quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Conversas em fim de tarde na APDH



A APDH está a organizar a Conferência "Integração de Cuidados e Literacia em Saúde. Capacitar o Cidadão no SNS", em colaboração com o Núcleo de Apoio Estratégico do Ministério da Saúde (MS) e patrocínio da Direção-Geral da Saúde (DGS), e em simultâneo, a 11.ª edição do Prémio de Boas Práticas em Saúde®, que se realizam hoje e amanhã, na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa - ESTeSL.

No dia 23 de novembro, durante a Conferência "Integração de Cuidados e Literacia em Saúde. Capacitar o Cidadão no SNS" e à margem do Encontro da 11.ª Edição do Prémio de Boas Práticas em Saúde®, estão previstos diversos workshops, incluindo as Conversas de Fim de Tarde "Doenças Raras e Medicamentos Órfãos: Constrangimentos e Oportunidades", na Sala A, da ESTeSL, que conta com o apoio da AMGEN.

A moderação está por conta de Ana Escoval, Presidente do CA do Centro Hospitalar Lisboa Central, EPE.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

APDSI no maior evento de tecnologia da Europa: E depois da Web Summit 2017?



Depois da edição de 2017 da Web Summit em Lisboa, por onde passaram mais de 59 mil pessoas de cerca de 50 países, um comentário de Luís Vidigal, presidente da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, a título pessoal nas redes sociais, gerou uma acesa troca de opiniões em torno do associativismo e das novas tecnologias na Sociedade da Informação.

Num dos três dias do evento, e ao partilhar um Uber Pool para sair da Web Summit com um orador e jornalista do New York Times, a conversa sobre o "Portugal das startups" foi incontornável. Luís Vidigal acredita que continuamos a demonstrar grandes sinais de debilidade em questões estratégicas e estruturais. «Portugal parece ser um país feito de iniciativas descartáveis e de curto prazo. Quando eu lhe disse que era presidente da APDSI, enquanto associação de referência deste setor, ele perguntou-me porque não tínhamos sido envolvidos na organização. Fiquei sem palavras... Mais uma vez o país demonstrou uma completa desassociação entre o evento em si e a estratégia de desenvolvimento para a sociedade da informação e do conhecimento».

Na opinião do presidente da Associação, pelo preço que cada startup tem de pagar pelo «minúsculo espaço» que lhe é atribuído e que pouco retorno lhe traz, o evento «serviu apenas como palco para políticos na sessão de abertura e demonstrou mais uma vez o total desrespeito pela sociedade civil no nosso país».

De entre as opiniões que o comentário originou, várias são as que sublinham a vantagem de um evento como este, enquanto propagador de Portugal como país cheio de valências turísticas, mas vazio de quaisquer oportunidades reais de trabalho e crescimento económico. Esse dinheiro com que Portugal alavanca o projeto de Paddy Cosgrave «investido na internacionalização da nossa indústria, em particular na que cria volume de emprego para a mão de obra menos qualificada que temos, e para a qual não há empregabilidade», seria, provavelmente, mais produtivo, lê-se nos comentários.

Há, contudo, quem olhe para a Web Summit como apenas «um evento corporativo que tem uma organização focada no lucro».

Não restam muitas dúvidas de que Portugal é um ótimo anfitrião de festas, conferências e festivais, além de sermos excelentes a "vender" o nosso espaço, gastronomia e sol, mas o futuro parece estar ainda longe de nos reservar um lugar de destaque no panorama mundial das novas tecnologias. «Ouvi algumas vozes livres e disruptivas na arena, mas nenhuma foi portuguesa», aponta Luís Vidigal.

Só este ano a APDSI organizou seis conferências, dois fóruns de reflexão, elaborou dois estudos e assumiu publicamente duas tomadas de posição, organizou as olimpíadas nacionais e internacionais de informática e tornou-se num ponto focal para a implementação do RGPD - Regulamento Geral para a Proteção de Dados. Estas iniciativas foram sustentadas sem qualquer apoio estatal.

Neste ponto, e, mais uma vez, refletindo as opiniões que o post motivou, há quem entenda que o Estado se deve demitir destas questões.

Nesta reta final de 2017 e depois de um novo rumo traçado pela Direção que tomou posse em março, a APDSI volta a assumir-se como um espaço de reflexão sobre a era digital, caracterizado por pensamento livre, independente e interventivo. A APDSI constitui-se como um ponto de encontro em Portugal, entre empresas, profissionais, académicos e instituições públicas, tendo como objetivo o desenvolvimento e a transformação digital do país de forma inclusiva e sustentada, através da dinamização de 14 grupos permanentes. 

Sobre a falta de diálogo inicialmente apontada pelo presidente da APDSI entre a Associação e a organização da Web Summit, várias foram as vozes que afirmaram ser necessário «algo semelhante que junte as empresas transformadoras escondidas por Portugal fora e que contribuem realmente para a exportação. Que inovam sozinhas e que devem ser apoiadas ao invés de unicórnios sobrevalorizados».

Para a Associação continuar a crescer e a fortificar a sua influência na Sociedade da Informação são necessários mais sócios e mais vozes nesta luta pela promoção e desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Lisboa Robotics na Semana Europeia de Robótica



Está a decorrer até dia 26 a Semana Europeia de Robótica. Esta é já a sexta edição de um evento que conta com mais de mil eventos em cidades de toda a União Europeia, com o objetivo de demonstrarem a importância crescente deste setor em campos como a educação e a saúde, por exemplo.

Desde o seu lançamento, em 2011, a European Robotics Week aproximou mais de 400 mil participantes das últimas novidades na pesquisa e no desenvolvimento das tecnologias robóticas.

Neste grande evento europeu participam, desenvolvendo várias ações, muitas organizações de robótica da Europa. O Lisboa Robotics está a dinamizar um conjunto de iniciativas. No átrio do Edifício Central da CML, no Campo Grande, está um stand por um período de meio dia / um dia para cada projeto / empresa que tenha demonstrado interesse em participar. Este espaço permite mostrar os vários projetos a um público que atinge em média os mil visitantes diários e permite, também, a interação com os munícipes no Serviço de Atendimento do Edifício.

Até domingo também se vão realizar open-houses que permitem mostrar a dinâmica que se vive com a robótica instalações das instituições aderentes.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

2.ª Conferência Anual da PASC a 30 de novembro


A PASC - Casa da Cidadania vai realizar a sua 2.ª Conferência Anual no próximo dia 30 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

No evento será entregue pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Prémio Cidadania 2017 à Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrogão Grande.

A conferência decorre a partir das 16h30. As inscrições devem ser feitas para secretariado@pasc.pt.





terça-feira, 14 de novembro de 2017

3rd eHealth Security Conference - "Segurança em eHealth | Proteção do Hospital do futuro"



O Conselho de Administração da SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, E.P.E. e a ENISA - Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação organizam a 3rd eHealth Security Conference - "Segurança em eHealth | Proteção do Hospital do futuro", que se realiza amanhã, 15 de novembro, no auditório Prof. Simões dos Santos na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.

Tendo em conta os trabalhos desenvolvidos pela SPMS, EPE em matéria de segurança, a ENISA escolheu Portugal como país anfitrião da sua conferência anual. A iniciativa conta com especialistas de diferentes estados-membros com o objetivo de partilharem  conhecimento e promoverem a troca de experiências.

Num espaço de duas semanas, e até ao momento, o evento já conta com 500 inscrições, e mais de 20 oradores nacionais e internacionais confirmados, na sua maioria especialistas internacionais.

A conferência destina-se a todos os profissionais de Saúde por forma a terem mais informações sobre as diferentes soluções tecnológicas e boas práticas neste âmbito.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

RGPD pode vir a ser aplicado no mundo inteiro



Brad Smith, diz que o Regulamento Europeu de Proteção de Dados deve generalizar-se ao mundo inteiro porque os «recursos são escassos» para as multinacionais terem outra matriz. As declarações foram feitas durante a sua intervenção no palco SaaSMonster da Web Summit que terminou ontem.

«O RPGD vai ser o modelo para todas as empresas como arquitetura para privacidade de dados», prevê o presidente da Microsoft.

Smith assegura que a Microsoft gosta da nova legislação por ser benéfica para as organizações que têm muitos dados e «dependem da confiança dos clientes». Outra razão apontada para o RGPD ser útil, é que estabelecer uma arquitetura de privacidade de dados de clientes torna-ser para uma empresa «muito complicado». Na sua opinião tudo sobre o assunto «pode ser debatido».

O processo de adoção do RGPD, contudo, demora tempo e é preciso definir uma arquitetura para a engenharia poder criar os serviços e a oferta em conformidade, sobretudo em cloud computing

«Nós não detemos os dados do cliente e temos de ser responsáveis», lembrou Brad Smith.

As regras estipuladas restringem a retenção e uso de dados durante muito tempo, o que força as empresas a servir o consumidor garantindo os direitos de privacidade do mesmo.

A APDSI tem promovido e co-organizado vários encontros e debates sobre o RGPD. No ano passado começou por fazer uma conferência na Sala do Senado da Assembleia da República que pode recordar aqui.

Veja, também, de forma simplificada, o "Plano de 13 Passos RGPD", criado pela SAGE.


Plano de 13 passos RGPD - Sage

Para mais informações sobre o RGPD, visite esta página.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Estudo Europeu sobre Robótica, Inteligência Artificial e Impressão 3D revela benefícios para as PMEs



Estudo Europeu sobre Robótica, Inteligência Artificial e Impressão 3D revela benefícios da aplicação da robótica para as PMEs. O estudo, financiado pela Comissão Europeia, enquadra-se no âmbito dos trabalhos desenvolvidos pelos grupos de estudo da Associação "Competências e Empregabilidade" e "Robótica".

A pesquisa, cujo resultado final pode ler aqui, abordou PMEs e cidadãos individuais.

83% das PMEs confirmaram os benefícios para a sua empresa no uso de robôs e 79% identificaram tarefas que poderiam ser automatizadas no futuro. 90% dos entrevistados pensam que a aquisição de conhecimento em robótica poderia dar-lhes uma vantagem no mercado de trabalho. No entanto, apenas metade já fez alguma formação sobre o assunto. 61% estão certos que, no futuro, o seu trabalho vai envolver robótica e robôs. Isso também corresponde às respostas dos entrevistados individuais, na medida em que apenas 6% têm um nível de conhecimento profissional sobre o tema, 63% tem algum nível e 31% nenhum conhecimento.

O projeto "Erasmus + ROTENA: Robótica para a Nova Era" tem como objetivo usar os efeitos da robótica e da impressão 3D para motivar os estudantes para a ciência e para o desenvolvimento de programas que os envolvam ativamente na revolução tecnológica da nova era.

A robótica é um mercado em rápido crescimento, cada vez mais impulsionado pelo desenvolvimento de produtos novos e melhorados em áreas tão diferentes como: a indústria, a busca, salvamento e recuperação, a inspeção e monitorização, a cirurgia e cuidados de saúde a habitação e ao setor automóvel, os transportes e logística, a agricultura, entre outras. O rápido crescimento da utilização de robôs nas nossas casas e no nosso trabalho, em hospitais e em ambientes industriais propicia uma visão inspiradora sobre o seu benefício para a sociedade e a necessidade de definir prioridades para estimular a área da robótica nesta fase da sua evolução, de modo a potenciar o seu crescimento, o emprego e a inovação na Europa.

De igual modo, a impressão 3D oferece muitas oportunidades novas na arquitetura, na construção, no design industrial, nos ramos automóvel, aeroespacial e militar, na engenharia, na indústria dentária e médica, na biotecnologia (substituição do tecido humano), na moda, calçado, joalharia, óculos, educação, sistemas de localização geográfica, alimentação entre tantas outras áreas. Esperam-se transformações, mudanças e novas oportunidades nos ecossistemas industrial e empreendedor.