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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Portugal acima da média europeia na utilização de tecnologias na saúde



Portugal está acima da média europeia na utilização de tecnologias na saúde. Esta foi a conclusão da 1.ª Edição do Hintt - Health Intelligent Talks & Trends - que teve lugar na Fundação Champalimaud em outubro do ano passado.

O Diretor Europeu na HIMSS Analytics John Rayner apresentou dados sobre a maturidade dos sistemas de saúde e utilização das tecnologias na saúde em países como Portugal, Canadá e Estados Unidos.

O evento procurou debater e refletir sobre as tecnologias de saúde e o impacto das TI para as instituições, o utente e, especialmente, para o cidadão. O Hintt contou com a presença de oradores como John Rayner, que apresentou dados que evidenciam que Portugal está acima da média europeia na utilização de tecnologias no sistema de saúde.

O médico, geneticista, autor e palestrante húngaro Bertalan Meskó, The Medical Futurist, foi o grande destaque do evento, graças a uma apresentação criativa que comparava os serviços de saúde atuais a um astronauta sozinho em Marte: o paciente de hoje em dia sente-se isolado, recebe informação de uma forma distante e pouco personalizada, e segue apenas ordens. O orador, de 32 anos, mostrou que é necessário tornar o cidadão no verdadeiro foco do sistema de saúde, para que este seja parte do tratamento e atendimento médico, que deve ser focado na saúde e não na doença. Por isso, é na tecnologia que vê a oportunidade para criar um sistema de saúde realmente acessível, personalizado, preventivo e humano.

Alexandre Quintanilha também esteve presente no evento, com um debate que procurou explorar as oportunidades e ameaças da Big Data nos dias de hoje. Para o físico e antigo professor, as novas tecnologias surgem como forma de tratamento da informação com que somos confrontados diariamente - o que pode resultar, na sua opinião, no empowerment dos cuidados de saúde no seu todo. Mas Alexandre Quintanilha deixou alertas, principalmente no que diz respeito à quantidade, qualidade e propósito dos dados que são recolhidos e transmitidos no tratamento das tecnologias de informação e da saúde.

Estes alertas foram partilhados um pouco por todos os painéis. Sem exceção, a Mesa Debate, moderada por Pedro Pinto e que contou com a participação de Paulo Gonçalves, Nuno Sousa, Maria de Belém e Bertalan Meskó explorou assuntos como a garantia da confidencialidade na partilha de dados, no impacto das tecnologias para as instituições de saúde e cidadãos e necessidade de atualização dos quadros regulatórios.

Filipa Fixe, Diretora de Healthcare da Glintt, anunciou o Prémio Hintt para 2018, que se vai dividir nas categorias Patient Safety, Value proposition, Clinical Outcomes e Startup Inovation. As candidaturas estão abertas até 21 de maio do próximo ano e os vencedores serão anunciados na 2.ª Edição do Hintt, já marcada para 3 de outubro de 2018.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Aplicação portuguesa ajuda a detetar sintomas de anemia



Uma aplicação desenvolvida em Portugal vai ajudar a identificar sintomas da anemia. Com o nome "Sintomas de deficiência de ferro", a nova app propõe-se ajudar a resolver um problema que afeta um terço da população mundial.

Os dados da Organização Mundial de Saúde indicam que a deficiência de ferro é um problema generalizado e um dos principais responsáveis pela anemia, doença que afeta um em cada cinco portugueses adultos.

Mais especificamente, 52,7% de todos os casos de anemia são resultado de uma deficiência de ferro. Quando esta se instala, significa que o ferro é insuficiente para dar resposta às necessidades do organismo, uma vez que este é um elemento essencial para o funcionamento saudável de todo o corpo.

Foi a pensar na necessidade de identificar estes casos que foi lançada a aplicação disponível para Android que contém um explorador de sintomas interativo, vídeos informativos, um guia de discussão para doentes e links para o site que lhe deu origem. O principal objetivo é que os utilizadores aprendam a reconhecer os sintomas da deficiência de ferro e da anemia por deficiência de ferro.

Em março de 2016 a APDSI trouxe momentos de reflexão para a sociedade civil sobre o movimento de transformação do setor da saúde com particular ênfase em Portugal onde as TIC foram apresentadas como as principais agentes inovadoras desta transformação. Recorde aqui as apresentações e os vídeos.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

3rd eHealth Security Conference - "Segurança em eHealth | Proteção do Hospital do futuro"



O Conselho de Administração da SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, E.P.E. e a ENISA - Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação organizam a 3rd eHealth Security Conference - "Segurança em eHealth | Proteção do Hospital do futuro", que se realiza amanhã, 15 de novembro, no auditório Prof. Simões dos Santos na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.

Tendo em conta os trabalhos desenvolvidos pela SPMS, EPE em matéria de segurança, a ENISA escolheu Portugal como país anfitrião da sua conferência anual. A iniciativa conta com especialistas de diferentes estados-membros com o objetivo de partilharem  conhecimento e promoverem a troca de experiências.

Num espaço de duas semanas, e até ao momento, o evento já conta com 500 inscrições, e mais de 20 oradores nacionais e internacionais confirmados, na sua maioria especialistas internacionais.

A conferência destina-se a todos os profissionais de Saúde por forma a terem mais informações sobre as diferentes soluções tecnológicas e boas práticas neste âmbito.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Maria Manuel Leitão Marques defende o valor dos dados pessoais na saúde



A Ministra Maria Manuel Leitão Marques defende que os «dados de saúde são muito pretendidos e devem ser protegidos apenas para serem usados para tratar melhor a saúde dos utentes».

As declarações da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa foram feitas à margem da conferência Portugal eHealth Summit, que se realizou na passada semana, em Lisboa.

Para a ministra, «a ciência de dados vai ser provavelmente um desafio em muitos domínios para a administração pública, mas provavelmente aquele onde será mais importante é na saúde», adiantou.

Maria Manuel Leitão Marques sublinhou o benefício que é possível obter do tratamento da informação, nomeadamente para o desenvolvimento da ciência, ressalvando que nunca se deve identificar o titular.

Presente na cerimónia de abertura do Portugal eHealth Summit, o ministro da Saúde confirmou a aposta do Governo na transformação digital e disse que este país é hoje um exemplo nesta matéria para outros países. «Entre os vários benefícios da digitalização está o combate à fraude na saúde», referiu.

Sem contabilizar os ganhos obtidos com estas medidas, Adalberto Campos Fernandes frisou que estes são visíveis através de indicadores indiretos, nomeadamente as detenções e as mudanças de comportamento. Ainda assim, o ministro disse que os ganhos são sempre na ordem das dezenas largas de milhares de euros.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Pequeno-Almoço "Saúde 2.0" foi adiado



A APDSI informa que, por razões alheias a sua vontade, o pequeno-almoço de 120 minutos dedicados à conversa informal e troca de experiências sobre "Saúde 2.0", inicialmente agendado para dia 21 de abril, teve de ser adiado para data a definir. Lamentamos o incómodo causado.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pequeno-Almoço Saúde 2.0


Quais os riscos e os benefícios de espaços online onde doentes e familiares trocam experiências? Como podem as ferramentas sociais contribuir para resultados mais eficazes na prevenção da doença? De que forma podem os dados abertos ser usados para melhorar os cuidados de saúde em Portugal? Estas são algumas questões à volta das quais vai decorrer o próximo Pequeno-Almoço 2.0 da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI).

No dia 21 de abril, entre as 8h00 e as 10h00, a APDSI convida-o a vir tomar o pequeno-almoço em 120 minutos dedicados à conversa informal e troca de experiências sobre “Saúde 2.0”.

Inscreva-se e venha ter connosco à sede da APDSI, na Rua Alexandre Cabral, nº2 - Loja A, em Telheiras, Lisboa.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias no formulário de inscrição disponível aqui.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Conferência: "As TIC e a Saúde no Portugal de Hoje" - 2016

Professora Maria Helena Monteiro


A APDSI realizou, a 23 de março de 2016, mais uma edição da conferência intitulada “As TIC e a Saúde no Portugal de Hoje”, no Auditório do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, na Av. Brasil, sob a coordenação da Prof. Doutora Maria Helena Monteiro e da Prof. Doutora Ana Maria Evans. O evento reuniu especialistas das duas áreas em questão, bem como representantes de diversas instituições de saúde, públicas e privadas.

Na sessão de abertura, a professora Maria Helena Monteiro lembrou que «as TIC fazem parte da mudança que está a verificar-se na saúde». O foco da conferência, afirmou, «passa pela necessidade da participação do Estado, instituições públicas e privadas, academia e entidades financiadoras nesta aliança entre TIC e Saúde».

Manuel Delgado | Secretário de Estado da Saúde: Utentes no centro das atenções do SNS

Na conferência da APDSI, o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, apresentou as mudanças «fundamentais» que o Governo pretende executar com o objetivo primordial de colocar o utente no centro das atenções do Serviço Nacional de Saúde. Anular barreiras no acesso ao Serviço Nacional de Saúde e promover medidas para cidadãos mais vulneráveis são outras das medidas que o Estado pretende levar a cabo nos próximos tempos. A racionalização de custos e diminuição de burocracia também está prevista, explicou Manuel Delgado, que também falou na hierarquização entre níveis de cuidados de saúde, dando ao utente a liberdade de escolha dentro do SNS. Isto significa que o cidadão pode querer ser socorrido em determinado hospital, em detrimento de outro. A novidade depende muito das TIC na medida em que tem de ser feita a disponibilização de informação pública sobre tempos de espera previstos, por exemplo, além de outros dados de referência sobre os centros de atendimento.

Outro dos exemplos apresentado na conferência passa pela redução de taxas moderadoras aos utentes que optem por recorrer aos sistemas prévios de triagem, como a linha “Saúde 24”, antes de se deslocarem aos hospitais. O Secretário de Estado aproveitou o exemplo para anunciar a abertura de um concurso público para um novo centro de contacto. Estão ainda previstas mudanças na saúde oral, visual e na medicina física de reabilitação, que vão ser integradas dentro dos cuidados primários de saúde, estando, ainda, prevista a contratação de médicos aposentados «para que todos tenham médicos de família, mas é uma situação transitória, apenas a ter lugar durante dois anos», conclui Manuel Delgado.

Henrique Martins | SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde: volume de receitas eletrónicas emitidas está a aumentar 

Henrique Martins, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, começou por comunicar e congratular-se pelo aumento do volume de emissões das e-receitas: «Ontem foi atingido um marco importante: 10% de receitas emitidas eletronicamente, sem papel, num só dia». O próximo grande objetivo dos SPMS passa por fazer um resumo europeu do doente e torná-lo internacional. A medida é inspirada nos mais de 25% de acessos ao portal do utente que vêm de cidadãos que estão fora de Portugal. «É preciso garantir que os portugueses que viajam têm acesso à informação sobre a sua saúde; isto é algo estratégico para a formação de responsabilidade e uma necessidade, além de uma oportunidade de inovação para aquilo que fazemos em Portugal», afirmou Henrique Martins.

Na sua apresentação foi também anunciado que, depois de dois anos de trabalho, Portugal tem desde janeiro um Chapter HL7: «É a criação de um grupo de pessoas distanciado da SPMS que vai propugnando com a indústria, a academia e agências governativas, a adoção do HL7», explicou.

O HL7 refere-se a um conjunto de normas internacionais para a representação e a transferência de dados clínicos e administrativos entre sistemas de informação em saúde, tais como em clínicas, consultórios, hospitais e sistemas de saúde pública.

José Carlos Nascimento | Gabinete do Ministro da Saúde: Cinco temas para uma reflexão sobre TI na saúde

José Carlos Nascimento relacionou, de forma original, cinco oportunidades e desafios que misturam TIC com a saúde. O professor, que anunciou a sua saída do Ministério da Saúde no fim de março, usou a sigla da APDSI para falar de (A)rquitetura, (P)articipação, (D)eployment, (S)erviços e (I)ndústria.

Sobre arquitetura, José Carlos Nascimento reconhece a importância da arquitetura de estratégias no traçar de um plano a longo prazo: «Ter uma nova estratégia todos os anos e ausência de um plano de continuidade, é de evitar. A estratégia deve ser pensada a uma década ou mais com consensos em arquiteturas tecnológicas, infraestruturas e aplicações, fluxos de informação e arquitetura de informação». Para o responsável deve haver uma clarificação das diversas funções que o Estado assume, separando a função de autoridade e regulação, da função de entrega de serviços e produtos, enquanto defende que a saúde tem de refletir a multiplicidade de agentes envolvidos.

A participação de profissionais das TI e da medicina é vista como fundamental para o professor que lamenta que os profissionais das tecnologias fiquem, muitas vezes, de fora do processo decisivo.

No que concerne ao deployment, o responsável procurou fugir à crítica direta mas não evitou falar dos problemas que, em seu entender, se estão a gerar devido à desatualização de vários sistemas. «Mais do que prometer é preciso fazer. Dar resposta aos sistemas de informação básicos é fundamental porque é algo que nos responsabiliza a todos», sublinhou.

Quanto aos serviços em saúde, José Carlos Nascimento referiu a importância da telemedicina como «uma das grandes oportunidades das TIC em soluções que vão até às populações, que saem das paredes dos hospitais e levam os serviços para junto dos cidadãos». As tecnologias surgem, neste enquadramento, como um dos fatores que proporcionam poupança através de um novo apoio domiciliário de proximidade que pode vir a ajudar o cidadão idoso e fragilizado.

Finalmente, sobre indústria e internacionalização, ficou a certeza da competitividade do nosso serviço empresarial. «O futuro dos sistemas de informação da saúde em Portugal será aquilo que o mercado e as empresas conseguirem desenvolver», concluiu.

Produtos e serviços na área da saúde

Como habitualmente acontece, na edição deste ano da conferência “As TIC e a Saúde no Portugal de Hoje”, houve espaço para a apresentação de casos de sucesso de empresas e serviços na área das TIC e Saúde.

Eduardo Vigil Martín, da Everis, fez uma inspiradora apresentação onde sublinhou que a empresa está a trabalhar “com” os médicos e não “para” os médicos, tendo por referência o princípio da criação e utilização de uma boa base de dados.

Leonor Silva e Almeida, da Deloitte, demonstrou que os doentes estão cada vez mais informados e mais exigentes com a saúde, o que sustentou a importância que prevê ser crescente (até 2020) das aplicações mobile voltadas para a saúde. Futuramente, todos esses dados serão, em seu entender, transformados em informação útil.

Paulo Sousa, da Maxdata Software, apresentou o caso de sucesso da empresa na unificação laboratorial que foi feita nos Açores envolvendo três hospitais, um centro de oncologia e 17 centros de saúde.

Rui Raposo, da José de Mello Saúde SGPS, apresentou dados que reforçam o objetivo do grupo de saúde privado: excelência clínica a preços acessíveis.

João Mota Lopes, da Oracle Portugal, mostrou como a empresa tem olhado para as tecnologias enquanto elemento que pode proporcionar mais afeto aos utentes e melhorar a relação entre médico e paciente: «A tecnologia que o permite existe hoje e em qualquer sistema de saúde».

Rui Henriques, da Glintt Healthcare Solutions, lembrou que há aplicações que o cidadão vai querer começar a utilizar para integrar o seu próprio processo clínico, naquela que virá a ser uma transformação de dados em informação: «Não nos podemos esquecer que os informáticos também fazem parte da medicina».

Rosália Rodrigues, da Microsoft, afirmou que a marca quer melhorar a colaboração entre todos e integrar a experiência dos utentes com os serviços de saúde, nomeadamente no trabalho que está a ser desenvolvido no âmbito da videoconferência entre médicos e acamados.

Ângela Brandão, da PRIMAVERA BSS, trouxe ao público da conferência da APDSI soluções especializadas para o setor da saúde e os casos de sucesso que obteve no Grupo Luz Saúde e Saudaçor.

Daniel Silva, da Quidgest, demonstrou como os produtos que a empresa disponibiliza podem ser uma boa solução para compras, aprovisionamento e gestão de existências. «80% dos erros encontrados nos processos estão no aprovisionamento», diz Daniel Silva.

Rogério Gaspar, da Universidade de Lisboa, mostrou como o futuro se vai relacionar com o mote fundamental da EITHealth, através de um crescente interesse em “health living and active ageing”. A HeartGenetics é uma Startup, apresentada na conferência por Ana Teresa Freitas. A HeartGenetics desenvolve soluções na área da biotecnologia, ou seja, equipamento que ajuda a definir terapêuticas com base na genética, através da combinação de um kit + software.

Filipe Cardoso, da Magnomics, trouxe ao público da APDSI uma novidade em matéria de saúde pública e animal. Através da rápida identificação de bactérias (atualmente o processo demora um a dois dias), a Magnomics recolhe informação sobre uma eventual contaminação que passa a estar num chip: «É um dispositivo rápido, portátil, que pode ser usado mesmo por quem não tem grandes aptidões informáticas, deteta um painel de múltiplas bactérias e é mais acessível em termos de custos».

Patrícia Calado, do GPPQ - Gabinete de Promoção do Programa Quadro de I&I (Investigação & Inovação) da União Europeia, deu uma visão otimista sobre o financiamento para eHealth, no âmbito do Horizonte 2020, ao sublinhar que há 160 milhões de euros para atribuir em eHealth no período 2016-2017 que, face aos mais recentes desafios societais, com o empowerment do doente e aposta no envelhecimento saudável, constituirão um investimento desejável. Para 2016-2017, a especialista explicou que o foco da Comissão Europeia está na inovação e impacto, em produtos e serviços que ponham o ênfase nos consumidores finais e nos ensaios clínicos.

Luís Drummond Borges, da AdvanceCare, apresentou a empresa cujo quadro é composto por médicos e consultores especializados: «A AdvanceCare olha para a saúde de uma forma integrada».
Já José Pina, da Saúde Prime, referiu-se ao facto de esta ser uma plataforma de capital português com mais de 12 anos de experiência na área da saúde, na qual foi criado «um conceito de seguro para todos. Não temos um problema de acesso, temos um problema de financiamento».

Na sessão de encerramento, Sara Carrasqueiro, dos SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, falou sobre o programa nacional de eHealth que pretende conseguir «a melhor cooperação entre todas as partes interessadas na saúde em Portugal». Empresas, hospitais e universidades fazem parte da estratégia nacional de eHealth de devem colaborar entre si, concluiu.

A conferência realizou-se na quarta-feira, dia 23 de março, no Auditório do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. A APDSI realiza estas conferências dedicadas à saúde desde 2004.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Foi publicado o livro "O Valor da Inovação, Criar o Futuro do Sistema de Saúde"



"O Valor da Inovação , Criar o Futuro do Sistema de Saúde" é o título do livro de Casimiro Cavaco Dias, publicado em setembro, pelas Edições Almedina.

O livro resulta de um estudo sobre o impacto da inovação no desempenho do Sistema de Saúde em Portugal e recebeu o prémio Dr. António Arnaut para a Excelência da Investigação em Saúde, atribuído pelas Edições Almedina e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Na visão do autor, o futuro do sistema de saúde passa por revisitar a finalidade com que foi criado e imaginar novas formas, mais efetivas, de lhe acrescentar valor. O foco no valor, premiando resultados na saúde em relação aos custos, permite libertar o enorme potencial de inovação do sistema de saúde para enfrentar os novos desafios.

A natureza da inovação em saúde vai além das novas tecnologias, está mais focada nas pessoas enquanto coprodutoras, e é cada vez mais aberta a outros sectores da sociedade. «O livro traz uma compreensão dinâmica da inovação para os profissionais de saúde, as universidades, a indústria tecnológica, os políticos e o cidadão em geral, no atual debate sobre a sustentabilidade do sistema de saúde», lê-se na sinopse de apresentação. O tema ganha particular interesse no contexto de crise económica e financeira.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Chegaram ao fim os seminários ao sábado da ENSP



No sábado, dia 20 de junho, realizou-se o último seminário, do conjunto de oito, que a ENSP desenvolveu no âmbito das TIC/SI na saúde em parceria com a APDSI, HealthCluster, Fundação Calouste Gulbenkian e APAH.

Foram várias as áreas em que a utilização das TIC/SI estiveram em foco, desde o processo clínico eletrónico, à farmácia, aos erp's, soluções de logística, BI, mcdt's, passando pela inclusão do e-health e mhealth. Reuniram-se projetos e contributos dos melhores especialistas nacionais, as soluções de mercado mais atuais e os participantes contaram com os inputs dos profissionais e respetivas associações que poderão ter «uma intervenção ativa no desenvolvimento bem-sucedido da utilização das TIC/SI em cada uma das áreas abordadas», refere a entidade organizadora.

Com um espaço de discussão aberto ficaram várias reflexões de alinhamento futuro que a Escola Nacional de Saúde Pública tenciona vir a publicar formalmente.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Proporção de hospitais com processos clínicos eletrónicos quase duplicou numa década



Mantém-se a tendência para o aumento da informatização das atividades médicas, destacando-se a subida registada na proporção de hospitais com processos clínicos eletrónicos: 83% em 2014 face a 42% em 2004.

Em 2014, o acesso à Internet nos hospitais é universal, 97% com acesso em banda larga. A disponibilização de pontos de acesso à Internet (hotspots) aos utentes é assegurada por 45% dos hospitais, enquanto 35% disponibilizam computador com acesso à Internet aos doentes internados.

Estes são os resultados do Inquérito à Utilização das Tecnologias de Informação e da Comunicação nos Hospitais, do Instituto Nacional de Estatística, relativo ao ano de 2014.

A maioria dos hospitais, 93%, referem estar presentes na Internet, principalmente através de website próprio (87% daqueles com presença na internet) e/ou da presença no website integrado no site do Ministério da Saúde (19%). A percentagem de hospitais com marcação de consultas médicas online aumentou mais de 20 p.p. nos últimos anos (8% em 2010 e 30% em 2014).

Das atividades de telemedicina, a mais utilizada foi a teleradiologia, ou seja, a permuta de imagens radiológicas, ultrassonográficas, tomográficas ou de ressonância magnética para discussão de casos e resolução de diagnósticos.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Saúde e Administração Pública em foco no International Cooperation Forum



O International Cooperation Forum 2014, este ano dedicado às eGovernment e eHealth Applications and Services, vai realizar-se a 20 de outubro em Viena, Áustria.

Este Fórum de Cooperação, promovido pelo Advantage Austria, o Departamento Comercial da Embaixada da Áustria, proporciona às autoridades públicas e respetivas instituições, bem como às empresas prestadoras de serviços do mundo inteiro, uma oportunidade de atualização sobre as mais recentes tendências em eHealth e eGovernment, «alargando a sua rede de contatos, através da partilha de experiências, e criar novos parceiros comerciais».

De salientar que, de acordo com o European eGovernment Benchmark Report 2014 da Comissão Europeia, a Administração Pública austríaca atingiu a liderança do ranking em todas as categorias de eGovernment.

Pode fazer aqui a sua inscrição até dia 5 de outubro.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Chip de monitorização cardíaca por telemóvel já é uma realidade



O Centro Hospitalar do Alto Ave, Guimarães, introduziu o primeiro chip de monitorização cardíaca por telemóvel numa intervenção cirúrgica inovadora no diagnóstico de problemas de coração. O projeto pretende fornecer mais informação aos médicos e mais conforto aos pacientes.

Joaquim Cunha Carvalho foi o primeiro paciente a ser operado em Portugal e a receber um novo implante que monitoriza a atividade cardíaca através de um eletrocardiograma permanente com uma duração prevista de três anos.

A cirurgia foi executada pelo Centro Hospitalar do Alto Ave em conjunto com o Centro Hospitalar do Porto e com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra que também vão implementar este sistema, que corresponde a «uma nova Era no diagnóstico cardíaco» de monitorização de arritmias. 

Os pacientes que forem submetidos a este sistema de controlo vão ter em casa um dispositivo que comunica, via wireless, com o chip implantado, armazenando os dados. O hospital e os médicos podem depois aceder a esses dados. O inovador sistema de monitorização cardíaca destina-se, por enquanto, e de acordo com as informações tornadas públicas pelo hospital, aos doentes com síncope. O chip de pequenas dimensões é administrado através de injeção e permite que o doente tenha alta no próprio dia.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Médicos obrigados a fazer registo de óbitos online



Os médicos têm, obrigatoriamente, que fazer o registo de óbitos online. A medida, válida desde o início deste ano, estava prevista desde Outubro.

A plataforma SICO - Sistema de Informação dos Certificados de Óbito - aplicada por despacho do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, tem por objetivo permitir a articulação entre todas as entidades intervenientes no processo de certificação de óbitos, garantindo, segundo se lê em comunicado, «a comunicação eletrónica de óbitos às conservatórias do registo civil e a melhoria do sistema de identificação das causas de morte».

O SICO integra informação do Ministério Público, das autoridades policiais, dos hospitais, dos centros de saúde e do Instituto de Medicina Legal e começou por ser testado nos Hospitais da Universidade de Coimbra e nos serviços da Delegação Centro do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Conferência eHISA - eHealth Information Sharing Architectures

A primeira conferência internacional sobre arquiteturas de partilha de informação na área da saúde - eHISA (eHealth Information Sharing Architectures) vai decorrer na próxima sexta-feira, dia 6 de julho, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

A iniciativa tem por objetivo reunir um conjunto internacional de investigadores e profissionais no campo da saúde e da partilha de conhecimento e experiências na implementação de plataformas nacionais eletrónicas. Nesta conferência será dado especial destaque ao projeto português da Plataforma de Dados da Saúde (PDS). A eHISA irá ter a intervenção do Ministro da Saúde, bem como de um conjunto de especialistas nacionais e internacionais na área dos sistemas de informação da saúde.

Esta será, certamente, uma interessante oportunidade de partilha de conhecimento e de dinamização da área de sistemas de informação na saúde.

Mais informações no sítio na web da APDSI.