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segunda-feira, 23 de maio de 2011

APDSI apresenta tomada de posição pública sobre o Plano Tecnológico e a Agenda Digital


A APDSI assinalou o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação com várias iniciativas.

As actividades foram dinamizadas, a partir das 14h30, na Fundação Portuguesa das Comunicações. Para além do lançamento da edição 2011 do Glossário da Sociedade da Informação e da apresentação do livro "Do Plano Tecnológico à Agenda Digital - cinco anos de tomadas de posição do grupo de alto nível da APDSI", foi apresentada, também, a 10ª tomada de posição do Grupo de Alto Nível (GAN) da APDSI sobre o caminho percorrido do Plano Tecnológico (PT) à Agenda Digital (anunciada pelo Governo em Setembro de 2010 e enquadrada no Plano Tecnológico, em paralelo com a Estratégia Europa 2020 e a Agenda Digital Europeia).

O GAN considera que a generalidade dos resultados publicados sobre o PT são positivos, subsistindo, no entanto, alguns objectivos a serem alcançados. O Grupo destaca que é preciso assegurar a elevação dos níveis educativos médios e o esforço de aprendizagem, bem como os seus reflexos na economia portuguesa. Ainda na mesma avaliação pode ler-se que "progressos importantes foram conseguidos na ligação dos agregados familiares à banda larga".

Esta avaliação do GAN assenta em três eixos. São eles o conhecimento, com o destaque para a importância da qualificação, a tecnologia, com o objectivo de se vencer o atraso tecnológico, e um novo impulso necessário à inovação. Pela positiva são destacados "os progressos na utilização da Internet, no número de alunos por computador nas escolas, no esforço para aumentar as competências científicas e tecnológicas e na mobilização das empresas". Por outro lado a análise do GAN diz que na Agenda Digital 2015 não se consegue "promover a alteração do perfil da indústria e dos serviços de modo a aumentar a produtividade e a competitividade, nem é evidente a estratégia de médio e longo prazo que é posta em prática e que o país precisaria para corrigir a actual trajectória e construir a sociedade da informação e do conhecimento".

O GAN é composto por um pequeno número de membros seleccionados individualmente pela direcção da APDSI, colocando o seu conhecimento e experiência ao serviço da comunidade nacional.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Unlocking the Value of the Information Economy

Vale a pena ler este pequeno report.

http://hbr.org/hb-main/resources/pdfs/comm/symantec/15846_HBR_Symantec_Report_FNL_for_web.pdf

E no final perguntar se a perspectiva de Enrique Salem, President and CEO da Symantec Corporation (sponsor do estudo) está correcto (visto cá pelo ângulo da "nossa economia dos 7-0 à Coreia do Norte").

"...2010 marks the first step into a decade that will undoubtedly bring about enormous change. It is the decade
in which we need to take an even closer look at information—where it comes from, what we do with it, how we manage it, and what it really means to us and our organizations.
This next decade will truly redefine what we have come to know as the information economy. It is an economy defined by the value of intellectual property, the value of customer information, the value of ideas-the value of information.
What makes information so powerful today is how easily it’s replicated or duplicated and moved from one place to another, and how quickly it can be distributed.
However, the very things that make it so powerful also threaten its value...".
FVRoxo

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Indicadores do Plano (do Portugal) Tecnológico, ao serviço da diferença reconhecida

Alguem me ajuda a encontrar no site do Plano Tecnológico os indicadores para as medidas por destinatário?
Os indicadores para as medidas por eixo estratégico ainda lá estão alguns (e em especial dados "em grande" na página de entrada do site www.planotecnologico.pt para além de um vídeo sobre o Portugal tecnológico 2009) mas o que eu considerava importante e queria não estava nem "à mão" nem "ao pé".
Sendo assim: E que tal a APDSI lançar uma recolha sistematizada de dados e informações, a partir de várias fontes, sobre os segmentos : Cidadãos/administração Pública, Organizações(sobretudo empresas)/Administração Pública e Empresas/Investigação e Desenvolvimento, enquanto combinação simples (no meu entender)para medir resultados e melhorar acções "final user oriented"?

Era mais directo e em termos de cross analysis mais esclarecedor.Tipo 2.0 (no minimo).

Três exemplos para ilustrar aquilo que procuro identificar:

1-Que medidas tomou a ADP Central e Local e que se repercurtiram sobre a melhoria da relação com os cidadãos (Dados elementares e sintéticos e alguma informação deles resultantes) para áreas como a saude, educação,segurança interna, justiça, economia -sobretudo indústria- mas tambem agricultura e pescas?

2-Que medidas tomou a ADP Central e local e que se repercutiram sobre a melhoria da produtividade, qualidade e rentabilidade das Organizações em geral e das empresas em especial, organizadas por sectores primário, secundário, terciário e do terceiro sector (dados elementares e sintecticos e alguma informação deles resultantes)?

3- Quem fez e quanto custou em 2009 a Investigação e Desenvolvimento e que resultados teve em 2009 (sobretudo a que já vinha desde, por exemplo, o inicio do Plano Tecnológico.E a que se fechou em 2009, logo que possível)?
Que se pode concluir do comércio internacional portugues como resultado desta acção? (dados elementares, sintecticos e informações posssiveis)

Nota complementar:
Naturalmente que, quanto à Correlação PRACE /Acções do Plano Tecnológico,tambem não era dificil fazer algo simples e esclarecedor...Mas o momento não é certamente propicio devido ao deficit de disponibilidade mental mais crise oriented neste momento.
FVRoxo
Em domingo chuvoso e a lamentar a tragédia da Madeira que põe de lado, por motivos bem tristes, o longo tempo perdido com a discussão da lei das finanças Regionais.
E parece que um radar metereológico não existe na Madeira...Pena que com tanto dinheiro investido no turismo Madeirense e com tão bons resultados obtidos, um elemento da segurança de um arquipélago no meio do Oceano como é um Radar Meteriológico, não tivesse sido contemplado no Plano Tecnológico do Turismo (há algum?).
Somos "bons" nas formulações de estratégias .Mas apenas bombeiros nas implementações das mesmas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Sociedade da Informação em Portugal - Entrevista de Fátima Caçador(FT) a José Dias Coelho (JDC) para o Jornal de Negócios

(FC) Nos últimos anos assistimos a grandes mudanças a nível da infra-estruturação tecnológica em Portugal e da evolução dos indicadores, mas há muitas críticas de que esta é apenas uma das faces visíveis, que atinge uma franja ainda curta da sociedade e que não é suficiente para mudar o país. Quer comentar?

(JDC) Portugal já possui algumas infra-estruturas tecnológicas a nível médio na Europa, mas ainda apresenta enormes carências na cultura de uso. É aí que se têm de concentrar os esforços no futuro.
Se essa meta for concretizada não se pode pôr em causa a bondade do esforço de desenvolvimento de infra-estruturas concretizado no passado recente.

(FC) O Plano Tecnológico ajudou a criar uma nova dinâmica na economia e na atitude das empresas face à inovação. Teme que a actual crise possa afectar esse posicionamento? Em tempo de orçamentos curtos muitas empresas cortam precisamente no I&D...

(JDC) O Plano Tecnológico é mais uma agenda de iniciativas do que um verdadeiro plano, por ausência de integração plena das suas acções. A esse propósito recordo a posição do Grupo de Alto Nível da APDSI que numa tomada de posição em 2006 afirmou que o Plano Tecnológico não era um plano operacional, nem um plano estratégico. Apesar de tudo, em virtude do impacto como imagem de marca do XVII Governo Constitucional, acredito que o novo Governo do Partido Socialista irá dar continuidade ao Plano Tecnológico.

(FC) A visão do Portugal mais tecnológico tem sido muitas vezes transmitida por franjas de sectores económicos e continua a mostrar muitas diferenças, sobretudo a nível regional. Vamos ter sempre um país a duas ou três velocidades diferentes?

(JDC) Sim. Não há como não ser. Sempre que há uma aproximação a um estádio de desenvolvimento superior, haverá sempre sectores socioeconómicos ou geográficos que andarão à frente.

(FC) Entre as medidas tomadas nos últimos três anos no Plano Tecnológico quais são as que destacaria como mais relevantes e quais as que acredita que devem ser reforçadas nos próximos anos?

(JDC) As medidas que considero mais relevantes são o desenvolvimento da banda larga, o e-escolas, o-escolinhas e indirectamente tudo o que se relacionou com o programa SIMPLEX da administração pública.

(FC) A ideia da criação de clusters em Portugal como forma de desenvolvimento de determinados sectores por via da agregação de competências continua a ser defendida. Tem conhecimento de projectos em desenvolvimento? Para além do cluster da saúde e de um cluster tecnológico que outras áreas fazem sentido desenvolver? Ou devemos fixar-nos em duas ou três áreas de maior potencial?

(JDC) Desde o relatório Porter que é claro que, para um país com a dimensão de Portugal, tem de haver uma aposta clara no desenvolvimento de clusters, para os quais seja possível criar vantagens competitivas. Para além dos clusters já existentes que merecem apoio, para aumento da sua qualificação tecnológica, acrescentaria o sector das indústrias TIC, a biotecnologia e as indústrias das energias renováveis. Estes sectores fariam Portugal saltar para um nível de desenvolvimento superior.

(FC) As grandes mudanças fizeram-se também na modernização da Administração Pública, com uma visão mais orientada para servir os cidadãos e empresas. Que medidas destacaria como mais relevantes?

(JDC) Foram relevantes e continuarão a ser, dado que ainda muito há para fazer, a desmaterialização da relação com o cidadão, a interoperabilidade na administração em rede e a simplificação interdepartamental. O Simplex Autárquico deverá dar continuidade das acções anteriores ao nível da administração pública local.

(FC) Apesar desta modernização o cenário na AP está também longe de ser "cor de rosa". Na sua opinião quais são as principais áreas onde é preciso intervir?

(JDC) O cadastro territorial é ainda uma enorme lacuna. Deverá insistir-se na desmaterialização dos licenciamentos e no Simplex Autárquico. Daqui em diante, os grandes objectivos deverão ser promover e assegurar transparência dos processos, oferecer segurança da informação e estimular o desenvolvimento das arquitecturas da informação para permitir a interoperabilidade plena.