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segunda-feira, 22 de maio de 2017

itSMF prepara mais uma edição do IT'S TIME TO TALK ABOUT... Defining and Implementing Security Policies - Opportunities to increase Information Security



A edição deste mês de IT'S TIME TO TALK ABOUT é dedicada ao tema da Segurança e reúne especialistas e consultores da área. As questões, relacionadas com a Definição e Implementação de Políticas de Segurança, vão ser abordadas nas suas variadas vertentes, de forma descomprometida, informal, aberta, mas assumidamente pragmática com o objetivo de sensibilizar, informar, partilhar experiências e conhecimento, perspetivando oportunidades e soluções nesta matéria.

A itSMF Portugal realiza no próximo dia 30 de maio, entre as 17h00 e as 19h00, na Fundação Cidade de Lisboa, mais uma edição da iniciativa IT'S TIME TO TALK ABOUT. Enquadrada no ROADMAP TO IS/IT MANAGEMENT, PRIVACY & SECURITY, desta vez o tema é "Defining and Implementing Security Policies" num debate cuja moderação está a cargo de José Carlos Martins e conta ainda com as participações de Fernando Fevereiro Mendes, da Focus2Comply, Sérgio Sá, da EY Portugal, e Rui Duro, da Checkpoint Systems Portugal.

As organizações estão permanentemente em risco. É impossível afirmar que uma organização está 100% segura, apenas se pode afirmar que existem dois tipos de organizações, as que já foram vítimas de um ataque e as que ainda vão ser.

A crescente escalada de ameaças digitais, resultante das vulnerabilidades dos diversos sistemas de informação, podem atacar os dados e informação das mais diversas organizações. A segurança da informação é, pois, vital na sociedade atual. A criação de procedimentos, políticas, práticas, ou mesmo sistemas de Gestão da Segurança da Informação, devem ser cruciais para as organizações como forma de protegerem eficazmente os seus dados e, por consequência, o seu negócio. 

De uma perspetiva de negócio, é vital que as organizações, grandes ou pequenas sejam capazes de identificar os riscos para a segurança e gerir eficazmente as ameaças dos seus sistemas de informação. Simultaneamente os gestores, devem reconhecer que a gestão de riscos é um processo contínuo onde nunca se encontrará uma segurança absoluta, devido às constantes alterações das tecnologias e dos vetores de ameaça.

Melhorar a segurança de uma organização é possível através de um processo efetivo de gestão de riscos, com enfâse na gestão.

A inscrição é gratuita mas obrigatória e deve ser feita aqui.

Agenda: 

17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas

17h30: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal

17h35: Mesa de debate: "Defining and Implementing Security Policies" 
Moderador: José Carlos Martins, "IT'S TIME TO TALK ABOUT".
Painel: 
- Fernando Fevereiro Mendes, Focus2Comply
- Sérgio Sá, EY Portugal
- Rui Duro, Checkpoint Systems Portugal

19h00: Encerramento

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

15.º Fórum da Arrábida: relatório e conclusões


A Arrábida foi, pelo 15.º ano consecutivo, o local escolhido pela Direção da APDSI para debater questões da atualidade relacionadas com Privacidade, Cibersegurança e Regulação Económica a 7 de outubro de 2016.

Raul Mascarenhas, presidente da Direção da APDSI, abriu os trabalhos da 15.ª edição do Fórum salientando a importância deste encontro realizado desde 2002, a que chamou "um ponto alto de reflexão, este ano dedicado a uma troika" e apresentando aos participantes o livro que sumariza as conclusões obtidas nos 10 anos de Fórum da Arrábida. De recordar que a publicação foi aqui apresentada, pela primeira vez, em outubro de 2012.

Para o arranque de trabalhos foi lançado o desafio de cada um dos três grupos identificar problemas e recomendações ao "estabelecer a relação entre temas para termos uma perspetiva mais geral". Para a sessão plenária ficaram reservados os resumos dos trabalhos do dia.

Em jeito de conclusão dos trabalhos, coube a Raul Mascarenhas deixar umas palavras para "a proteção daqueles que não são capazes de ter controlo na sua decisão, como os infoexcluídos e os menores; alguém tem que os defender". Outro aspeto falado teve a ver com os mecanismos regulatórios, em analogia ao que se verificou no âmbito ambiental nos últimos anos, com várias intervenientes a apontarem o caminho para a certificação. O problema pode passar pelo facto de muitas das apps serem gratuitas e de a certificação só abranger aquilo que é vendido.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

15.º Fórum da Arrábida da APDSI (2016) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica"



A APDSI realizou, no dia 7 de outubro de 2016, o 15.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O Fórum da Arrábida, na sua edição de 2016, vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto e sob diferentes perspetivas, refletiram e exploraram novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal. Estamos num mundo cada vez mais complexo e incerto que nos coloca constantes desafios individuais e coletivos.

Este ano, o Fórum da Arrábida focou-se no tema "Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O mundo entrou numa nova Era tecnológica, em que as questões ligadas à privacidade, à segurança nas redes e as suas relações e implicações com o mundo económico globalizado, são de importância critica para a vida em sociedade e estão no centro do futuro da SI. Importava, assim, fazer um debate à volta das diferentes perspetivas que se colocam aos cidadãos, às instituições e, em geral, à vida em sociedade.

A APDSI, como associação ativa da Sociedade Civil, pretendeu com este fórum dar o seu singelo contributo para que o advento da SI seja uma grande oportunidade para Portugal e para os portugueses.

A parte da manhã foi dedicada à introdução dos temas em discussão, com o contributo de dois keynote speakers, cujas análises e perspetivas estimularam e complementaram as diferentes visões que os participantes partilharam ao longo do dia.

Abertos os horizontes e estruturados os problemas carentes de respostas, foram constituídos três Grupos de Reflexão que aprofundaram os seguintes domínios:

1 - Privacidade e CiberSegurança;

2 - CiberSegurança e Regulação Económica;

3 - Regulação Económica e Privacidade.

Veja aqui as apresentações e vídeos já disponíveis.

terça-feira, 12 de julho de 2016

3rd International Conference on Information Systems Security and Privacy - ICISSP 2017


A Conferência ICISSP (a 3.ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Informação de Privacidade e Segurança), organizada pelo INSTICC (Instituto de Sistemas e Tecnologias de Informação, Controlo e Comunicação) vai realizar-se de 19 a 21 de fevereiro 2017, no Porto. A APDSI é parceira da conferência.

A Conferência Internacional sobre Sistemas de Informação em Segurança e Privacidade visa criar um ponto de encontro para investigadores e profissionais que lidam com questões de segurança e privacidade, enquanto desafios que as organizações enfrentam, não só por questões tecnológicas, mas também por questões sociais. A organização da Conferência está a fazer um call for papers, de natureza prática ou teórica, que apresentem resultados de investigação ou aplicações que abordem todos os aspetos preocupantes de segurança e privacidade, para as organizações ou para indivíduos, criando assim novas oportunidades de investigação.

Uma das contribuições mais importantes que a ICISSP pretende dar é a criação de um fórum de alto nível em colaboração com os mais prestigiados especialistas, reconhecidos internacionalmente, incluindo nomes como Olivier Camp (MODESTE / ESEO, França), que vai presidir à Conferência, Paolo Mori (Istituto di Informatica e Telematica, Consiglio Nazionale delle Ricerche, Itália) e Steven Furnell (Universidade de Plymouth, Reino Unido) como vice-coordenador da conferência. Os oradores convidados pela ICISSP 2017 são reconhecidos especialistas nas suas áreas: Elisa Bertino (Purdue University, Estados Unidos), Nancy Cam-Winget (Cisco Systems, Estados Unidos) e Bart Preneel (KULeuven ESAT / COSIC, Bélgica).

Todos os trabalhos aceites serão publicados na conferência, numa referência ISBN, em papel e em suporte CD-ROM.

Saiba mais aqui.

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The ICISSP Conference (The 3rd International Conference on Information Systems Security and Privacy) organized by INSTICC (Institute for Systems and Technologies of Information, Control and Communication) will take place from 19 to 21 of February 2017 in Porto, Portugal.

The International Conference on Information Systems Security and Privacy aims at creating a meeting point for researchers and practitioners that address security and privacy challenges that concern information systems, especially in organizations, including not only technological issues but also social issues. The conference welcomes papers of either practical or theoretical nature, presenting research or applications addressing all aspects of security and privacy, that concerns to organizations and individuals, thus creating new research opportunities.

One of the most important contributions that ICISSP brings about is the creation of a high-level forum in collaboration with the most prestigious internationally recognized experts, including names such as Olivier Camp (MODESTE/ESEO, France) as a Conference Chair. Paolo Mori (Istituto di Informatica e Telematica, Consiglio Nazionale delle Ricerche, Italy) and Steven Furnell (Plymouth University, United Kingdom) as a Program Co-Chairs. ICISSP 2017 will have invited keynote speakers, who are internationally recognized experts in their areas: Elisa Bertino (Purdue University, United States), Nancy Cam-Winget (Cisco Systems, United States) and Bart Preneel (K.U.Leuven ESAT/COSIC, Belgium).

All accepted papers will be published in the conference proceedings, under an ISBN reference, on paper and on CD-ROM support.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

3.ª Conferência: Privacidade, Inovação e Internet



A APDSI vai realizar, no próximo dia 30 de janeiro, a terceira edição da conferência Privacidade, Inovação e Internet. A iniciativa realiza-se entre as 9h00 e as 13h00 na Sala 2 da Culturgest, em Lisboa.

A conferência, coordenada por José Gomes Almeida, pretende promover a discussão sobre como conjugar fatores com impacto nas nossas vidas, tanto os associados à proteção dos dados pessoais, como os relacionados com a adaptação aos desafios das novas soluções num contexto de estímulo e promoção da a economia.

É possível uma coexistência pacífica e equilibrada entre o direito e a proteção de dados, o desenvolvimento e a inovação? A regulamentação local para dar resposta aos desafios globais é eficiente? Appification: oportunidade ou desafio? Estas são algumas das questões que vão alimentar o espaço de debate com o objetivo de fomentar o debate público sobre este novo prisma da Internet no qual os alvos se encontram tanto no terreno técnico, como no jurídico, como no dos valores culturais e comportamentais.

Isto acontece, não só em resultado das soluções que vão sendo disponibilizadas para uso e exploração da Internet mas, principalmente, porque é cada vez mais aguda a consciência da população relativamente aos riscos a que estão expostos os seus valores associados à segurança e à estabilidade.

O programa está disponível no sítio na web da APDSI.

A inscrição na conferência é gratuita e pode fazê-la aqui.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

APDSI junta-se no Pequeno-Almoço “Amor 2.0”



A APDSI organizou hoje mais uma edição dos Pequenos-Almoços temáticos, desta vez dedicado ao “Amor 2.0”. Em ambiente de informal troca de opiniões e experiências, na sede da Associação, a Engª Ana Neves lançou algumas das questões em debate, em colaboração com a aluna de mestrado Patrícia Matos, também a aprofundar as relações humanas no universo online.

O Pequeno-Almoço “Amor 2.0” propôs para discussão questões como as alterações comportamentais que as redes sociais podem potenciar nas relações familiares, amorosas e de amizade. Será que o Facebook está a destruir relações? Não. Apesar da palavra “Facebook” ser mencionada em 40% dos processos de divórcio atuais, no grupo de discussão foi unânime a opinião de que as redes sociais facilitam e aceleram aquilo que já se passa na vida real, ou seja, relacionamentos pouco sólidos, mais rapidamente se fragilizam com a intervenção da web, mas não é a web que potencia o fim, enquanto relações saudáveis não saem “beliscadas” pela vida online. Parece, no entanto, haver uma tendência crescente para a criação de regras entre o casal para a utilização e atenção que se dedica ao Facebook.

A rede social de Mark Zuckerberg foi, de fato, aquela que o grupo considerou a maior “ameaça” às relações amorosas que não parecem sustentar as suas rupturas no Twitter ou no LinkedIn que mantém intacta a sua imagem de rede exclusivamente profissional.

Outra das consequências da presença no mundo virtual e da facilidade com que fotografias e participações em festas testemunham o nosso lado lúdico, são os chamados “pedidos de amizade”. A possibilidade de serem apenas episódios pontuais de contacto é real mas foi também feita a comparação com o “piropo” à antiga que mais não seria que uma tentativa de aproximação de alguém a quem despertámos interesse. 

Com um café, uma fatia de bolo e uma fruta pelo meio, o assunto “Amor 2.0” conduziu a uma outra problemática que poderá ter consequências graves e descontroladas por parte dos utilizadores mais incautos (eventualmente, a maioria da população, mesmo a mais esclarecida, atendendo às constantes mudanças nas políticas de privacidade, nomeadamente, do Facebook, concluiu o grupo): a questão da privacidade online que levanta questões sobre o que se deve expor e o que se deve proteger. A aluna Patrícia Matos aludiu ao trabalho de mestrado que está a desenvolver para mencionar que nas zonas do interior sul do país, os utilizadores têm poucas cautelas em matéria de privacidade online.

A fechar, ficou a pergunta de retórica sobre estas questões do “Amor 2.0”: será um assunto que o tempo vai resolver ou estaremos perante um conjunto de dúvidas que vão manter-se?

No próximo dia 10 de julho, a sede da APDSI vai acolher outro Pequeno-Almoço Temático, neste caso dedicado à “Educação 2.0”.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

APDSI apresenta guia sobre tratamento de dados pessoais que pretende «criar awareness às empresas e instituições»



A Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) apresentou ontem um “Guia sobre tratamento de dados pessoais”, que pretende «chamar a atenção das empresas para a questão da proteção dos dados pessoais, para poderem desenvolver os seus negócios de uma maneira mais tranquila», afirma Magda Cocco, da VdA - Vieira de Almeida & Associados, que integra o Grupo de Segurança na Sociedade da Informação (GSSI), da APDSI. Magda Cocco esclareceu que esta ligação da VdA à APDSI se prende com a pertinência do tema que se torna cada vez mais importante no futuro dos clientes da associação de advogados, sendo, ao mesmo tempo, um dos propósitos da APDSI no âmbito da Sociedade da Informação. «Os dados pessoais são o petróleo deste século», compara Magda Cocco enquanto sublinha que os dados devem ser avaliados e tratados consoante a unidade de negócio de determinada empresa: «Os valores que os dados pessoais têm para a REN e para a EDP, por exemplo, são completamente diferentes».

Além das consequências jurídicas, a exploração indevida dos dados pessoais também tem consequências negativas para a imagem da empresa daí que no mundo actual as organizações precisem de focar cada vez mais a sua atenção sobre o assunto “privacidade”.

Tiago Azevedo, da REN, explica que na Rede Elétrica Nacional «não são usados os dados para nenhuma função» mas, socorrendo-se da sua experiência anterior num grupo de media, alerta para o facto de toda a informação ser explorável como unidade de negócio. «Quando damos informações sobre nós queremos acreditar que elas vão ser tratadas com o maior cuidado possível», afirma Tiago Azevedo, ao colocar-se do lado do consumidor. O responsável pelo tratamento de dados na REN garante que «podem cumprir-se as normas e tirar partido da informação ao mesmo tempo».

Virgílio Rocha, da EDP, reconhece que a empresa é detentora de um valioso conjunto de dados pessoais dos clientes mas que até terão um interesse mais aliciante para terceiros, já que, para a EDP, os aspectos legais sempre foram considerados: «Tomámos a decisão de acautelar todos os aspetos legais com muito cuidado, ao ponto de querermos saber onde ficavam os dados e foi importante perceber que os dados ficam nacomunidade europeia», afiançou Virgílio Rocha. O especialista lembrou, contudo, que a médio prazo os computadores inteligentes vão facilmente permitir saber quais os hábitos e rotinas de cada família.

Luís Neto Galvão, da SRS Advogados, afirma que o guia da APDSI «foca pontos fundamentais para uma empresa que esteja fora desta área de atuação e queira estar informada», lembrando que esta deveria ser uma função da Comissão Nacional de Proteção de Dados: «A lei de proteção de dados é hoje uma realidade omnipresente em empresas que tratam dados sensíveis. Este guia aborda a questão da proteção de dados de uma forma muito perceptível».

No debate complementar à apresentação do guia surgiu a necessidade de definição da expressão “dados pessoais”, que podem ser o e-mail, telefone e morada e os chamados “dados sensíveis” relativos a questões de saúde ou convicções filosóficas, por exemplo. A autorização de cedência de dados pessoais também é uma questão que preocupa os advogados, na medida em que demora muito tempo a obter-se: «Na maior parte dos casos é um dilema começar o tratamento dos dados o que pode levar à perda da oportunidade de negócio». As sanções criminais também estão previstas na lei, podendo variar entre os 30 mil euros e os 10 milhões de euros.

«O que o guia faz é alertar as empresas para diversas questões relacionadas com a privacidade», salientou José Gomes Almeida, da Direção da APDSI, e um dos autores do “Guia sobre tratamento de dados pessoais”. «A informação que vamos dando ao longo da vida, normalmente em forma digital, é recolhida, armazenada, tratada e explorada segundo ciclos de vida mais ou menos característicos. A qualquer uma das fases dos ciclos de vida estão associados riscos em que os agentes intervenientes nos processos existentes em cada fase de um ciclo têm responsabilidades específicas», mostrou José Gomes Almeida na sua apresentação, onde também deu o exemplo da Vodafone como uma das primeiras empresas a apresentar publicamente a sua preocupação nesta matéria.

Manuel Pedrosa de Barros, da ANACOM e também membro do GSSI, resumiu o debate lembrando a importância das questões de privacidade: «Qualquer entidade ao sentir-se mais exposta pode gerar um conflito. Todos têm direito a debater e a estar informados sobre o assunto».

A revisão da cultura de segurança enquanto tema importante para as linhas de orientação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), foi a abordagem com que Manuel Pedrosa de Barros encerrou a sessão. «O tema traz assuntos como a defesa e o progresso científico nos quais a partilha de dados pessoais se aceita mas é bom por dúvidas sobre ela».

O guia, produzido pelo GSSI e apresentado no auditório da VdA Advogados, foi disponibilizado, em formato físico, a todos os presentes, além de estar disponível em versão e-book no sítio na web da APDSI.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Apresentação do "Guia sobre o tratamento de dados pessoais"



A APDSI apresenta o "Guia sobre o tratamento de dados pessoais" no próximo dia 25 de junho, entre as 18h00 e as 20h00, no Auditório da VdA - Vieira de Almeida & Associados.

O guia foi produzido pelo Grupo Segurança na Sociedade da Informação (GSSI), da APDSI, e é orientado principalmente para as empresas, sobretudo as PME. Nesta apresentação o GSSI pretende motivar o debate sobre o assunto Privacidade, tantas vezes descurada.

O GSSI da APDSI tem por objetivos contribuir para:

- A promoção da confiança através do desenvolvimento de uma cultura de segurança em todas as entidades (públicas e privadas) e cidadão participantes numa sociedade aberta, transparente e responsável;
- A promoção da melhoria do conhecimento nas novas oportunidades e nos riscos emergentes, resultantes da evolução tecnológica e de cenários de ameaça e vulnerabilidades;
- A promoção de uma atitude ativa na sociedade, nas empresas, na administração pública e nos cidadãos, que alie a criatividade, a inovação e a gestão do risco, na construção de bases sólidas para o desenvolvimento social e económico.
Normalmente o GSSI mantém-se atento aos domínios da Segurança e da Privacidade, no que é importante para uma Sociedade da Informação moderna e de progresso.

A VdA situa-se na Av. Eng. Duarte Pacheco, 26, Lisboa, junto às Amoreiras. A inscrição é gratuita mas obrigatória e pode fazê-la aqui.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Internet no Brasil prestes a ser legislada



O projeto inicial para a criação de uma constituição para a Internet no Brasil foi aprovado pela Câmara dos Deputados, estando cada vez mais próximo de se tornar uma realidade. A notícia é avançada pelo jornal Estado de São Paulo que acrescenta que já foram agendadas as primeiras audiências interativas nesse sentido.

O chamado Marco Civil deverá ser aprovado até ao final de abril, altura em que a cidade de São Paulo recebe a Conferência Internacional sobre Governança na Internet. A futura legislação determina direitos e deveres para os internautas e estabelece normas para os fornecedores e empresas de tecnologia no Brasil. A proposta ganhou força no país após o escândalo provocado pelo esquema de espionagem da NSA. 

Entre os principais pontos da proposta está a garantia do direito à privacidade dos utilizadores.

No que diz respeito à neutralidade, a proposta determina que os fornecedores não podem limitar o acesso dos utilizadores a determinados conteúdos ou cobrar preços diferentes para cada tipo de serviço prestado. 

Estabelece-se, no entanto, que em casos excecionais alguns sites possam beneficiar de maior velocidade,por exemplo o site da Receita Federal - as Finanças brasileiras - na altura da entrega de impostos.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Será a América um Big Brother?


A revelação de que a Agência de Segurança norte americana tem um sistema que vigia todas as comunicações globais está a deixar o mundo em polvorosa com as questões da privacidade.

E-mails, chamadas telefónicas, conversas no Skype, fotografias e posts colocados nas redes sociais são tudo atividades de todos os cidadãos do mundo que estão a ser vigiadas por um sistema de informação, baseado em supercomputadores, usado, segundo o Governo americano, para controlar questões de segurança.

O PRISM (Planning Tool for Resource Integration, Synchronization, and Management) é um sistema descoberto por um espião, Edward Snowden, que agora procura asilo politico no Equador depois de ter aceite um cargo de consultor com o objetivo de desmascarar o PRISM.

A onda de protestos que surgiu depois das revelações é enorme e assume uma proporção cada vez maior, não só da parte de Governos de outros países como de utilizadores individuais e organizações de defesa da privacidade, mas também nos Estados Unidos os cidadãos se sentiram ameaçados por serem vigiados por uma agência que supostamente só deveria fazer vigilância externa. Mesmo as garantias dadas pela administração do presidente Barack Obama de que o programa foi descontinuado não acalmaram os ânimos, até porque continuam a ser contrariadas por novos dados.

Uma carta aberta, assinada pelo Diretor da NSA, procura explicar que todas as ações são legais. No entanto, até a Mozilla lançou uma campanha, designada Stop Watching Us, que junta várias organizações na defesa da privacidade e promove alguns conselhos sobre como proteger os dados usando diversos serviços online.

De recordar que já em 2006 a APDSI se mostrava preocupada com estas e outras questões relativas à questão da privacidade, que inspiraram mesmo dois dias de intenso debate e troca de ideias no Fórum da Arrábida. Recorde aqui a edição desse ano e descarregue o relatório gratuitamente.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Conferência: Privacidade, Inovação e Internet - vídeo

A APDSI  realizou, a 22 de maio de 2013, uma  conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet".


O engenheiro José Gomes Almeida, coordenador da conferência e membro da direção da APDSI, começou por contextualizar o significado atual de privacidade, dando como exemplo os mapas que existem online com vistas de ruas, ou do Facebook que mostra a nossa história de vida, recordando que  já em 2009 a APDSI tinha organizado uma conferência dedicada às "TIC para um mundo mais seguro".

No Youtube, cujo link encontra na imagem acima, pode ver a versão sintetizada da conferência.

terça-feira, 4 de junho de 2013

APDSI promoveu conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet"


A APDSI elaborou um relatório sobre a conferência "Privacidade, Inovação e Internet", que decorreu no passado dia 22 de maio, e já está disponível no nosso sítio na web.

A conferência assentou num conjunto de tópicos de reflexão. Foram eles: A realidade que atualmente vivemos nada ter a ver com aquela para a qual a legislação sobre privacidade fora aprovada em 1995; as novas tecnologias e, especialmente, a Internet, estarem a possibilitar aos utilizadores a capacidade de fazerem ouvir as suas vozes, permitindo um maior acesso à informação, o que diminuiu custos e melhorou oportunidades de negócio; a redefinição a que as novas tecnologias têm obrigado de como, onde e que dados são recolhidos e usados, já que a inovação é algo que levanta questões fundamentais para os Governos; a existência de um claro consenso sobre a necessidade de se melhorar as regras de privacidade para proteger mais eficazmente os utilizadores, de forma a adaptá-las face ao crescimento da utilização das novas tecnologias, e a necessidade de se tomar uma posição equilibrada para assegurar as duas premissas: inovação e proteção dos direitos.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

APDSI promove conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet"


A APDSI realizou, a 22 de maio de 2013, uma conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet" na qual estas questões foram abordadas a partir de diferentes perspetivas de análise. A abertura da sessão esteve a cargo do presidente da direção da APDSI, professor José Dias Coelho, que destacou a pertinência do tema face à contradição que os próprios conceitos de privacidade e inovação encerram: "São dois temas em conflito porque a privacidade condiciona a inovação. Este é um tema atual, em ebulição, e enquanto não ficar claro o que está a acontecer vamos continuar a promover o debate".

O engenheiro José Gomes Almeida, coordenador da conferência e membro da direção da APDSI, começou por contextualizar o significado atual de privacidade, dando como exemplo os mapas que existem online com vistas de ruas, ou do Facebook que mostra a nossa história de vida, recordando que já em 2009 a APDSI tinha organizado uma conferência dedicada às "TIC para um mundo mais seguro": "O debate público sobre privacidade na Internet está instalado num novo patamar: no terreno dos valores culturais e comportamentais".

Sendo unânime a opinião de que a consciência global dos cidadãos está a mudar sobre os riscos associados à utilização da Internet, o professor Paulo Veríssimo referiu-se a dois conceitos importantes quando se fala de segurança na web: personalidade e privacidade digitais. "Em breve não ter personalidade digital e como não ter cartão de cidadão mas isso implica que uma boa parte da nossa vida fique algures. E algures para mim, neste contexto, é a melhor tradução de online", advogou Paulo Veríssimo. Os comportamentos de risco por parte dos jovens também mereceram a atenção do professor que lançou o desafio: "O Estado e os juristas têm a obrigação de começar a pensar nisto a sério. A digitalização da sociedade é um caldeirão e a questão que se levanta nesta altura é a quem é que interessa preservar a privacidade e a quem interessa não o fazer. A escrita das leis está virada para as soft matters e não pode ser assim porque no ciberespaço os perigos são muitos", ao mesmo tempo que alertou para a facilidade com que pode ocorrer o roubo de uma impressão digital: "Se a lei não acautelar a robustez do meio utilizado, no campo da biometria, por exemplo, então torna-se ineficaz. Não há nada mais nefasto que más leis; é pior do que leis nenhumas".


Novo regulamento sobre proteção de dados em 2015

Ilustrando o seu ponto de vista, a advogada Magda Cocco contrapôs algum do cepticismo inicial e acrescentou dados referentes à recente Proposta de Diretiva sobre Segurança das Redes e da Informação levada a cabo a 7 de fevereiro deste ano. "Na Europa sempre prevaleceu a privacidade em vez da segurança. Foi o 11 de setembro que passou a consagrar alguns valores de acesso a informação considerada pessoal até à data. Antes dos atentados já havia muita informação que estava retida. Foi o efeito Bin Laden na Europa que levou à criação de um novo pacote legislativo sobre e-privacy", afirmou, considerando positivas as mudanças que se sucederam: "Hoje em dia temos autoridades de proteção de dados em cada um dos Estados Membros. Este novo regulamento reduzirá a burocracia e corresponde à poupança de mais de dois milhões de euros por ano. O pacote legislativo de protecção de dados que está em discussão deverá entrar em vigor em 2015".

Também está previsto um significativo agravamento do valor das coimas a aplicar. O "privacy by design" será um conceito usual a partir de 2015 que implica que a proteção da privacidade e dos dados pessoais esteja incorporada em todo o ciclo de vida das tecnologias, desde a fase inicial de projeto até à sua implantação, utilização e eliminação final.

Perante estas novas regras Magda Cocco defende não pode haver uma lei única a aplicar no mundo inteiro: "É impossível legislarmos algo que circula livremente. Tem que haver uma adequada proteção dos dados com base numa cooperação enorme entre o mundo inteiro. A legislação americana é contraditória nalguns aspetos com princípios europeus, por exemplo".

O impacto da Internet na economia global

A abordagem na necessidade de se equilibrar três dimensões - privacidade, economia e inovação, bem como o papel que os consumidores e as empresas têm de ter, foi feita por Bárbara Navarro, Directora de Políticas Públicas e Assuntos Institucionais da Google para o Sul da Europa. Assim, do ponto de vista legislativo, um dos fatores que deve ser tido em consideração é o custo da regulação e a forma como os padrões locais podem não ser suficientemente eficientes para dar resposta aos desafios globais.
Bárbara Navarro destacou a rápida evolução dos utilizadores de Internet que em 2000 eram 650 milhões e em 2010 já eram dois mil milhões. "O debate da proteção de dados não pode esquecer estes números de pessoas conectadas diariamente em todo o mundo porque falar de proteção de dados também é economia. A Internet é dos poucos setores que pode levar a um crescimento económico com um forte impacto no PIB porque a Internet não é exclusiva aos setores TIC. A economia digital tem impacto nas PMEs, no comércio electrónico, na transformação da Administração Pública, na cidadania e na circulação de dados. Esta é uma grande revolução", expôs a responsável da Google.

A manipulação de imagem foi outra questão que, para José Magalhães, tem de ser punida futuramente com castigos mais severos para os infratores, nomeadamente com responsabilidade disciplinar, civil e criminal. "O equilíbrio é possível" augurou o ex-ministro antes de concluir a sua intervenção fazendo referência à "Lei Carolina Dieckmann", que entrou em vigor no dia 2/4/2013, no Brasil, e considerou crime a invasão de aparelhos eletrónicos para obtenção de dados particulares, com pena de três meses a um ano de prisão e multa.

Coube ao professor Bacelar Gouveia, constitucionalista, encerrar a conferência "Privacidade, Inovação e Internet" com as informações que concretizam o propósito legal por detrás desta discussão. "Estamos numa fase importante de transição em que vamos ter um instrumento normativo no que respeita à proteção de dados pessoais", antecipou.

No encerramento da sessão o constitucionalista recordou o tão falado Artigo 35 da Constituição Portuguesa, que é anterior à da Internet e dos computadores em uso massificado. O Artigo 35 consagra o direito do cidadão à autodeterminação informacional - direito a conhecer dados, à sua eliminação, retificação e a não serem usados sem consentimento. "A Constituição foi excelente na antecipação do futuro na medida", finalizou.

O encontro, que decorreu sob coordenação do Eng.º José Gomes Almeida, teve lugar na Culturgest, em Lisboa.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Conferência: Privacidade, Inovação e Internet



A APDSI vai realizar uma conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet", na qual estas questões serão abordadas a partir de  diferentes perspetivas de análise.

O encontro, que decorre sob coordenação do Eng.º José Gomes Almeida, vai ter lugar a 22 de maio de 2013, na sala 2 da Culturgest (Rua Arco do Cego, 1000-300 Lisboa). A inscrição na conferência é gratuita mas obrigatória através do e-mail secretariado@apdsi.pt.

O debate público sobre a privacidade na Internet está a instalar-se num novo patamar, no qual os alvos se encontram tanto no terreno técnico, como no jurídico, como no dos valores culturais e comportamentais. Isto acontece, sobretudo, porque aumentou a consciência de cidadãos e organizações relativamente aos riscos a que estão expostos os seus valores. Esses valores estão associados à segurança e à estabilidade.

Não há dúvida que é importante discutirem-se as implicações individuais e também as implicações coletivas das mudanças que estão a acontecer neste domínio na Europa e no Mundo. Neste sentido, é importante que se perceba como conjugar a proteção da privacidade com a adaptação aos desafios das novas tecnologias, num contexto em que é igualmente necessária a adoção de medidas para estimular e promover a economia.

Além destes aspetos, o fato de o quadro regulatório nacional mais diretamente relacionado com o tema ter mudado, em resultado da transposição de diretiva da Comissão Europeia sobre ePrivacy (cuja discussão pública foi tímida e insuficientemente promovida pelas entidades públicas), torna oportuna a realização de um fórum com o objetivo de analisar a relação entre privacidade, o direito, a sociedade e a Internet.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dia Europeu da Proteção de Dados



Nesta segunda-feira, 28 de janeiro, assinalou-se, pelo sétimo ano consecutivo, o Dia Europeu da Proteção de Dados, instituído pelo Conselho da Europa.

Para assinalar a ocasião, a Comissão Nacional de Proteção de Dados promoveu na Assembleia da República uma sessão comemorativa, na qual o Prof. Doutor Luís Antunes, deu uma conferência sobre a "Privacidade: um direito individual num mundo digital".

É importante que os cidadãos compreendam que os seus dados são recolhidos e tratados, para que fins isso acontece, e quais são os seus direitos nesse quadro (especialmente quando se trata de dados sensíveis), designadamente na reação ao tratamento ilícito de dados pessoais.

De recordar que em setembro do ano passado a APDSI dedicou um dia a este assunto na conferência "A Privacidade na Internet". Reveja os vídeos e as apresentações resultantes deste encontro disponíveis aqui.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Governo confiante na diminuição das desigualdades através da Internet


O Governo está confiante na diminuição das desigualdades através da Internet. Depois de ter cumprido a obrigação da transposição que altera o regime de tratamento de dados pessoais, o Governo acredita que o relançamento da economia nacional passa pelo sector das TIC numa aposta em infra-estruturas e conteúdos.

"Assiste-se à criação de uma sociedade digital. Quer sejam empresas com objetivos comerciais ou meios de entretenimento tudo passa pela Internet, hoje em dia potenciadora de novas oportunidades, logo, de desenvolvimento económico", afirmou Sérgio Silva Monteiro, Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, na conferência da APDSI sobre "Privacidade na Internet".

O representante do Governo sublinha que o relançamento da economia passa pelo setor das novas tecnologias "promovendo o acesso de todos às TIC com um ambiente regulatório sensível à investigação e desenvolvimento" para que Portugal se mantenha "na linha da frente das comunicações eletrónicas, através da criação de um ambiente seguro online que estimule a procura de bens e serviços".

Esta aposta nas TIC é reforçada pelos dados apresentados por Bárbara Navarro, Diretora de Políticas Públicas e Assuntos Institucionais para a Google Portugal, Espanha, Itália e Grécia. "Em toda esta crise há setores que crescem e a Internet é um desses setores porque nos permite uma captação de clientes ao nível global", afirmou a responsável. Negociar usando a World Wide Web tem um impacto de 3,8% no PIB europeu e estima-se que esta percentagem aumente para os 5,7% em 2016.

Focando o debate na questão da privacidade, Lino Santos, Diretor Técnico da Fundação para a Computação Científica, sublinhou a sua posição de que "o IP é um dado pessoal” deixando, ao mesmo tempo, o alerta que "uma correlação massiva de eventos de segurança é uma ameaça à privacidade dos indivíduos".

No painel de discussão sobre "Privacidade na Internet: O Quadro Regulatório", moderado pelo jornalista José Vítor Malheiros, os advogados João Luís Traça e Domingos Cruz, de Miranda, Correia, Amendoeira & Associados e CCA Advogados, respetivamente, lembram que a privacidade é uma questão antiga aplicada a um novo contexto. "Na Internet 2.0 cada um de nós é criador, beneficiário e vítima. Deve haver um consentimento prévio, claro e esclarecido sobre a nossa transmissão de informação", referiu Domingos Cruz.

Um princípio reforçado por João Luís Traça: "Um dos principais perigos da Internet é o tratamento oculto de vários dados".

Alexandre Sousa Pinheiro, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa também é da opinião que "o próprio indivíduo pode pôr em causa o seu comportamento e o de terceiros".

A Manuel Pedrosa de Barros, da ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações, coube a explicação de como Portugal está a transpor a norma comunitária.

Foi publicada a 29 de agosto de 2012, a Lei n.º 46/2012, que transpõe a Diretiva n.º 2009/136/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de novembro, alterando a Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto, relativa ao tratamento de dados pessoais e proteção da privacidade no setor das comunicações eletrónicas ("Lei 41/2004").

A nova lei é pioneira ao introduzir, no setor das comunicações eletrónicas, a obrigação de notificação, à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), de violações de dados pessoais. "É preciso ter um extremo cuidado a dar informação pessoal em ambientes abertos, conversas em direto ou fóruns de discussão, ou através de correio eletrónico", alerta Luís Barroso, da CNPD, enquanto previne que "fluxos de dados podem realizar-se a partir de um país terceiro, um território ou um setor específico de processamento que esteja nesse país".

A conferência “Privacidade na Internet” foi coordenada por José Gomes Almeida, da direção da APDSI, e decorreu na terça-feira, dia 25 de setembro, na Culturgest, em Lisboa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Conferência: A Privacidade na Internet

A APDSI está a promover uma conferência sobre "Privacidade na Internet" que visa analisar este assunto a partir de diferentes perspetivas.
A conferência vai realizar-se na terça-feira, dia 25 de setembro, no Pequeno Auditório da Culturgest, em Lisboa, entre as 9h00 e as 13h00, sob coordenação do Eng.º José Gomes Almeida (veja o programa no sítio na web da APDSI e inscreva-se em secretariado@apdsi.pt).

sábado, 20 de março de 2010

É cada vez mais obrigatório saber alguma coisa sobre Ética.

Para os mais interessados no que está a acontecer com e para além das Tecnologias de informação na SICSS, recomendo vivamente a leitura/consulta do livro
The Cambridge Handbook of Information and Computer Ethics
Edited by Luciano Floridi-University of Hertfordshire
http://www.cambridge.org/catalogue/catalogue.asp?isbn=9780521717724
onde os temas Ética e ICT são de uma forma actual, rigorosamente tratados.E as pistas para a sua sintese bem sitematizadas.

Numa época em que bem precisamos de pensar bem antes de "empurrar para a frente de qualquer maneira com ICT" e depois de tudo quanto aconteceu e está a acontecer no sector financeiro internacional, sector fortemente utilizador das ICT "...The Cambridge Handbook of Information and Computer Ethics provides an ambitious and authoritative introduction to the field, with discussions of a range of topics including privacy, ownership, freedom of speech, responsibility, technological determinism, the digital divide, cyber warfare, and online pornography....
Covers a wide range of issues regarding the ethics of information technology, with essays from leading scholars in the field.Broadens from a purely philosophical approach to identifying the practical implications for those working in computer science".
Boa leitura
FVRoxo

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Dia da Protecção de Dados (28 Janeiro de 2010)

4th DATA PROTECTION DAY (28 JANUARY 2010)

Uma iniciativa do Concelho Europeu com o apoio do comissão Europeia sobre a protecção de dados.

http://www.coe.int/t/e/legal_affairs/legal_co-operation/data_protection/Default_DP_Day_en.asp#TopOfPage

Onde estão os eventos Portugueses, o que se faz?
PS. onde está o Wally (bandeira Portuguesa)

Luis Manuel Santos