domingo, 2 de novembro de 2014

O que se debate por esse mundo ...

Na próxima terça feira começa em Nova Iorque a conferência registada na imagem. Trago-a para este blogue porque me apetece partilhar a diversidade do programa como se pode conferir aqui. Ilustrando, numa mesma ocasião:
 
 Welcome to the Future: Technology and the Sustainability Challenge 
This dynamic 90-minute session will provide participants the opportunity to see and discuss emerging technologies that will dramatically affect and even transform our everyday lives over the next 10 to 20 years. Collaborating with a leading futurist and sustainability thinker, the group will identify and consider the sustainability opportunities and risks presented by these new technologies. Participants will come away from the session with a better understanding of some of these fascinating technologies and their sustainability implications, as well as a stronger sense of how to proactively apply sustainability thinking to your own industry’s technological advances.
 Can Voluntary Frameworks Ensure Companies Respect Human Rights? Three years after the release of the UN Guiding Principles on Business and Human Rights, many companies have made significant strides in their commitment to respect human rights, while others have yet to publically embrace the UN’s guidance. As a result, some stakeholders have called for stricter, binding requirements that would require companies to conduct human rights due diligence. And yet, other stakeholders point to the tremendous impact the Guiding Principles have had to date. They argue that the solution isn’t binding requirements, but rather greater focus and effort on using them as a tool to raise the bar on human rights for all companies. This one-hour debate-style session will delve into the question of whether the Guiding Principles are meeting their objectives or whether binding requirements would spur progress.


Big Data: Friend or Foe?  The amount of information we save, store, and share digitally is growing at a rapid pace. This big data and the sophisticated analytics it enables give us the power to address sustainability challenges in smarter, more informed, and more effective ways. But big data can be costly from an energy and materials use perspective, and raises important questions about privacy, security, and freedom of expression. This one-hour conversation will explore how big data is used by companies and civil society to change behavior and address sustainability challenges as well as what happens if data gets in the wrong hands. How can companies and civil society use it to change behavior and address sustainability challenges? What happens if data gets into the wrong hands? What types of assumptions are made about individuals without their knowing? What special responsibilities arise when business collects big data?
E sendo certo que não conhecemos tudo o que se passa mais perto de nós, todavia, do que contactamos,  a diferença de fôlego é patente. Entretanto, saiu a publicação seguinte da BSR:




quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O primeiro e-mail foi enviado há 45 anos



Faz hoje 45 anos que foi enviado o primeiro e-mail de que há registo na história.

Foi a 29 de outubro de 1969, quase dois meses depois de ter sido criada a primeira ligação que deu origem à Internet (a 2 de setembro), que foi trocada a primeira mensagem de correio eletrónico entre dois computadores. O feito teve origem no computador do laboratório de Kleinrock, na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e o destinatário era o computador de Douglas Engelbart, no Stanford Research Institute, sendo que a ligação era assegurada pela recém-criada rede da ARPA (Advanced Research Projects Agency), agência financiada pelo governo norte-americano.

Também não deixa de ser divertido lembrar que o texto dessa primeira mensagem se compunha apenas de duas letras e um ponto, "LO.", sendo que Kleinrock queria escrever a palavra "LOGIN", mas o sistema foi abaixo a meio da transmissão.

Em Portugal, foi o departamento de informática da Universidade do Minho que enviou um e-mail, pela primeira vez na história, a 15 de Agosto de 1986. O conteúdo do e-mail eram «pormenores técnicos sobre uma tecnologia que estava a dar os primeiros passos - a Internet». O recetor da mensagem foi a Universidade de Manchester, no Reino Unido.

No início da década de 60 já tinham surgido alguns sistemas de troca de mensagens entre terminais de um mesmo computador, em tempo diferido, em 1961, e em tempo real, em 1965, mas o primeiro e-mail em rede foi transmitido apenas em 1969. Em 1971, Ray Tomlinson inventou os primeiros programas para envio de e-mails em rede através da Arpanet e determinou que a arroba, "@", serviria para separar o login do utilizador do domínio do servidor.

Em 1992, o cientista Tim Berners-Lee, da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, criou a World Wide Web. A empresa norte-americana Netscape criou, em seguida, o protocolo HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure), possibilitando o envio de dados criptografados para transações comercias pela internet.

No mesmo ano, o então senador americano Al Gore já falava na Superhighway of Information que antecipava como a unidade básica de funcionamento para troca e partilha de um fluxo contínuo de informações espalhadas por todo o mundo. Com o interesse mundial aliado ao interesse comercial observou-se um crescimento espantoso da Internet de tal forma que actualmente 40% da população mundial tem acesso à rede. Do outro lado da balança estão os mais de quatro biliões de Seres Humanos que ainda não podem beneficiar com a utilização das TICs em quaisquer áreas das suas vidas.

De recordar que a 24 de outubro se assinalou o Dia das Compras na Internet. A utilização dos canais digitais para fins comerciais também mereceu a atenção da APDSI, a 29 de setembro, na conferência: Internet, Negócio e Redes Sociais - "Confiança e Compromisso nos Canais Digitais".

*Fontes: Wikipedia e BBC

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Nova lei do cadastro «vem da necessidade de alterar a situação actual»



Os PDMs vão passar a ser o único instrumento de gestão territorial que vincula os particulares ao concentrar tudo o que devem saber ou e cumprir para o desenvolvimento de um projeto urbanístico. O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, durante a conferência da APDSI intitulada “Sistemas de Informação Geográfica - Que políticas afinal?”. «O governo está a trabalhar e tem resultados. Vamos passar a ter solo urbano e solo rústico e só se se justificar é que haverá reclassificação do solo rústico em urbano », começou por dizer o Secretário de Estado.

Atualmente cada cidadão tem que conhecer e respeitar o PDM - Plano Diretor Municipal, o que não implica que cumpra todos os instrumentos de gestão territorial mas, segundo o representante do Governo, «esta alteração tem três anos para se concretizar», embora para que tal seja possível seja necessário haver uma maior articulação do trabalho com as Câmaras Municipais que possuem os instrumentos para dar esse passo. «Acreditamos que no futuro as Câmaras Municipais vão usar os PDMs como instrumento dinâmico e contínuo, gerido pelos seus técnicos deixando, de ser algo feito em outsourcing», antecipa o Secretário de Estado.

Miguel de Castro Neto falou ainda na nova lei do cadastro que «vem na sequência da necessidade de alterar a situação atual e o paradigma do que era a produção de cadastro em Portugal». A nova lei, que aguarda aprovação na Assembleia da República, parte de uma abordagem distinta e foi preparada em articulação com os três ministérios envolvidos na construção de um «cadastro efetivo»: o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, o Ministério das Finanças e o Ministério da Justiça. Também aguarda aprovação a criação da profissão de Técnico do Cadastro Predial que será o profissional encarregue do tratamento da documentação que cruze estas três realidades.

Hoje em dia o IGeo - Informação Geográfica promove a «criação de valor acrescentado» através de modelos de conhecimento intensivo, alicerçados em dados de referência da Administração Pública. Os dados a disponibilizar, no âmbito desta iniciativa, destinam-se a alguns serviços da Administração Pública, às instituições de ensino e de investigação, às Organizações Não Governamentais e também às empresas privadas, embora, neste caso, sejam pagos, esclarece o Secretário de Estado, que aponta o caminho futuro: «Agora estamos a trabalhar para 2020. Queremos alargar o IGeo a toda a Administração Pública e articulá-lo com o SIG - Sistema de Informação Geográfica».

Miguel de Castro Neto ressalvou, ainda, o papel da APDSI que «é importantíssimo; é o futuro do que pode existir em Portugal com uma participação mais ativa e estreita entre todo os colaboradores da Sociedade da Informação que ajudem a superar a necessidade de estarmos sempre a replicar investimentos em organismos distintos apenas porque não há transparência. Temos que conhecer o nosso território», concluiu o representante do Governo.

Teresa Batista, da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, respondeu às intenções manifestadas pelo Secretário de Estado ao fazer referência às limitações que existem à utilização da informação cartográfica que é partilhada pelo governo. «Terão os municípios meios financeiros para terem acesso à nova informação? Os municípios necessitam que os formatos de disponibilização sejam vectoriais, ou seja, o que o IGeo disponibiliza neste momento não é suficiente», ressalva a responsável, apesar de lembrar que o «princípio do que nos fala é fantástico».

Graciosa Delgado, da Autoridade Tributária e Aduaneira, mostrou como a AT tem aplicado os sistemas de informação para a cobrança de impostos na área do cadastro predial. Na origem da, agora, total informatização do cadastro predial, está a reforma do sistema de tributação de património ocorrida em 2003 e que introduziu, como principal novidade, a fórmula matemática para avaliação de imóveis. De recordar que foi também nessa altura que a contribuição autárquica passou a chamar-se IMI e a SISA passou a ser o IMT. «O cadastro é a base de muitas das liquidações de impostos que fazemos no âmbito da fiscalidade», informa a engenheira.

O quoeficiente de localização é um dos mais importantes parâmetros de avaliação de habitações, serviços ou terrenos. O zonamento obtém-se fazendo a divisão do mapa em parcelas e atribuir-lhes um valor. Portal geográfico de edição do zonamento foi apresentado aos membros da Troika quando estiveram em Portugal, tendo sido considerado na altura uma «boa ferramenta de análise».

A importância da criação do cadastro predial foi também destacada por António Figueiredo, presidente do Instituto dos Registos e Notariado. Com benefícios elencados desde o ordenamento à gestão do território, António Figueiredo sublinha que esta «é uma daquelas causas que são fundamentais, estruturantes na vida, na sociedade e no crescimento económico de qualquer país. O aumento da eficiência associada à implementação do cadastro é deveras importante. É fundamental que haja uma rigorosa informação sobre os direitos de propriedade de identificação do prédio», considerou o presidente do IRN.

Confrontar os dados que estão registados com a realidade do prédio pode, também, ser uma situação onde facilmente se descobrem erros “graves”: «Normalmente não há coincidência entre a realidade e o registo o que mostra a fragilidade do sistema. Há descrições de prédios em duplicado, da mesma maneira que pode acontecer haver a descrição de um prédio que nunca existiu. É o que resulta de não termos um cadastro predial», nota António Figueiredo que descreve este recurso como “precioso” para a segurança jurídica e «redução da conflitualidade entre proprietários».

O presidente do Instituto dos Registos e Notariado conclui, nesta linha, que devia existir uma harmonia entre finanças, registos e cadastro que «deviam unir esforços para estarem de acordo com a realidade material. Queremos um cadastro multifuncional».

Rui Amaro Alves, da Direção-Geral do Território, mostrou que a DGT já está a fazer o cadastro predial, a título experimental, em sete municípios e «é a partir deste projeto piloto que vamos ver muitos dos erros que cometemos e procurar conduzi-los para alterações legislativas no quadro do ordenamento do território. Os setores e interdependências são enormes, por isso o processo legislativo leva mais tempo». Rui Amaro Alves também é da opinião que tem de haver uma relação de maior proximidade e colaboração entre os Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, o Ministério das Finanças e o Ministério da Justiça: «Precisamos de sistemas colaborativos e simpáticos que passam por estabelecer relações entre as três entidades».

Rui Pedro Julião, do Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que moderou a mesa-redonda “Um Portugal para Todos” desafiou a mesa a pronunciar-se sobre como pode haver uma maior participação dos cidadãos individuais e através das associações que os representam.

Jorge Seiça, da EDP - Energias de Portugal, José Pedro Rufino, dos CTT - Correios de Portugal e Luís Alexandre Correia, da EP - Estradas de Portugal são igualmente favoráveis à centralização dos registos geográficos.

A conferência “Sistemas de Informação Geográfica - Que políticas afinal?”, coordenada por Mário Rui Gomes e Luís Vidigal, decorreu a 24 de outubro de 2014 no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

APDSI no ICEGOV 2014 sobre Governo Eletrónico



Luís Vidigal, da Direção da APDSI, vai participar, na manhã desta terça-feira, 28 de outubro, num dos painéis da 8ª Conferência Internacional sobre Teoria e Prática de Governação Eletrónica (ICEGOV) que decorre até quinta-feira, 30 de outubro, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, sob o tema “Ascensão de dados pós-2015 - Empoderamento dos Cidadãos e Instituições Responsáveis”.

Intitulada “Role of Government in Technology-enabled Public Engagement: Driving or Facilitating?” a discussão plenária conta também com os seguintes oradores convidados: Marijn Janssen, professor de ICT and Governance, Edwin Lau (moderador), Jacob Rendtorff, cientista e professor da Roskilde University, e Mauro Xavier, da Microsoft Portugal.

Luís Vidigal, que também coordena o GR@P - Grupo de Reflexão sobre Administração Pública, tem sido uma das vozes mais ativas no combate à burocracia na Administração Pública e no facilitar de processos de vida de todos os cidadãos.
De recordar que na conferência "Administração Pública Eletrónica 2014 - O que falta fazer?", que a APDSI organizou em junho deste ano, em Lisboa, Luís Vidigal identificava como bloqueios a uma Administração Pública mais moderna, precisamente a falta de orientação ao cidadão e a falta de arquitetura dos sistemas de informação.
O programa dos quatro dias da conferência inclui mais de uma centena de oradores e alguns dos principais especialistas internacionais na área, garantindo um debate ao mais alto nível.

domingo, 26 de outubro de 2014

«Já ninguém conversa - todos teclam, scrollam, googlam, emailam, facebookam»

 
 

«Babycakes Romero gosta de andar pelas ruas de Londres, a fotografar o caos da sua cidade – um caos que adora. Nunca encena as suas fotografias, antes surpreende e fixa instantes da vida pública dos londrinos. Assim chegou a “The Death Of Conversation”, onde captura a forma como os telemóveis, em especial os smartphones, se tornaram o centro das nossas vidas. Tanto que muitos parecem apenas viver para eles, não para aqueles e com aqueles que os rodeia. (...)». Continue a ler no Observdor.

 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Knowman dá provas na área da cidadania 2.0



O booklet que acompanhou a edição deste ano do "Cidadania 2.0" está disponível online para consulta.

A publicação, de 32 páginas, inclui uma síntese de cada um dos 23 projetos apresentados, quer no primeiro quer no segundo dia do evento, bem como os contatos dos seus autores e o respetivo web site onde pode ficar a conhecer em mais detalhe os projetos de cidadania digital apresentados publicamente no Teatro Rivoli, no Porto, a 26 e 27 de setembro.

Cada projeto é acompanhado dos items "e se..." e "projetos relacionados" que procuram, respetivamente, sugerir variantes ou ideias complementares às apresentadas, além de mostrarem outras iniciativas do mesmo âmbito provenientes de variadas partes do globo. Estas ideias e ligações foram da responsabilidade da Knowman que assim dá provas adicionais do seu vasto conhecimento e se posiciona como um empresa capaz de idealizar, orientar e gerir projetos de cidadania 2.0.

Os próprios conceito e formato do booklet foram definidos pela Knowman que usa a sua experiência em gestão de conhecimento para desenhar um instrumento de partilha de informação, onde a procura de dados específicos se alia ao encontro casual de pontes para novas ideias e fontes de novo conhecimento.

De recordar que o "Cidadania 2.0", que já se realiza há quatro anos, funciona como uma montra de projetos, nacionais e estrangeiros, que recorrem às redes e ferramentas sociais para estimularem o diálogo em sociedade e aumentarem a participação ativa dos cidadãos. A 4ª edição contou com mais de 80 participantes vindos de todo país, sendo que a maioria classificou como "muito positiva”"a sua experiência no "Cidadania 2.0" 2014 (segundo dados recolhidos nos inquéritos sobre o encontro).

A versão digital do booklet está disponível aqui.