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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Novos desafios de formação e emprego no Governo francês


O Governo francês lançou uma nova plataforma para responder aos novos desafios da formação e emprego.

A CPA (Conta Pessoal de Atividade Profissional) tem uma abordagem citizen-centric e quer levar empresas e entidades governamentais a aceitarem os novos desafios desta transformação digital ao nível da formação e emprego.

A CPA está a aberta a todos os profissionais (setor privado, público, empregados por conta própria, à procura de emprego) e permite fazer a própria gestão de carreira. Os cidadãos podem decidir se querem obter formação, receber acompanhamento num projeto de criação de uma start-up, certificação de competências, transferências para part-time ou reforma antecipada, por exemplo.

O portal cruza diferentes bases de dados e recolhe os dados gerados durante a navegação dos utilizadores. Estas informações estão acessíveis a programadores externos para que estes criem novos serviços digitais e expandam a oferta da CPA. Esta é uma plataforma assente em APIs, adaptável a utilizações futuras e que permite ampliar o seu conhecimento e proposta de valor em benefício de todos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

APDSI 2015: 14.º Fórum da Arrábida



A APDSI realizou, no dia 16 de outubro de 2015, o 14.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade". 

Um tema tão clássico como atual é o da relação entre as tecnologias e o emprego. Sabe-se que as tecnologias, e em particular as tecnologias que caraterizam a SI, destroem emprego, por exemplo substituindo tarefas administrativas por processamentos informáticos; sabe-se também que criam emprego, o chamado "Emprego Digital" que, a propósito, tem merecido uma especial atenção da Comissão Europeia, traduzida em Portugal pela iniciativa "Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital".

Leia aqui o documento final resultante do Fórum e veja,mais abaixo, o vídeo-resumo do encontro.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

APDSI avalia os impactos sociais e económicos da Internet


A APDSI realizou na quarta-feira, 26 de junho, a terceira edição do Observatório da Economia da Informação em Portugal, dedicado ao tema "Aspetos Sociais e Económicos da Internet", cujo objetivo passou por analisar e disponibilizar informação sobre o impacto que a Internet tem e vai ter na transformação da economia.

No novo documento, elaborado por Joaquim Alves Lavado, um dos membros do Grupo de Alto Nível da APDSI, estão presentes um conjunto de recomendações sobre a Internet e a sua importância económica e social, bem como a relação da Internet com os agentes económicos onde o minimizar dos potenciais problemas de segurança relativos às atividades que decorrem online, ganhou particular destaque por ser um dos indicadores que mais preocupa os consumidores. O fomentar de uma maior utilização da Internet na Administração Pública também foi recomendado pelo GAN da APDSI.

No entanto, esta edição do Observatório da Economia da Informação em Portugal trouxe um olhar mais preocupado com a questão do desemprego. Outra recomendação, partilhada por alguns dos membros do Governo que a APDSI também ouviu esta semana, vai no sentido de se estimular a formação em informática nas escolas como um passo importante rumo a uma maior e melhor formação de profissionais na área que invertam a atual curva do desemprego.

No documento apresentado, cujos dados estatísticos são, maioritariamente, do Eurostat e da OCDE, percebe-se que Portugal tem uma boa rede de clientes de Internet mas enquanto 67% dos portugueses lê jornais online e 75% usa diariamente as redes sociais, apenas 28% a usa em serviços de viagens e hotelaria. "Portugal gosta de interagir socialmente e comentar o que se está a passar", avalia Joaquim Alves Lavado.

Enquanto as pequenas e médias empresas estão a procurar mexer e fazer funcionar a Internet, a média de utilização da Internet na Administração Pública em Portugal é bastante baixa, destaca o membro do Grupo de Alto Nível da APDSI: "A média da OCDE é de 41% e Portugal situa-se nos 26%. No México quase ninguém se relaciona com a Administração Pública online". O e-learning em Portugal é também muito procurado com 31,2% das empresas com mais de dez empregados a registar o recurso frequente a este tipo de formação.

Quanto às previsões para o futuro, e desta vez de acordo com dados do IDC - International Data Corporation, apontam para um crescimento do número de tablets vendidos, apesar da crise.

A apresentação desta sessão, cujas conclusões e recomendações foram apresentadas na sede da APDSI, já está disponível online no sítio na Web da Associação.

As outras componentes desta sessão sobre "Mercados dos Produtos e Serviços da Informação" foram apresentadas em fevereiro deste ano e julho de 2012.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

APDSI propõe medidas de combate ao desemprego em Portugal


A adequação dos sistemas educativos e de formação profissional, desenvolvendo as qualificações intelectuais dos trabalhadores, pode ser a chave para o aumento da inovação e da produtividade em Portugal. Esta foi a principal conclusão manifestada na 11ª tomada de posição do GAN apresentada publicamente na quinta-feira, dia 14 de Julho, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, sob o tema "Emprego, Competitividade e Sociedade da Informação".

O Grupo de Alto Nível é composto por um pequeno número de membros convidados individualmente pela direcção da APDSI, colocando o seu conhecimento e experiência ao serviço da comunidade nacional.

Para este resultado, o GAN da APDSI fez um enquadramento do estado do emprego em Portugal e da competitividade da economia nacional, para depois propor as diversas contribuições que a Sociedade da Informação (SI) pode dar no desenvolvimento económico social deste Portugal em crise. Tendo por base dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) e do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), o GAN verificou que os desempregados são, sobretudo, trabalhadores não qualificados (em todos os sectores, com um total de cerca 120 mil desempregados) e que os trabalhadores dos serviços e empregados de escritório também se contam entre os grupos profissionais com mais pessoas desempregadas (cerca de 70 mil e 56 mil, respectivamente). Confirma-se que o sector de serviços é o que mais tem sofrido com o desemprego, embora seja também aquele que absorve mais emprego.

Concluindo que «o aumento das exportações não poderá ser suportado numa desvalorização da moeda, nem tão pouco em salários baixos», esta 11ª tomada de posição do GAN aponta como caminho a seguir o da Sociedade da Informação: «Portugal tem a vantagem de integrar um espaço económico e político desenvolvido. Se nos focarmos num campo mais restrito das tecnologias de informação e comunicação, o Networked Readiness Index coloca-nos em 32º lugar, num total de 138 países».

Por outro lado, um estudo da OCDE mostra que Portugal, entre 1991 e 2001, estava no 29º lugar no ranking de produtividade entre 52 países. «A nossa baixa produtividade é, em grande parte, explicada pelo factor capital humano. Para obter elementos de riqueza numa economia é fundamental construir uma visão inspiradora e mobilizadora de toda a população, sustentada em programas claros de desenvolvimento. Há a absoluta necessidade de estratégias robustas e não uma mera colecção de acções avulsas, como é comum observar nalguns programas nacionais» aponta o GAN da APDSI nesta 11ª tomada de posição pública num período em que Portugal vive uma grave crise financeira (grande endividamento), económica (forte recessão) e social (elevado desemprego).

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

APDSI defende que a Sociedade da Informação pode criar emprego

Nas análises feitas sobre desemprego e competitividade, o Grupo de Alto Nível (GAN) da APDSI mostra que Portugal não tem uma estratégia para a criação de emprego e para o aumento da competitividade e produção nacional.

Esta conclusão foi tornada pública na 11ª tomada de posição do GAN apresentada na passada quinta-feira, dia 14 de Julho, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, sob o tema "Emprego, Competitividade e Sociedade da Informação". O GAN é composto por um pequeno número de membros seleccionados individualmente pela direcção da APDSI, colocando o seu conhecimento e experiência ao serviço da comunidade nacional.

De entre as recomendações feitas neste documento pode ler-se que o crescimento económico deve ser inclusivo e sustentado no desenvolvimento técnico e na produção de novos serviços: «Na Sociedade da Informação a melhoria dos processos de produção, dos produtos e dos serviços resulta do aumento das actividades da informação e, consequentemente, do incremento do capital da informação numa aposta em computadores e redes, por exemplo, e do número de trabalhadores da informação, como engenheiros de hardware e software, arquitectos da informação, programadores e operadores, com importantes impactos na alteração da estrutura do emprego».

Esta posição do GAN é assente em quatro linhas de orientação. São elas: o incremento da quantidade de processos produtivos mais eficientes em termos de recursos (aumentar a qualidade dos sítios web e dinamizar as TIC), fomentar o crescimento inteligente (formação avançada em TIC), melhorar os serviços de informação pensando num mercado global (com a utilização de redes e banda larga) e fomentar o crescimento inclusivo (com programas de qualificação para a população activa).

Deste modo a APDSI deixou clara, nesta 11ª tomada de posição, a importância da Sociedade da Informação na criação de emprego: «Os produtos e serviços da Sociedade da Informação, oriundos do sector da informação, são importantes para a qualificação da população activa, para o aumento da capacidade de gestão dos processos produtivos e para o progresso técnico. São estas variáveis que favorecem o aumento da produtividade e da competitividade dos sectores económicos, nomeadamente dos sectores produtores de bens transaccionáveis para exportação».

A APDSI demonstrou a sua preocupação face à urgência de resolução do problema do endividamento mas entende que o futuro passa por uma estratégia que coloque Portugal no caminho do desenvolvimento económico e social.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

APDSI apresenta tomada de posição pública sobre Emprego, Competitividade e Sociedade da Informação


O tema "Emprego, Competitividade e Sociedade da Informação" foi o escolhido pelo GAN (Grupo de Alto Nível) para a sua 11ª tomada de posição apresentada publicamente nesta quinta-feira, dia 14, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

Para esta tomada de posição, o GAN analisou, em primeiro lugar, o estado do emprego em Portugal e a competitividade da economia nacional, para depois propor as diversas contribuições que a Sociedade da Informação (SI) pode dar. Tendo em conta o quadro da Agenda Digital e da Estratégia Europa 2020, o GAN preocupou-se, também, em enfatizar que se pode potenciar a competitividade portuguesa, recorrendo à SI em áreas tão distintas como a agricultura, a indústria e serviços.

«Questões chave da estratégia de crescimento são a determinação das necessidades de trabalhadores da informação e a determinação das necessidades de requalificação de trabalhadores que se convertem em trabalhadores da informação. Uma outra questão chave é a adequação dos sistemas educativos e de formação profissional de modo a fornecer qualificações intelectuais cada vez maiores exigidas aos trabalhadores da informação» afirma o GAN.

Esta 11ª tomada de posição do GAN ocorre num período em que Portugal vive uma grave crise financeira (grande endividamento), económica (forte recessão) e social (elevado desemprego).

O GAN é composto por um pequeno número de membros seleccionados individualmente pela direcção da APDSI, colocando o seu conhecimento e experiência ao serviço da comunidade nacional.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Posição do GAN: Emprego, Competitividade e SI

O tema "Emprego, Competitividade e Sociedade da Informação" foi o escolhido pelo GAN (Grupo de Alto Nível) para a próxima tomada de posição que será apresentada na quinta-feira, dia 14, às 11h00, na Sala do Senado da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

Esta 11ª tomada de posição do GAN ocorre num período em que Portugal vive uma grave crise financeira, económica e social e em que, na sequência das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, iniciou funções o novo Governo Constitucional, o qual tem por missão dar cumprimento aos acordos estabelecidos entre o Governo, a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.

Faça a sua inscrição de forma gratuita, mas obrigatória, através do email: secretariado@apdsi.pt.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Riscos da Sociedade da Informação: Desemprego e injustiça social

Julgo não estar sozinho ao defender uma maior justiça e equidade fiscal, capaz de acabar com a sistemática penalização das classes médias e ter a coragem para tributar os lucros desproporcionados do sector financeiro e de uma meia dúzia de monopólios públicos e privados, que nos ofendem a todos com mordomias e opulências resultantes da apropriação indevida de mais-valias, sem qualquer retorno para a sociedade.
Se queremos continuar a ter um Estado Social e a travar a erosão das classes médias e o aumento do fosso entre os mais ricos e os mais pobres, temos de rever a lógica de financiamento da Segurança Social procurando nos novos meios de acumulação de riqueza os factores de sustentabilidade que preocupam as gerações futuras.
O trabalho humano, enquanto energia e músculo, desde há muito que deixou de ser o factor mais importante na criação da riqueza. Com a intangibilidade dos serviços, a automação dos processos produtivos e a utilização generalizada das tecnologias da informação e comunicação o conhecimento passou a ser o que resta e tem valor no factor trabalho, reduzindo-se drasticamente o número de oportunidades de emprego para aqueles que concorrem globalmente em postos de trabalho baseados na energia, no músculo e em competências de baixo valor acrescentado.
A transformação acelerada dos processos produtivos apenas tem contribuído para a acumulação de benefícios que vão direitinho para a remuneração dos accionistas e para a opulência das respectivas administrações e de algumas elites económicas mais afortunadas.
As oportunidades de emprego caem todos os anos, como resultado do crescimento económico e de um liberalismo cego em relação aos desequilíbrios sociais.
Não existindo regulação nem medidas de política adequadas aos novos tempos, restam apenas poucas organizações de solidariedade e do terceiro sector que voluntariamente são capazes de ter preocupações de economia social e de redistribuição justa de mais-valias.
Os processos de produção aceleraram-se tremendamente com a Sociedade da Informação e a acumulação de mais valias na mão de um punhado de pessoas tornou-se um escândalo social. O velho sistema contributivo para a Segurança Social tarda em reconhecer e não vai tendo imaginação para encontrar novas formas de financiamento capazes de suportar o Welfare State que todos desejam e apregoam, mas que apenas um ou dois países, como a Suécia e a Dinamarca, têm tido políticas adequadas para o manter e desenvolver.
Temos que reflectir sobre os contributos das TIC para a competitividade, crescimento e emprego no curto e longo prazo e travar a tendência de aprofundamento das desigualdades sociais que paradoxalmente acabam por resultar da sua utilização.
É certo que queremos beneficiar de mais tempo livre e melhor qualidade de vida, porque as tecnologias progressivamente vão ocupando os nossos lugares, mas esse tempo de desocupação não pode ser convertido em mais desemprego e mais miséria para a sociedade.