sexta-feira, 16 de novembro de 2012

As TIC e a Saúde no Portugal de 2012


Dando continuidade aos bons resultados das edições anteriores, a APDSI está a organizar a conferência "As TIC e a Saúde no Portugal de 2012", a realizar no próximo dia 11 de dezembro, no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, na Av. Brasil, nº 53.

Esta conferência decorre sob coordenação da Prof. Doutora Maria Helena Monteiro.

A APDSI continua a trazer momentos de reflexão para a sociedade civil sobre o movimento de transformação do setor da saúde e em particular, em Portugal. As TIC são os principais agentes inovadores desta transformação.

A conferência, que decorre entre as 9h00 e as 18h00, será desenvolvida em articulação com entidades do Ministério da Saúde, entidades prestadoras de cuidados de saúde públicas e privadas, com instituições universitárias e com fornecedores de soluções e tecnologias. A inscrição é gratuita mas obrigatória em secretariado@apdsi.pt.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Conferência: Gestão Documental na Administração Pública


A APDSI prepara-se para organizar uma conferência sobre "Gestão Documental na Administração Pública" no dia 6 de dezembro, na Torre do Tombo, Alameda da Universidade, em Lisboa.

A Administração Pública é, sem dúvida, o sistema de qualquer país que está mais associado aos recursos de informação e que exige maior rigor e competência na sua gestão. A sua atividade decorre entre formulários, cadastros, processos e regras de negócio, cadeias de decisão, representações simbólicas de pessoas, empresas, território, veículos, etc., que constituem um fluxo perpétuo de recursos vitais ao funcionamento e à sobrevivência das suas instituições.

A gestão documental na Administração Pública é uma das formas de responder aos desafios colocados com a necessidade de aceleração e transparência dos processos decisórios, seja qual for o seu meio (papel, suporte eletrónico, registo sonoro, visual ou audiovisual), mas só através de uma gestão do seu ciclo de vida se conseguirá manter a necessária autenticidade, fidedignidade e integridade. Uma gestão cuja implementação a APDSI considera imprescindível.

Estas serão algumas das preocupações plasmadas nesta conferência da APDSI, que vai decorrer sob coordenação do Eng.º Rafael António. Inscreva-se, gratuitamente, enviando os seus dados pessoais para secretariado@apdsi.pt.

Veja o programa na sítio na web da APDSI.

Dois sites portugueses entre os mais inspiradores do mundo


Os sítios na web da Nossa e da Massive (imagem em cima), agências de publicidade portuguesas do universo Wygroup, estão entre os 38 mais inspiradores do mundo.

A decisão coube à equipa dos CSS Awards, que escolhe os melhores websites desenvolvidos em linguagem CSS (HTML e XML), para integrar a lista publicada na revista Inspired Mag.

Assim, estes dois sítios portugueses ganham maior destaque e prestígio internacional, já que, a partir de agora, figuram entre os melhores em matéria de inspiração.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Conferência "A Informação Geográfica na Economia e na Gestão do Território - Oportunidade: Sim ou Não?"

A APDSI vai realizar a conferência "A Informação Geográfica na Economia e na Gestão do Território - Oportunidade: Sim ou Não?" no próximo dia 28 de novembro, no Centro de Informação Urbana de Lisboa, no Picoas Plaza. Fazer investimentos mais inteligentes e rentáveis em pessoas, processos e modelos organizacionais, capazes de permitir a desmaterialização e a interoperabilidade dos processos relativos à informação geográfica e à organização do território, é um dos temas que a APDSI se propõe discutir na conferência.

Esta reorganização dos investimentos já feitos passa, no entender da Associação, por identificar os organismos responsáveis pela manutenção dos vários tipos de informação - central, regional e local, criando uma infra-estrutura geo-espacial única ao serviço da economia e dos portugueses.

"A falta de rigor e transparência na informação sobre o território e a sua posse é responsável por grande parte da corrupção no nosso país, designadamente através da criação de mais-valias avultadas decorrentes da requalificação de terrenos rurais em zonas urbanas", aponta a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação.

"Um país define-se pela sua Soberania, pela sua Comunidade e pelo seu Território. Um país que não conhece nem domina o seu território fragiliza-se e não se consegue gerir a si próprio" alerta a Associação, como ponto de partida para esta conferência coordenada pelo Professor Mário Rui Gomes e pelo Eng.º Arménio Castanheira.

A conferência decorre entre as 14h00 e as 18h00, conforme programa que pode consultar no sítio na web da APDSI.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Seminário Anual do Centro de Energia das Ondas

O Centro de Energia das Ondas - WavEC vai realizar o seu Seminário Anual, este ano subordinado ao tema "Economia Azul - Plataformas Offshore e Oportunidades", no próximo dia 26 de novembro de 2012, no Museu da Eletricidade, em Lisboa.

O objetivo é lançar a discussão sobre o mar e as suas oportunidades para Portugal, país que dispõe da maior Zona Económica Exclusiva da Europa com uma área cerca de dezoito vezes a sua parte terrestre.

Para informações em detalhe veja o sítio na web da APDSI.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

XII Encontro Público PASC

A PASC - Plataforma Activa da Sociedade Civil, vai realizar o seu XII Encontro Público sobre o tema "Desemprego e Diálogo entre Gerações".

O encontro vai realizar-se na próxima terça-feira, dia 13 de novembro de 2012, entre as 14h45 e as 17h00, no ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas - Pólo do Alto da Ajuda.

Serão conferencistas o Dr. João Salgueiro, Dra. Ana Maria Silva (da Plataforma Europeia de Emprego) e Dr. Jorge Marques.

O programa está disponível no sítio na web da APDSI.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Livro "Repensar a Sociedade da Informação e do Conhecimento no início do Século XXI -10 Anos de Fóruns da Arrábida"


Leia a nota de introdução ao lançamento do livro feita pelo Professor Dias Coelho, presidente da Direção da APDSI:

"A APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação organiza desde o ano 2002 um encontro de reflexão sobre o futuro da sociedade da informação e do conhecimento focado em temas que, em cada ano, apresentavam maior acuidade, interesse ou preocupação para o futuro nesse contexto temporal. Esta iniciativa recebeu o apoio da ANACOM – Autoridade Nacional das Comunicações, desde a primeira hora, integrado na sua responsabilidade estatutária no desenvolvimento da sociedade da informação em Portugal.

Após a realização da décima edição do Fórum da Arrábida em Outubro de 2011 considerou-se ter chegado a hora de passar para livro esse conjunto de reflexões numa preocupação de síntese e de registo histórico, apesar dessa documentação ter ficado disponível em formato digital no sítio na web da APDSI, imediatamente após a sua produção.

Reconhece-se que este livro é uma cedência ao analógico num mundo cada vez mais digital. Mas tal como a televisão não destronou a rádio, nem esta a imprensa escrita, nem o cinema o teatro, continuará a haver lugar para o livro, mesmo numa sociedade predominantemente digital.

Repensar a sociedade da informação e do conhecimento no início do Séc. XXI que constitui o tema deste livro, encontra a sua justificação no facto de perspectivar o futuro ser uma actividade normal da natureza humana. Em áreas com uma evolução muito rápida para além de normal é uma necessidade.

A temática da sociedade da informação e do conhecimento está precisamente nesta última categoria. As implicações no quotidiano dos cidadãos, na organização da sociedade, nos comportamentos colectivos, na forma de gerir os negócios, na comunicação social, na educação, na saúde, na cultura e no entretenimento, para referir apenas algumas das áreas em que as suas repercussões se fazem sentir, são muito importantes.

Pensar o futuro é deste modo uma actividade imprescindível para todos aqueles que desejam intervir no desenvolvimento deste processo, que se encontra em curso na sociedade, em que a informação e o conhecimento ganham um papel progressivamente mais importante na criação de riqueza e na melhoria da qualidade de vida. Os efeitos fazem-se sentir no campo social e no domínio da organização política. As transformações tecnológicas são o gatilho que faz detonar essas alterações, nem sempre de forma imediata. É habitual existir um período mais ou menos longo de assimilação da tecnologia e de exploração das suas potencialidades. Não podemos ficar alheios a este conjunto de questões que de certo modo influenciam o futuro de todos os cidadãos e, ainda, dos agentes económicos, em Portugal e nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, como foi constatado na Cimeira das Nações Unidas sobre a Sociedade da Informação que se realizou em Genebra, no final de 2003.

A sociedade da informação e do conhecimento está por todo o lado, e também no discurso dos políticos que se aperceberam que deve ter alguma importância, dado o número de cimeiras e conferências ministeriais organizadas por entidades idóneas, da União Europeia às Nações Unidas.

Em Portugal não se fugiu à regra. Menciona-se a importância da governação electrónica e dos seus contributos para a modernização do Estado e aumento da produtividade da administração pública.

Os planos operacionais respectivos dispõem sempre de recursos, que infelizmente com frequência no passado foram transferidos para outros programas operacionais, igualmente importantes.

Enquanto isso a administração pública continua enredada na ausência de sistemas de informação adequados ao cabal desempenho das suas funções. A situação é ainda parecida em vários sectores da administração pública com aquela que ocorria na banca dos anos sessenta antes de ter havido investimento nos respectivos sistemas de informação. Os que viveram essa época ainda se recordam das enormes filas para efectuar o levantamento do dinheiro para as necessidades da semana, mediante um cheque – não havia Multibanco – que tinha de ser confirmado na agência em que a conta tinha sido aberta. Batalhões de funcionários bancários asseguravam laboriosa e empenhadamente essas sublimes funções.

A administração pública ainda está um pouco assim. Em muitos hospitais não há rasto dos exames efectuados pelo doente, mesmo que tenham sido efectuados nesse mesmo hospital. Já não falamos da história clínica do doente, respeitando normas claras de confidencialidade e de deontologia médica, disponível sempre que necessário para a prestação de cuidados de saúde.

Na educação o ministério desconhece o seu corpo docente tendo necessidade de organizar concursos que envolvem centenas de milhares de professores para a sua colocação, todos os anos. Depois, uns meros erros na entrada de alguns dados criam por vezes enorme polémica nacional e o atraso no início do ano escolar. Poderíamos também referir aquela ideia interessante da Internet das escolas, isolada da adequação dos planos de estudo e das práticas pedagógicas, o que corresponde a continuar a ensinar o mesmo com a Internet para animar os alunos.

Na justiça é melhor não se falar. Todos aqueles pareceres e deliberações muito doutos a serem repetidos sem “cópia e colagem”, em processos perdidos no tempo, cozidos com cordéis, para ficarem mais seguros e as folhas não se perderem com as correntes de ar. Imaginem um banco a funcionar da mesma forma com os cheques agravados no dossier da conta do titular. Quatro a cinco anos para dar andamento a processos que a mais elementar justiça exigia que não ultrapassassem quatro a cinco meses. A jurisprudência longe da ponta dos dedos para que os senhores doutores juízes tenham que vasculhar muito para poderem decidir com isenção.

As compras públicas a serem processadas por laboriosos mecanismos burocráticos, algumas vezes propositadamente pouco transparentes, fazendo tábua rasa das aquisições por via electrónica, quando as próprias donas de casa já estão a desabituar-se de ir ao supermercado.

É neste contexto nacional, onde felizmente se vão observando melhorias pontuais que pouco a pouco vão alterando o panorama no sentido positivo do aumento de eficiência, que os Fóruns da Arrábida se processaram. A sociedade da informação e do conhecimento não é para levar com ligeireza pois tem a ver directamente com a qualidade de vida dos cidadãos, incluindo estes na sua qualidade de profissionais ou agentes económicos e uma vez que a competitividade do país no contexto das nações depende directamente da sua capacidade de se adaptar à era em que se vive. Não nos podemos esquecer que esta é a era da sociedade da informação e do conhecimento".