quarta-feira, 1 de junho de 2011

Portugal já tem representantes nas Olimpíadas Internacionais da Informática


Já foram seleccionados os quatro alunos que vão representar Portugal, de 22 a 29 de Julho, na Tailândia, nas Olimpíadas Internacionais de Informática (OII 2011). Estas Olimpíadas destinam-se a estudantes do ensino secundário de todo o mundo num desafio que visa promover o gosto pela linguagem informática e constituir um ponto de encontro entre professores e alunos de forma a provarem o domínio pelas TIC.

O vencedor das Olimpíadas Nacionais de Informática foi Rodrigo Gomes, aluno do 12º ano da Escola Secundária Vitorino Nemésio (Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores). Os outros alunos apurados são Pedro Paredes, do 11º ano da Escola Secundária Avelar Brotero (Coimbra), Mauro Mesquita, do 11º ano da Escola Secundária Eça de Queirós (Póvoa de Varzim) e Afonso Santos, aluno do 9º ano da Escola Técnica e Liceal de Santo António do Estoril.

O grupo português foi seleccionado na final das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI 2011), que decorreu no passado dia 27 de Maio, nas instalações do Departamento de Ciência de Computadores (DCC) da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

As Olimpíadas Nacionais de Informática são promovidas e organizadas pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em parceria com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e com o Departamento de Engenharia Electrónica e Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve.

A edição deste ano tem o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Fundação Calouste Gulbenkian, Delta Cafés, Porto Editora e FCA – Livros de Informática.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

APDSI apresenta edição de 2011 do Glossário da Sociedade da Informação


Com seiscentos termos, distribuídos por mais de 160 páginas, já está disponível a edição 2011 do Glossário da Sociedade da Informação, da autoria do grupo de trabalho de José Palma Fernandes, num desafio lançado há seis anos pela APDSI.
O lançamento oficial e na versão papel do glossário realizou-se na passada terça-feira, 17 de Maio, na Fundação Portuguesa das Comunicações, integrado nas comemorações da APDSI do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

Segundo o coordenador do projecto, o Glossário da Sociedade da Informação pretende "contribuir para um melhor entendimento dos conceitos, já que quase todos têm origem anglo-saxónica". Iniciar uma sessão remotamente, em vez de fazer um remote login, ou circuito integrado, em vez de chip, são apenas alguns exemplos das propostas que o glossário oferece.

José Palma Fernandes lembra que para este trabalho recorreu a colaboradores interessados na problemática da Sociedade da Informação, provenientes de várias organizações, e contou com a participação de duas professoras – Margarida Correia e Mafalda Antunes - ligadas ao Instituto de Linguística Teórica e Computacional. "Não adaptámos simplesmente a definição. Em muitos casos procurámos uma definição nossa, recorrendo a dicionários, fontes bibliográficas e propostas de termos apresentados. O glossário de 2011 também já está traduzido segundo o acordo ortográfico, para ser usado em países de língua oficial portuguesa", explicou o coordenador.

José Dias Coelho, presidente da direcção da APDSI, felicitou os envolvidos neste trabalho que corresponde a um aumento gradual em cerca de 100 termos a cada nova edição que surge: "Este trabalho é fruto de um grupo grande, feito por profissionais e em regime de voluntariado. É uma das mais emblemáticas iniciativas da Associação".

O Glossário da Sociedade da Informação é utilizado na Biblioteca Nacional e no Instituto Camões. Destina-se, principalmente, a jornalistas, estudantes e docentes que sintam necessidade de entender e expressar estes termos na língua portuguesa. A edição 2011 contém 600 termos globais, 280 remissivos, 150 abreviaturas e 45 referências documentais.

Foi em 2005 que a APDSI lançou um projecto destinado à recolha, sistematização e divulgação da terminologia portuguesa considerada mais adequada para representar os conceitos relevantes da Sociedade da Informação em que vivemos. Esse projecto conduziu à elaboração de um documento intitulado "Glossário da Sociedade da Informação", onde foram incluídos mais de quatrocentos termos em português e respectivas definições, com os equivalentes em inglês. O trabalho foi continuado pelo grupo de forma permanente, tendo sido possível publicar em 2007 uma segunda versão com cerca de quinhentos termos.

Pode descarregar gratuitamente a edição de 2011 aqui.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Debate “Estratégias para a Sociedade da Informação e do Conhecimento”


No seguimento de uma actividade que a APDSI desenvolve desde 2002, também este ano a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação organiza, no próximo dia 31 de Maio, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, um debate com representantes dos Partidos Políticos com assento na Assembleia da República.

Em discussão estarão as "Estratégias para a Sociedade da Informação e do Conhecimento" das diferentes forças políticas.

Esta é a sexta edição deste encontro promovido pela APDSI que se repetiu em 2004, 2006, 2007 e 2009. O último encontro da APDSI com os representantes dos Partidos Políticos teve lugar a 15 de Setembro de 2009.

O debate marcado para o próximo dia 31 de Maio decorre entre as 17h30 e as 19h00 na Sala do Senado da Reitoria da UNL.

O programa completo da conferência pode ser consultado no sítio da APDSI. A inscrição para este debate é gratuita mas obrigatória.


terça-feira, 24 de maio de 2011

APDSI e APG discutem impacto das redes sociais na produtividade


Os sítios de redes sociais vieram para ficar mas a sua utilização dentro do espaço e tempo de trabalho depende de uma questão de compromisso e das motivações de cada um. Esta foi uma das principais conclusões da sessão organizada pela APDSI, em conjunto com a APG (Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos), realizada no passado dia 12 de Maio.

A partir da pergunta: "O desenvolvimento das Redes Sociais produz fortes ganhos de produtividade e pode levar a novas áreas de crescimento que Portugal precisa?" os participantes e intervenientes do público manifestaram as suas opiniões e experiências pessoas, de forma informal, sob a coordenação de Etelberto Costa.
Mais do que uma moda, Facebook, Linkedin e Twitter fazem parte da vida do cidadão comum e nem sempre se consegue dissociar com clareza a sua utilização pessoal e lúdica da profissional.

Pedro Caramez, webstrategist na MBU Intelligence, começou por lembrar que algumas redes sociais, como o LinkedIn, por exemplo, são utilizadas para fins profissionais, permitindo a funcionários e empresas ultrapassar as barreiras territoriais e aumentar o seu índice de competitividade: "A aproximação dos tecidos empresariais traz índices de produtividade muito positivos".

Antonieta Rocha, do Laboratório de Educação à distância e e-Learning (UAB), salientou a importância desta "reflexão conjunta sobre uma temática que urge ser continuadamente pensada, trabalhada e enriquecida" para que estas redes ajudem na criação de uma identidade de pertença, na construção de coesão organizacional e na partilha de boas práticas.

Actualmente, as redes sociais colocam às organizações desafios semelhantes a outros que já surgiram no passado, por isso, é necessário incentivar os colaboradores a terem as competências adequadas para tornar as redes sociais numa mais valia. "Tem de haver uma mudança de paradigma em relação às redes sociais. Os mind sets estão mal informados, com pouca formação e, sobretudo, com dificuldades na concepção de planos de comunicação com definição de objectivos verdadeiramente críticos e mensuráveis e respectiva monitorização" alertou Luisa António, innovative trainer da Cegoc.

Luísa António anunciou, ainda, que está a desenvolver dois trabalhos na área das redes sociais: "A Comunicação Interna através das Redes Sociais" e o "Retorno da Lealdade dos Clientes Internos e Externos através das Redes Sociais".

A fechar a manhã de trabalho foram apresentados os resultados de um questionário feito a 150 sócios da APDSI e da APG, que demonstra que a maioria dos inquiridos utiliza o Facebook e o Linkedin sobretudo para “encontrar e conviver com amigos” embora se note um número crescente de indivíduos que recorrem às redes sociais para "contactar com colegas de trabalho” e “discutir assuntos de interesse profissional".


segunda-feira, 23 de maio de 2011

APDSI apresenta tomada de posição pública sobre o Plano Tecnológico e a Agenda Digital


A APDSI assinalou o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação com várias iniciativas.

As actividades foram dinamizadas, a partir das 14h30, na Fundação Portuguesa das Comunicações. Para além do lançamento da edição 2011 do Glossário da Sociedade da Informação e da apresentação do livro "Do Plano Tecnológico à Agenda Digital - cinco anos de tomadas de posição do grupo de alto nível da APDSI", foi apresentada, também, a 10ª tomada de posição do Grupo de Alto Nível (GAN) da APDSI sobre o caminho percorrido do Plano Tecnológico (PT) à Agenda Digital (anunciada pelo Governo em Setembro de 2010 e enquadrada no Plano Tecnológico, em paralelo com a Estratégia Europa 2020 e a Agenda Digital Europeia).

O GAN considera que a generalidade dos resultados publicados sobre o PT são positivos, subsistindo, no entanto, alguns objectivos a serem alcançados. O Grupo destaca que é preciso assegurar a elevação dos níveis educativos médios e o esforço de aprendizagem, bem como os seus reflexos na economia portuguesa. Ainda na mesma avaliação pode ler-se que "progressos importantes foram conseguidos na ligação dos agregados familiares à banda larga".

Esta avaliação do GAN assenta em três eixos. São eles o conhecimento, com o destaque para a importância da qualificação, a tecnologia, com o objectivo de se vencer o atraso tecnológico, e um novo impulso necessário à inovação. Pela positiva são destacados "os progressos na utilização da Internet, no número de alunos por computador nas escolas, no esforço para aumentar as competências científicas e tecnológicas e na mobilização das empresas". Por outro lado a análise do GAN diz que na Agenda Digital 2015 não se consegue "promover a alteração do perfil da indústria e dos serviços de modo a aumentar a produtividade e a competitividade, nem é evidente a estratégia de médio e longo prazo que é posta em prática e que o país precisaria para corrigir a actual trajectória e construir a sociedade da informação e do conhecimento".

O GAN é composto por um pequeno número de membros seleccionados individualmente pela direcção da APDSI, colocando o seu conhecimento e experiência ao serviço da comunidade nacional.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sessão "Redes Sociais – Produtividade: Sim ou Não"


A APDSI, com o apoio da APG (Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos), realizou na quinta-feira, 12 de Maio, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, uma sessão de troca de ideias sobre a utilização no espaço da empresa e durante o tempo de trabalho das redes sociais na web.

A partir da pergunta: "O desenvolvimento das Redes Sociais produz fortes ganhos de produtividade e pode levar a novas áreas de crescimento que Portugal precisa?" os participantes e intervenientes do público foram unânimes na opinião de que a sua correcta utilização está dependente de uma questão de compromisso e das motivações de cada colaborador. "Esta é uma área mais comportamental que tecnológica, tudo depende de como usamos os novas tecnologias, mas acho que sempre que as redes sociais solucionarem problemas de comunicação, são produtivas" destacou Ricardo Andorinho, Business Developer at MBU Intelligence.

Facebook, Linkedin e Twitter têm registado um crescimento acentuado e sustentado. A estratégia de expansão dos sítios das redes sociais a nível mundial tem sido de tal forma bem pensada que já ninguém fica indiferente a estas ferramentas. Longe vão os tempos em que eram apenas os adolescentes ou os geeks de informática a interessarem-se por estas matérias. Hoje em dia, o cidadão comum também tem presença na web o que levanta questões sobre como é que o acesso às redes deve ser feito no local de trabalho.

Ana Neves, sócia-gerente da Knowman, refere a importância de se estabelecer a diferença entre sítios sociais e redes de organizações: "As redes sociais públicas podem levantar algumas reticências no horário de trabalho. É a distinção entre a utilização individual ou corporativa".

Miguel Faro Viana, director da APG, reconhece que, apesar de não ser adepto deste tipo de sítios, a discussão à volta do impacto dos mesmos no universo laboral, parte do paradigma errado: "Esta temática baseia-se no pressuposto de que a produtividade tem a ver com o tempo que passamos nas organizações. O que tem de ser percebido é se estas ferramentas estão, ou não, a produzir resultados individuais ou em grupos da organização".

A sessão encerrou com a apresentação dos resultados de um questionário feito a 150 sócios da APDSI e da APG, que demonstra que a maioria dos inquiridos utiliza o Facebook e o Linkedin sobretudo para "encontrar e conviver com amigos" embora se note um número crescente de indivíduos que recorrem às redes sociais para "contactar com colegas de trabalho" e "discutir assuntos de interesse profissional".

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Apresentação da ferramenta UMIC para teste de Acessibilidade Web (WCAG 2.0)


No "Fórum para a Sociedade da Informação", subordinado ao tema da acessibilidade Web, realizado pela APDSI, através do seu Grupo de Negócio Electrónico, em parceria com a UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, a 5 de Maio em Lisboa, foi apresentada uma nova ferramenta informática para avaliação dos níveis de acessibilidades de páginas na web 2.0, o eXaminator.

Para o engenheiro responsável pelo desenvolvimento desta ferramenta, Jorge Fernandes, da UMIC, o novo eXaminator «resulta da evolução das ferramentas que têm vindo a ser desenvolvidas e aplicadas pela UMIC desde 2005 para a versão 1.0. Na altura o eXaminator era apenas um jogo de um programador mas feitos alguns testes percebi que podia vir a tornar-se uma grande ferramenta». O eXaminator é também "herdeiro" de uma outra ferramenta – o HERA. O eXaminator foi desenvolvido com o objectivo de ultrapassar várias limitações dos outros validadores e de poder ser utilizado para a avaliação da acessibilidade de todas as páginas de um sítio.

A nova versão do eXaminator, agora lançada pela UMIC, vai ajudar a avaliar se os produtores de conteúdos tornam de facto a web mais acessível a um maior número de pessoas que possuam um qualquer tipo de deficiência, que devem conseguir perceber, compreender, navegar e interagir com a Web. Segundo Jorge Fernandes «estas ferramentas são regularmente utilizadas por várias entidades da administração pública e outras».

Ao contrário da maioria dos validadores de múltiplas páginas existentes no mercado, o eXaminator não precisa de ser instalado no computador e corre em qualquer sistema operativo (inclusive dispositivos móveis). O próprio processo de validação é integralmente descentralizado no servidor e pode ser consultado, gratuitamente, em http://www.acesso.umic.pt. Depois de se fazer o teste ao site, a ferramenta devolve um relatório simples e pedagógico. A cada problema ou boa prática descrito no relatório está associado um pequeno texto explicativo da importância do cumprimento desse mesmo ponto. Nos erros também são fornecidas pistas de como os resolver.