Quando em Setembro de 2008 foi publicado pela editora PRINCIPIA o livro INTRODUÇÃO À ÉTICA EMPRESARIAL da autoria de João César das Neves, fui lendo paulatinamente cada capitulo, muitas vezes voltando atrás, com uma preocupação fundamental:como era também um livro académico de gestão, queria validar muito do que já tinha lido e reflectido sobre o tema e, face a uma experiencia profissional recente em que a ética fora uma miragem (ao contrário do que desejaria e não por minha responsabilidade, convictamente o afirmo) queria também prospectivar afinal para onde estávamos a ir (os portugueses mas não só) na Sociedade que A.Toffler denominara de "fruto da 3ª vaga", mas que me parecia mais (e parece) o regresso a muitos das reflexões de Aristóteles (384-322 a.C.) no seu livro
A Ética a Nicómaco que se mantém actual.
Quando finalmente conclui a leitura e, centrando-me nas conclusões "Ética na Sociedade Moderna", procurei ter sempre presente as minhas experiencias como Gestor de empresas TIC e Presidente da ANETIE (ainda existe?) entre 1997 e 2008.Conclusão: caiu-me em cima das conclusões "uma Crise". A de 2008!!!!
Que sorte!!!Ou que Azar...
Olhando a ironia dos slogans comercias de algumas empresas que estiveram no "olho da crise" lá fora e cá dentro, todas elas de elevada sofisticação de negócios apoiados em TICs (Lehman Brothers-where vision get built, AIG-the strengh to be there, BPN-Valores que distinguem, BPP-Especialização e Independencia), recordei a "bolha das tecnológicas no final do século passado (2000-2001) e sorri tristemente.
Na verdade, tanta inovação para quê? Se fica apenas a imagem de ganância e estupidez "inteligente" e high tech sem referenciais éticos...E que as futuras gerações certamente irão " identificar como quase regresso às cavernas tecnico-económicas".
Ora Bolas !!!! (antes fossem de Berlim ...)
Hoje que o livro já lá está arrumado e sublinhado,olho à minha volta e, com as conclusões na cabeça, com todos a quererem "vender o que podem se ouver quem compre" para recuperar os lucros perdidos, com milhares de desempregados das empresas da 2ª e 3ª Vagas de Mudança a viver da solidariedade de um Estado sem dinheiro, com tantos Talentos na Sombra ( remunerados pela calada do sigilio bancário mas não só), com tantos génios à solta no contexto SICSS (Sociedade de Informação, Conhecimento Saberes e Sabedoria) e com tanta "tecnocracia com recuo"(= gente com emprego fixo que complementa, com fixo temporário ou em consultadoria "especial", com uns extras suportadosem networkings relacionados com empregos no Estado e no Para Estado mas não só) pergunto:
Afinal onde está a ÉTICA que a nova Sociedade nos prometia entre Bites e Bytes,Clocks e Clicks, quer fosse um teclado normal ou virtual, quer fosse na instalação de um ERP ou CRM ou uma Transferencia Bancária usando a Rede Swiftt para uma "simples aplicação "offshore" (na ausência de uma mala com dinheiro vivo para passar no avião, barco, automóvel ou simplesmente a pé, para local desconhecido e dotado de boas "lavandarias")?
No final parece que o velho lema "salve-se quem puder, que eu já estou safo" voltou a ser um dos mais utlizados na construção do futuro. É pena.
Amigo do amigo do amigo do partido da facção do amigo e até já do Conhecido, são a prática
cada vez mais éticamente opaca da Sociedade 2.0, para fazer nascer um novo Mundo.
Mas,...Ética volta!!! Estás perdoada!!
E vais ter direito a uma licença de TDT e a uma RNG. Mas não a um Magalhães que esse é para as novas gerações e oportunidades!
Sim a um E-Reader dos novos, em que possas ler e ver o filme de titulo sugestivo, " E tudo o Vento Levou" sem teres de partilhar outra vez a ventania que varreu cá o nosso "Páteo das Cantigas".
Mas com a hipótese de ires um dia deste à praia, para lermos, em conjunto, a célebre alegoria da tentação no episódio de Ulisses e as Sereias da
Odisseia de Homero ou o a poesia lirica
O Bem Mal Ordenado de Luis de Camões.