terça-feira, 12 de junho de 2018

15.ª Conferência Anual itSMF Portugal | “A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial”



Realizou-se no dia 7 de junho a 15.ª Conferência Anual da itSMF subordinada ao tema “A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial”. O encontro teve lugar no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, contou com a presença de ilustres figuras do meio e abordou temas como o contributo da Gestão de Serviços na atual Estratégia de Transformação Digital.

Luís Portugal Deveza, Consultor de Empresas TI, falou sobre Indústria 4.0 ou transformação digital, destacando que, hoje em dia, há uma pressão significativa por parte dos clientes (procura) que têm a capacidade de ser cada vez mais exigentes.

Na Indústria 4.0, a dispersão geográfica já não é um problema e as tecnologias oferecem uma capacidade de produção mais automatizada, bem como o acesso a dados importantes para a sua atividade. A produção em real time é outra vantagem apontada por Luís Portugal Deveza: «A grande novidade na Indústria 4.0 é o fator inteligência porque, na maior parte do tempo, os equipamentos não a tinham. A introdução do machine learning e da inteligência artificial faz com que cada "coisa" capte dados que podem ser usados».

Em Portugal, mais de 50% das empresas está a resistir a esta revolução ou, na melhor das hipóteses, está apenas curiosa sobre ela, não se sentindo suficientemente esclarecida para a adotar sem hesitação, demonstra Luís Portugal Deveza. Portugal é, contudo, um país que se "desenrasca" bem quando o caminho é incerto, sendo esta uma característica que, segundo Luís Portugal Deveza, nos pode trazer benefícios nesta área. A segurança é a grande preocupação do consultor, a par do emprego para a geração atual de crianças: «Não estou otimista quanto à questão da criação ser equivalente à destruição».

João Machado, IoT Connectivity Solution Architect Manager da Vodafone Portugal, enumerou as oportunidades e desafios que a IoT coloca ao mundo industrial ressalvando que há impactos técnicos e as tecnologias ainda são caras: «A segurança é o melhor ativo que as empresas vão ter; a confiança tem de ser criada e será uma grande oportunidade porque a empresa que a conseguir está melhor preparada para os desafios do futuro». Uma melhor gestão da informação vai trazer grandes desafios regulatórios mas João Machado mostra-se otimista: «Acho que os benefícios superam as dificuldades. Confio na aprendizagem anterior e, por isso, acredito que a sociedade vai saber minimizar os impactos».

Rui Ribeiro Pereira, Manager of Information Systems Operations da Galp, também esteve presente na conferência e mostrou os bons exemplos da empresa que aposta na integração, reutilização e simplificação dos sistemas de informação - geridos em outsourcing. «A imaginação e a capacidade de sonhar são mais importantes que o conhecimento», concluiu. Com uma empresa gerida em multisourcing, os maiores desafios prendem-se com a integração de serviços: «Todos os envolvidos estão comprometidos em operar sobre uma plataforma comum de processos, de forma a haver uma gestão de trabalho por parte de todos, automatizada e integrada».

Indústria 4.0 e RGPD



Ainda da parte da manhã, Rui Soares, da itSMF Portugal, fez uma apresentação intitulada "Serviço Alerta, Privacidade Certa", onde destacou os cuidados que as empresas devem ter com o RGPD e as alternativas que existem ao consentimento. Na sua apresentação foi dada particular importância ao service desk onde cada colaborador tem de saber que dados são controlados, como são tratados e como vão resolver se os clientes quiserem exercer os seus direitos: «A formação de quem está no service desk tem de ser acautelada porque mesmo que não tenham a resposta adequada, têm de saber para onde encaminhar as questões».

Graça Carvalho, Strategic Alliances Director - Department of Computer and Science from UCL, falou-nos sobre os impactos que a IoT está a ter na gestão das empresas e interação com os clientes, contudo, é preciso fazê-lo «degrau a degrau». É preciso experimentar e com parceiros, defende.

Nesta nova Era da Indústria 4.0, é preciso ter em atenção o que têm em comum as novas tecnologias. Os dados são a "cola" do sistema e a velocidade de transformação das organizações vai mudar muito mais nos próximos dois anos, do que aconteceu nestes dois últimos anos. A investigadora também partilhou o resultado de um estudo feito no Reino Unido em 2015 e que procurava perceber porque é que a IoT não estava a ter o sucesso que deveria. Questões de privacidade e segurança surgiram na resposta. «Já não se pode dizer que não estamos conscientes do impacto de determinada tecnologia; o diferenciador é a importância comercial dos dados», rematou.

ISO 20000-1

Da parte da tarde, coube a Lynda Cooper, perita de renome mundial na normalização Gestão e Governação de Serviços TIC, abrir a sessão com uma apresentação sobre a norma ISO 20000-1 que, até 2016, apresentou um crescimento significativo que se espera que continue a verificar-se. A especialista sublinhou que se está a assistir a uma alteração de tendências no service management com um maior ênfase a ser dado ao consumidor.

Paulo Sousa, CEO da Maxdata, apresentou o software de controlo de análises clínicas - é o software que diz o que os equipamentos têm de fazer e determina se um exame é válido ou tem de ser repetido. Mais de 80% do serviço diário é assegurado por máquinas. A Maxdata adotou o ISO 20000-1 porque percebeu que seria uma mais-valia competitiva para a empresa que passou na auditoria com 0% de inconformidades.

No final, José Carlos Martins moderou o Grande Debate sobre o tema da conferência com um painel constituído por António Câmara (YGroup e UNL), Luís Vidigal (APDSI) e Miguel Moreira (DSPA).

António Câmara antecipou que até 2021 a Internet vai mudar radicalmente na medida em que qualquer pessoa pode inventar, criar e vender um produto globalmente porque as «novas gerações criam mais conteúdos do que consomem, ao contrário das gerações anteriores».

Luís Vidigal perfila o fim da economia como a conhecemos e prevê que nesta revolução da Indústria 4.0 vai haver desequilíbrio entre empregos criados e empregos gerados pelo que o “rendimento mínimo” se vai impor. 

Por fim, Miguel Moreira também acredita que a transição para uma nova estrutura de trabalho não vai ser pacífica porque envolve toda a massa de trabalho que já está no ativo, sendo este um dos grandes desafios que a sociedade enfrenta.


terça-feira, 5 de junho de 2018

15.ª Conferência Anual itSMF Portugal | "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial"


A itSMF Portugal realiza na próxima quinta-feira, dia 7 de junho, no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, em Lisboa, a sua 15.ª Conferência Anual subordinada ao tema "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial". 

O primeiro painel conta com a intervenção do Presidente da itSMF Portugal, Rogério Costa, João Machado (Vodafone Portugal), Rui Ribeiro Pereira (Galp), Rui Soares (itSMF) e Graça Carvalho da University College London.

Lynda Cooper perita de renome mundial na normalização Gestão e Governação de Serviços TIC, abrirá as sessões da tarde, seguida de Paulo Sousa (Maxdata Software). No final, José Carlos Martins modera o Grande Debate sobre o tema da Conferência com um Painel constituído por António Câmara (YGroup e UNL), Luís Vidigal (APDSI) e Miguel Moreira (DSPA).

Porquê o tema "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial"?

A 4.ª Revolução Industrial traduz-se numa significativa alteração na forma como vivemos, trabalhamos e comunicamos. Constitui um novo patamar no desenvolvimento humano potenciado por um surpreendente conjunto de novas tecnologias que fazem esbater as fronteiras entre os mundos digital, físico e biológico.

Esta nova preponderância do equipamento, associado com a respetiva capacidade de aprender e tomar decisões ("Artifical Intelligence" ou "Machine Learning") coloca novos desafios para processos de gestão.

Como poderão ser redesenhados os processos e relações com os clientes de modo a beneficiarem desta nova realidade sem colocar em causa as responsabilidades e direitos na relação cliente-fornecedor?

São muitas as questões que se colocam no contexto da Gestão da Serviços e pretende-se com esta Conferência Anual contribuir para a promoção da necessária e premente discussão e partilha de experiências em torno desta nova realidade: a Indústria 4.0 e a 4.ª Revolução Industrial.

Encontra aqui mais informações.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Portugal É Um Só! Gestão Integrada da Informação do Território Português - um roteiro para a ação



Este mês entrou em atualização o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território. Apesar de ainda não ter sido criado o Observatório do Ordenamento do Território, está previsto que seja feito um relatório anual, e que os cidadãos possam, online, acompanhar a evolução das medidas propostas nesta segunda versão do PNPOT. O primeiro relatório deverá ser divulgado no final de 2019.   

Neste quadro de promoção da informação geográfica sobre o território português, a APDSI elaborou um plano de ação que visa a definição de um conjunto de instrumentos para a padronização de procedimentos. Deste modo, pretende-se agilizar e simplificar o acesso, por parte do cidadão e entidades públicas e privadas a esta informação geográfica.

Esta iniciativa tem como base a valorização do território através da disponibilização de um acesso livre à informação geográfica, em formato de dados abertos (open data), com benefícios claros para a economia ao nível da partilha de informação e criação de valor acrescentado. O objetivo é permitir que todos os intervenientes beneficiem mais facilmente de informação produzida por outras entidades públicas ou privadas.

Além do livre acesso à informação geográfica, o plano de ação pretende criar condições propícias à disponibilização junto dos utilizadores de serviços integrados de partilha de informação georreferenciada sobre o território português, atualmente gerida pelas diferentes entidades produtoras dessa mesma informação. Assente numa governação inteligente da informação existente, estes serviços deverão permitir a qualquer utilizador identificar e visualizar diferentes níveis de informação, sobrepor informação proveniente de diferentes fontes, e realizar análises espaço-temporais dessa informação.

O plano de ação visa ainda incentivar a inovação, o espírito empresarial e o crescimento da economia baseada no conhecimento, promovendo as capacidades de investigação e inovação, através das TIC. A execução destes objetivos passa por três eixos de intervenção que pode consultar aqui.

A APDSI, através do seu Grupo de Trabalho Território e Urbanismo Inteligente, acredita que um sistema desta índole é fundamental para a desburocratização de processos e para o aumento da transparência nos processos públicos de decisão e comunicação, bem como numa mais eficaz política de proteção da floresta contra incêndios.

Semana "Aprender ao Longo da Vida" em outubro



A Semana Aprender ao Longo da Vida 2018 vai decorrer de 22 a 26 de outubro no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.

A Semana Aprender ao Longo da Vida é uma organização da Associação "O Direito de Aprender". À semelhança das anteriores, a Semana ALV 2018 tem como base as seguintes vertentes:

Atividades Locais - visam incentivar pessoas e organizações a desenvolver, ao nível local, iniciativas de diferentes formas de aprendizagem (formal, não formal e informal).

Encontro Semana Aprender ao Longo da Vida - realiza-se no dia 22 de outubro no Auditório 2 da Fundação Gulbenkian e terá como tema principal a "Aprendizagem ao Longo da Vida e Património Cultural", tendo em conta que 2018 é o Ano Europeu do Património Cultural.

Prémio Semana ALV - visa reconhecer uma entidade ou cidadão que se tenha destacado pelo desenvolvimento de ações de aprendizagens de adultos, através de programas ou projetos eficazes e inovadores. Em 2017 foram premiadas duas entidades: a RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade), com o Prémio Semana ALV 2017, e o projeto Letras Prá Vida, com uma Menção Honrosa.

Revista "Aprender ao Longo da Vida" - a organização pretende editar mais um número da revista, que será o n.º 15, a ser distribuído durante a Semana ALV 2018.

 O que vai ser a Semana Aprender ao Longo da Vida 2018

1- Atividades Locais

As Atividades Locais são a essência desta Semana ALV para mobilizar e incentivar pessoas, organizações e empresas a organizar localmente iniciativas que envolvam os elementos de uma comunidade, independentemente da idade, profissão, nível académico ou cultural, despertando-lhes a curiosidade e incentivando-lhes o gosto por saber mais.

2 - Prémio Semana ALV

O Prémio Semana ALV visa promover o conhecimento e a divulgação de boas práticas de aprendizagem de adultos que se revistam de caráter inovador e se revelem eficazes no reforço da participação dos adultos em processos de aprendizagem ao longo da vida.

3 - Encontro

O Encontro Semana ALV tem uma vertente mais institucional dirigida, sobretudo, a profissionais que desenvolvem trabalho na área da educação e formação de adultos.

Os temas dos restantes painéis do Encontro Semana ALV 2018 serão:

(i) Educação de adultos em Portugal,

(ii) Cidades de aprendizagem - experiências portuguesas.

Encontra aqui mais informações sobre o evento.

terça-feira, 15 de maio de 2018

APDSI apoia Pedro Veiga na sua decisão de abandonar a coordenação do Centro Nacional de Cibersegurança



Tendo a APDSI tido conhecimento das razões apontadas pelo Prof. Pedro Veiga para o seu pedido de demissão de coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, vem publicamente expressar-lhe o seu apoio e concordância com as razões invocadas no que diz respeito à situação atual da gestão dos domínios .pt.

À APDSI, Pedro Veiga confirma que o facto de o domínio de topo de Portugal (o .pt), que considera uma infraestrutura crítica para o país, continuar a ser gerido pela associação DNS.pt, que constitui um monopólio natural, sem qualquer regulação por parte do Estado Português, foi a razão principal da sua demissão.

Pedro Veiga recorda que aceitou coordenar o CNCS na pré-condição de que o DNS.pt voltava para a esfera da regulação do Estado. Dois anos depois, afirma que Manuel Heitor, ministro da Ciência, Ensino Superior e Tecnologia não concretizou a sua condição.

Ainda no contexto do Centro Nacional de Cibersegurança, a APDSI entregou no passado dia 9 de maio ao Parlamento uma Tomada de Posição sobre a necessidade de autonomizar a Cibersegurança do Gabinete Nacional de Segurança, de forma a melhorar a sua eficácia na ação preventiva e relativa a incidentes na administração pública, na economia e na sociedade.


Se necessitar de algum esclarecimento adicional, não hesite em contactar-nos também através do telefone 21 751 07 62.

Formação para fornecedores de contratação pública em Coimbra pela Saphety


A Saphety, empresa do grupo Sonae responsável pela plataforma eletrónica de contratação pública SaphetyGov, estará no dia 17 de maio em Coimbra com o objetivo de formar todos os operadores económicos passíveis de participar em procedimentos de contratação pública da CIMRC ou dos Municípios da Região de Coimbra, sobre as principais alterações ao Código dos Contratos Públicos (CCP), nomeadamente sobre a questão da obrigatoriedade da faturação eletrónica nos contratos com a Administração Pública.

Temas como a nova legislação da fatura eletrónica, soluções tecnológicas integradas e partilha de casos de sucesso na Administração Pública, são parte do programa que tem o objetivo de formar todas as empresas potenciais fornecedoras da Região ou dos Municípios da Região, no sentido de as capacitar da informação necessária para continuarem a fornecer as entidades públicas de acordo com as novas regras. O workshop é mais uma iniciativa da Saphety para preparar as empresas portuguesas de acordo com o artigo 299.º-B do DL n.º 111-B/2017, de 31 de agosto .

O workshop será da responsabilidade da Saphety, que a convite da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) vai até Coimbra para formar as empresas de forma gratuita. A formação decorrerá no Auditório da Fundação CEFA, em Coimbra, a partir das 09h30 do dia 17 de maio de 2018 e é aberto a todos os fornecedores de contratação pública através de inscrição prévia a partir da página do evento.

"Para a Saphety, o convite por parte da CIMRC é o reconhecimento do trabalho que temos vindo a desenvolver junto dos Operadores Económicos e das Entidades Adjudicantes. Enquanto empresa líder na área da Contratação Pública e da Faturação Eletrónica, estamos comprometidos com o cumprimento legal, com as melhores práticas de mercado e com a passagem de conhecimento e formação à Administração Pública e aos seus Fornecedores", lê-se na nota oficial sobre o evento.

AGENDA
09h30 | Receção
10h00 | Início da sessão
10h10 | About us
10h20 | Contratação Pública
11h15 | Coffee break
11h30 | Principais Alterações ao Código dos Contratos Públicos (CCP)
12h15 | Questões / Esclarecimentos
12h30 | Almoço livre
14h30 | Registo na plataforma SaphetyGov
14h40 | Demonstração da plataforma SaphetyGov
15h15 | Otimização da plataforma SaphetyGov
16h15 | Questões / Esclarecimentos
16h30 | Encerramento

Quidgest faz 30 anos


A APDSI dá os parabéns à sua associada Quidgest, pelos seus 30 anos de empreendedorismo nacional e internacional, em prol da inovação e desenvolvimento dos sistemas e tecnologias de informação e da transformação digital dos seus clientes em várias partes do mundo.

A Quidgest comemorou no passado dia 10, o seu 30º. aniversário e inaugurou as suas novas instalações, no n.º7 da Rua Viriato, em Lisboa.

Fundada em 1988, é uma empresa tecnológica global, de origem portuguesa, que aposta nas áreas de consultoria e desenvolvimento de sistemas de informação de Gestão. Pioneira na modelação e geração automática de software - Genio -, distingue-se pelo seu vasto portefólio de soluções preparadas para evoluir, continuamente, nas mais diversas áreas. As soluções desenvolvidas têm como principal alvo instituições governamentais, organizações internacionais e grandes empresas.