Mostrar mensagens com a etiqueta Futuro da SI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Futuro da SI. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

16.º Fórum da Arrábida da APDSI (2017) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - E Daqui a 20 Anos?"



A APDSI realizou, no dia 20 de outubro de 2017, o 16.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - E Daqui a 20 Anos?".

O Fórum da Arrábida, na sua edição de 2017, vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto e sob diferentes perspetivas, refletiram e exploraram novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal. Estamos num mundo cada vez mais complexo e incerto que nos coloca constantes desafios individuais e coletivos.

Estaremos daqui a 20 anos no limiar da SuperInteligência e do Transhumanismo? A APDSI, como associação ativa da Sociedade Civil, pretendeu com este fórum dar o seu singelo contributo para que o advento da SI seja uma grande oportunidade para Portugal e para os portugueses.

A parte da manhã foi dedicada à introdução dos temas em discussão, com o contributo do Prof. Ernesto Costa, da Universidade de Coimbra, como keynote speaker.

O papel da Sociedade da Informação num futuro a 20 anos e os desafios que a ela se colocam, foram as questões que serviram de apoio aos três debates paralelos que, como habitualmente, decorreram na tarde de sexta-feira no Convento da Arrábida.

Grupo de Reflexão I - E daqui a 20 Anos? A extensão da esperança de vida humana;

Grupo de Reflexão II - E daqui a 20 Anos? Robots Inteligentes; Futuro do Trabalho; Economia; Era do Pós- Emprego; Competências, Qualificações e Educação; Economia - O que mudará?

Grupo de Reflexão III - O Papel do Estado - nova geração de direitos; Que espaço para as políticas públicas? O fim da privacidade; O futuro do direito.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

15.º Fórum da Arrábida da APDSI (2016) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica"



A APDSI realizou, no dia 7 de outubro de 2016, o 15.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O Fórum da Arrábida, na sua edição de 2016, vem na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto e sob diferentes perspetivas, refletiram e exploraram novas ideias e entendimentos sobre o que será o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal. Estamos num mundo cada vez mais complexo e incerto que nos coloca constantes desafios individuais e coletivos.

Este ano, o Fórum da Arrábida focou-se no tema "Privacidade, CiberSegurança e Regulação Económica". O mundo entrou numa nova Era tecnológica, em que as questões ligadas à privacidade, à segurança nas redes e as suas relações e implicações com o mundo económico globalizado, são de importância critica para a vida em sociedade e estão no centro do futuro da SI. Importava, assim, fazer um debate à volta das diferentes perspetivas que se colocam aos cidadãos, às instituições e, em geral, à vida em sociedade.

A APDSI, como associação ativa da Sociedade Civil, pretendeu com este fórum dar o seu singelo contributo para que o advento da SI seja uma grande oportunidade para Portugal e para os portugueses.

A parte da manhã foi dedicada à introdução dos temas em discussão, com o contributo de dois keynote speakers, cujas análises e perspetivas estimularam e complementaram as diferentes visões que os participantes partilharam ao longo do dia.

Abertos os horizontes e estruturados os problemas carentes de respostas, foram constituídos três Grupos de Reflexão que aprofundaram os seguintes domínios:

1 - Privacidade e CiberSegurança;

2 - CiberSegurança e Regulação Económica;

3 - Regulação Económica e Privacidade.

Veja aqui as apresentações e vídeos já disponíveis.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Germano Veiga sobre o português Stamina: «O termo robô ainda tem um peso grande»



O Stamina regressou no passado fim-de-semana de Munique, na Alemanha, onde representou Portugal na Automatica - uma feira de robótica industrial que decorreu em Munique, Alemanha. O Stamina é um robô desenvolvido em Portugal e que pretende automatizar a tarefa de picking, uma espécie de ida às compras nos armazéns que acontece muito nas linhas de montagem de automóveis. O robô com "sangue luso" pretende melhorar a organização na produção e armazenamento de componentes na indústria automóvel. Segundo o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), entidade portuguesa envolvida no desenvolvimento do Stamina, o objetivo é melhorar os índices de automação abaixo dos 30% que se registam de momento no setor automóvel e em relação a estas operações em particular.

O sistema robótico promete mudar a perspetiva que se tem sobre os robôs atuais que só conseguem trabalhar em ambientes em que tudo tenha uma ordem específica, ficando "desorientados" quando algo sai da norma. O robô está equipado com um sistema de sensorização avançada que recorre a lasers e câmaras para reconhecer o espaço em que se movimenta, enquanto um braço robótico integrado pode ser utilizado em diversas tarefas de manuseamento.

O INESC TEC também apresentou na Automatica outros dois robôs do projeto europeu SMERobotics, juntamente com mais duas empresas portuguesas, a SARKKIS Robotics e a NORFER. O projeto SMERobotics enquadra-se na Iniciativa Robótica Europeia para o Fortalecimento Competitivo das PME na Indústria de Produção e tem como objetivo concretizar a robótica cognitiva num segmento chave para a Europa: a Indústria de Produção. 

Foi há quatro anos que sete instituições se juntaram para criar o Stamina, num projeto europeu que envolve cinco milhões de euros de investimento por parte do 7.º Programa-Quadro da União Europeia. São elas o portuense INESC TEC e também as universidades de Aalborg (Dinamarca), Freiburg (Alemanha), Bonn (Alemanha) e Heriot-Watt (Escócia), apoiadas pela empresas francesas BA Systèmes e PSA Peugeot Citröen. O fim do desenvolvimento está previsto para março de 2017 e a tecnologia encontra-se no laboratório de robótica que o INESC TEC tem na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

A APDSI falou com o eng.º Germano Veiga, um dos investigadores responsáveis pela criação do Stamina, e membro do Centro de Robótica Industrial e Sistemas Inteligentes do INESC TEC que nos apresentou o Stamina: «Na indústria automóvel as tarefas de montagem do carro são feitas numa linha de produção. Antigamente, o stock das peças a colocar num automóvel estava junto à linha de produção mas, mais recentemente, houve uma alteração e, em vez de haver stock junto à linha, as peças passaram a estar num supermercado. Este termo, "supermercado", é mesmo usado ao nível industrial. Há pessoas que percorrem esse supermercado e recolhem as peças que vão ser usadas em determinado carro que depois são entregues na linha, sincronizando com a necessidade daquele modelo específico. Esta mudança de paradigma nas linhas de montagem automóvel facilitou, em termos de espaço, mas exige que alguns operadores façam este trabalho de picking no supermercado. O robô Stamina está focado nesta operação, é ele que faz esta recolha no supermercado e depois faz a entrega na linha. Como estes supermercados foram desenhados para pessoas, trata-se de um desafio tecnológico porque é preciso que o robô tenha perceção, que saiba localizar, ir buscar e agarrar as peças que pretende, mas em traços gerais é este o desafio do robô Stamina».

APDSI - Ele consegue, portanto, encontrar e evitar obstáculos mas consegue, também, ter um papel no cálculo de stocks?
GV - Não era um dos objetivos iniciais mas durante o desenvolvimento do projeto encontrámos uma forma de usar esses sensores do robô durante o seu movimento, ou seja, ele vai a cumprir a sua missão, recolhe os seus dados do ambiente, e vai confirmando com a base de dados a informação sobre o stock do supermercado. Vai comparando se aquilo que está a ver, está em conformidade com a informação da base de dados. Isto é muito importante porque o robô não deixa de fazer o que estava a fazer mas consegue integrar essa informação com o sistema da casa-mãe, a Peugeot Citröen. Atualmente os operadores quando vão recolher uma peça, se encontram alguma no supermercado que não está em conformidade, emitem um alerta para um responsável de linha verificar o que se passa. O robô vai fazer a mesma coisa.

APDSI - Como foi a receção ao projeto português na feira Automatica?
GV - Foi boa. Este manipulador móvel faz parte dos robôs que ainda envolvem alguma novidade, ainda despertam muita curiosidade, principalmente pela sua dimensão, o Stamina tem uma carga considerável. De forma geral foi muito bem recebido.

APDSI - Nesta altura o projeto já está finalizado ou ainda vai ser alvo de melhoramentos até 2017?
GV - Ainda vai ser melhorado. Vamos fazer o teste final na fábrica no início do próximo ano. Ainda há caminho a percorrer, especialmente para tornar o sistema mais robusto e aumentar a sua performance.

APDSI - Como é que o Germano reage quando lhe dizem que este tipo de robôs está a acabar com o emprego tradicional?
GV - [risos] Vou começar por dar o exemplo da PSA Peugeot Citröen. Este robô específico vai começar por ser usado em França e nas fábricas da Europa, de um modo geral. Na fábrica francesa, que tem uma estrutura já antiga, os responsáveis dizem que, ou se arranja uma solução deste tipo, ou a fábrica terá de fechar porque, hoje em dia, pelo baixo custo de um automóvel, não é possível investir numa nova fábrica na Europa. Se o grupo o fizer, vai fazê-lo na Ásia. Ou seja, o robô é uma necessidade para manter os empregos que já existem porque a competitividade destas fábricas é reduzida. Numa perspetiva mais geral, os robôs não roubam assim tanto emprego. Há uns três ou quatro milhões de robôs no mundo todo. Há alguns, como as máquinas de lavar a roupa ou de café, que, esses sim, tiveram um maior impacto no emprego. Há cinco ou seis milhões de máquinas de vending só no Japão e essas é que roubam emprego. Mas o termo robô ainda tem um peso grande. A máquina de café, mesmo que esteja a substituir alguém, não a vemos como um robô. Mesmo dentro da estrutura produtiva de uma fábrica, pegar em peças de 12 ou 15 quilos é uma tarefa muito pesada e as pessoas se estiverem livres de fazer tal coisa podem até aumentar a sua produtividade dentro da PSA e, logo, a competitividade da empresa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

APDSI 2015: 14.º Fórum da Arrábida



A APDSI realizou, no dia 16 de outubro de 2015, o 14.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade". 

Um tema tão clássico como atual é o da relação entre as tecnologias e o emprego. Sabe-se que as tecnologias, e em particular as tecnologias que caraterizam a SI, destroem emprego, por exemplo substituindo tarefas administrativas por processamentos informáticos; sabe-se também que criam emprego, o chamado "Emprego Digital" que, a propósito, tem merecido uma especial atenção da Comissão Europeia, traduzida em Portugal pela iniciativa "Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital".

Leia aqui o documento final resultante do Fórum e veja,mais abaixo, o vídeo-resumo do encontro.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

14.º Fórum da Arrábida da APDSI (2015) | "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade"



A APDSI realizou, no dia 16 de outubro de 2015, o 14.º Fórum da Arrábida subordinado ao tema "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação - Mercado Único Digital Europeu: transformações económicas, competências e empregabilidade". Este 14.º Fórum da Arrábida veio na continuidade dos encontros anuais realizados desde 2002 e teve como objetivo voltar a reunir um conjunto de personalidades que, em conjunto, refletiram e exploraram novas ideias sobre o que será o futuro da SI e do Conhecimento em Portugal, num mundo cada vez mais complexo.

Veja as apresentações já disponíveis no sítio na web da APDSI.

Um tema tão clássico como atual é o da relação entre as tecnologias e o emprego. Sabe-se que as tecnologias, e em particular as tecnologias que caraterizam a SI, destroem emprego, por exemplo substituindo tarefas administrativas por processamentos informáticos; sabe-se também que criam emprego, o chamado "Emprego Digital" que, a propósito, tem merecido uma especial atenção da Comissão Europeia, traduzida em Portugal pela iniciativa "Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital".

O desenvolvimento da SI, apesar do que muitos profetizaram, não gerou hordas gigantescas de desempregados, nem originou uma "sociedade do lazer", decorrente de reduções massivas dos horários de trabalho. Contudo, também sabemos que o futuro não é necessariamente igual ao passado e que enfrentamos atualmente níveis de desemprego estruturalmente elevados.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

APDSI prepara Fórum da Arrábida

No próximo mês de Outubro a APDSI vai realizar o 10º Fórum da Arrábida, no complexo do Convento da Arrábida, em Setúbal.

Esta edição do Fórum da Arrábida é dedicada ao agitado e oportuno tema "Segredos de Estado - Transparência na Internet". Serão abordados aspectos relativos à transparência na Internet, ao papel dos media e aos desafios que se colocam à soberania dos países num espaço que já é praticamente omnipresente.

Estes fóruns, que se realizam anualmente desde 2002 e que têm como tema geral comum "Repensar o Futuro da Sociedade da Informação", reunem um conjunto de personalidades num verdadeiro think tank no qual são exploradas ideias e perspectivas sobre o futuro da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal.

Nas edições mais recentes abordaram-se os seguintes temas; O Papel da Sociedade da Informação da Superação da Crise (2010); O Papel do Estado (2009); Como Mobilizar Portugal (2008).

Este evento é patrocinado pela ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações.

Como é normal relativamente às actividades desenvolvidas pela APDSI, as conclusões serão posteriormente inseridas no seu sítio na Web.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sociedade da informação e futebol (mas não só)

Em dia de Benfica- Sporting nada como deixar link para debate no blog da Sedes sobre os "olhos do árbitro".Na Sociedade da Informação.
http://www.sedes.pt/blog/?p=1808
E com os olhos e decisões  do "arbitro ainda sem os recursos às tecnologias de informação".
Debate curioso o que tenho acompanhado sobre as as TIC no futebol, mas em que, num País de "paixões da bola", só se ouve o que diz a FIFA.
No resto apenas se grita Golo! E se discutem os erros de arbitragem.
E se vê o assunto com óculos especiais do tipo destes.Que ganhe o melhor!!!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O debate da "Agenda Digital" na Comissão Europeia

As "Hearings of Commissioners-designate" para a Comissão Europeia estão a decorrer. Estes Comissários indigitados são convidados a reagir a diversas questões colocadas pelos deputados do Parlamento Europeu, pois aí será ratificada a proposta de uma nova Comissão. A pergunta nº 5 diz respeito a questões de política comunitária:
5. What are the specific legislative and non-legislative initiatives you intend to put forward, and according to what timetable? What specific commitments can you make regarding in particular the committees' priorities and requests attached hereto which would fall within your portfolio? How would you personally ensure the good quality of legislative proposals?

Em particular, a Comissão Parlamentar (Parlamento Europeu) de Indústria, Investigação e Energia elaborou uma lista de questões específicas sobre a "Sociedade da Informação" que a seguir se apresentam.

List of parliamentary Committee on Industry, Research and Energy priorities and requests on:
  • Concrete measures to complete the single market for telecommunications: Commission action plan focusing, in particular, on roaming issues and the development of advanced ‘next generation’ networks
  • Necessity of a legislative initiative on Net neutrality
  • Intellectual property, privacy and security
  • - new opportunities afforded by the worldwide web and the global information society, for example for the application of ICTs in health care, education and major infrastructure
  • - the post-i2010 strategy for making Europe a true information society
  • Digital society
  • - 'spectrum agenda' and implementing measures
  • - coordination and effective allocation of the 'digital dividend' in the Union
  • - development of a spectrum single market
  • Review of the Universal Service Obligation: proposals to deliver broadband to all without distorting the market or imposing high taxes on telecoms consumers or operators
A Vice-Presidente para a Agenda Digital, Srª Neelie Kroes (Holanda) respondeu o seguinte:
  • My initial priorities are:
  • (i) building the high speed networks of the future;
  • (ii) making the online single market a reality;
  • (iii) ensuring that all citizens participate in the information society; and
  • (iv) generating more, better targeted support for ICT research and innovation. Both citizens and industry have a role to play in driving innovation, whether big or small, incumbent or challenger, blue-chip or start-up.
  • We will vigorously pursue the twin goals of giving all Europeans access to basic broadband by 2013 and of stimulating the rapid and widespread upgrade to new generation networks over the next 5 to 10 years.
  • There is much more to be done, on issues ranging from provision of digital content to reassuring consumers about electronic payments and their contractual rights.
  • We must continue to improve the quality of online services in the public and private sector (such as eHealth, eGovernment, e-Inclusion). For this, we need effective ICT standards which promote notably interoperable solutions.
  • I feel strongly that ICT research and innovation is the key to meeting some of Europe's most serious challenges – from the development a low-carbon green economy to caring for our ageing population, and so needs to be at the centre of many of our future policy initiatives. I will also review the operation of the existing Joint Technology Initiatives (Artemis and ENIAC) and prepare for new Public Private Partnerships in the ICT field.
  • I intend to implement the Digital Agenda through both legislative and non legislative initiatives in the following three areas:
  • (i) building the high-speed networks of the future (immediate action to set up the Body of European Regulators of Electronic Communications (BEREC); the Commission is actively encouraging the Member States complete their digital switch over by January 2012 and to open up the 800 MHz band for the further development of wireless communication services).
  • (ii) European digital content (examination of the licensing provisions that allow access to content, notably for out of print and orphan works, and for the establishment of a sustainable basis for the European Digital Library (Europeana) and large-scale digitisation of cultural works in Europe); and
  • (iii) digital citizenship (European citizens should benefit from digital services also when they exercise free movement rights; proposals for a Regulation on the eCall vehicle safety system and for the development of our policy on ICT for Energy Efficiency).

Nem todas as medidas respondidas estão aqui explícitas. Para isso vale a pena consultar os documentos de que foram incluídas ligações (links). Mas, para já, estas merecem uma reflexão de todos nós. Em resumo não parece existirem propostas de medidas radicalmente novas ou diferentes, mas antes a continuação de uma política definida antes. As medidas melhor definidas estão mais relacionadas com a temática de serviços (a empresas e aos cidadãos), mas menos no domínio do desenvolvimento tecnológico e da sua implicação na esfera produtiva.

domingo, 20 de setembro de 2009

Pensar a Sociedade da Informação

Perspectivar o futuro é uma actividade normal da natureza humana. Em áreas com uma evolução muito rápida é uma necessidade.
A temática da sociedade da informação e do conhecimento está precisamente nesta última categoria.
As implicações no quotidiano dos cidadãos, na organização da sociedade, nos comportamentos colectivos, na forma de gerir os negócios, na comunicação social, na educação, na saúde, na cultura e no entretenimento, para referir apenas algumas das áreas em que as suas repercussões se fazem sentir, são muito importantes.
Pensar o futuro é deste modo uma actividade imprescindível para todos aqueles que desejam intervir no desenvolvimento deste processo, que se encontra em curso na sociedade, em que a informação e o conhecimento ganham um papel progressivamente mais importante na criação de riqueza e na melhoria da qualidade de vida.
Os efeitos fazem-se sentir no campo social e no domínio da organização política. As transformações tecnológicas são o gatilho que faz detonar essas alterações, nem sempre de forma imediata. É habitual existir um período mais ou menos longo de assimilação da tecnologia e de exploração das suas potencialidades.
No domínio do social e dos diferentes modelos sociais, é relevante debaterem-se questões como:
Que novas estratificações sociais são expectáveis? Como actuarão no futuro?
O que pensam os cidadãos sobre o que lhes é importante para o futuro, que valores estão em causa, necessidades pessoais e motivações individuais?
Que tipo de evolução terão as instituições existentes? Que tipo de novas instituições se espera possam vir a existir?
Sobre a economia da sociedade da informação devem levantar-se questões da seguinte natureza:
Que modelos económicos poderão estar subjacentes ao desenvolvimento da SI?
Como é que o mercado se apresentará no futuro? Como evoluirá a sua estrutura, que propriedades e dinâmica apresentarão?
Que tipos de novas empresas aparecerão no futuro? Que tipos de modelos de negócios irão desenvolver-se?
Quais são e onde emanam as forças dominantes do mercado no futuro?
No que se refere aos modelos políticos para o desenvolvimento da Sociedade da Informação debatem-se tópicos como os que se seguem:
Que modelos ou políticas poderão identificar-se para a construção da Sociedade de Informação?
Como se desenvolverá o conceito de democracia à luz duma sociedade que tenha por base a informação e o conhecimento? Qual o efeito nas campanhas eleitorais?
Como reagirão as instituições de índole global, governos nacionais e organizações locais?
Como notarão, há neste conjunto de interrogações matéria relevante, para excluir o alheamento e promover o ‘Pensar o Futuro’.