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quinta-feira, 20 de março de 2014

CIONET Portugal e APDSI juntas no setor das TIC



A CIONET Portugal e a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) assinaram uma parceria com vista ao aumento da partilha de informação e criação de conhecimento no mundo das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Com a parceria, a APDSI reforça o cumprimento de um dos seus objetivos de estímulo da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal. Em contato com uma rede internacional com mais de quatro mil CIOs europeus e parceiros multinacionais, a Associação aumenta o seu envolvimento em eventos focados na transmissão de conhecimento, colaborando diretamente na partilha de informação e contribuindo para o desenvolvimento e inovação no sector das TICs.

Rui Serapicos, Managing Partner da CIONET Portugal, afirma que «tendo objetivos similares na promoção do fluxo de informação na sociedade, só faz sentido que unamos esforços. Além disso, a APDSI beneficia com o alargamento do âmbito das suas interações ao tomar contato com os nossos parceiros internacionais. Temos projetos em curso, por exemplo, com a Comissão Europeia e contamos com a APDSI para o sucesso dos mesmos».

A CIONET Portugal conta, ainda, com o apoio da Associação na divulgação de informação nos vários setores da sociedade, entre intervenientes chave na economia portuguesa e especialistas em TIC.

A parceria surge no âmbito de alguns projetos em curso nos quais a CIONET colabora com a Comissão Europeia e pretende vir a envolver outras entidades. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Desporto e a SI

No início de mais uma semana, a que assinala a reentré de mais um ano de trabalho, a APDSI quer saber qual a sua opinião sobre o papel da Sociedade da Informação no Desporto.

Considera que tem havido um papel crescente das TICs na melhoria da performance desportiva dos atletas de alta competição, bem como nos sucessos desportivos das equipas profissionais das modalidades coletivas, ou a sua presença ainda é discreta?

quarta-feira, 27 de junho de 2012


O Ministério da Justiça está a dar particular atenção à importância dos sistemas de informação na reforma judicial. A certeza foi deixada hoje por João Miguel Barros, Chefe de Gabinete da Ministra da Justiça, na conferência da APDSI, intitulada "Um dia com a Justiça Eletrónica - As Tecnologias de Informação e Comunicação no setor da Justiça", que decorreu no ISCSP.

"Nesta nova fase que o Ministério da Justiça enfrenta, é com grande preocupação e interesse que se está a olhar para esta área das novas tecnologias aplicadas ao sector. A senhora Ministra está muito confiante e com vontade de concretizar o Plano de Ação com uma aposta fortíssima nesta área das novas tecnologias", destacou João Miguel Barros.

Para uma melhor adoção dos sistemas de informação nos tribunais, o Governo está a apostar numa metodologia de integração na qual os contributos de todos os intervenientes em qualquer processo judicial - profissionais, associações e instituições envolvidas na Justiça - em "parceria efetiva e igualdade" são chamados a expor as suas atuais necessidades neste contexto. No final deste processo, será preparado um caderno de encargos para o mercado responder às necessidades de todos os intervenientes na Justiça. "Independentemente do mérito do que já foi feito, este é apenas o ponto de partida, não podemos estar satisfeitos com os sistemas de informação que existem; temos que criar um único que sirva todo o sistema de Justiça. Estamos a trabalhar nisto com muta intensidade", disse o Chefe de Gabinete da Ministra da Justiça.

Na conferência de hoje da APDSI o representante do Governo anunciou, também, que está a ser criado o Portal da Justiça com "conteúdos provenientes de diversas fontes".
A conferência da Associação serviu, igualmente, para apresentar publicamente as principais conclusões do estudo "e-Justiça II", resultado de cerca de um ano de trabalho e do contributo de vários elementos que compõem o grupo de trabalho da Associação para esta área da Sociedade da Informação e cuja principal conclusão é que a Justiça já não pode passar sem as tecnologias de informação e comunicação.
Neste momento, com o PGERRTIC (Plano Global Estratégico para a Racionalização e Redução dos Custos nas Tecnologias de Informação e Comunicação na Administração Pública), o principal desafio prende-se com a capacidade de fazer avançar o "Plano de Ação para a Justiça na Sociedade da Informação" com os constrangimentos existentes.

"Ao nível da Justiça Eletrónica, Portugal está a seguir um percurso equiparado ao de outros países da Europa. Temos um Plano de Ação com objetivos e iniciativas que estão de acordo com o que de melhor se equaciona ao nível europeu. Falta, no entanto, visibilidade sobre os planos e calendários de implementação dessas iniciativas. Já percorremos um caminho de informatização de diversos sistemas na área da Justiça. Na área dos registos os resultados são muito bons. Nos tribunais, os diversos sistemas são insuficientes, não estão integrados. Em todas as organizações da Justiça os profissionais convivem com soluções informáticas nas quais reconhecem anomalias e têm melhorias identificadas", esclarece a professora Maria Helena Monteiro, da direção da APDSI, e coordenadora do estudo.

Outra das conclusões apresentadas aponta para a interoperabilidade técnica e semântica como sendo determinantes para as próximas versões de sistemas de informação para a Justiça.
No estudo, lê-se, ainda, que a eventual ineficácia dos sistemas de informação mostra que, em muitas situações, a origem dos problemas está ao nível das leis, dos códigos, da estrutura das organizações da Justiça e da sua governação. "O nível de compreensão geral sobre o significado, impacto e modo de desenvolvimento e de funcionamento dos sistemas de informação na Justiça é muito maior do que há ainda poucos anos. Mas continua a haver necessidade de formação dirigida e focada aos profissionais da Justiça", conclui a coordenadora do estudo.

De salientar que o serviço de registos e notariado foi apresentado, com testemunhos reais, como o caso de sucesso transversal na aplicação prática bem sucedida das tecnologias de informação e comunicação.
O estudo, cujas conclusões, problemas e reflexões foram apresentadas na conferência, foi coordenado pela professora Maria Helena Monteiro, da direção da APDSI, e por Fernando Resina da Silva, coordenador do Grupo de Justiça da Associação.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A cidadania associativa no sector das TIC

A maioria das associações relacionadas com a sociedade doa informação e do conhecimento (APDSI, itSMF, APDC, ANETIE, etc.), possui sócios individuais e institucionais, assumindo-se ao mesmo tempo como associações profissionais e como forças de pressão que emanam do sector empresarial que gira em torno das TIC.
Como profissionais, todos temos a noção que precisamos de integrar redes e tertúlias de conhecimentos, experiências e interesses comuns, para podermos progredir nas nossas competências técnicas e gestionárias.
As organizações, que na maioria dos casos prosseguem interesses comerciais concorrentes, dificilmente conseguem fazer valer a sua capacidade de influência junto dos centros de poder se actuarem sozinhas.
A maioria de nós, enquanto pessoas ou organizações isoladas, não conseguimos individualmente veicular mensagens nem exprimir opiniões livres e baseadas em valores soberanos de cidadania, pois receamos ser surpreendidos por represálias e conotações que nos podem prejudicar no futuro.
Quantos de nós gostaríamos de falar verdade aos nossos clientes e à nossa hierarquia, dizer coisas que vão contra às suas convicções e crenças. Isoladamente e enquanto prestadores de serviços, raramente conseguimos assumir um papel livre e responsável de agentes de mudança.
Quando cumprimos um contrato a nossa independência profissional acaba quase sempre por se conformar estritamente às expectativas do cliente ou da hierarquia, mesmo que estas expectativas sejam limitadas no tempo e no espaço e contrariem todas as melhores práticas recomendadas para a circunstância. Ninguém arrisca contrariar quem nos contrata nem aumentar o âmbito e o risco do projecto para que fomos incumbidos.
Ora é exactamente aqui que entra o papel do associativismo. Nas associações todos os sócios podem manifestar as opiniões que reprimem todos os dias, quando actuam isoladamente.
Já não se trata apenas de desabafar à mesa de um café ou de um bar com amigos ou familiares na descompressão do dia-a-dia, trata-se de uma acção coordenada e de uma junção de forças em torno de um desígnio colectivo, que cada vez deve fazer mais parte da governação do país.
Os governos dos países mais desenvolvidos do ponto de vista democrático e socioeconómico, sabem partilhar a governação com os representantes da sociedade civil e sabem construir com eles o futuro, esperando que cada associação tenha um olhar independente e comprometido acima de tudo com os valores e os princípios que legitimaram a sua constituição.
As associações são as únicas entidades capazes ultrapassar os limites perversos do tempo e do espaço. Por um lado são capazes de ver a vida para além de uma legislatura política e por outro conseguem ultrapassar os territórios isolados de cada pessoa ou organização que as compõem, acabando por se constituírem em referenciais de cidadania e de maturidade para o futuro do país.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Riscos da Sociedade da Informação: Desemprego e injustiça social

Julgo não estar sozinho ao defender uma maior justiça e equidade fiscal, capaz de acabar com a sistemática penalização das classes médias e ter a coragem para tributar os lucros desproporcionados do sector financeiro e de uma meia dúzia de monopólios públicos e privados, que nos ofendem a todos com mordomias e opulências resultantes da apropriação indevida de mais-valias, sem qualquer retorno para a sociedade.
Se queremos continuar a ter um Estado Social e a travar a erosão das classes médias e o aumento do fosso entre os mais ricos e os mais pobres, temos de rever a lógica de financiamento da Segurança Social procurando nos novos meios de acumulação de riqueza os factores de sustentabilidade que preocupam as gerações futuras.
O trabalho humano, enquanto energia e músculo, desde há muito que deixou de ser o factor mais importante na criação da riqueza. Com a intangibilidade dos serviços, a automação dos processos produtivos e a utilização generalizada das tecnologias da informação e comunicação o conhecimento passou a ser o que resta e tem valor no factor trabalho, reduzindo-se drasticamente o número de oportunidades de emprego para aqueles que concorrem globalmente em postos de trabalho baseados na energia, no músculo e em competências de baixo valor acrescentado.
A transformação acelerada dos processos produtivos apenas tem contribuído para a acumulação de benefícios que vão direitinho para a remuneração dos accionistas e para a opulência das respectivas administrações e de algumas elites económicas mais afortunadas.
As oportunidades de emprego caem todos os anos, como resultado do crescimento económico e de um liberalismo cego em relação aos desequilíbrios sociais.
Não existindo regulação nem medidas de política adequadas aos novos tempos, restam apenas poucas organizações de solidariedade e do terceiro sector que voluntariamente são capazes de ter preocupações de economia social e de redistribuição justa de mais-valias.
Os processos de produção aceleraram-se tremendamente com a Sociedade da Informação e a acumulação de mais valias na mão de um punhado de pessoas tornou-se um escândalo social. O velho sistema contributivo para a Segurança Social tarda em reconhecer e não vai tendo imaginação para encontrar novas formas de financiamento capazes de suportar o Welfare State que todos desejam e apregoam, mas que apenas um ou dois países, como a Suécia e a Dinamarca, têm tido políticas adequadas para o manter e desenvolver.
Temos que reflectir sobre os contributos das TIC para a competitividade, crescimento e emprego no curto e longo prazo e travar a tendência de aprofundamento das desigualdades sociais que paradoxalmente acabam por resultar da sua utilização.
É certo que queremos beneficiar de mais tempo livre e melhor qualidade de vida, porque as tecnologias progressivamente vão ocupando os nossos lugares, mas esse tempo de desocupação não pode ser convertido em mais desemprego e mais miséria para a sociedade.

domingo, 20 de setembro de 2009

Pensar a Sociedade da Informação

Perspectivar o futuro é uma actividade normal da natureza humana. Em áreas com uma evolução muito rápida é uma necessidade.
A temática da sociedade da informação e do conhecimento está precisamente nesta última categoria.
As implicações no quotidiano dos cidadãos, na organização da sociedade, nos comportamentos colectivos, na forma de gerir os negócios, na comunicação social, na educação, na saúde, na cultura e no entretenimento, para referir apenas algumas das áreas em que as suas repercussões se fazem sentir, são muito importantes.
Pensar o futuro é deste modo uma actividade imprescindível para todos aqueles que desejam intervir no desenvolvimento deste processo, que se encontra em curso na sociedade, em que a informação e o conhecimento ganham um papel progressivamente mais importante na criação de riqueza e na melhoria da qualidade de vida.
Os efeitos fazem-se sentir no campo social e no domínio da organização política. As transformações tecnológicas são o gatilho que faz detonar essas alterações, nem sempre de forma imediata. É habitual existir um período mais ou menos longo de assimilação da tecnologia e de exploração das suas potencialidades.
No domínio do social e dos diferentes modelos sociais, é relevante debaterem-se questões como:
Que novas estratificações sociais são expectáveis? Como actuarão no futuro?
O que pensam os cidadãos sobre o que lhes é importante para o futuro, que valores estão em causa, necessidades pessoais e motivações individuais?
Que tipo de evolução terão as instituições existentes? Que tipo de novas instituições se espera possam vir a existir?
Sobre a economia da sociedade da informação devem levantar-se questões da seguinte natureza:
Que modelos económicos poderão estar subjacentes ao desenvolvimento da SI?
Como é que o mercado se apresentará no futuro? Como evoluirá a sua estrutura, que propriedades e dinâmica apresentarão?
Que tipos de novas empresas aparecerão no futuro? Que tipos de modelos de negócios irão desenvolver-se?
Quais são e onde emanam as forças dominantes do mercado no futuro?
No que se refere aos modelos políticos para o desenvolvimento da Sociedade da Informação debatem-se tópicos como os que se seguem:
Que modelos ou políticas poderão identificar-se para a construção da Sociedade de Informação?
Como se desenvolverá o conceito de democracia à luz duma sociedade que tenha por base a informação e o conhecimento? Qual o efeito nas campanhas eleitorais?
Como reagirão as instituições de índole global, governos nacionais e organizações locais?
Como notarão, há neste conjunto de interrogações matéria relevante, para excluir o alheamento e promover o ‘Pensar o Futuro’.