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terça-feira, 27 de junho de 2017

APDSI promoveu um workshop sobre o Futuro da Educação



Minjuan Wang, professora de Learning Design e Tecnologia na School of Journalism and Media Studies, especializada nos aspetos socioculturais da educação online, esteve pela primeira vez em Portugal para participar no workshop da APDSI sobre “O Futuro da Educação - Teaching is dead? Long live Learning”. Para a professora, o futuro da educação passa, à semelhança de tantos outros “futuros”, por soluções na cloud num misto de ensino à distância e ensino presencial.

Minjuan Wang tem assinado vários artigos científicos focados na educação inteligente e empreendedorismo e é editora-chefe da revista “EAI Transactions on Emerging Technologies and Pedagogies for Education”. Enquanto especialista em educação, a keynote speaker acredita que os alunos do futuro serão conquistados por uma experiência de ensino social, com oportunidades de conexão e networking, ensino emocional, que os faça sentirem-se bem, e uma experiência cognitiva que os leve a estudar, atraídos por uma presença real do professor que orienta ao invés de simplesmente debitar matéria.

Com as novas tecnologias disponíveis, os livros, em formato digital, tornam-se mais acessíveis, sendo esta outra das vantagens apontadas por Wang que destaca, ainda, a realidade aumentada como uma das experiências já testadas, com sucesso, no ensino (através da aplicação Aurasma), os cursos online e os vídeos. Tudo, sempre, com acompanhamento do professor: «Se dermos atenção aos alunos, vamos conquistar a atenção deles», acrescenta.

Já no mobile learning, Minjuan Wang vê vantagens na forma como os alunos se entregam à matéria: sentem, descobrem, filtram o que mais lhes interessa, conhecem e interagem. Com o ensino cada vez mais desenhado para o online, o modelo BYOD - Bring Your Own Device, está a tornar-se mais popular.

Adérito Marcos, professor da Universidade Aberta, afirma que o ensino à distância sempre se constituiu como o grande desafio da instituição que tem, no entanto, uma questão preocupante nos dias de hoje: o abandono das aulas mesmo por parte de alunos que pagam propinas. Maria de Lurdes Serrazina, professora do IPL, gostaria de ver os programas curriculares melhor adaptados ao online: «Só há ensino se houver aprendizagem. As tecnologias são um recurso importante mas o ensino tem de ser mais voltado para o aluno, de forma a que o papel do professor seja o de alguém que organiza o ambiente de aprendizagem».

Já António Domingos, professor da FCT / UNL, está confiante no futuro: «O professor não desapareceu e duvido que a tecnologia o substitua no trabalho do ensino. Proibir as ferramentas não é solução mas devem ensinar-se boas práticas de online». Miguel Mira da Silva, Professor do IST / UL, sublinha que, se nada for feito relativamente às novas tecnologias na sala de aula, as universidades correm o risco de ter «salas vazias porque os alunos sentem que não estão a aprender nada no modelo atual».

Para Raquel Vaz Patrício, Professora do Instituto Politécnico de Bragança, o sucesso do futuro passará por uma abordagem mista que permita um «convívio entre os mais velhos e os mais novos que resulta, sempre que se experimenta, num melhor comportamento dos mais novos na sala de aula ao valorizarem mais essa experiência do que a pesquisa por conhecimento».

O segundo painel de oradores da tarde foi constituído por representantes dos grupos parlamentares, onde se regista a ausência do PSD, e onde Porfírio Silva, do Grupo Parlamentar do PS, reconhece que as tecnologias abrem algumas possibilidades e fecham outras, daí que também acredite numa colaboração entre gerações na qual as novas formas de aprendizagem se integram bem nas novas gerações: «A escola tem de ser mais autónoma do ponto de vista das aprendizagens sem perder a referência curricular nacional».

Joana Mortágua, do Grupo Parlamentar do BE, também não vê vantagem no facto de haver grandes quantidades de informação disponíveis sendo, do seu ponto de vista, necessário aproveitar as inovações tecnológicas para o desenvolvimento de competências quer nos professores, quer nos alunos, o que implica uma mudança no sistema de avaliação. Opinião semelhante é partilhada por Ana Rita Bessa, do Grupo Parlamentar do CDS-PP, que defende ainda uma sensibilização maior para o ensino não superior onde «a utilização dos smartphones pode ser um princípio ao invés de se tentar que todos tenham um tablet».

Ana Mesquita, do Grupo Parlamentar do PCP, fala da necessidade de se perceber ao serviço de quem está a tecnologia «e mediante isso fazer opções políticas porque, ao nível dos programas, é preciso criar condições para os professores acederem à informação». Ana Mesquita não esqueceu, contudo, que o suporte papel é de grande importância no desenvolvimento da escrita. 

Do SIPE- Sindicato Independente de Professores e Educadores esteve Júlia Azevedo que elencou quatro pontos essenciais no combate ao hiato entre quem não nasceu na Era das novas tecnologias e quem já nasceu com elas: formação de professores, rejuvenescimento do corpo docente, acompanhamento da comunidade educativa na utilização das novas tecnologias, exploração e aproveitamento deste potencial ao serviço da criança e da felicidade.

José Manuel Gonçalves, da CONFAP - Confederação Nacional das Associações de Pais, não descarta, por completo, o papel dos pais neste “disciplinar” do uso das novas tecnologias, mas lembra que é aos professores que compete igualmente uma larga fatia no papel educativo: «Os pais confiam na escola mas a verdade é que há uma geração de professores que não lida bem com as novas tecnologias».

Coube a Etelberto Costa, do Conselho Estratégico da Futurália, fechar este segundo painel, moderado por Luís Vidigal, presidente da Direção da APDSI, deixando a mensagem de que os contextos e os conteúdos da escola têm de passar a ser centrados no aluno, incentivando-o à «aprendizagem ao longo da vida».

Minjuan Wang esteve no auditório INE da NOVA IMS, em Lisboa, a 23 de junho de 2017.


sexta-feira, 30 de abril de 2010

A propósito de transparência em tempos de crise

O Blog epicenter da revista wired publicou em 2009 um post   sobre o lançamento por Vivek Kundra   America’s first chief information officer  de um spending dashboard  no http://www.data.gov/
Em tempo de crise e antes que a memória da "multidão" esqueça o que se passou e embarque noutra, convém que a palavra "transparente" seja também por cá um bom vector para a SICSS

http://www.wired.com/epicenter/2009/06/datagov-launches-spending-dashboard/

Aceitam-se candidatos para um grupo de trabalho APDSI sobre o tema.
FVR

sábado, 20 de março de 2010

É cada vez mais obrigatório saber alguma coisa sobre Ética.

Para os mais interessados no que está a acontecer com e para além das Tecnologias de informação na SICSS, recomendo vivamente a leitura/consulta do livro
The Cambridge Handbook of Information and Computer Ethics
Edited by Luciano Floridi-University of Hertfordshire
http://www.cambridge.org/catalogue/catalogue.asp?isbn=9780521717724
onde os temas Ética e ICT são de uma forma actual, rigorosamente tratados.E as pistas para a sua sintese bem sitematizadas.

Numa época em que bem precisamos de pensar bem antes de "empurrar para a frente de qualquer maneira com ICT" e depois de tudo quanto aconteceu e está a acontecer no sector financeiro internacional, sector fortemente utilizador das ICT "...The Cambridge Handbook of Information and Computer Ethics provides an ambitious and authoritative introduction to the field, with discussions of a range of topics including privacy, ownership, freedom of speech, responsibility, technological determinism, the digital divide, cyber warfare, and online pornography....
Covers a wide range of issues regarding the ethics of information technology, with essays from leading scholars in the field.Broadens from a purely philosophical approach to identifying the practical implications for those working in computer science".
Boa leitura
FVRoxo

quarta-feira, 17 de março de 2010

ACADÉMICOS e NÃO ACADÉMICOS à chuva.Com tecnologia de ponta ao sol.

Com a devida vénia reproduzo aqui parte de um artigo de Delgado Domingos no semanário Expresso e que evidencia "uma estranha utilização da Tecnologia disponível em Portugal" a propósito da Tragédia "Meteorológica" da Madeira.
Titulo :O Instituto de Meteorologia e os resultados da sua tecnologia de ponta

"Na página da Internet do Instituto de Meteorologia (IM) consta que, no orçamento de 2008, cerca de 7,5 milhões de euros provieram directamente dos nossos impostos. Que dispunha de um supercomputador IBM P5 e de um cluster DELL (aglomerado de computadores). Que tinha três centros de investigação na área da meteorologia mas nenhum artigo científico publicado em revistas de referência. Em 2009 tinha 381 funcionários, 50 dos quais admitidos em 2009.

Numa reportagem do Diário Económico (12 de Março), afirma-se em grandes títulos, na sequência de declarações dos seus principais responsáveis, que "Portugal utiliza tecnologia de ponta para prever o tempo". Victor Prior, outro alto responsável do IM, agora na Madeira, afirma também (Notícias da Madeira de 10 de Março) que "prever o que aconteceu estava fora das potencialidades dos modelos usados pelo Instituto de Meteorologia", e que o "IM recusa usar contributos de modelos académicos".

Estas declarações, a que se poderiam juntar as que foram feitas ao Expresso de 27 de Fevereiro e no comunicado institucional do IM motivado pela nossa entrevista à Antena 1, permitem concluir, sem qualquer ambiguidade, que apesar de toda a tecnologia de ponta que diz utilizar, o IM não foi capaz de prever, com mais de 12 horas de antecedência, a situação meteorológica que provocou a tragédia material e humana na Madeira, cifrada em dezenas de mortos/desaparecidos."

Fim de citação.E inicio de tristeza pessoal por este triste estado de coisas.
Académicos e práticos todos pagos pelo nosso dinheiro...quer faça sol quer faça chuva.
Dinheiro há sempre.Tecnologia também.Convergencia de interesses para bem utilizar os dinheiros públicos e as tecnologias só de vez em quando.
Resultados:Bons se não chover.
Nota complementar:
Felizmente que há investigadores portugueses a estudar e a por em prática software para Cardiotecnologia
http://clix.expresso.pt/cardiotecnologia-saber-da-chegada-do-ataque-cardiaco-um-dia-antes=f571006
Assim podemos morrer por má previsão metereológica.Mas menos por má previsão de um ataque de coração devido a más previsões do tempo de vida.
FVRoxo

domingo, 7 de março de 2010

Free Information Society

Comunicar não é um tema fácil.
É como sorir.Algo muito diferente de gargalhar.
Comunicar, particularmete na SICSS, tem muito de educar as novas gerações, sobre as mudanças que as velhas gerações foram introduzindo e os problemas de mudança que as "velhas" instituições enfrentam, em especial em tempos de crise.
Vem esta introdução a propósito de um tema actual:
Muito do que se tem passado com o Sistema financeiro Internacional no pós susto, prova, para além de tudo, que este sistema comunica deficientemente (em particular em Portugal para o caso que me interessa evidenciar).

Neste quadro, deixo um exemplo que evidencia como o que é simples está para ser feito, mas alguns vão fazendo.
E em Portugal poderia e deveria ser seguido.

Federal Reserve Releases Propaganda Video to Explains What it Does to Kids
http://www.youtube.com/watch?v=Kj9-kRv0e6s

Desde Setembro de 2008 que o Sistema Finaceiro Portugues tem provado que resistiu bem à crise internacional.
Os únicos "bicos de obra" são conhecidos.
No meio de todos os problemas, assistimos a tentativas várias de "descridibilização dessa Grande Instituição que é o Banco de Portugal", acusado de, apesar dos seus mais de 1000 funcionários, não ter sido eficaz nalgumas das suas tarefas de supervisão.E comunicando, para esclarecer, que há comunicação e há confusão, quando se quer deturpar a comunicação.
Entristeceu-me tudo isto, em especial pela dimensão política de "ataque" ao Governador (que considero não actuou bem), mas sobretudo, entristeceu-me pensar que os nossos jovens, grandes utilizadores das TIC, poderiam a estar a ser influenciados mais do que informados, sobre o interesse nacional de ter Instituições Prestigiadas como o Banco de Portugal que o é e tem de continuar a ser no contexto da Eurolandia.
Daí este meu post.
Comunicar coisas simples para publicos complexos (as novas gerações) é um tema free of charges na SICSS.
Mas obrigatório não falhar!!
A Comunicação das Empresas Financeiras é sobretudo publicidade encantadora.Falham muito na explicação dos seus "lucros" (ainda bem que os têm)
A Comunicação do Banco Portugal tem sido centrada sobretudo no papel do Governador.Falha na explicação do seu papel no contexto nacional e internacional das economias de moeda e crédito.
A Comunicação de um Sistema Financeiro tem de ser um mix de Bom Senso, Descrição e Educação das várias gerações.
Com o apoio das tecnologias de comunicação e informação.
E nem é necessário Banda Larga para isto.
Basta Larga Visão e estratégia KISS(keep it simple stupid.
Até porque é (quase) free.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Free SICSS

Que diferença para a nossa visão académica tradicional.!!
http://academicearth.org/


Nota:Para quando em Portugal , os académicos e seus amigos com "garantia de lugar ou quase", vão deixar de andar pendurados na SICSS do Estado, e vão começar a dar "o seu contributo desinteressado e voluntário" para o desenvolvimento das competências neste País?
Com tanta necessidade que há de desenvolver as competências nas matemáticas, fisicas, ciencias em geral e tanto "intelectual" pendurado no seu saber universitário de "capelinha" e no ganhar uns cobres à custa do "monstro"!!!
Daí o meu aplauso para o José Dias Coelho por tudo quanto faz na APDSI e não só em prol da SICSS em Portugal!!E para todos os que colaboram neste blog com a vontade de colaborar na mudança do País que actualmente é mais do que critica.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Voando sobre um ninho de cucos?

Para quando o bom senso de regresso numa época de transformações profundas mas com pessoas?
Ainda que se saiba que os Italianos são muito criativos, a SICSS merece ser abordada de uma forma mais humanizada...

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=408783

Ou há gente que já só pensa em soluções robots perante as questões demográficas das nossas Sociedades?
Bom domingo pre carnaval.
FVRoxo

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

OE ou não É (para todos)?

A preparção do OE é uma tarefa "Titânica" para toda uma vasta equipa de gente competente e nem todos os portugueses o sabem. Em particular a máquina da DGO funciona e a experiencia acumulada dos excelentes profissionais que por lá trabalham, permite que o "documento saia a tempo e horas".
Quanto ao conteúdo e à sua apresentação e explicação, cabe ao Senhor MFAP e à sua equipa de SEs, a tarefa de o "defender" e descodificar em sede de opções politicas.E em matéria de "competitividade do País" explicar bem o que se quer fazer e ou demonstrar como está previsto ser feito.

Sendo um documento técnico e com as leituras politicas " à la carte" consoante os angulos e figuras de análise, conviria que, sobretudo nesta dificil fase da vida do País, o mesmo fosse bem descodificado, para "uma maioria de portugueses" que ainda acha que o OE não é para todos.
O exemplo Noruegues de divulgação do OE não seria um modelo a seguir? (documentos electrónicos hierarquizados para diferentes niveis de literacia económica e recurso a infografias explicativas dos inputs e outputs).Penso que para isto ainda não são necessárias RNGs...

E, no caso do contexto da SICSS que tal explicar bem que os "sacrificios" não são apenas para os funcionários públicos?Nesta fase do País somos todos "funcionários da Salvação Pública".E privada.
Convém saber e divulgar bem que ninguem está fora das responsabilidades passadas e futuras.Penso que para isto até estamos bem apetrechados com Banda Larga...convirá é que a Banda toque uma música diferente da que tem tocado insistentemente:O "hino da Alegria em versão folclórica"
E, no fim, resta-nos a fé no consenso sobre OE2010 e o regresso de melhores dias dentro de 3 a 4 anos.
Mais poupadinhos e mais Informados , Conhecedores e Sabedores sobre o velho principio"não há almoços grátis", nem "OE à borla" mesmo que apresentado em "pen ou cartão" comprada numa loja de produtos chineses.

Nota final (em euros de balanço):
E agora que não podemos gastar muito "OEmente" falando e temos mais tempo para pensar e fazer "balanços positivos e proactivos sem o apoio de consultores", não seria o momento ideal para em sede de SICC , o site de cada Ministério, DG, etc, ter lá com clareza uma fotografia "bem revelada" de qual o nível e segurança da infraestutura tecnológica e a literacia 1 ou 2.0, dos diferentes níveis hierarquicos para sabermos se estivémos perante pagamentos ou investimentos ?
Naturalmente descontando o envio de emails privados e as famosas "googladas" de temas e imagens, convinha que se soubesse tambem como são geridos em segurança, dados e informações que abundam mas normalmente "amontoados".
E que são de interesse público e não reservado.
Mais do que a fuga para a frente "juridicamente bem enquadrada", interessa retomar a caminhada de "mil passos" com um de cada vez.
"O Povo que paga" agradecerá certamente.Como sempre o tem feito na nossa história com mais ou menos "histórias" contadas para o enterter.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PRACE-Para que te quis...?

Vivemos um momento dificil.Parece-me que poucos momentos foram tão dificeis para a Pátria, desde que me conheço.E muitos amigos e conhecidos partilham comigo deste estado de espirito.
Alguns "questionamo-nos em grupo" e dizemos: será por já termos passado o meio século de idade que vemos tudo "tão mal"?
Outros "respondemo-nos em unissomo" dizendo:mas se até os nossos filhos acham o mesmo...
A realidade nua e crua é que estamos mesmo "à rasca". Não todos...mas muitos! E vá lá saber para que serviu a estratégia de Lisboa, o Plano tecnológico (o da Banda Larga, etc) e...até o PRACE que anda fugido da Praça Pública.
A propósito:
Para além de tudo o mais que nos apoquenta em sede de Finanças Públicas e Competitividade, é urgente e imperioso que, "sem facas na mão e na liga", se discuta com sentido positivo, afinal o que fica/ficará do PRACE para além de macro e microestruturas Ministeriais.
E afinal, para além do cartão do cidadão e de muitos outros aspectos positivos, Simplex e não Simplex, levados à prática nos últimos 10 anos (já lá vai uma decada do XXI...) para colocar a Administração Pública (central e local) mais lado a lado, menos frente a frente, mas sempre visando fazer melhor em conjunto CIDADÃO/PRESTADORES DE SERVIÇOS, que balanço podemos fazer dos resultados (mas sem grandes textos porque sdepois ninguem os lê...)

É certo que " a mudança de mentalidades", "a mudança de atitudes", a "mudança das mudanças", são sempre dificeis de fazer (parecia ser mais fácil num pequeno País, mas parece que não é ...e nunca o foi...). Mas no contexto da Sociedade da Informação, do Conhecimento, dos Saberes e da Sabedoria (SICSS) talvez tenhamos de admitir outras explicações para o que continua por fazer.Porque caiu afinal muito do PRACE na Praça Pública?
Afinal qual o estado da arte dos processos de trabalho com apoios tecnológicos "modernissimos", para melhorar a relação com o cidadão, com os colegas e com outros Serviços?
Qual a relação entre Estratégia, Estruturas e Processos implementados no quadro de uma Administração Pública (e Empresas Públicas de serviço social) orientada para o SERVIÇO À COMUNIDADE muito para além do que se diz" em colóquios,conferencias e sessões de formação,etc.E que eram, em ultima instancia uma das metas do PRACE?
Afinal há 1 (uma) ou 13 (treze) " funções públicas" (fora o que fica de fora do OE mas está dentro da perspectiva de serviço público)?
E porque é que nem sequer os sites de cada Ministério têm um look de entrada normalizado e uma navegação facilitadora da transparencia de informação para todos (mesmo os infoexcluidos)? E em que se possa validar que "antes PRACE era assim.E agora é assim!! (para melhor!!).
Mais uma vez parece que os Teóricos das GRANDES REFORMAS da AP se esqueceeram que os resultados a alcançar na SICSS não são como os "burocráticamente obtidos" nas velhas lógicas das reformas feitas à luz do "velho" (mas bem elaborado) manual do Direito Administrativo de Marcelo Caetano e dos principios das políticas públicas visando a melhoria da produtividade AP, postas em prática dos ultimos 15 anos tipo " lá vai lei e segurem-se.Mas poucos vão cair...".

Afinal:PRACE-Para que te fizeram? (no contexto da SICSS).

ERPendeste-te de teres começado? CRManchaste a tua vida)?WORKfloaste a tua Visão que nunca mais a viste?

Haja quem preste contas.Para que TODOS possamos ajudar a corrigir o que correu menos bem.Ou não foi feito.
Porque BEING é fácil!!! DOING é que é complicado.... Dizia-me há uns anos um cozinheiro portugues a trabalhar em Londres desde 1980, quando o interpelei sobre o que achava dos novos rumos da Pátria depois do 25 de Abril.
Levei a resposta (BEING / DOING com sotaque Beirão) para o lado do humor e disse-lhe : tem de voltar a Portugal.Há lá muita coisa na restauração para DOINGuer ("Fazer" em terminologia de humor britanico, género da série ALO ALO).
A resposta foi pronta: "por enquanto, com tantos por lá a "BEINguar", só regresso quando realmente sentir que posso ter o meu Restaurante e SER o que aqui estou a FAZER.
Será que o PRACE foi apenas sopa "nouvelle cuisine" e que, no final teremos apenas "sushi alentejano" regado com "gasosa" fabricada numa "fábrica totalmente robotizada" ?
Já pensei perguntar ao cozinheiro Luso-Britânico que ainda está por terras de Sua Majestade.Mas tive receio de ele me mandar dar uma volta ao PRACE.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Inovação e Aprendizagem há; o que falta?

O primeiro computador electrónico foi comercializado nos USA em 1950 sendo um UNIVAC adquirido pelo United States Census Bureau.
Foi uma inovação informática baseada em "conhecenças" mecanográficas provenientes da execução do censo de 1890.
A inovação informática em Portugal iniciou-se em 1959 com a aquisição pelo LNEC de um Stantec Zebra na sequência de um passado mecanográfico e electromecânico.
Esta inovação foi seguida pela de aquisição de um IBM 650 pela HICA - Hidro eléctrica do Cávado em 1960.
Portugal nunca foi, nem é um país atrazado nestas coisas da inovação.
E a Internet também terá sido uma inovação tardia em Portugal? ... esqueceram-se do PUUG.
Embora existisse desde 1964 uma Associação Portuguesa de Mecânografia a qual, a par dos fabricantes - nomeadamene a IBM -, oferecia formação aos seus associados, só em 1974, na sequência da "transição" da APM para a API - Associação Portuguesa de Informática - se pode enuciar oficialmente a aprendizagem informática.
No ano seguinte - 1975 - inicia-se o "diferendo" entre a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade do Minho sobre a paternidade do 1º curso universitário de Informática.
Para a "construção de sistema" parece existir neste domínio inovação e aprendizagem; faltarão a antecipção e o planeamento?
Ou existe uma atitude congénita de "esquecimento" e "destruição de memórias" que muito se acentuou a partir de 1933 e que se revela periodicamente cada vez que se executa uma "mudança"?
Algumas tentativas de recordar e demonstrar têm duração efémera e sobrevivem por "caridade"; ver uma memória virtual.