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terça-feira, 18 de setembro de 2012

14ª Tomada de Posição do GAN: "Cultura e Arte na SI - Indústrias Criativas"

Inserida na iniciativa Guimarães - Capital Europeia da Cultura, a APDSI vai apresentar a sua 14ª Tomada de Posição do Grupo de Alto Nível, intitulada "Cultura e Arte na SI - Indústrias Criativas", no sábado, 29 de setembro, às 15h00, no Auditório da Plataforma das Artes, em Guimarães.

PROGRAMA:
14h30 - Receção dos Convidados
14h50 - Presidente da APDSI, Prof. J. Dias Coelho
14h55 - Presidente da Delegação Norte da APDSI, Prof. Luis Amaral
15h00 - Apresentação da tomada de posição: "Cultura e Arte na SI - Indústrias Criativas"
            - Prof. Luís Borges Gouveia
16h00 - Encerramento

Para mais informações consulte o sítio na web da APDSI.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Abrir os olhos em País de Vistas Curtas.Leitura recomendada.Download grátis.

"For thousands of years, people have been saying that the world is changing and will never again be the same. Yet the profound changes happening today are different, because they result from a specific technological development.
It is now possible, in principle, to remember everything that anyone says,writes, sings, draws, or photographs. Everything."

"Right now, governments and the other institutions of human societies are 
deciding how to use the new possibilities. Each of us is participating as we 
make decisions for ourselves, for our families, and for people we work with.

Everyone needs to know how their world and the world around them is 
changing as a result of this explosion of digital information. Everyone should 
know how the decisions will affect their lives, and the lives of their children 
and grandchildren and everyone who comes after.


That is why we wrote this book."


Abelson, H., Ledeen, K. & Lewis, H. (2008)
Addison-Wesley. Creative Commons BY NC SA





quinta-feira, 17 de junho de 2010

Gestão do Conhecimento "Saudável"

Em 2001 tive oportunidade de ler no MIS Quarterly um paper muito interessante : Knowledge Management and Knowledge Management Systems:Conceptual Foundations and Research Issues, da autoria de Maryam Alavi and Dorothy E. Leidner e  com o seguinte Abstract :

Knowledge is a broad and abstract notion that has defined epistemological debate in western philosophy since the classical Greek era. In the past few years, however, there has been a growing interest in treating knowledge as a significant organizational resource. Consistent with the interest in organizational knowledge and knowledge management (KM), IS researchers have begun promoting a class of information systems, referred to as knowledge management systems (KMS). The objective of KMS is to support creation, transfer, and application of knowledge in organizations. Knowledge and knowledge management are complex and multi-faceted concepts. Thus, effective development and implementation of KMS requires a foundation in several rich literatures.

To be credible, KMS research and development should preserve and build upon the significant literature that exists in different but related fields. This paper provides a review and interpretation of knowledge management literatures in different fields with an eye toward identifying the important areas for research. We present a detailed process view of organizational knowledge management with a focus on the potential role of information technology in this process. Drawing upon the literature review and analysis of knowledge management processes, we discuss several important research issues surrounding the knowledge management processes and the role of IT in support of these processes.

Feito um excelente ponto de situação sobre o tema, desde então tenho procurado seguir as suas evoluções e os seus desenvolvimentos técnicos e processuais, sobretudo em termos de utilidade prática em Portugal, no contexto da Estratégia de Lisboa e, mais recentemente do Plano Tecnológico.

Como conclusão ao longo deste tempo, fica-me sempre  a mesma dúvida - estamos na onda ou, tal como com muitas soluções de customer care que em Portugal proliferam, não mexemos nos processos e na pedagogia da sua utilização e, os utilizadores individuais e organizacionais, acabam por recorrer sobretudo ao "google" quando estão "com uma urgências".!!

Um exemplo do Sector da Saúde evidencia bem este meu estado de espirito: nos dois últimos 2 anos tenho procurado acompanhar em colaboração de trabalho com um médico de medicina interna (e que é também doutorado em Gestão por Cambridge)o que se faz em saúde, em particular em Health Care Management.

E, naturalmente, tenho procurado estar atento ao que resultará do facto do Governo Português e da Harvard Medical School (HMS) terem concordado em avaliar o potencial para colaboração em várias áreas, incluindo a disponibilização de conteúdos informativos e educativos sobre medicina, saúde e investigação biomédica de maneira a facilitar o acesso e a contribuir para aumentar a literacia da população em geral, e de certos grupos específicos intervenientes em componentes da saúde pública, sobre os temas referidos.(sublinhado meu).

Tendo por referência a plataforma da HMS, a UMIC  definiu, desenvolveu, implementou, coordenou e promoveu uma nova plataforma de informação e conhecimento médico, de saúde e de investigação biomédica, disponível na Internet e por outros meios de comunicação e acessível a grupos alargados da população geral.  cujo resultado visível pode ser analisado em 
Interessa sempre saber quem liderou o projecto, como foi e a quem foi adjudicado, quanto custou ao erário público e que utilidade tem.
Porque estamos na Sociedade da Informação, Conhecimento, Saberes e Sabedoria. 
E Transparência.

Conclusões e algumas Questões:

1-Se o objectivo era a disponibilização de conteúdos informativos e educativos sobre medicina, saúde e investigação biomédica de maneira a facilitar o acesso e a contribuir para aumentar a literacia da população em geral, e de certos grupos específicos intervenientes em componentes da saúde pública, sobre os temas referidos, estamos conversados.O site está em Inglês (poderia ser bilingue...) e é apenas mais um site informativo.Como tantos que há a nível internacional.

2-Qual é a utilização que todas as Organizações  de Saúde que a seguir se enumeram fazem deste instrumento, não se sabe.

Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa
Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior
Faculdade de Medicina, Universidade do Porto
Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra
Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa
Inst. de Ciências Biomédicas de “Abel Salazar”, Universidade do Porto
Centro de Neurociências e Biologia Celular, CNC
Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, IBMC
Instituto de Medicina Molecular, IMM
Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, IPATIMUP
Laboratório Associado de Oeiras, LAO (www.ibet.pt, www.itqb.unl.pt, www.igc.gulbenkian.pt)

Uma análise simples do que está naquela plataforma e a sua intersecção com o que se passa nestas Organizações (através da consulta dos seus sites) é um "buraco de várias cores".
Não resulta nada evidente que o Know How Harvardiano esteja a ser uma fonte de melhoria visível para Portugal, desde que o Programa formalizado a 16 de Abril de 2007 com a assinatura de um acordo com a Harvard Medical School  no no dia 21 de Maio de 2009  foi lançado (2 anos depois).
Prolongando-se até 2012 de acordo com a informação disponível.

3- Num momento em que não há dinheiros públicos, que vai acontecer a todo este "investimento"?
Que resultou para a Gestão do Conhecimento em Saude em Portugal e para o SNS  Português (público e privado) numa óptica de valor acrescentado, desta colaboração com a prestigiada ( e organizada) Escola Americana?

4- Veja-se o modelo de governance em 
e pergunte-se, se com a nossa tradicional incapacidade de trabalhar organizadamente, iremos funcionar eficazmente nos objectivos atrás enunciados e ter retorno do investimento em tempo e em dinheiro.

5- Se se consultar o Portal Base 
http://www.base.gov.pt/searchcenter/Paginas/Results.aspx?=UMIC&s=All+Sites&x=7&y=11 ou o site http://ajustesajustados.com/ajustes/resultados/id/5228,  não se consegue identificar qual foi o investimento efectivo no Projecto a não ser um valor de duas adjudicações a uma empresa unipessoal http://www.gransingular.pt que totaliza um valor de 136 166 Euros.

6- O Web design é de uma empresa portuguesa http://www.bycom.com.pt/ de acordo com a informação do site, mas, finalmente,
Quem gere os Conteúdos e que Gestão do Conhecimento está a resultar?
Certamente bons conhecimentos para alguns mais interessados no projecto e falta de informação/conteúdos para alguem que, como eu, está muito preocupado com os progressos da Ciência em Portugal, a sustentabilidade do SNS e  saber o que é que Harvard nos pode deixar desta excelente parceria em boa hora celebrada.
Para além do que, de vez em quando, se diz.
FVRoxo









terça-feira, 2 de março de 2010

Vamos restaurar de novo uma cultura de serviço no nosso país!

Paradoxalmente temos assistido nos últimos anos a uma falência acentuada da cultura de serviço, numa altura em que existem cada vez mais normas e boas práticas no âmbito da gestão de serviços (de TI e não só). Desde meados dos anos 90 que surgem frameworks como ITIL, CobIT, ISO 20000, ISO 38500, CMMI-SVC, MOF, etc.
Surgiu entretanto uma nova área do conhecimento denominada “Ciência de Serviços”, que procura integrar saberes provenientes da Gestão, da Engenharia e das Ciências do Comportamento. A própria IBM chama-lhe SSME (Service Science, Management and Engineering) e tem patrocinado em universidades de todo o mundo a criação de cursos neste domínio.
A cultura de serviço não passa apenas pela existência de ferramentas tecnológicas e processos bem especificados, mas sobretudo envolve atitudes e comportamentos de pessoas e grupos.
Não basta inovar nas tecnologias, no negócio e nos mercados, é urgente saber inovar nos comportamentos e nos relacionamentos sociais.
Servir é, antes de mais, co-produzir valor entre fornecedores e clientes. Faz apelo a competências relacionais difíceis de adquirir no sistema de ensino formal.
A cultura de serviço começa por se adquirir em casa, nas igrejas, nas associações, mas é na experiência do trabalho que ela se consolida ou se perde de vez.
Quando entramos para uma organização que está impregnada da cultura de serviço estas atitudes e estes comportamentos são valorizados e reforçados.
Quando entramos numa organização onde a arrogância, o individualismo, a competição individual se sobrepõem a valores sociais e éticos, a cultura de serviço é esmagada e desaparece a tão desejada co-produção de valor.
Pertenço a uma geração que viveu e lutou por causas e ideais que fizeram apelo ao voluntariado e à generosidade numa fase precoce da vida e de formação da personalidade. Hoje os jovens são formatados para competir e vencer individualmente e não são estimulados a experimentar relacionamentos sociais altruístas capazes de moldar desde cedo a cultura de serviço.
Os governos acentuaram nos últimos anos a destruição da cultura de serviço, ao estigmatizar negativamente a função pública e ao converter serviços públicos em empresas governamentalizadas e em competição com o próprio mercado privado.
Vamos restaurar de novo uma cultura de serviço no nosso país!