segunda-feira, 30 de junho de 2014

Apresentação do livro "A Migração para a Cloud"



A EuroCloud Portugal, em parceria com o TICE.PT e APDSI, realiza na quarta-feira, 2 de Julho, a partir das 8h30, a conferência e apresentação do livro "A Migração para a Cloud", no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

O evento conta com a participação especial do autor do livro, Tobias Hollwarth, e da coordenadora do projeto "bandeira" da Comissão Europeia, "Cloud For Europe".

Após as formalidades de apresentação vai haver um período para apresentação e discussão de estratégias de migração para a Cloud, que vai contar com a participação de especialistas nacionais.

A participação é gratuita mas o registo é obrigatório no seguinte endereço: http://eepurl.com/X1c8X.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

APDSI junta-se no Pequeno-Almoço “Amor 2.0”



A APDSI organizou hoje mais uma edição dos Pequenos-Almoços temáticos, desta vez dedicado ao “Amor 2.0”. Em ambiente de informal troca de opiniões e experiências, na sede da Associação, a Engª Ana Neves lançou algumas das questões em debate, em colaboração com a aluna de mestrado Patrícia Matos, também a aprofundar as relações humanas no universo online.

O Pequeno-Almoço “Amor 2.0” propôs para discussão questões como as alterações comportamentais que as redes sociais podem potenciar nas relações familiares, amorosas e de amizade. Será que o Facebook está a destruir relações? Não. Apesar da palavra “Facebook” ser mencionada em 40% dos processos de divórcio atuais, no grupo de discussão foi unânime a opinião de que as redes sociais facilitam e aceleram aquilo que já se passa na vida real, ou seja, relacionamentos pouco sólidos, mais rapidamente se fragilizam com a intervenção da web, mas não é a web que potencia o fim, enquanto relações saudáveis não saem “beliscadas” pela vida online. Parece, no entanto, haver uma tendência crescente para a criação de regras entre o casal para a utilização e atenção que se dedica ao Facebook.

A rede social de Mark Zuckerberg foi, de fato, aquela que o grupo considerou a maior “ameaça” às relações amorosas que não parecem sustentar as suas rupturas no Twitter ou no LinkedIn que mantém intacta a sua imagem de rede exclusivamente profissional.

Outra das consequências da presença no mundo virtual e da facilidade com que fotografias e participações em festas testemunham o nosso lado lúdico, são os chamados “pedidos de amizade”. A possibilidade de serem apenas episódios pontuais de contacto é real mas foi também feita a comparação com o “piropo” à antiga que mais não seria que uma tentativa de aproximação de alguém a quem despertámos interesse. 

Com um café, uma fatia de bolo e uma fruta pelo meio, o assunto “Amor 2.0” conduziu a uma outra problemática que poderá ter consequências graves e descontroladas por parte dos utilizadores mais incautos (eventualmente, a maioria da população, mesmo a mais esclarecida, atendendo às constantes mudanças nas políticas de privacidade, nomeadamente, do Facebook, concluiu o grupo): a questão da privacidade online que levanta questões sobre o que se deve expor e o que se deve proteger. A aluna Patrícia Matos aludiu ao trabalho de mestrado que está a desenvolver para mencionar que nas zonas do interior sul do país, os utilizadores têm poucas cautelas em matéria de privacidade online.

A fechar, ficou a pergunta de retórica sobre estas questões do “Amor 2.0”: será um assunto que o tempo vai resolver ou estaremos perante um conjunto de dúvidas que vão manter-se?

No próximo dia 10 de julho, a sede da APDSI vai acolher outro Pequeno-Almoço Temático, neste caso dedicado à “Educação 2.0”.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

APDSI apresenta guia sobre tratamento de dados pessoais que pretende «criar awareness às empresas e instituições»



A Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) apresentou ontem um “Guia sobre tratamento de dados pessoais”, que pretende «chamar a atenção das empresas para a questão da proteção dos dados pessoais, para poderem desenvolver os seus negócios de uma maneira mais tranquila», afirma Magda Cocco, da VdA - Vieira de Almeida & Associados, que integra o Grupo de Segurança na Sociedade da Informação (GSSI), da APDSI. Magda Cocco esclareceu que esta ligação da VdA à APDSI se prende com a pertinência do tema que se torna cada vez mais importante no futuro dos clientes da associação de advogados, sendo, ao mesmo tempo, um dos propósitos da APDSI no âmbito da Sociedade da Informação. «Os dados pessoais são o petróleo deste século», compara Magda Cocco enquanto sublinha que os dados devem ser avaliados e tratados consoante a unidade de negócio de determinada empresa: «Os valores que os dados pessoais têm para a REN e para a EDP, por exemplo, são completamente diferentes».

Além das consequências jurídicas, a exploração indevida dos dados pessoais também tem consequências negativas para a imagem da empresa daí que no mundo actual as organizações precisem de focar cada vez mais a sua atenção sobre o assunto “privacidade”.

Tiago Azevedo, da REN, explica que na Rede Elétrica Nacional «não são usados os dados para nenhuma função» mas, socorrendo-se da sua experiência anterior num grupo de media, alerta para o facto de toda a informação ser explorável como unidade de negócio. «Quando damos informações sobre nós queremos acreditar que elas vão ser tratadas com o maior cuidado possível», afirma Tiago Azevedo, ao colocar-se do lado do consumidor. O responsável pelo tratamento de dados na REN garante que «podem cumprir-se as normas e tirar partido da informação ao mesmo tempo».

Virgílio Rocha, da EDP, reconhece que a empresa é detentora de um valioso conjunto de dados pessoais dos clientes mas que até terão um interesse mais aliciante para terceiros, já que, para a EDP, os aspectos legais sempre foram considerados: «Tomámos a decisão de acautelar todos os aspetos legais com muito cuidado, ao ponto de querermos saber onde ficavam os dados e foi importante perceber que os dados ficam nacomunidade europeia», afiançou Virgílio Rocha. O especialista lembrou, contudo, que a médio prazo os computadores inteligentes vão facilmente permitir saber quais os hábitos e rotinas de cada família.

Luís Neto Galvão, da SRS Advogados, afirma que o guia da APDSI «foca pontos fundamentais para uma empresa que esteja fora desta área de atuação e queira estar informada», lembrando que esta deveria ser uma função da Comissão Nacional de Proteção de Dados: «A lei de proteção de dados é hoje uma realidade omnipresente em empresas que tratam dados sensíveis. Este guia aborda a questão da proteção de dados de uma forma muito perceptível».

No debate complementar à apresentação do guia surgiu a necessidade de definição da expressão “dados pessoais”, que podem ser o e-mail, telefone e morada e os chamados “dados sensíveis” relativos a questões de saúde ou convicções filosóficas, por exemplo. A autorização de cedência de dados pessoais também é uma questão que preocupa os advogados, na medida em que demora muito tempo a obter-se: «Na maior parte dos casos é um dilema começar o tratamento dos dados o que pode levar à perda da oportunidade de negócio». As sanções criminais também estão previstas na lei, podendo variar entre os 30 mil euros e os 10 milhões de euros.

«O que o guia faz é alertar as empresas para diversas questões relacionadas com a privacidade», salientou José Gomes Almeida, da Direção da APDSI, e um dos autores do “Guia sobre tratamento de dados pessoais”. «A informação que vamos dando ao longo da vida, normalmente em forma digital, é recolhida, armazenada, tratada e explorada segundo ciclos de vida mais ou menos característicos. A qualquer uma das fases dos ciclos de vida estão associados riscos em que os agentes intervenientes nos processos existentes em cada fase de um ciclo têm responsabilidades específicas», mostrou José Gomes Almeida na sua apresentação, onde também deu o exemplo da Vodafone como uma das primeiras empresas a apresentar publicamente a sua preocupação nesta matéria.

Manuel Pedrosa de Barros, da ANACOM e também membro do GSSI, resumiu o debate lembrando a importância das questões de privacidade: «Qualquer entidade ao sentir-se mais exposta pode gerar um conflito. Todos têm direito a debater e a estar informados sobre o assunto».

A revisão da cultura de segurança enquanto tema importante para as linhas de orientação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), foi a abordagem com que Manuel Pedrosa de Barros encerrou a sessão. «O tema traz assuntos como a defesa e o progresso científico nos quais a partilha de dados pessoais se aceita mas é bom por dúvidas sobre ela».

O guia, produzido pelo GSSI e apresentado no auditório da VdA Advogados, foi disponibilizado, em formato físico, a todos os presentes, além de estar disponível em versão e-book no sítio na web da APDSI.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

«A VELHICE OFENDIDA»



Num blogue centrado nas tecnologias da informação, faz sentido que, de vez em quando, se pare um pouco e atente em artigos como um recente de José Tolentino Mendonça,  «A VELHICE OFENDIDA»,  de que pode saber através daqui. Em determinado momento podemos ler:
«Há aquele belíssimo provérbio que diz: "Quando morre um velho arde uma biblioteca". Mas continuará isso válido no mundo hipertecnológico em que vivemos, quando os saberes cotados duram um breve relâmpago até serem substituídos pela novidade mais competitiva? Os velhos são rapidamente declarados infoexcluidos ou analfabetos funcionais em relação às gerações mais jovens, que pensam, formatam e comunicam o mundo de outra forma». 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os executivos preferem o e-mail



O e-mail é a principal fonte e ferramenta de partilha de notícias escolhida pelos executivos. Este é o resultado de um estudo, feito à escala mundial, pela Quartz.

Apesar das redes sociais serem cada vez mais importantes indutoras de tráfego para os sites de notícias, um estudo da publicação digital vem demonstrar que quem quiser alcançar líderes empresariais e executivos de topo não pode negligenciar a importância das e-newsletters e do e-mail.

No inquérito feito a 940 executivos de topo ficou também a saber-se que 61% assina jornais e revistas em papel e 37% paga por conteúdos digitais.

Ainda no âmbito do estudo, os resultados apontam que, para 60% desses responsáveis, as newsletters por correio electrónico são a primeira fonte de notícias verificada diariamente, o dobro dos 28% que afirmam preferir abrir uma app de notícias para se informarem e superior aos 43% que preferem ler notícias num browser de um dispositivo móvel ou numa app de social media. As redes sociais como fonte de notícias ficam, aliás, muito atrás dos meios acima mencionados: Twitter (23%), Facebook (19%) e mesmo a rede profissional LinkedIn (12%).

Outro dado revela que 75% dos gestores de topo dispende diariamente pelo menos meia hora para se informar e de preferência logo pela manhã. Quanto às ferramentas mais usadas para a partilha de conteúdos considerados interessantes o e-mail leva vantagem (80%), contra os 43% que prefere recorrer ao Twitter ou os 30% que usa o Facebook para fazê-lo.

O estudo completo está disponível aqui.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Criadores do QR Code ganham Oscares Europeus da Tecnologia e Inovação



Os japoneses Masahiro Hara e Takayuki Nagaya, inventores do QR Code, destacaram-se nos Oscares Europeus da Tecnologia e Inovação, ao ganharem na categoria Popularidade. A cerimónia decorreu nesta terça-feira, 17 de junho, em Berlim, na Alemanha.

Dos quinze inventores (e equipas) a concurso pelo prémio de Popularidade, 29% dos europeus que participaram nas votações online escolheram Masahiro Hara e Takayuki Nagaya, japoneses responsáveis pelo QR Code. A vitória foi celebrada de forma efusiva pela equipa que, em palco, prometeu introduzir em breve mais inovações ao código que inventaram.

Os europeus são quem mais gosta de usar o QR Code, os "quadrados mágicos" que têm substituído os códigos de barras. Esta inovação, tão presente no nosso dia-a-dia, não ganhou, no entanto, na categoria principal para a qual estava nomeada. O vencedor na categoria que prestava homenagem a inventores de países não-europeus foi Charles W. Hull, cujo trabalho com luzes ultravioleta acabou por tornar possível as inovadoras impressoras 3D.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

"Saboo The Tiger" chama crianças para a leitura online



"Saboo The Tiger" é o título de um livro infantil, destinado a crianças dos três aos oito anos, que dois portugueses decidiram editar de forma independente, estando apenas disponível na Amazon, em formato de livro para compra, e em formato digital, para tablet (através do Kindle).

A edição do livro em inglês e a publicação digital é da autoria de Ricardo Santos enquanto a narrativa e as ilustrações têm a assinatura de Pedro Salvador Mendes.

Sendo uma iniciativa independente, os autores têm todos os direitos sobre a edição, tal como as percentagens de venda (royalties) que são maiores do que teriam numa edição nacional, sendo uma forma de dispensar as editoras e apostar nas novas tecnologias, o veículo que também cada vez mais cedo os mais pequenos privilegiam. 

A história, que começa com um tigre madrugador que quer pintar o nascer do sol, já vendeu algumas centenas de exemplares para os Estados Unidos e Inglaterra. Na sua aventura, Saboo é acompanhado pelo amigo Kangaroo. Para breve os autores já preparam o lançamento de "Saboo e o Mar".