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terça-feira, 24 de abril de 2018

Reino Unido quer maior proteção online para as crianças



O Reino Unido pretende introduzir a idade mínima de 13 anos para o acesso aos serviços online. Os pais discordam e querem subir a idade para os 14 anos. A notícia está explicada no Media Policy Project Blog.

Apesar do Regulamento Geral de Proteção de Dados ser aplicado no próximo mês de maio, só alguns países já manifestaram a idade mínima que vão impor. Portugal, através do jantar-debate que a APDSI promoveu na semana passada, foi um desses países.

O Reino Unido adiantou os 13 anos como idade mínima para o acesso das crianças aos serviços online, mas um estudo da London School of Economics and Political Science (LSE) concluiu que 79% dos pais entrevistados consideram que a lei deve centrar-se nos 14 anos. Outros pais que já tiveram experiências online negativas afirmam que a idade deveria ser superior, idealmente nos 15 anos.

Os investigadores pedem uma ponderação na idade mínima de acesso, alegando que, por um lado, se a autorização do acesso online for estabelecida em idades demasiado elevadas, os jovens adolescentes podem ficar limitados a oportunidades de participação e aprendizagem online. Por outro, se a idade for regulada demasiado baixa poderá haver problemas relacionados com a incapacidade dos jovens interagirem com ambientes impróprios para a sua idade, tais como compras online.

A professora Sonia Livingstone, do departamento de comunicação do colégio, considera extraordinário os pais pensarem que as suas crianças ainda necessitem de supervisão online: "Se a Lei de Proteção de Dados determinar que o consentimento dos pais não é necessário a partir dos 13 anos, então será crucial encontrar outras formas de proteção às crianças para não serem exploradas online".


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Reino Unido está a fazer uma consulta pública sobre Inteligência Artificial


O governo inglês quer saber quais as consequências económicas, éticas e sociais que a introdução de sistemas de inteligência artificial poderá ter na economia. Para isso, segundo a imprensa britânica, o comité da Câmara dos Lordes para a Inteligência Artificial (IA) convocou especialistas e outros cidadãos para uma consulta pública, sobre os sistemas e sua aplicação, assim como "soluções pragmáticas" para eventuais problemas.

No grupo inclui-se o debate de assuntos como o surgimento monopólios por parte das grandes empresas e os naturais benefícios a eles associados. Também pode vir a ser necessário uma maior compreensão pública sobre a IA e surge a hipótese de o governo ter de desempenhar um papel na regulação da utilização dos sistemas.

A medida surge numa altura em que a IA está a atrair cada vez mais a atenção do setor das TIC, dos decisores políticos, mas também do público em geral. "O comité pretende usar os resultados da consulta para perceber que oportunidades existem para a sociedade no desenvolvimento e uso da IA, assim como os riscos quem podem existir", descreve o presidente do comité, Lord Timothy Clement-Jones, em comunicado.

Num estudo, a Royal Society recomendou o planeamento e gestão cuidadosas da implantação da tecnologia para garantir que os benefícios sejam partilhados pela sociedade.

O comité prevê apresentar os contributos até setembro e conclusões até março de 2018.

Em maio a APDSI também abordou, em conferência com a professora Manuela Veloso, os possíveis problemas e consequências adversas e favoráveis da inteligência artificial e da robótica. Encontra todos os resultados da conferência aqui.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Reino Unido vai reforçar cibersegurança com o apoio de privados


O National Cyber Security Centre do Reino Unido, situado desde outubro de 2016 no centro de Londres, desafiou as empresas do setor privado a "treinar e a colaborar" na defesa cibernética do país. A notícia é avançada pela agência Reuters que lembra que nos últimos três meses foram registados 188 ataques a estruturas do país.

A iniciativa, intitulada "NSCS Industry 100" quer envolver os intervenientes da indústria para "identificar ameaças, vulnerabilidades e desenvolver conselhos para combater ataques cibernéticos".

A Lockheed Martin foi uma das primeiras empresas a aceitar o pedido de colaboração e anunciou que vai lançar um "programa de trabalho-estudo" destinado aos alunos universitários.

Segundo a Reuters, o National Cyber Security Centre faz parte de um investimento de cerca de 2,23 mil milhões de euros, e pretende aumentar as defesas cibernéticas do Reino Unido.

De recordar que a cibersegurança foi um dos temas do 15.º Fórum da Arrábida da APDSI, que decorreu também em outubro do ano passado, e cujo relatório final pode ler aqui.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Sessão: Connected Health: Bridging the Gap Between Innovation and Practice - Champions & Partnerships (Portugal and UK)



No dia 7 de outubro, o Salão Nobre da Escola Nacional de Saúde Pública em Lisboa, vai receber uma sessão subordinada ao tema "Connected Health: Bridging the Gap Between Innovation and Practice - Champions & Partnerships (Portugal and UK)".

Nesta sessão vão ser apresentados os casos de estudo mais inovadores no que diz respeito à saúde em rede e, segundo a organização, esta é também uma boa oportunidade para conhecer as propostas atuais que a indústria das tecnologias da saúde em Portugal e no Reino Unido oferece.

Consulte o programa no sítio na web da APDSI.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Inglaterra faz avisos de sensibilização em sites de pirataria



Os ingleses que acederem a sites onde são disponibilizados ilegalmente conteúdos protegidos por direitos de autor, vão ser apenas convidados a fecharem a página. A Unidade Criminal de Propriedade Intelectual do Reino Unido está a substituir os anúncios nas páginas pirata por alertas anti-pirataria.

A notícia é avançada pelo site The Next Web que esclarece que a polícia vai contar com a ajuda da empresa Project Sunblock neste novo método de sensibilização. 

De acordo com o líder da força policial, Andy Fyfe, muitos internautas dão credibilidade a determinados sites por causa dos anúncios que lá existem e que por vezes pertencem a marcas conhecidas. Para combater este cenário os internautas britânicos que acederem a conteúdos pirata vão ficar a saber que o site em questão está a ser investigado e que o utilizador deve fechar a janela do navegador

Os sites que estão a ser alvo da nova ação de sensibilização foram todos denunciados por entidades que detêm direitos de autor e que conseguiram fazer prova de que as páginas Web estão a cometer um crime ao disponibilizarem determinados conteúdos. 

Os administradores das páginas serão depois contactados para que as mesmas sejam fechadas de forma voluntária. Se tal não se verificar, as autoridades tentam a suspensão do site ou então substituem os anúncios para assim cortarem uma das fontes de rendimento da pirataria.