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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

16.º Fórum da Arrábida da APDSI (2017) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - E Daqui a 20 Anos?"



A APDSI realizou, no dia 20 de outubro de 2017, o 16.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - E Daqui a 20 Anos?".

O Fórum da Arrábida, na sua edição de 2017, vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto e sob diferentes perspetivas, refletiram e exploraram novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal. Estamos num mundo cada vez mais complexo e incerto que nos coloca constantes desafios individuais e coletivos.

Estaremos daqui a 20 anos no limiar da SuperInteligência e do Transhumanismo? A APDSI, como associação ativa da Sociedade Civil, pretendeu com este fórum dar o seu singelo contributo para que o advento da SI seja uma grande oportunidade para Portugal e para os portugueses.

A parte da manhã foi dedicada à introdução dos temas em discussão, com o contributo do Prof. Ernesto Costa, da Universidade de Coimbra, como keynote speaker.

O papel da Sociedade da Informação num futuro a 20 anos e os desafios que a ela se colocam, foram as questões que serviram de apoio aos três debates paralelos que, como habitualmente, decorreram na tarde de sexta-feira no Convento da Arrábida.

Grupo de Reflexão I - E daqui a 20 Anos? A extensão da esperança de vida humana;

Grupo de Reflexão II - E daqui a 20 Anos? Robots Inteligentes; Futuro do Trabalho; Economia; Era do Pós- Emprego; Competências, Qualificações e Educação; Economia - O que mudará?

Grupo de Reflexão III - O Papel do Estado - nova geração de direitos; Que espaço para as políticas públicas? O fim da privacidade; O futuro do direito.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

15.º Fórum da Arrábida: relatório e conclusões


A Arrábida foi, pelo 15.º ano consecutivo, o local escolhido pela Direção da APDSI para debater questões da atualidade relacionadas com Privacidade, Cibersegurança e Regulação Económica a 7 de outubro de 2016.

Raul Mascarenhas, presidente da Direção da APDSI, abriu os trabalhos da 15.ª edição do Fórum salientando a importância deste encontro realizado desde 2002, a que chamou "um ponto alto de reflexão, este ano dedicado a uma troika" e apresentando aos participantes o livro que sumariza as conclusões obtidas nos 10 anos de Fórum da Arrábida. De recordar que a publicação foi aqui apresentada, pela primeira vez, em outubro de 2012.

Para o arranque de trabalhos foi lançado o desafio de cada um dos três grupos identificar problemas e recomendações ao "estabelecer a relação entre temas para termos uma perspetiva mais geral". Para a sessão plenária ficaram reservados os resumos dos trabalhos do dia.

Em jeito de conclusão dos trabalhos, coube a Raul Mascarenhas deixar umas palavras para "a proteção daqueles que não são capazes de ter controlo na sua decisão, como os infoexcluídos e os menores; alguém tem que os defender". Outro aspeto falado teve a ver com os mecanismos regulatórios, em analogia ao que se verificou no âmbito ambiental nos últimos anos, com várias intervenientes a apontarem o caminho para a certificação. O problema pode passar pelo facto de muitas das apps serem gratuitas e de a certificação só abranger aquilo que é vendido.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

15.º Fórum da Arrábida da APDSI (2016) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica"



A APDSI realizou, no dia 7 de outubro de 2016, o 15.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O Fórum da Arrábida, na sua edição de 2016, vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto e sob diferentes perspetivas, refletiram e exploraram novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal. Estamos num mundo cada vez mais complexo e incerto que nos coloca constantes desafios individuais e coletivos.

Este ano, o Fórum da Arrábida focou-se no tema "Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O mundo entrou numa nova Era tecnológica, em que as questões ligadas à privacidade, à segurança nas redes e as suas relações e implicações com o mundo económico globalizado, são de importância critica para a vida em sociedade e estão no centro do futuro da SI. Importava, assim, fazer um debate à volta das diferentes perspetivas que se colocam aos cidadãos, às instituições e, em geral, à vida em sociedade.

A APDSI, como associação ativa da Sociedade Civil, pretendeu com este fórum dar o seu singelo contributo para que o advento da SI seja uma grande oportunidade para Portugal e para os portugueses.

A parte da manhã foi dedicada à introdução dos temas em discussão, com o contributo de dois keynote speakers, cujas análises e perspetivas estimularam e complementaram as diferentes visões que os participantes partilharam ao longo do dia.

Abertos os horizontes e estruturados os problemas carentes de respostas, foram constituídos três Grupos de Reflexão que aprofundaram os seguintes domínios:

1 - Privacidade e CiberSegurança;

2 - CiberSegurança e Regulação Económica;

3 - Regulação Económica e Privacidade.

Veja aqui as apresentações e vídeos já disponíveis.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

APDSI 2015: 14.º Fórum da Arrábida



A APDSI realizou, no dia 16 de outubro de 2015, o 14.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade". 

Um tema tão clássico como atual é o da relação entre as tecnologias e o emprego. Sabe-se que as tecnologias, e em particular as tecnologias que caraterizam a SI, destroem emprego, por exemplo substituindo tarefas administrativas por processamentos informáticos; sabe-se também que criam emprego, o chamado "Emprego Digital" que, a propósito, tem merecido uma especial atenção da Comissão Europeia, traduzida em Portugal pela iniciativa "Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital".

Leia aqui o documento final resultante do Fórum e veja,mais abaixo, o vídeo-resumo do encontro.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

14.º Fórum da Arrábida da APDSI (2015) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade"



A APDSI realizou, no dia 16 de outubro de 2015, o 14.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade". Este 14.º Fórum da Arrábida veio na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo voltar a reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto, refletiram e exploraram novas ideias sobre o que será o futuro da SI e do Conhecimento em Portugal, num mundo cada vez mais complexo.

Veja as apresentações já disponíveis no sítio na web da APDSI.

Um tema tão clássico como atual é o da relação entre as tecnologias e o emprego. Sabe-se que as tecnologias, e em particular as tecnologias que caraterizam a SI, destroem emprego, por exemplo substituindo tarefas administrativas por processamentos informáticos; sabe-se também que criam emprego, o chamado "Emprego Digital" que, a propósito, tem merecido uma especial atenção da Comissão Europeia, traduzida em Portugal pela iniciativa "Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital".

O desenvolvimento da SI, apesar do que muitos profetizaram, não gerou hordas gigantescas de desempregados, nem originou uma "sociedade do lazer", decorrente de reduções massivas dos horários de trabalho. Contudo, também sabemos que o futuro não é necessariamente igual ao passado e que enfrentamos atualmente níveis de desemprego estruturalmente elevados.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

13º Fórum da Arrábida | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - A Reforma do Estado"



A APDSI realizou, no dia 10 de outubro de 2014, o 13º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - A Reforma do Estado". Este 13º Fórum da Arrábida veio na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo voltar a reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto, refletiram e exploraram novas ideias sobre o que será o futuro da SI e do Conhecimento em Portugal, num mundo cada vez mais complexo.


Discutir ideias, baseados em tendências de necessidades, valores e modos de comportamento, que acreditamos que nos podem levar além das nossas rotinas diárias, materializando-se em visões criativas, foi um objetivo alcançado.

Nesta edição foi elaborado um conjunto de contributos complementares sobre o "Guião da Reforma do Estado" recentemente publicado pelo Governo. Pretende a APDSI enunciar, com base em reflexões, perspetivas e contributos independentes de elementos de vários quadrantes e experiências da Sociedade Civil, o que considera poderem (ou deverem) vir a ser aspetos a ter em conta na concretização dos programas de transformação e modernização da Administração Pública.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

12º Fórum da Arrábida da APDSI (2013) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - A Sociedade da Informação daqui a 20 anos"


A APDSI realizou, no dia 11 de outubro de 2013, o 12º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - A Sociedade da Informação daqui a 20 anos".

Este 12º Fórum da Arrábida vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e tem como objetivo reunir um conjunto de personalidades que possam, em conjunto, e a partir de diferentes perspetivas, refletir e explorar novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal, num mundo cada vez mais complexo e incerto.

Veja as apresentações dos keynote speakers e dos grupos de trabalho já disponíveis no sítio na web da APDSI.
Discutir ideias, baseados em tendências de necessidades, valores e modos de comportamento, que acreditamos que nos podem levar além das nossas rotinas diárias, materializando-se em visões criativas, é um objetivo a alcançar. Nesta edição a proposta foi para um tema prospetivo que tem merecido a atenção dos visionários e cientistas sociais quer nacionais e internacionais: A Sociedade da Informação daqui a 20 anos. Onde e como estaremos? Daqui a duas décadas que cenários se podem desenhar para aquilo a que hoje chamamos de Sociedade da Informação? Daqui a 20 anos viveremos melhor ou pior do que atualmente? Que mecanismos, nesse futuro, estarão disponíveis para os cidadãos, empresas, governos e outras instituições poderem interagir entre si?

Além das interrogações deixadas pelos keynote speakers, outras serviram de ponto de partida para as análises sobre os sub temas propostos onde foram identificadas e analisadas tendências que permitiram, aos diferentes grupos de trabalho, criar a sua visão do que será a Sociedade da Informação e do Conhecimento no futuro.

Como habitualmente, foram constituídos três Grupos de Reflexão, com atividade paralela, e no seio dos quais foram debatidos os temas alvo do Fórum deste ano. Cada Grupo de Reflexão produziu um conjunto de conclusões, perspetivas e recomendações sobre o futuro cujo documento será aqui publicado em breve.

Grupo de Trabalho 1 - A Sociedade da Informação Daqui a 20 Anos - Estaremos (Portugal) mais pobres ou mais ricos daqui a 20 anos? Economia e negócios, o exercício de cidadania, religiões e ideologias (liderado pelo Dr. Luís Vidigal | APDSI)

Grupo de Trabalho 2 - A Sociedade da Informação Daqui a 20 Anos - Estaremos (Portugal) mais pobres ou mais ricos daqui a 20 anos? Desenvolvimento global, tendências tecnológicas, meio ambiente, clima e desenvolvimento sustentável (liderado pelo Dr. Vítor Rodrigues | Executivo)

Grupo de Trabalho 3 - A Sociedade da Informação Daqui a 20 Anos - Estaremos (Portugal) mais pobres ou mais ricos daqui a 20 anos? Geopolítica global, sociedade e demografia, evolução das cidades e saúde (liderado pela Dra. Maria Perpétua Rocha | Médica e Ativista Cívica)

Nas edições mais recentes do Fórum da Arrábida abordaram-se os seguintes temas: "Uma Agenda para o Crescimento e a Coesão Social", em 2012, "Segredos de Estado - Transparência na Internet", em 2011, e "O Papel da Sociedade da Informação da Superação da Crise", em 2010.

Este evento é patrocinado pela ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações e Reditus. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Será a América um Big Brother?


A revelação de que a Agência de Segurança norte americana tem um sistema que vigia todas as comunicações globais está a deixar o mundo em polvorosa com as questões da privacidade.

E-mails, chamadas telefónicas, conversas no Skype, fotografias e posts colocados nas redes sociais são tudo atividades de todos os cidadãos do mundo que estão a ser vigiadas por um sistema de informação, baseado em supercomputadores, usado, segundo o Governo americano, para controlar questões de segurança.

O PRISM (Planning Tool for Resource Integration, Synchronization, and Management) é um sistema descoberto por um espião, Edward Snowden, que agora procura asilo politico no Equador depois de ter aceite um cargo de consultor com o objetivo de desmascarar o PRISM.

A onda de protestos que surgiu depois das revelações é enorme e assume uma proporção cada vez maior, não só da parte de Governos de outros países como de utilizadores individuais e organizações de defesa da privacidade, mas também nos Estados Unidos os cidadãos se sentiram ameaçados por serem vigiados por uma agência que supostamente só deveria fazer vigilância externa. Mesmo as garantias dadas pela administração do presidente Barack Obama de que o programa foi descontinuado não acalmaram os ânimos, até porque continuam a ser contrariadas por novos dados.

Uma carta aberta, assinada pelo Diretor da NSA, procura explicar que todas as ações são legais. No entanto, até a Mozilla lançou uma campanha, designada Stop Watching Us, que junta várias organizações na defesa da privacidade e promove alguns conselhos sobre como proteger os dados usando diversos serviços online.

De recordar que já em 2006 a APDSI se mostrava preocupada com estas e outras questões relativas à questão da privacidade, que inspiraram mesmo dois dias de intenso debate e troca de ideias no Fórum da Arrábida. Recorde aqui a edição desse ano e descarregue o relatório gratuitamente.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Livro "Repensar a Sociedade da Informação e do Conhecimento no início do Século XXI -10 Anos de Fóruns da Arrábida"


Leia a nota de introdução ao lançamento do livro feita pelo Professor Dias Coelho, presidente da Direção da APDSI:

"A APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação organiza desde o ano 2002 um encontro de reflexão sobre o futuro da sociedade da informação e do conhecimento focado em temas que, em cada ano, apresentavam maior acuidade, interesse ou preocupação para o futuro nesse contexto temporal. Esta iniciativa recebeu o apoio da ANACOM – Autoridade Nacional das Comunicações, desde a primeira hora, integrado na sua responsabilidade estatutária no desenvolvimento da sociedade da informação em Portugal.

Após a realização da décima edição do Fórum da Arrábida em Outubro de 2011 considerou-se ter chegado a hora de passar para livro esse conjunto de reflexões numa preocupação de síntese e de registo histórico, apesar dessa documentação ter ficado disponível em formato digital no sítio na web da APDSI, imediatamente após a sua produção.

Reconhece-se que este livro é uma cedência ao analógico num mundo cada vez mais digital. Mas tal como a televisão não destronou a rádio, nem esta a imprensa escrita, nem o cinema o teatro, continuará a haver lugar para o livro, mesmo numa sociedade predominantemente digital.

Repensar a sociedade da informação e do conhecimento no início do Séc. XXI que constitui o tema deste livro, encontra a sua justificação no facto de perspectivar o futuro ser uma actividade normal da natureza humana. Em áreas com uma evolução muito rápida para além de normal é uma necessidade.

A temática da sociedade da informação e do conhecimento está precisamente nesta última categoria. As implicações no quotidiano dos cidadãos, na organização da sociedade, nos comportamentos colectivos, na forma de gerir os negócios, na comunicação social, na educação, na saúde, na cultura e no entretenimento, para referir apenas algumas das áreas em que as suas repercussões se fazem sentir, são muito importantes.

Pensar o futuro é deste modo uma actividade imprescindível para todos aqueles que desejam intervir no desenvolvimento deste processo, que se encontra em curso na sociedade, em que a informação e o conhecimento ganham um papel progressivamente mais importante na criação de riqueza e na melhoria da qualidade de vida. Os efeitos fazem-se sentir no campo social e no domínio da organização política. As transformações tecnológicas são o gatilho que faz detonar essas alterações, nem sempre de forma imediata. É habitual existir um período mais ou menos longo de assimilação da tecnologia e de exploração das suas potencialidades. Não podemos ficar alheios a este conjunto de questões que de certo modo influenciam o futuro de todos os cidadãos e, ainda, dos agentes económicos, em Portugal e nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, como foi constatado na Cimeira das Nações Unidas sobre a Sociedade da Informação que se realizou em Genebra, no final de 2003.

A sociedade da informação e do conhecimento está por todo o lado, e também no discurso dos políticos que se aperceberam que deve ter alguma importância, dado o número de cimeiras e conferências ministeriais organizadas por entidades idóneas, da União Europeia às Nações Unidas.

Em Portugal não se fugiu à regra. Menciona-se a importância da governação electrónica e dos seus contributos para a modernização do Estado e aumento da produtividade da administração pública.

Os planos operacionais respectivos dispõem sempre de recursos, que infelizmente com frequência no passado foram transferidos para outros programas operacionais, igualmente importantes.

Enquanto isso a administração pública continua enredada na ausência de sistemas de informação adequados ao cabal desempenho das suas funções. A situação é ainda parecida em vários sectores da administração pública com aquela que ocorria na banca dos anos sessenta antes de ter havido investimento nos respectivos sistemas de informação. Os que viveram essa época ainda se recordam das enormes filas para efectuar o levantamento do dinheiro para as necessidades da semana, mediante um cheque – não havia Multibanco – que tinha de ser confirmado na agência em que a conta tinha sido aberta. Batalhões de funcionários bancários asseguravam laboriosa e empenhadamente essas sublimes funções.

A administração pública ainda está um pouco assim. Em muitos hospitais não há rasto dos exames efectuados pelo doente, mesmo que tenham sido efectuados nesse mesmo hospital. Já não falamos da história clínica do doente, respeitando normas claras de confidencialidade e de deontologia médica, disponível sempre que necessário para a prestação de cuidados de saúde.

Na educação o ministério desconhece o seu corpo docente tendo necessidade de organizar concursos que envolvem centenas de milhares de professores para a sua colocação, todos os anos. Depois, uns meros erros na entrada de alguns dados criam por vezes enorme polémica nacional e o atraso no início do ano escolar. Poderíamos também referir aquela ideia interessante da Internet das escolas, isolada da adequação dos planos de estudo e das práticas pedagógicas, o que corresponde a continuar a ensinar o mesmo com a Internet para animar os alunos.

Na justiça é melhor não se falar. Todos aqueles pareceres e deliberações muito doutos a serem repetidos sem “cópia e colagem”, em processos perdidos no tempo, cozidos com cordéis, para ficarem mais seguros e as folhas não se perderem com as correntes de ar. Imaginem um banco a funcionar da mesma forma com os cheques agravados no dossier da conta do titular. Quatro a cinco anos para dar andamento a processos que a mais elementar justiça exigia que não ultrapassassem quatro a cinco meses. A jurisprudência longe da ponta dos dedos para que os senhores doutores juízes tenham que vasculhar muito para poderem decidir com isenção.

As compras públicas a serem processadas por laboriosos mecanismos burocráticos, algumas vezes propositadamente pouco transparentes, fazendo tábua rasa das aquisições por via electrónica, quando as próprias donas de casa já estão a desabituar-se de ir ao supermercado.

É neste contexto nacional, onde felizmente se vão observando melhorias pontuais que pouco a pouco vão alterando o panorama no sentido positivo do aumento de eficiência, que os Fóruns da Arrábida se processaram. A sociedade da informação e do conhecimento não é para levar com ligeireza pois tem a ver directamente com a qualidade de vida dos cidadãos, incluindo estes na sua qualidade de profissionais ou agentes económicos e uma vez que a competitividade do país no contexto das nações depende directamente da sua capacidade de se adaptar à era em que se vive. Não nos podemos esquecer que esta é a era da sociedade da informação e do conhecimento".

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lançamento do livro "Repensar a Sociedade da Informação e do Conhecimento no início do Século XXI -10 Anos de Fóruns da Arrábida"

A APDSI vai lançar o livro "Repensar a Sociedade da Informação e do Conhecimento no início do Século XXI -10 Anos de Fóruns da Arrábida".

A apresentação vai decorrer na próxima terça-feira, 30 de outubro de 2012, na livraria Bertrand, no Picoas Plaza, em Lisboa, às 18h30.

O livro reúne os relatórios dos últimos 10 anos de Fóruns da Arrábida com todos os seus desafios e conclusões apresentadas.

"O desafio é transformar a informação em verdadeiro conhecimento e isso está longe de ser conseguido e é por isso que os jovens também estão "às aranhas", emaranhados na teia um pouco como eu fiquei nesta rede de informações que constitui este livro, a par do conhecimento que aí se encerra", lê-se no prefácio, da autoria de Amado da Silva, Presidente do Concelho de Administração do ICP - ANACOM e patrocinador exclusivo do Fórum da Arrábida ao longo desta década.

As inscrições para a sessão de lançamento são gratuitas mas obrigatórias para secretariado@apdsi.pt. Para mais informações consulte o nosso sítio na web.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

11º Fórum da Arrábida da APDSI (2012) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Uma Agenda para o Crescimento e a Coesão Social"


Decorreu, nos passados dias 12 e 13 de outubro, o 11º Fórum da Arrábida que vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e tem como objetivo reunir um conjunto de personalidades que possam, em conjunto, e a partir de diferentes perspetivas, refletir e explorar novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal, num mundo cada vez mais complexo e incerto.

Pretendeu-se, novamente, recriar um processo de análise e de reflexão sobre o que imaginamos ser o caminho para melhor desenvolvermos e endogeneizarmos os benefícios de uma sociedade baseada na informação e no conhecimento, refletindo sobre as políticas públicas e a posição dos cidadãos.

Veja as apresentações dos keynote speakers e dos grupos de trabalho já disponíveis aqui.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

10º Fórum da Arrábida da APDSI (2011)

A APDSI realizou o 10º Fórum da Arrádiba subordinado ao tema "Segredos de Estado - Transparência na Internet".

Este encontro vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e tem como objectivo reunir um conjunto de personalidades que possam em conjunto, e de diferentes perspectivas, reflectir e explorar novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal e num mundo que, como sabemos, é cada vez mais complexo e incerto colocando-nos perante constantes desafios individuais e colectivos.

Pretende-se continuar um processo de análise e de reflexão sobre o que imaginamos ser o caminho para melhor desenvolvermos e endogeneizarmos os benefícios de uma sociedade baseada na informação e no conhecimento, reflectindo sobre as políticas públicas e a posição dos cidadãos.

Discutir ideias, baseados em necessidades, valores e modos de comportamento em que acreditamos hoje, mas que permitam também posicionar-nos para além das nossas rotinas diárias e considerar papéis e intervenções alternativas a esses quotidianos é também um objectivo a alcançar.

Pensar no futuro implica tentarmos perceber de que modo a sociedade, como um todo, influencia a inovação tecnológica e a adopção de novas tecnologias, e noutro sentido, explorar de que forma estas vão ao encontro das necessidades dos cidadãos, dos diferentes grupos sociais, dos agentes económicos e das instituições em geral.

Veja no nosso sítio as apresentações.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

APDSI prepara Fórum da Arrábida

No próximo mês de Outubro a APDSI vai realizar o 10º Fórum da Arrábida, no complexo do Convento da Arrábida, em Setúbal.

Esta edição do Fórum da Arrábida é dedicada ao agitado e oportuno tema "Segredos de Estado - Transparência na Internet". Serão abordados aspectos relativos à transparência na Internet, ao papel dos media e aos desafios que se colocam à soberania dos países num espaço que já é praticamente omnipresente.

Estes fóruns, que se realizam anualmente desde 2002 e que têm como tema geral comum "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação", reunem um conjunto de personalidades num verdadeiro think tank no qual são exploradas ideias e perspectivas sobre o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal.

Nas edições mais recentes abordaram-se os seguintes temas; O Papel da Sociedade da Informação da Superação da Crise (2010); O Papel do Estado (2009); Como Mobilizar Portugal (2008).

Este evento é patrocinado pela ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações.

Como é normal relativamente às actividades desenvolvidas pela APDSI, as conclusões serão posteriormente inseridas no seu sítio na Web.