sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Conferência “Gestão Documental e Governança da Informação - o debate necessário”



A APDSI está preocupada com a qualidade dos sistemas de gestão documental na Administração Pública, uma área que se tem revelado de grande interesse na indústria TIC, com um crescimento anual sempre na ordem dos dois dígitos. Os sistemas de gestão documental são a questão central quando se fala de desmaterialização de processos em todas as organizações mas principalmente na administração pública enquanto sector capaz de gerar aplicações práticas de grande escala.

A memória das organizações, espelhada nos documentos de arquivo, é pois um valor essencial que nos permite compreender os fatos do passado que sustentam as melhores decisões no futuro.

Transparência da informação e questões como a interoperabilidade e a desmaterialização são os pontos-chave do estudo que a APDSI vai apresentar no próximo dia 11 de novembro, entre as 09h00 e as 17h30, no Auditório da Torre do Tombo, em Lisboa.

A conferência, organizada pelo Eng.º Rafael António e Dr.ª Luísa Proença, Coordenadores do Grupo de Trabalho de Informação Documental (GID) da APDSI, vai focar-se na apresentação do estudo "Gestão Documental", no relatório sobre o Quadrante Mágico do Enterprise Content Management (ECM) - atualizado anualmente pela Gartner, na apresentação por parte de empresas de referência de produtos e serviços existentes em Portugal nesta área, bem como num debate final sobre tendências e desafios futuros.

A necessidade de criação de uma cultura e de uma prática generalizada decorrente do valor da informação não estruturada, alarga as preocupações com a gestão documental e aumenta o interesse tanto de utilizadores como de fornecedores deste tipo de tecnologias mobilizando todos para um trabalho continuado num contexto associativo.

A participação na conferência é gratuita. Todas as inscrições estão sujeitas a inscrição prévia aqui e ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório. Em breve divulgaremos o programa.

Apresentação dos resultados do estudo "VIH/sida: Financiamento e Contratualização assente na Eficiência e Qualidade"



Dia 28 de outubro realiza-se, no Auditório do INFARMED, em Lisboa, a sessão pública de apresentação dos resultados do estudo "VIH/sida: Financiamento e Contratualização, assente na Eficiência e Qualidade", desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa (ENSP, UNL), em colaboração com a biofarmacêutica Gilead Sciences. A iniciativa começa às 9h30.

O estudo incide sobre «modelos de financiamento e contratualização efetiva, enquanto mecanismo por excelência de garantia do acesso com qualidade, num patamar de sustentabilidade, a todos os doentes em tratamento», lê-se em comunicado.

Além do secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, do presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, e do diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA, António Diniz, a sessão pública de apresentação dos resultados vai contar com a intervenção de outros especialistas e representantes de várias entidades.

A entrada é livre mas inscrição deve ser feita enviando os seus dados para: projeto_VIH@ensp.unl.pt

PROGRAMA

9h30 - Abertura
Prof.ª Doutora Ana Escoval (ENSP)
9h45 - Apresentação dos Resultados do Painel de Delphi

10h00 - Debate
Comentadores:
Dr.ª Marta Temido (Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares)
Dr. José Poças (Centro Hospitalar de Setúbal)
Dr. Luís Mendão (Associação GAT)

Debate:
Moderação: Marina Caldas
Dr.ª Clara Carneiro (Presidência da República)
Dr. Ricardo Batista Leite (Comissão Parlamentar da Saúde)
Dr. Rui Ivo (ACSS)
Dr. João Martins (INFARMED)
Eng. Pedro Batista (SPMS)
Dra. Maria João Faria (Ordem dos Médicos)
Mestre João Paulo Cruz (Ordem dos Farmacêuticos)
Enf. Germano Couto (Ordem dos Enfermeiros)

11h20 - Pausa para Café
11h40 - Conclusões
Dr. António Diniz (Diretor do Programa Nacional para a infeção VIH/SIDA - DGS)

12h10 - Cerimónia de encerramento
Dr.ª Cristina Bernardo (GILEAD SCIENCES)
Prof. Doutor João Pereira (ENSP)
Dr. Eurico Castro Alves (INFARMED)
Dr. Manuel Teixeira (Secretário de Estado da Saúde)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Tecnológica portuguesa procura colaboradores



A tecnológica portuguesa Olisipo quer contratar mais 70 colaboradores até ao final do ano na área das tecnologias da informação, sejam juniores ou seniores.

A empresa pretende assim manter o ritmo de contratações, quando no primeiro semestre de 2014 recrutou um número idêntico de profissionais. «A Olisipo contrata de forma consistente durante todo o ano, procurando responder às solicitações diárias dos clientes e tem neste momento diversas oportunidades em aberto», refere a empresa, em comunicado.

A Olisipo tem oportunidades para projetos em Portugal, mas também no estrangeiro, sobretudo para o norte da Europa e o Dubai.

De recordar que a contratação em TI é umas das apostas fortes da Comissão Europeia para colmatar o desemprego em Portugal, como foi demonstrado na Grand Coalition for Digital Jobs Portugal, onde a APDSI também esteve presente.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Conferência: Sistemas de Informação Geográfica - Que políticas, afinal?



A APDSI vai realizar, no próximo dia 22 de outubro, a conferência "Sistemas de Informação Geográfica - Que políticas afinal?". O encontro vai decorrer entre as 9h00 e as 13h00 no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa.

A conferência, coordenada por Mário Rui Gomes e Luís Vidigal, tem por objetivo identificar e mobilizar as entidades e as políticas públicas necessárias para a criação de uma infra-estrutura geo-espacial que se constitua como uma aposta única ao serviço da economia e dos portugueses.

Portugal tem um atraso significativo na gestão do seu território, não por ausência de competências técnicas e de infra-estruturas tecnológicas, mas porque ao longo dos sucessivos governos, esta não tem sido uma prioridade política de criação de riqueza para o país.

O grupo Geo-Competitivo da APDSI entende que a falta de rigor e transparência na informação sobre o território e a sua posse é responsável por grande parte da corrupção no nosso país, designadamente através da criação de mais-valias avultadas decorrentes da requalificação de terrenos rurais em zonas urbanas. Portugal tem gasto muito dinheiro, maioritariamente de origem comunitária, na criação e manutenção de vários cadastros parcelares sem estar garantida a interoperabilidade entre eles, pelo que na conferência da próxima quarta-feira, dia 22, a APDSI vai procurar demonstrar como se pode fazer uma gestão do território mais sustentável, promovendo o progresso e integração de todos os cidadãos interessados nesse tipo de informação. 

Esta apresentação surge na sequência das diversas conferências já realizadas ao longo dos anos no âmbito do grupo ad hoc Geo-Competitivo da APDSI.

A participação na conferência é gratuita. Todas as inscrições estão sujeitas a inscrição prévia aqui e ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório. Consulte o programa no sítio na web da APDSI.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

APDSI aponta o caminho para os negócios online se tornarem mais rentáveis


“Confiança e Compromisso nos Canais Digitais” foi o tema da 3ª Conferência em Internet, Negócio e Redes Sociais que a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação - APDSI apresentou no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, a 29 de setembro.

Filipe Araújo, Vereador da Inovação da Câmara Municipal do Porto, congratulou a APDSI pela escolha da invicta para a realização da 3ª edição das conferências sobre Internet, Negócio e Redes Sociais e reconheceu que há um «grande potencial» no comércio online que precisa de ser mais organizado e de potenciar as áreas da confiança e do compromisso: «O Porto tem massa crítica com grandes universidades e um tecido industrial muito significativo. Se falamos de uma região com tanto potencial exportador também falamos de Internet, negócio e redes sociais onde aqui, em particular, temos que destacar a indústria do calçado como uma das que mais vende através dos meios eletrónicos». A importância do Porto no mapa do comércio digital também foi subscrita por Ricardo Carvalho, da Fundação da Juventude: «Esta temática tem muito a ver com a região onde estamos. A Internet tem sido uma boa via para quem quer mostrar e disponibilizar os seus produtos e serviços mas também para quem quer fazer chegar as suas ideias a um mercado cada vez mais competitivo».

Com o número de portugueses compradores via Internet a situar-se perto dos três milhões e com o valor de dinheiro gasto, segundo o Fórum da Economia Digital, a caminhar para os quatro mil milhões até 2017, o professor Ramiro Gonçalves, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, alerta que não basta ter infraestrutura técnica para os negócios serem bem sucedidos: «Assumimos que algumas coisas já estavam feitas e afinal não estavam, daí que agora se levantem as questões de confiança e compromisso. A maioria das empresas, quando questionada sobre o futuro, mostra-se otimista mas isso não é sustentado nas estratégias seguidas até porque não há, na maior parte dos casos, uma estratégia fundamentada sobre o online».

As PMEs têm sido as mais resistentes à adesão ao comércio eletrónico devido à falta de informação e conhecimentos técnicos, dificuldades em estabelecer um plano de ação e de estratégia e incapacidade para investir. O mobile apresenta-se, também, como um novo desafio e oportunidade de criação de valor que, no entender do professor, está por aproveitar. «As pessoas estão a aceder cada vez mais à net por dispositivos móveis por isso as aplicações de vendas têm que ser melhor trabalhadas neste sentido».

Os desafios futuros apresentados por Ramiro Gonçalves vão no sentido de se aumentar os conhecimentos em estratégias de comunicação e capacitações técnicas dentro das empresas, incentivar o espírito inovador e empreendedor, promover a customização, fazer parcerias de negócio e também deviam aumentar as linhas de investimento e mecanismos de regulação. «Os ambientes têm de ser mais ricos para o digital; não basta pôr apenas pdfs online», conclui Ramiro Gonçalves.

O chamado customer engagement que se traduzirá na desejável adesão por parte dos consumidores a determinado produto ou serviço, foi a vertente abordada por Jorge Pereira, da Infosistema. «Uma compra esporádica não tem fidelização, portanto não oferece uma relação muito próxima com o cliente. As plataformas de e-commerce devem apostar na criação de relações amigáveis entre pessoas ainda que o suporte seja uma plataforma tecnológica», referiu Jorge Pereira, que considera que a excelência no atendimento online só será possível se as empresas tiverem em conta o lado emocional, psicológico e físico do cliente, uma vez que «é preciso exceder expetativas para surpreender quem está do outro lado».

Estando acautelados aspetos como a clareza da mensagem e rápido feedback, bem como a facilidade de navegação e segurança, a gamificação foi apontada por Jorge Pereira como um dos caminhos a perseguir para potenciar as vendas online: «Podemos fazer simuladores para ajudar as pessoas a compreenderem a mensagem. Não nos podemos esquecer que as plataformas digitais se destinam a seres humanos que gostam de ser seduzidos com base no perfil e no contexto em que se inserem».

Atendendo ao fato de que as más mensagens se espalham mais rapidamente que as boas, José Martins, também professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, lembra que as redes sociais, com milhões de utilizadores registados, representam para as empresas novas oportunidades e novos mercados a serem explorados porque «facilitam o contato entre indivíduos e organizações mas a sua utilização tem de ser encarada com seriedade, ou seja, a minha empresa tem de se comportar da mesma maneira como se tivesse uma porta aberta ao público». Neste contexto José Martins ressalva que o serviço pós-venda não pode ser descurado e as dúvidas do cliente devem ser sempre esclarecidas também no ambiente digital. Para que as redes sociais sejam vistas com bons olhos, o professor refere que os empresários têm de confiar nelas e dar um voto de confiança aos gestores das plataformas, ao mesmo tempo que difundem uma mensagem clara sobre como comunicar a marca: «As redes sociais e os sites devem estar alinhados; a coordenação deve ser semelhante, bem como o aspeto e a linguagem».

Maryna Burushkina veio do Chipre (7marketz) para nos falar de boas práticas no negócio online, como o customer generated content, e dá como exemplo, nesta área, o trabalho feito pela Nestlé Purina PetCare que permite aos seus clientes partilharem vídeos com as sempre apetecíveis brincadeiras dos seus animais de estimação: «As melhores experiências passam pelo gaming, pelos efeitos visuais, pela confiança na empresa e pela personalização da oferta». A resposta aos clientes é, segundo a especialista, tida como um dos focos mais importantes na ligação que se pretende estabelecer: «Se tocar as emoções do cliente, ele vai corresponder melhor às suas intenções, por isso se lhe der a oportunidade de partilhar fotografias ou vídeos, vai estar a criar uma boa relação com ele». O conteúdo educativo, a par da personalização da mensagem, transparência, boa navegabilidade, curto tempo de resposta e criatividade, são tudo bons exemplos que podem terminar numa feliz relação comercial no ambiente online.

No painel de intervenções dedicado à academia, Luís Amaral, da Universidade do Minho, revelou os números “estonteantes” que os avanços tecnológicos têm trazido à sociedade e considerou que o grande desafio neste momento passa por transformar o avanço tecnológico em avanço social: «As instituições estão tão encantadas com a tecnologia que se esquecem do essencial e esbarram com a concorrência». O professor considera que a informação pessoal transacionada é, hoje em dia, um dos maiores valores para qualquer negócio que passe pelo online.

A existência de um ecossistema digital que congregue talentos foi a tendência apontada pelo professor da Universidade Fernando Pessoa, Luís Borges Gouveia para quem «é preciso apostar em menos mas melhores pessoas que concentrem competências e talentos». Luís Borges Gouveia acredita que é preciso quebrar alguns mitos existentes sobre o e-commerce tais como o fato de que não precisa do apoio de ninguém experiente nessas áreas ou o de que é tudo fácil e gratuito.

Vítor Santos, professor do Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Nova, focou a sua apresentação nas smart cities como exemplo de que o investimento em capital humano e social dá bons frutos. «Os conceitos biológicos mostram que a cidade é um tecido orgânico que cresce e se expande como um organismo vivo», referiu Vítor Santos que também acredita que um futuro mais sustentado em todas as áreas passa por um maior dedicação aos serviços e à participação cívica».

Para que não restem dúvidas de que a confiança e compromisso se traduzem em boas práticas digitais, Ricardo Silva e Francisco Rocha apresentaram os exemplos dos projetos PROMEC - Road e VOSES, integrados no Lifelong Learning Programme da Comissão Europeia, que permitem que todos os cidadãos, em qualquer fase de vida, possam fazer parte de experiências educativas.

Outros exemplos de sucesso no aumento da confiança dos seus clientes no ambiente online foram trazidos por Nuno Arroteia, dos Invicta Angels, Gaspar D’Orey, do Zercatto, Paulo Mateus, do WeDuc e Laura Guzman que mostrou as práticas de “Smarter Commerce” seguidas pela IBM.


O Grupo de Negócio Eletrónico da APDSI é liderado por Ramiro Gonçalves e dele fazem parte os também coordenadores da conferência Jorge Pereira, Vitor Santos, Henrique Mamede e José Martins, entre outros.

PASC promove Ciclo do Mar


A PASC - Plataforma de Associações da Sociedade Civil - Casa da Cidadania vai promover um ciclo de quatro conferências, a decorrerem em Lisboa e em Aveiro entre outubro e dezembro, dedicadas ao mar e que vão contar com a presença do Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu.

A PASC definiu, no âmbito das Associações que a integram, que o mar é, conjuntamente com o potencial humano português e a posição geoestratégica do país, a maior fonte de riqueza e de afirmação nacional. Por isso, importa que todos os portugueses conheçam, acompanhem e se revejam na sua Governança.


Desde a sua fundação que a PASC tem procurado contribuir para que o mar seja tema de debate na agenda pública. A carta aberta enviada em 2010 ao Primeiro-Ministro José Sócrates, "Portugal e o Mar - o Recurso Estratégico do Século XXI", inspirou, segundo testemunho do próprio Secretário de Estado do Mar, a elaboração do documento "Plano do Mar".

Os principais objetivos deste Ciclo do Mar passam por aproximar os cidadãos da decisão política nas questões do mar que mais interessam ao país e procurar respostas a questões decisivas sobre a estratégia para o mar.

As inscrições devem feitas até ao dia 15 de outubro para pasc.plataformaactiva@gmail.com. Consulte o programa no sítio na web da APDSI.