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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

IT'S TIME TO TALK ABOUT ... | Blockchain: Desafios e Oportunidades para Portugal


A itSMF Portugal vai realizar mais um encontro "IT'S TIME TO TALK ABOUT", desta vez dedicado ao tema "Blockchain: Desafios e Oportunidades para Portugal". O encontro vai realizar-se no próximo dia 25, pelas 17h15, no auditório J. J. Laginha (edifício I), ISCTE-IUL, em Lisboa.

De toda a permanente evolução tecnológica que vivemos no nosso dia-a-dia, existe uma que irá por certo alterar os modelos de negócio, de comunicação e transação e acima de tudo as relações entre pessoas, empresas e estados: o Blockchain.

Disruptiva e inovadora, não há dúvida que as principais características da tecnologia Blockchain - descentralização e segurança - prometem transformar o mundo dos negócios e introduzir vantagens muito relevantes e trazer grandes mudanças para a sociedade num futuro não muito distante.

Especialmente associada à criptomoeda mais conhecida: a Bitcoin, esta tecnologia tem no entanto aplicações noutras áreas e setores de atividade, que irão de facto agitar a economia.

Em poucas palavras o Blockchain define-se como uma grande base de dados em que a informação registada é verificada por todos os participantes na rede, o que impede que esta seja alterada ou eliminada. É uma tecnologia orientada para a gestão da confiança. O Blockchain elimina intermediários para validar essa confiança através de um consenso da maioria dos participantes nessa rede, obtida com fórmulas matemáticas explicitas.

O Blockchain é um tema do momento. Uma tecnologia que suscita a atenção de todo o mundo digital e que ainda tem muito caminho a percorrer, apresentando ainda muitas incógnitas por esclarecer.

As empresas e organizações, fazendo uso da tecnologia Blockchain, podem otimizar o custo e a eficiência através da gestão interna do relacionamento com os distribuidores e clientes ou criar novos serviços que geram receitas e conhecimento. A tecnologia por detrás do Blockchain está sujeita a converter-se no novo ecossistema por excelência para a troca de informação e validação de transações.

Assim, a it SMF entende que o Blockchain será o tema em destaque no "IT'S TIME TO TALK ABOUT" deste mês, enquanto tecnologia que irá liderar os processos de comunicação e transação mas, acima de tudo, irá transformar a sociedade e as relações no mundo digital.

Confira o programa:

17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas
17h30: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal
17h35: Debate: Blockchain: Desafios e Oportunidades para Portugal
Moderador:
·        José Carlos Martins (Co-coordenador do IT'S TIME TO TALK ABOUT)
Painel  constituído por:
·        Francisco Távora Seruya (Leader Technology, Everis Portugal SA)
·        Fred Antunes (Presidente, Associação Portuguesa de Blockchain e Criptomoeda)
·        João Mota Lopes (Lead Account Manager, Oracle Portugal)
·        Nuno Miguel Mendonça (Consultor, EY Portugal)
19h00 Encerramento

A inscrição é gratuita mediante registo aqui.


sábado, 27 de janeiro de 2018

Resultados otimistas no inquérito da itSMF sobre Gestão e Governação dos Serviços TIC

Painel de debate


Na edição de 25 de janeiro de IT'S TIME TO TALK ABOUT... a itSMF Portugal apresentou e analisou os resultados nacionais e internacionais do 3.º inquérito global sobre a Gestão e Governação dos Serviços TIC. A apresentação, feita por Rui Soares, formador e consultor sénior na gestão de serviços, itSMF Portugal, decorreu no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

O inquérito foi respondido por profissionais das TIC em Portugal, todos eles gestores de serviço ou responsáveis máximos das empresas. 50% das organizações inquiridas têm entre 26 e 250 colaboradores na área das TIC. 

De referir que as ferramentas itSM mais adotadas são para os processos Incident, Service Catalogue e Configuration Management. Já os processos com mais maturidade, segundo o inquérito, são: Incident, Service Catalogue e Service Level Management.

Como resultado, concluiu-se que as cinco áreas de topo a atualizar são a Cloud, LeanIT, Agile Service Management, novas tendências tecnológicas e DevOps, sendo que as qualificações mais procuradas são: ITIL, ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 20000.

Porquê usar gestão de serviços? A esta pergunta a maioria dos inquiridos respondeu que é para melhorar a qualidade e eficiência dos serviços, seguir padrões internacionais ou alcançar certificações regulatórias. Melhor controlo e reporte de métricas também são vantagens apontadas.

ITIL e ISO/IEC 20000 são as iniciativas atualmente mais em vigor nas organizações. As mais planeadas para este ano são Lean it, DevOps e COBIT.

Finalmente, e sobre o nível de sucesso do último projeto em gestão de serviço, 12% dos inquiridos considerou que foi extremamente bem sucedido, 32% muito bem sucedido, 36% bem sucedido.

Face a estes resultados, a tendência da indústria relacionada com a gestão de serviços, revela que esta comunidade profissional sente necessidade de atualização do ITIL, nomeadamente na sua integração com outras abordagens que existem no mercado.

A tendência que se pode observar, em jeito de conclusão, é que há cada vez mais e diferentes “sabores” em serviços e cada vez mais é necessária uma atitude de flexibilidade e atualização. O desafio, segundo Rui Soares, «é combinar diferentes ingredientes para satisfazer as necessidades dos meus clientes».

Este é já o terceiro ano em que a itSMF realiza este inquérito.

À apresentação de resultados seguiu-se um debate sobre o estado atual e o futuro da Gestão e Governação das TIC onde foram identificadas as tendências de futuro mais valorizadas pelo painel também composto por João Rodrigues, formador especializado na gestão de serviços, Better Skills, e José António Costa, perito na gestão de serviços e governação de TI, consultor independente.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

"It's Time To Talk About" de janeiro sobre a Gestão e Governação dos Serviços TIC


Na próxima edição de IT'S TIME TO TALK ABOUT... a itSMF Portugal vai apresentar e analisar os resultados nacionais e internacionais do inquérito global sobre a Gestão e Governação dos Serviços TIC. O encontro realiza-se na quinta-feira, dia 25, a partir das 17h00, no Auditório ONE01 (edifício Sedas Nunes) do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

Os resultados traduzem-se em informações sobre as tendências da indústria relacionadas com a gestão de serviços e, mais importante, sobre as novas necessidades desta comunidade profissional que ajudarão a traçar o futuro da Gestão de Serviços de TI.

A apresentação de resultados é seguida de um debate sobre o estado atual e o futuro da Gestão e Governação das TIC.

Agenda:

17h00 - Receção dos participantes e café de boas vindas

17h15 - Abertura - Luís Braga (itSMF Portugal)

17h20 - Apresentação dos resultados do inquérito sobre Gestão e Governação de Serviços TI - Rui Soares, itSMF Portugal

17h50 - Coffee-break

18h00 - Mesa de debate: O estado atual e perspetivas futuras da Gestão e Governação das TIC Portugal

19h00 - Encerramento

A inscrição nesta edição do IT'S TIME TO TALK ABOUT é gratuita mas obrigatória e deve fazê-la aqui.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

"IT'S TIME TO TALK ABOUT" de 6 de dezembro: Estratégias de Cloud Computing


A próxima edição de "IT'S TIME TO TALK ABOUT", da itSMF, terá como tema as Estratégias de Cloud Computing e vai realizar-se amanhã no ISCTE, em Lisboa, entre as 17h00 e as 19h00.

A computação em nuvem ou cloud, tem auxiliado muitas organizações a transformar as suas práticas e operações no que se refere ao TI. Poderá mesmo dizer-se que a "nuvem" se afirmou como uma revolução tecnológica para as organizações. A rapidez no uso de plataformas tecnológicas, serviços ou aplicações e o custo relativo à sua utilização, suporta esta revolução que tendencialmente se cristaliza na vida quer das empresas quer dos cidadãos.

Numa primeira fase as organizações fixaram-se nas potencialidades da nuvem, como uma forma rápida e a mais baixo custo de obterem acesso a infraestruturas tecnológicas (IaaS), o que permitia implementações muito céleres e práticas. No entanto à medida que a nuvem foi amadurecendo, as organizações perceberam que a cloud poderia oferecer muito mais que infraestrutura, poderia fornecer software e aplicações ou serviços.

Ao conceito de modernização tecnológica inicial proporcionado pela cloud começa a sobrepor-se o conceito de inovação e transformação digital, levando a que as organizações olhem para a nuvem como uma forma de potenciar e fazer crescer o seu negócio.

As pequenas e grandes organizações, começam já a utilizar soluções de cloud para gerir o seu negócio. Através de estratégias bem alinhadas com o negócio, obtendo melhores resultado na gestão, na melhoria de processos, nas áreas financeiras, marketing, e vendas.

Apesar da afirmação da nuvem, existem ainda algumas organizações que ainda olham para a cloud com alguma incerteza, muito por fruto da incapacidade de definição de uma estratégia de alinhamento do seu negócio com as potencialidades que a nuvem podem oferecer e perceber quais os retornos efetivos que podem potenciar com esta "adesão".

Estratégias de Cloud Computing. Como estar preparado para abordar esta realidade? Como é que as organizações podem aproveitar convenientemente as soluções em nuvem? Como podem interrelacionar de forma mais eficaz a o seu negócio com a nuvem? Quais os grandes desafios que se colocam às organizações que aderiram à nuvem?

Estas e outras questões, serão abordadas por especialistas em Cloud Computing, no próximo It’s Time to Talk About que se realiza amanhã, dia 6, no auditório 0NE01 do ISCTE. As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e podem ser feitas aqui.

Agenda:

17h00: Receção dos participantes e café de boas vindas

17h15: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal

17h20: Mesa de debate: "Estratégias de Cloud Computing"

Moderador: José Carlos Martins, IT'S TIME TO TALK ABOUT

Painel:
Abel Aguiar, PT Telecom
João Tedim, Microsoft Portugal
Vasco Afonso, Claranet

19h00: Encerramento

segunda-feira, 3 de julho de 2017

itSMF apresenta a norma ISO/IEC TR 38502:2014 na sessão de junho de IT'S TIME TO TALK ABOUT



Na edição de 29 de junho de IT’S TIME TO TALK ABOUT, a itSMF apresentou a ISO/IEC TR 38502:2014 que pretende estabelecer e clarificar as diferenças entre Governação e Gestão das TI.

A ISO/IEC TR 38502:2014, que será brevemente publicada em português, fornece um modelo que ilustra a relação entre governação e gestão, e identifica as responsabilidades associadas a cada uma. A norma vem na sequência da NP ISO/IEC 38500:2015 que, apesar de fornecer orientações para o órgão de governo das organizações avaliar, direcionar e monitorizar a utilização das TI nas suas organizações, torna-se pouco clara em relação aos papéis de governação e de gestão.

Para minorar estas dificuldades no desenvolvimento de orientações consistentes sobre governação e a implementação eficaz de práticas de governação, a ISO/IEC TR 38502:2014 fornece orientações para os órgãos de governo, para os gestores, para consultores ou os que prestam assistência à governação das organizações, bem como para os demais profissionais envolvidos no desenvolvimento de normas nas áreas de governação e gestão das TI.

O sucesso dos investimentos nas tecnologias de informação depende do valor que consigam gerar seguindo um conjunto de regras que devem ser cumpridas para o atingir. Se houver falta de ética na organização, esse valor não é real e acabará por a afetar, diz o consultor José António Costa, um dos oradores do encontro.

O modelo desta norma faz o enquadramento da componente da governação (Governo das Nações) e da forma como deve encaixar na componente de gestão. «Na maioria das vezes há confusão entre os dois termos. Esta norma surgiu precisamente para se esclarecer a diferença entre ambos. A governação das tecnologias de informação é um subconjunto da corporate governance», esclareceu José António Costa.

A governação não lida com o trabalho “no terreno”. É, isso sim, a entidade que dá as orientações para a gestão seguir. O grau de dependência das empresas das TI é, hoje, tal forma elevado, que não se pode descurar o quanto esses requisitos têm de estar alinhados com a governação corporativa. As políticas que definem os princípios para a boa governação das TI são definidas pela governação e comunicadas à área da gestão.

Ainda que os papéis fiquem melhor definidos com a aplicação da norma ISO/IEC TR 38502:2014, Nádia Lopes, da EVERIS, admite que, neste momento, o grau de alinhamento entre ambas é diminuto apesar de se terem registado melhorias ao longo do tempo. Um bom exemplo citado nesta matéria foi o das organizações que já têm uma Information Technology Infrastructure Library (ITIL), que funciona de acordo com os objetivos do negócio.

Do lado da academia, Luísa Domingues, do ISCTE, afirma que gostaria que houvesse um maior envolvimento das universidades com a comunidade prática. «Na academia os problemas não são vividos da mesma forma com que vocês os encaram. Há um certo distanciamento da realidade, o que pode ser bom mas também é mau», reconheceu. O distanciamento das universidades da comunidade prática não ajuda na exemplificação de casos práticos o que é necessário para, segundo a professora, «percebermos as vossas prioridades senão corremos o risco de criar modelos estratégicos que depois não se conseguem aplicar».

O debate contou com a moderação de Luís Azevedo, da itSMF. O IT’S TIME TO TALK ABOUT de 29 de junho decorreu na Fundação Cidade de Lisboa.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

IT’S TIME TO TALK ABOUT de 29 de junho: apresentação da ISO/IEC TR 38502:2014



O sucesso dos investimentos nas tecnologias de informação assenta no benefício direto ou indireto que o mesmo traz para a organização. Para isso, esses investimentos devem estar alinhados com a estratégia, prioridades e necessidades do negócio.

A norma NP ISO/IEC 38500:2015 fornece orientações para o órgão de governo das organizações avaliar, direcionar e monitorizar a utilização das TI nas suas organizações. Há, porém, confusão em relação aos papéis de governação e de gestão, o que tem dificultado o desenvolvimento de orientações consistentes sobre governação e a implementação eficaz de práticas de governação.

A ISO/IEC TR 38502:2014 que será brevemente publicada em português pretende clarificar a distinção entre os conceitos de governação e gestão em relação às TI, fornece um modelo que ilustra a relação entre governação e gestão, e identifica as responsabilidades associadas a cada uma. 

Esta norma fornece orientações para os órgãos de governo, para os gestores, para consultores ou os que prestam assistência à governação das organizações, bem como, para os demais profissionais envolvidos no desenvolvimento de normas nas áreas de governação e gestão das TI.

Na próxima edição do IT’S TIME TO TALK ABOUT, a realizar no dia 29 de junho, iremos apresentar a ISO/IEC TR 38502:2014 e lançar mais uma vez o debate em torno das questões relacionadas com a Governação e Gestão das TI.

Data e local:
• Data: 29 de junho de 2017
• Horário: 17h15 - 19h00
• Local: Fundação Cidade de Lisboa, Campo Grande 380, 1700-097 LISBOA

Agenda:
17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas
17h30: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal
17h35: Mesa de debate: “ISO/IEC TR 38502:2014 - Governação das TI”  

Moderador: 
• Luís Azevedo, itSMF Portugal 

Painel: 
• José António Costa, Consultor 
• Luísa Domingues, ISCTE
• Nádia Lopes, EVERIS
19h00: Encerramento

Inscrições:
A inscrição é gratuita mediante registo aqui.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Mais uma sessão IT’S TIME TO TALK ABOUT: «A prevenção é a base da segurança»



Lisboa, 31 de maio de 2017 - A itSMF Portugal realizou ontem, na Fundação Cidade de Lisboa, mais uma edição da iniciativa IT’S TIME TO TALK ABOUT. Desta vez o tema “Defining and Implementing Security Policies” promoveu o debate sobre segurança das organizações, que ganha maior expressão atualmente por força da pressão regulatória.

No debate, cuja moderação esteve a cargo de José Carlos Martins, participaram Fernando Fevereiro Mendes, da Focus2Comply, Sérgio Sá, da EY Portugal, e Rui Duro, da Checkpoint Systems Portugal.

Com a entrada em vigor do Regulamento Geral da Proteção de Dados a 25 de maio de 2018, a segurança das organizações está na ordem do dia. Com o aumento da pressão regulatória, as organizações vão ter de abordar de maneira diferente os dados seus dados e os dados dos clientes. Estas mudanças acontece numa altura em que as empresas portuguesas já olham para a componente digital como forma de alavancar os seus negócios, tirando partido da IoT e da mobilidade como novas abordagens estratégicas para as organizações.
Fernando Fevereiro Mendes, da Focus2Comply, começou por sublinhar que «os cidadãos portugueses ainda não têm grande sensibilidade para os problemas relacionados com a prevenção». Contudo, os riscos podem ter impactos muito negativos no negócio e ainda não há uma visão consolidada de gestão do risco. Segundo o representante da Focus2Comply, há apenas nichos que já têm alguma capacidade e sensibilidade para abordar as questões de segurança: «Faz falta uma promoção por parte das instâncias nacionais na prevenção como meio de melhorarem todo o contexto empresarial. É verdade que alguns setores investem em segurança mas são quase sempre os que já têm questões as segurança da sua génese». Naturalmente que esta visão não é fácil de ser materializada porque, trabalhar em segurança, é trabalhar no campo dos cenários que ainda não aconteceram.

Estabelecendo um paralelo com o mercado internacional, Fernando Fevereiro Mendes acredita que as ameaças à segurança vão agora passar para o mercado, o que vai expor mais as organizações. Até aqui tínhamos muito esses relatos vindos dos Estados Unidos (porque eram obrigados a reportar as quebras de segurança) mas agora também a Europa terá de passar a fazê-lo.

No que toca à privacidade, as empresas têm que tomar as medidas necessárias para proteger os seus clientes e em particular os utentes no caso da saúde. «É preciso formar e sensibilizar pessoas. Formação em tecnologia e o estabelecer de políticas do que se pode ou não pode fazer numa organização, é que nos vai levar ao objetivo maior da “privacidade da informação”», antecipou Fernando Fevereiro Mendes.

Para algumas empresas, passar a lidar com informação sensível, pode implicar um retrocesso na sua atual posição e da forma como se diferenciam no mercado. Por exemplo os laboratórios de análises clinicas que atualmente fazem o envio do resultado das análises dos utentes por mensagem SMS ou por e-mail.

Sérgio Sá, da EY Portugal, constatou que, na área digital, os incidentes acontecem muito depressa e exigem uma resposta ainda mais rápida: «A prevenção é a base de tudo; as empresas que vão conseguir sobreviver a eventuais ataques são as que têm uma capacidade de reação rápida. Tendencialmente cada vez haverá mais controlos no âmbito da segurança, sendo os mesmos cada vez mais específicos».

Para fazer face a estes cenários tão distintos que podem colocar-se, além da prevenção é também necessária formação adequada para uma melhor e mais rápida reação porque «a questão não é se vamos ser atacados mas quando vamos ser atacados», salientou o representante da EY. A formação de segurança numa empresa tem que ser alargada a todos os seus recursos humanos e colaboradores.

A segurança assenta em três pilares: pessoas, procedimentos e avaliação de risco. Para que todas as nuances que os riscos e a segurança implicam, é necessário definir o que são, agora, as boas práticas de segurança. Até que ponto um juiz pode determinar se houve, ou não, culpa na fuga de informação sensível? O modelo, segundo ficou plasmado nesta sessão do IT’S TIME TO TALK ABOUT, é mostrar que a empresa seguiu standards de segurança internacionais. Para isso, o primeiro passo é saber que informação temos e queremos ter dentro da nossa organização e saber como protegê-la. Uma tarefa que, ainda por cima, está dificultada para as PMEs que estão menos preparadas e têm menos ajuda exterior nesse sentido.

«Para o fabricante, nunca o cenário foi tão bom. A oportunidade está do lado de quem vai vender os serviços. As PMEs não sabem o que têm de fazer porque na sua grande maioria o seu apoio informático é também realizados por parte de outras pequenas empresas, geograficamente próximas», referiu Rui Duro, da Checkpoint Systems Portugal.

É consensual que se deve recorrer a proteções do tipo DLP - Data Loss Prevention -  que é um dos sistemas mais comuns para evitar que haja uma fuga de informação confidencial, mas no entanto é um dos sistemas mais difíceis de implementar: «Será o DLP é uma ferramenta que se pode implementar? Pode ser necessária legislação complementar», alertou o representante da Checkpoint Systems Portugal. «Ainda há uma nuvem cinzenta muito grande. Temos que perceber o que é inovação e o que é risco. A tecnologia está no fim da cadeia; é apenas o que vai tornar possível todo este processo de segurança», acrescentou.

Atualmente, e ainda de acordo com os dados partilhados na sessão da itSMF dedicada ao tema “Defining and Implementing Security Policies”, as empresas estão mais preocupadas com os níveis de produção do que em garantir a sua segurança. Muitas empresas não sabem exatamente o que estão a fazer na cloud e é importante salientar que a maioria dos operadores só oferece espaço de armazenamento e não segurança de informação. 

Disponibilidade e redundância (ter os dados repetidos por várias clouds) podem levar a que a informação esteja espalhada por mais locais, logo, haverá menor controlo sobre todas essas plataformas. «Num cenário de conflito ou de guerra, se os nossos dados e sistemas estiverem armazenados numa cloud internacional, podemos vir a ter os nossos dados reféns em outro país», concluiu Rui Duro.

Em junho haverá uma nova edição da iniciativa IT’S TIME TO TALK ABOUT.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

itSMF prepara mais uma edição do IT'S TIME TO TALK ABOUT... Defining and Implementing Security Policies - Opportunities to increase Information Security



A edição deste mês de IT'S TIME TO TALK ABOUT é dedicada ao tema da Segurança e reúne especialistas e consultores da área. As questões, relacionadas com a Definição e Implementação de Políticas de Segurança, vão ser abordadas nas suas variadas vertentes, de forma descomprometida, informal, aberta, mas assumidamente pragmática com o objetivo de sensibilizar, informar, partilhar experiências e conhecimento, perspetivando oportunidades e soluções nesta matéria.

A itSMF Portugal realiza no próximo dia 30 de maio, entre as 17h00 e as 19h00, na Fundação Cidade de Lisboa, mais uma edição da iniciativa IT'S TIME TO TALK ABOUT. Enquadrada no ROADMAP TO IS/IT MANAGEMENT, PRIVACY & SECURITY, desta vez o tema é "Defining and Implementing Security Policies" num debate cuja moderação está a cargo de José Carlos Martins e conta ainda com as participações de Fernando Fevereiro Mendes, da Focus2Comply, Sérgio Sá, da EY Portugal, e Rui Duro, da Checkpoint Systems Portugal.

As organizações estão permanentemente em risco. É impossível afirmar que uma organização está 100% segura, apenas se pode afirmar que existem dois tipos de organizações, as que já foram vítimas de um ataque e as que ainda vão ser.

A crescente escalada de ameaças digitais, resultante das vulnerabilidades dos diversos sistemas de informação, podem atacar os dados e informação das mais diversas organizações. A segurança da informação é, pois, vital na sociedade atual. A criação de procedimentos, políticas, práticas, ou mesmo sistemas de Gestão da Segurança da Informação, devem ser cruciais para as organizações como forma de protegerem eficazmente os seus dados e, por consequência, o seu negócio. 

De uma perspetiva de negócio, é vital que as organizações, grandes ou pequenas sejam capazes de identificar os riscos para a segurança e gerir eficazmente as ameaças dos seus sistemas de informação. Simultaneamente os gestores, devem reconhecer que a gestão de riscos é um processo contínuo onde nunca se encontrará uma segurança absoluta, devido às constantes alterações das tecnologias e dos vetores de ameaça.

Melhorar a segurança de uma organização é possível através de um processo efetivo de gestão de riscos, com enfâse na gestão.

A inscrição é gratuita mas obrigatória e deve ser feita aqui.

Agenda: 

17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas

17h30: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal

17h35: Mesa de debate: "Defining and Implementing Security Policies" 
Moderador: José Carlos Martins, "IT'S TIME TO TALK ABOUT".
Painel: 
- Fernando Fevereiro Mendes, Focus2Comply
- Sérgio Sá, EY Portugal
- Rui Duro, Checkpoint Systems Portugal

19h00: Encerramento

sexta-feira, 21 de abril de 2017

itSMF Portugal organizou mais um encontro "IT'S TIME TO TALK ABOUT..."



A edição de abril de 2017 da iniciativa da itSMF Portugal, intitulada “IT’S TIME TO TALK ABOUT”, realizou-se no passado dia 19 e foi dedicada ao tema “Privacy & Data Protect Management - Opportunities to increase Information Security”.

Durante cerca de duas horas, Otília Veiga (Comissão Nacional de Proteção de Dados), Sandra Ferreira (Microsoft Portugal) e Inês Oliveira, (Direção Geral da Política de Justiça), reuniram-se na Fundação Cidade de Lisboa para debater, de forma informal, as implicações do Novo Regulamento Europeu da Proteção de Dados, sob moderação de José Carlos Martins.

A segurança está hoje no topo das agendas das organizações e o objetivo da itSMF foi abordar o quanto se constitui como um elemento chave para a transformação digital do negócio, elemento de garantia da resiliência das infraestruturas, garante da proteção da informação e dos dados pessoais e de proteção de ativos críticos.

Inês Oliveira começou por fazer um enquadramento temporal para explicar que, atualmente, as empresas ainda têm que notificar o cliente e a Comissão Nacional de Proteção de Dados de cada vez que fizerem o tratamento de dados pessoais. «Com a entrada em vigor do Novo Regulamento Europeu da Proteção de Dados, este passo deixa de ser necessário mas se há quebras de segurança ou se se verificar o acesso ilegítimo aos dados, isso tem que ser comunicado», explicou. Na verdade, o novo regulamento entrou em vigor no ano passado mas prevê um período transitório de dois anos para a sua total aplicação, pelo que as organizações ainda têm algum tempo para se adaptarem às novas regras. 

A nova legislação contempla dois diplomas: um regulamento para entidades públicas e uma outra diretiva que se vai aplicar à Polícia, ao Ministério Público e aos Tribunais. É esta que carece de transposição para a legislação interna. É esta questão que pode motivar futuras discussões porque será o legislador nacional quem decide se as coimas de violação do regulamento de proteção de dados se aplicam a organismos públicos.

As Pequenas e Médias Empresas - PMES - estão obrigadas a cumprir, desde que estejam no território da União Europeia e/ou ofereçam serviços na União (mesmo que operem fora).

Outro elemento a ter em conta é a criação da figura de encarregado ou delegado de proteção de dados, que será obrigatório se a empresa tiver mais de 250 trabalhadores ou trate dados sensíveis - previstos e designados na Constituição Portuguesa.

Otília Veiga fez uma abordagem menos severa da aplicação do novo regulamento, lembrando que os dados só serão preservados o tempo necessário para o seu tratamento e que, para as empresas, também vai surgir a boa notícia do selo europeu de proteção de dados a que as empresas poderão candidatar-se. «Vai funcionar um pouco como hoje funcionam as ISOS - como os ISOs (International Organizations for Standardization). «Virão direitos novos mas mantém-se o princípio dos cidadãos poderem queixar-se de violação de dados pessoais. Posso, enquanto cidadão, queixar- me à autoridade local com agora com o acréscimo de ter mais direito à informação», ressalva a responsável. 

Com a aplicação do novo regulamento vão ser criados, acima de tudo, meios para tornar puníveis as violações porque «sem meios não se conseguem fazer valer direitos».

Já Sandra Ferreira lamenta, por um lado, que a mão pesada das multas leve as PMES a só pensarem na multa ao invés de pensarem em aumentar o cuidado com os clientes e os seus dados. «Hoje em dia já não temos controlo sobre onde andam os nossos dados. O regulamento é interessante para a salvaguarda dos meus direitos, enquanto cidadão, e pode ser visto como positivo no mercado competitivo», conclui.

No final foram resumidos os principais desafios que as empresas enfrentam neste momento:
- Fazerem o levantamento dos dados que tem e porque os tem;
- Criarem políticas internas de privacidade - os responsáveis devem saber o que significa, concretamente, estar protegido;
- Reverem os consentimentos com clientes e funcionários na ótica do novo regulamento, bem como a política de formação dos colaboradores;
- Fazerem uma avaliação de risco de segurança.
Esta foi a terceira edição do It’s Time To Talk About e reuniu cerca de uma centena de participantes.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

itSMF Portugal volta a organizar mais um encontro "IT'S TIME TO TALK ABOUT..."


A itSMF Portugal organiza mais uma edição do evento "IT'S TIME TO TALK ABOUT...", desta vez sobre o tema "Information and Security Management - Privacy & Data Protect Management - Opportunities to increase Information Security". O encontro realiza-se na próxima quarta-feira, dia 19 de abril, na Fundação Cidade de Lisboa, no Campo Grande, a partir das 17h00.

A sessão "Privacy & Data Protect Management. Opportunities to increase Information Security", insere-se no Roadmap to SI/IT Management, Privacy & Security, constituída por duas sessões agendadas para março e abril de 2017. Nesta sessão serão abordados os seguintes temas:
- Impacto do novo Regulamento Geral da Proteção de Dados (RGPD) nas organizações;
- Oportunidade de utilização de Data Loss Prevention (DLP) para evitar perdas de informação das organizações.

Agenda:
17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas
17h30: Abertura por Rogério Costa, itSMF Portugal

17h35: Mesa de debate: "Security As a Service"
Moderador: - José Carlos Martins, Co-coordenador da iniciativa "It's Time To Talk About".
Painel de participantes:
- Dr.ª Otília Veiga, Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD)
- Eng.ª Sandra Ferreira, Microsoft Portugal
- Dr.ª Inês Oliveira, Direção Geral da Politica de Justiça (DGPJ)

19h00: Encerramento

Faça a sua inscrição aqui.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

itSMF Portugal volta a organizar o encontro "IT'S TIME TO TALK ABOUT"



A itSMF Portugal organiza mais uma edição do evento "IT'S TIME TO TALK ABOUT...", desta vez sob o tema "Gestão de Serviços TI, certificação e internacionalização". O encontro realiza-se na próxima quinta-feira, dia 23 de fevereiro, na Universidade Lusófona do Porto, a partir das 14h45.

Um grande número de empresas de Tecnologias de Informação são motivadas para a certificação por necessidades relacionadas com a manutenção da competitividade no mercado, outras pelo objetivo estratégico de melhorar o seu desempenho e capacidade de resposta, através da melhoria dos seus processos.

A norma internacional ISO 20000-1, com requisitos para processos baseados em ITIL, tem em Portugal um número crescente de organizações interessadas na sua implementação e certificação,muito devido ao objetivo da internacionalização.

Nesta edição do "IT'S TIME TO TALK ABOUT" vai ser analisado o roadmap para a Implementação e Certificação pela ISO 20000-1 em especial numa PME.

"IT'S TIME TO TALK ABOUT" é uma iniciativa da itSMF Portugal coordenada por Joaquim Morgado e José Carlos Martins. A realização desta edição tem a coordenação de Mário Rui Costa e conta com o apoio da Universidade Lusófona do Porto.