal, as comemorações decorrem na Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC) entre as 15h30 e as 16h30.

Seguindo as indicações da UIT (União Internacional das Telecomunicações), o tema deste ano é "As Tecnologias de Informação e Comunicação como condutoras da inovação (ICTs as the drivers of innovation)". O programa nacional, além de incluir a inauguração de exposições e ainda uma atividade especial para o público escolar, conta com uma sessão institucional e uma sessão de debate sobre "O Cabo Submarino num mar de conetividades", onde a APDSI vai marcar presença através da intervenção do presidente da Associação, Raul Mascarenhas. A APDC, a FCT e o Instituto de História Contemporânea, também vão participar nesta sessão.

Reginaldo de Almeida será o moderador do evento.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Fórum da Acessibilidade Web 2014



A APDSI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., vão realizar, a 27 de novembro, o Fórum da Acessibilidade Web 2014. O encontro vai realizar-se entre as 14h30 e 17h30 na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.

O Fórum da Acessibilidade Web visa lançar um amplo debate sobre as necessidades de acessibilidade específicas que os cidadãos com alguma deficiência ou incapacidade têm e quais as ideias, medidas e projetos que estão a ser discutidos e implementados atualmente para colmatar a situação.

Por acessibilidade web entende-se a possibilidade de todos os cidadãos, independentemente das necessidades especiais que possam ou não ter, percecionarem, perceberem, navegarem e interagirem com a realidade online. 

De acordo com dados da Comissão Europeia, existem cerca de 50 milhões de cidadãos europeus com deficiências que necessitam de ter acesso a conteúdos web (UE 2010). Segundo fonte da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD 2010), um milhão desses potenciais utilizadores estão em Portugal o que inspira a APDSI e a FCT a colocarem o tema entre as prioridades dos responsáveis pelos sítios na web de empresas e instituições.

A acessibilidade web pode ser analisada em várias dimensões: ética no que respeita aos direitos à igualdade de acesso, social tendo em conta o envelhecimento da população mas também económica tendo por base o potencial económico de todas as pessoas envolvidas.

A participação na conferência é gratuita. As presenças estão sujeitas a inscrição prévia aqui e ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares na sala.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga



A APDSI associou-se mais uma vez às comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação
para, em parceria com a APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, promover hoje a sessão de debate sobre “A Banda Larga como suporte ao desenvolvimento socioeconómico sustentável”.

O debate, moderado pelo jornalista e professor Reginaldo Rodrigues de Almeida, levou os oradores a refletirem sobre o percurso percorrido e a percorrer na perseguição do desiderato de se conseguir o acesso universal à banda larga e aos conteúdos identificando métodos para o alcançar.

José Perdigoto, da ANACOM, diz que o desafio maior que atualmente se coloca na questão da banda larga, passa por atrair o cliente: «O consumidor, do ponto de vista técnico, não sabe, nem quer saber, o que é isso da banda larga; quer é ter uma Internet rápida e segura». Analisando o enquadramento em que a banda larga se insere em Portugal, o representante do regulador apresentou os dados que demonstram que, do ponto de vista da oferta dos serviços, o nosso país tem um desempenho superior ao da média da União Europeia no que concerne à oferta de banda larga fixa: temos uma cobertura de 84 % do território, enquanto a média da União Europeia se situa nos 68%. Estes valores são idênticos ao da oferta de banda larga móvel. No entanto, nas percentagens para a penetração de mercado a realidade inverte-se, ou seja, Portugal passa para níveis abaixo dos da União Europeia, o que significa, na opinião de José Perdigoto, que «existe uma grande disponibilidade de infraestrutura mas do ponto de vista das famílias e das empresas não é feita a total utilização que o mercado já permite».

É nesta questão que o representante da ANACOM acredita que o desafio para o futuro deve «passar para o lado da procura». Em Portugal apenas 35 % das empresas se dedica ao e-commerce contra os 59% da média da União Europeia mas a tónica positiva passou com a reflexão de José Perdigoto: «O aproveitamento da infraestrutura não é uma despesa; deve ser, isso sim, visto numa perspetiva de valor».

Xavier Rodríguez-Martín, da DSTelecom, não hesita quando afirma que «o mundo está melhor graças à banda larga» e justifica esta visão dando exemplos da realidade atual em África com o desenvolvimento da tecnologia a servir de inegável apoio ao negócio. Mas Portugal também não fica de fora desta abordagem otimista feita pelo responsável da DSTelecom: «Pela primeira vez a tecnologia está dar lugar ao conhecimento e à indústria, à dignificação da agricultura e à consolidação do talento onde ele está, que não necessariamente apenas nas grandes cidades». Medidas para financiar o desenvolvimento das novas tecnologias e uma «fiscalidade adequada» foram defendidas por Xavier Rodríguez-Martín que acredita que no universo político e empresarial é possível fazer muito mais: «o grande valor da banda larga vai ser a sua inteligibilidade, por isso, o fato de Portugal ser o "cantinho da Europa", pode ser uma mais-valia» mas para tal a saída da crise é a alavanca que urge ver concretizada, uma vez que «a austeridade europeia tem sido muito penalizadora para a indústria das tecnologias. A sustentabilidade da banda larga tem muito a ver com este quadro institucional», referiu o representante da empresa que construiu a infraestrutura de banda larga em Portugal.

Luís Vidigal, da direção da APDSI, apresentou no debate uma outra visão complementar; a da tecnologia mais vocacionada para as pessoas: «A oferta é excelente, a qualidade da rede é excelente mas no que concerne ao poder de compra, devido ao desemprego e ao desconhecimento por parte de uma larga fatia da nossa sociedade, ainda estamos longe das médias da União Europeia. Temos que ter políticas orientadas à realidade portuguesa porque mesmo os níveis de acesso estão a entrar num patamar de onde é difícil descolar. Há pouca coordenação, há tecnologias que nascem e morrem. O discurso tem que mudar da despesa para a produtividade». Luís Vidigal referiu, ainda aquele que considera ser um contra-senso entre a oferta e a procura no e-Gov onde os serviços, entende o representante da APDSI, deviam estar mais orientados para as pessoas. «É preciso fazer algumas correções para que as tecnologias não sejam uma despesa, como redundâncias ou anulações entre uns governos e outros, por exemplo, para criar políticas que não estejam diretamente ligadas ou dependentes dos ministérios», concluiu Luís Vidigal que defende que as tecnologias não devem estar diretamente ligadas ou dependentes dos ministérios.

António Gameiro Marques, do Ministério da Defesa Nacional, partilha da mesma opinião, de que as tecnologias não devem estar acantonadas a um ministério, quer nas organizações, quer na sociedade em geral. Considerando a Holanda um bom país de referência, o representante do Governo não tem dúvidas que «a massa humana portuguesa é igual. Quando os recursos financeiros começam a ter um peso substantivo é que começa a discrepância. Na área do conhecimento estamos ao melhor nível e nas iniciativas que requerem investimentos com capacidade de execução e sustentabilidade ao longo do seu ciclo de vida também estamos alinhados com os países de referência da União Europeia».

António Gameiro Marques lançou para o debate a questão da iliteracia digital para demonstrar que, apesar de ser um chavão, «o futuro são as crianças, são elas que, à semelhança do que já fizeram com os ecopontos, estão a ensinar boas práticas aos pais. Devia humanizar-se a tecnologia investindo bastante numa educação para a humanização, transportando o conhecimento para as gerações mais novas porque as crianças podem ajudar os mais adultos a seguirem esses caminhos». Este exemplo foi sustentado pelo representante do Ministério da Defesa Nacional no caso prático que está a seguir seguido nalgumas turmas do 2º Ciclo no norte do país.

António Robalo de Almeida, Principal Advisory, tem um ponto de vista mais voltado para as suas preocupações pessoais que acredita serem o espelho de uma sociedade de «pobres e idosos» como a portuguesa: «Temos neste momento duas crises para combater; a do sector e a crise económica. As receitas das empresas caem todos os anos, há falta investimento para alavancar a banda larga e não há uma estratégia adequada para a segurança de proteção de dados e no combate ao terrorismo digital».

António Robalo de Almeida concorda, contudo, com o representante da ANACOM ao reconhecer que «o problema não está na oferta; está na procura. Não há evidência de que a banda larga por si só leve ao crescimento».

Exercendo aquilo a que Reginaldo Rodrigues de Almeida definiu como “figura do contraditório”, o Principal Advisory crê que a solução passa pela criação de um Ministério da Economia Digital: «O conhecimento é o recolher e tirar partido da informação disponível, é melhoria na qualidade de vida. O verdadeiro alcance económico passa pelo e-working, e-learning e e-health ou seja passa pelo conhecimento. É preciso que haja quem trabalhe para os sectores-alvo: os seniores e os cidadãos de baixo rendimento fazendo uma forte aposta na segurança», concluiu.

A tónica na segurança também foi sustentada pela ANACOM que, nas palavras do seu representante, «exige coordenação internacional, nenhum regulador por si só vai conseguir atuar sozinho». Xavier Rodríguez-Martín apontou o caminho para que se consiga garantir uma maior segurança nas transações online: «Todos os mercados que crescem, segmentam e essa segmentação vai ajudar-nos a resolver alguns dos problemas que agora se colocam. Vamos ter Internet a várias velocidades e o preço a pagar por isso vai permitir investir em segurança».

Quando as lacunas em matéria de segurança estiverem ultrapassadas, António Gameiro Marques, do Ministério da Defesa Nacional, tem um sonho que gostava de ver cumprido: o de ver nascer «um hipermercado digital onde eu possa tratar de toda a minha documentação, um local que resolva todas as minhas questões que impliquem interação com o Estado».

O encontro culminou com o sintetizar de algumas conclusões sobre “A Banda Larga como suporte ao desenvolvimento socioeconómico sustentável”. São elas:

- Necessidade de combate à iliteracia de pessoas e empresas sobre as potencialidades da banda larga;
- O verdadeiro alcance económico passa por transformar a Sociedade da Informação em Sociedade do Conhecimento;
- Portugal precisa de consolidar o crescimento económico com uma diminuição do desemprego e da emigração;
- Tem de haver uma reforma do Estado.

Este dia teve enquadramento na proposta da UIT - União Internacional das Telecomunicações “Broadband For Sustainable Development” para o ano de 2014. A sessão debate da APDSI/APDC decorreu na Fundação Portuguesa das Telecomunicações, em Lisboa.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dia da Internet Segura



A Fundação Portuguesa das Comunicações | Museu das Comunicações associa-se às comemorações do Dia da Internet Segura através da realização de uma Oficina do Dia da Internet Segura.

Sob o mote "Juntos vamos criar uma Internet melhor" o evento realiza-se nos dias 11 e 15 de fevereiro, entre as 15h30 e as 18h00.

Se joga online, tem email, partilha fotografias e sabe o que é firewall, antivírus, antispyware, worms, pop-ups, cookies, chats, então também pode participar em diversos jogos que têm por objetivo ajudar a navegar com segurança na Internet. No final, haverá espaço para um debate.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

APDSI no Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação - vídeo

A APDSI juntou-se às comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, a 17 de maio de 2013. Este ano o tema escolhido internacionalmente, e sobre o qual a APDSI organizou a mesa-redonda para assinalar a data, foi "ICTs and improving road safety". Um encontro coordenado pelo Prof. J. Dias Coelho (APDSI) e pelo Eng.º José Luis Almeida Mota (FPC). Leia a notícia desenvolvida, as apresentações e veja os vídeos já disponíveis.



No Youtube encontra a versão sintetizada deste evento.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à segurança rodoviária


A Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação assinalou, na sexta-feira, 17 de maio de 2013, o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação com uma mesa-redonda sobre o tema "ICTs and improving road safety". 17 de maio é, agora, também conhecido como o Dia Mundial da Internet.

Sendo Portugal um dos países mais desenvolvidos da União Europeia no que diz respeito à Sociedade da Informação, José Luís Almeida Mota, Presidente da Fundação Portuguesa das Comunicações, considera que é fundamental haver uma reflexão sobre as implicações desse desenvolvimento na sociedade: "Com as redes de telecomunicações a crescerem desde os anos 90, fomo-nos esquecendo da altura em que comunicar à distância era falar ao telefone ou mandar telegramas. O desenvolvimento dos últimos 25 anos mudou drasticamente a forma como comunicamos no nosso dia-a-dia".

Carlos Lopes, Diretor de Serviços da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária, começou por fazer um enquadramento que, num contexto de crise, desperta as atenções para o tema deste 17 de maio. Em Portugal, os custos com acidentes rodoviários correspondem a 1,64% do PIB, ou seja, os acidentes de viação tiveram, no estudo apresentado por Carlos Lopes, entre 1996 e 2010, um custo económico e social anual médio que rondou os 2.500 milhões de euros. "Algumas características de personalidade do Ser Humano são mais propensas a causar acidentes. O fator humano intervém em 96% dos acidentes, pelo que podemos dizer que os atos inseguros por detrás da condução podem ser intencionais e não intencionais", revelou o representante da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária.

Como exemplo de intervenção das TIC na segurança rodoviária, Carlos Lopes apontou o controlo automático de velocidade e a sua fiscalização que, desde o momento da infração até à cobrança da multa, é um processo que já está totalmente informatizado, e defendeu um parque automóvel mais moderno como forma de combate à sinistralidade rodoviária.

Pedro Barradas, do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, reforçou como as políticas de promoção e de adoção de novas tecnologias podem contribuir para uma melhoria da segurança rodoviária. Sendo que cerca de 44% das mercadorias são transportadas pela rodovia, a União Europeia tem vindo a investir em normas técnicas harmonizadas. Para o Chefe de Departamento de Normalização Técnica do Instituto, o White Paper 2050 para o transporte na União Europeia, vai trazer mudanças em vários quadrantes da sociedade: "As TIC vão ter um papel fundamental na contribuição para transbordos mais simples e mais fiáveis. As orientações estratégicas também apontam para uma melhoria do consumo energético. A qualidade de vida vai ser medida em função da qualidade do transporte", diz.

"O Papel das TICs na Conceção e Requalificação da Rede Rodoviária Nacional Presente e Futura" foi o tema defendido por António Palma Ramalho, Presidente da Estradas de Portugal. "Não sendo a infraestrutura um elemento essencial da segurança rodoviária, é uma das parcelas do triângulo [infraestrutura | veículo | condutor] que está a enfrentar enormes desafios: redução de fundos, aumento da idade média do parque automóvel e uma gestão da atitude e comportamento do utilizador”, reconhece Palma Ramalho que está, no entanto, otimista quanto ao futuro: “a comunicação veículo-veículo está em estado de maturidade mas precisa de inovar".

Paulo Pereira, Consultor Principal da Direção da Segurança das Comunicações da ANACOM, baseia-se em dados da União Europeia para sustentar que 2500 vidas serão salvas anualmente e a severidade dos ferimentos pode reduzir-se até 15% assim que começar a vigorar a eCall - chamada de emergência (112) feita pelos próprios veículos. "A chamada de emergência é desencadeada automaticamente por sistema específico (IVS) instalado no veículo. É estabelecida uma chamada de voz e é enviada informação relevante para o tratamento da chamada de emergência", explicou Paulo Pereira. Esta medida será harmonizado por toda a União Europeia e a partir de 1 de outubro de 2015 todos os veículos novos deverão ter este equipamento incorporado de série.

Quanto às preocupações com a questão da privacidade, o consultor da ANACOM tranquiliza os mais céticos: "A informação não é rastreada durante todo o tempo de utilização do veículo. A aplicação só é ativada em caso de acidente e os dados ficam na rede apenas durante uma hora. A privacidade é garantida com o fim do tratamento da chamada de emergência".

O encontro culminou com uma mesa-redonda sobre como o mercado e as tecnologias estão a dar resposta às TIC e à questão da Segurança Rodoviária, moderada por Reginaldo de Almeida, Jornalista e Professor Universitário.

Jorge Sales Gomes, da Brisa Inovação, Ana Dias, da Portugal Telecom, Joel Silveirinha, da Cisco e Hélder Alves, da Indra, apresentaram os equipamentos de sucesso desenvolvidos pelas respetivas empresas.

Este dia teve enquadramento na proposta da UIT – União Internacional das Telecomunicações "ICTs and improving road safety" para o ano de 2013. A mesa-redonda da APDSI decorreu na Fundação Portuguesa das Telecomunicações, em Lisboa.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

APDSI participa no Dia Mundial das Telecomunicações e da SI 2013 com mesa-redonda sobre "ICTs and improving road safety"


A APDSI junta-se às comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, a decorrer na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, a 17 de maio de 2013.

Este ano o tema escolhido internacionalmente, e sobre o qual a APDSI organiza a mesa-redonda para assinalar a data, foi "ICTs and improving road safety". Um encontro que tem coordenação do Prof. J. Dias Coelho (APDSI) e do Eng.º José Luis Almeida Mota (FPC).

A APDSI e a Fundação Portuguesa das Comunicações pretendem atribuir a este evento uma relevância que assegure a notoriedade desta efeméride. Assim, à semelhança de anos anteriores, irá procurar dar-se ao Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação a projeção mediática que o papel atualmente desempenhado por estes setores na sociedade portuguesa justamente merece.

Esta mesa-redonda pretende envolver entidades representativas de diversos setores da vida nacional, nomeadamente entidades públicas, empresas e centros de investigação e de desenvolvimento que estejam ligados ao tema das TICs na melhoria das condições rodoviárias ao nível nacional e europeu. O objetivo é debater e esclarecer quais as políticas e os principais eixos de desenvolvimento que estão hoje em curso, bem como as expetativas que se abrem no domínio da melhoria das condições de segurança rodoviária pela via das TICs.

Consulte o programa no sítio na web da APDSI.

O Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação comemora-se a 17 de maio, (WTISD - 2013 World Telecommunication and Information Society Day), sendo levado a cabo sob os auspícios da ONU desde 1969.

terça-feira, 10 de maio de 2011

“Redes Sociais – Produtividade: Sim ou Não”


A utilização dos sites de redes sociais no local de trabalho

A APDSI, com o apoio da Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos, vai realizar uma sessão de troca de ideias sobre a utilização no espaço da empresa e durante o tempo de trabalho dos "espaços de presença incontornável" que são, hoje em dia, os sites de redes sociais.

A actual conjuntura económica e social obriga a uma nova discussão sobre as questões da produtividade.

Terão ou não as redes sociais uma relação positiva com os índices de produtividade? São um contributo ou um entrave à produtividade? Serão uma perda de tempo ou um entretenimento saudável?

A sessão será conduzida em Técnica de Painel de Oposição sob a coordenação do Eng. Etelberto Costa, e realiza-se nesta quinta-feira, dia 12, às 9h00, na Sala Polivalente da Fundação Portuguesa das Comunicações, na Rua do Instituto Industrial, nº 16.


A inscrição para esta sessão é gratuita mas obrigatória e deve ser feita através do e-mail secretariado@apdsi.pt.