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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Presidente americano quer ter acesso a relatório sobre ciberataques


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu às agências de serviços de informação norte-americanas que, antes do fim do seu mandato, realizem uma investigação detalhada sobre os ciberataques que alegadamente visaram afetar os resultados eleitorais este ano.

De recordar que o Washington Post noticiou que Donald Trump, o presidente eleito, refuta um possível envolvimento da Rússia, que a CIA diz ter existido.

A assessora de segurança de Obama, Lisa Monaco, anunciou que a análise deverá estar pronta antes do dia 20 de janeiro. O relatório da investigação  será partilhado com membros do Congresso americano, alguns dos quais já tinham anteriormente pedido uma investigação também neste sentido. A novidade, agora, é que Obama quer tornar o relatório público.

A investigação pode, também, incidir sobre o que se passou no momento eleitoral de 2008.

Em outubro, as agências de informação norte-americanas acusaram publicamente o governo russo de apoiar ataques a alvos políticos norte-americanos para interferir nas eleições presidenciais. No entanto, as organizações envolvidas não apresentaram provas que sustentassem as acusações.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Mercado Único Digital - conheça o relatório da Comissão Europeia já tornado público



A Internet e as tecnologias digitais estão a transformar o nosso mundo. Mas as barreiras ainda existentes no universo online significam que os cidadãos estão a perder bens e serviços, as empresas online e as start-ups têm os seus horizontes limitados, e as empresas e os governos não podem beneficiar plenamente das ferramentas digitais.

Foi com base nesta leitura que a Comissão Europeia decidiu fazer o ajuste do mercado único europeu para a era digital, «derrubando muros de regulação e passar de 28 mercados nacionais para um único», lê-se no resumo do relatório, disponível aqui.

Segundo o anúncio feito pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, este "quebrar de barreiras" pode traduzir-se num lucro anual de milhões para a economia, além de criar milhares de novos empregos.

A estratégia de mercado único digital é composta de três áreas de atuação. São elas:

Melhor acesso online a produtos e serviços digitais, ajudando a tornar o mundo digital da União Europeia num mercado transparente e de grande nível para comprar e vender;

Um ambiente em que as redes e os serviços digitais possam prosperar, mediante a elaboração de regras que combinam com o ritmo da tecnologia e apoio ao desenvolvimento de infra-estrutura;

O digital como motor de crescimento que assegure que a economia, a indústria e o emprego na Europa estão a tirar pleno partido das ofertas que surgem da Era digital.

Veja, mais abaixo, o vídeo de Jean-Claude Juncker.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Estudo revela importância da oferta de educação e formação em TICE



Um estudo feito feito pela Coligação Nacional Para a Empregabilidade Digital da Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação para a Ciência e Eecnologia, I.P. revela a importância da oferta de educação e formação em TICE. Ana Cláudia Valente e Isabel Correia fizeram um "Mapeamento da Oferta de Educação e Formação em TICE em Portugal" que envolveu o sector das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE) nas suas múltiplas atividades de desenvolvimento de produtos e de prestação de serviços.

Uma das principais conclusões é que a área das TIC constitui uma oportunidade de criação de emprego jovem e qualificado em Portugal «quase sem paralelo». No entanto, ainda segundo o estudo, há vários anos que se regista uma escassez de especialistas e técnicos qualificados no domínio das TIC. Apesar das várias iniciativas europeias no sentido da superação deste "ICT skills gap", as mais recentes projeções de necessidades e de oferta de mão-de-obra em TIC, no horizonte 2020, apontam para sua continuidade na Europa. Mesmo assumindo um modesto crescimento económico e moderados investimentos em TIC, estima-se que cerca de meio milhão de empregos em TIC fiquem por preencher por falta de mão-de-obra já em 2015 e, em 2020, quase um milhão.

As projeções realizadas para Portugal apontam para cerca de 15 000 vagas não preenchidas por falta de mão-de-obra em 2020, cerca de cinco vezes mais do que em 2012 já era estimado.

Procurando fazer um levantamento da oferta de educação e formação em TICE disponível no país, o estudo visa contribuir para o desenvolvimento do programa de ação da Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital. O levantamento abarca a formação inicial, desde o nível do ensino secundário de dupla certificação até ao ensino superior, e a formação contínua, com particular atenção para as oportunidades de requalificação de jovens qualificados em áreas não-TICE ou relacionadas, de baixa empregabilidade.

«A utilização das TIC no ensino e o desenvolvimento das competências digitais podem ter um papel importante na motivação das crianças e jovens para estas disciplinas e na qualidade das aprendizagens. Nomeadamente, as experiências de introdução do ensino da programação nas escolas são cada vez mais encaradas como forma de desenvolver as capacidades de pensamento lógico e de resolução de problemas e também de atrair mais alunos para as ciências informáticas», lê-se no estudo, que pode ler, na íntegra, no sítio na web da APDSI.

O estudo conclui que «aproveitar o potencial de criação de emprego qualificado é indispensável, sobretudo num momento em que o desemprego jovem tem vindo a atingir níveis muito elevados e o desemprego entre os licenciados a aumentar».