terça-feira, 9 de julho de 2013

Desenvolvimento da economia implica planeamento da banda larga


Os países que têm um plano nacional para a expansão da banda larga em diversos segmentos da sociedade têm um melhor desempenho a vários níveis do que os países que não têm qualquer estratégia ou visão futura nessa área. Esta é uma das conclusões do mais recente relatório da União Internacional das Telecomunicações (ITU), da responsabilidade da Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Digital e da Cisco Systems.

O estudo revela, também, que a concorrência entre operadores de telecomunicações é um fator positivo para fomentar a adesão a ligações fixas e móveis de Internet.

A investigação concluiu que nos países com um planeamento de banda larga a taxa de penetração de Internet no país chega a ser 8,4% superior à dos países que não têm qualquer tipo de estratégia.

Ponderando outras variantes concluiu-se, ainda, que os países com uma visão delineada sobre a Internet conseguem ter até 2,5% mais de população ligada à grande rede mundial.

O planeamento de banda larga também tem resultados práticos na Internet móvel já que os países com uma estratégia definida apresentam em média uma taxa de penetração 7,4% maior do que os países sem nada definido. No entanto, do outro lado da balança, começa a notar-se uma maior preocupação por parte dos Governos que vão apostando nas novas tecnologias em áreas como a saúde, por exemplo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Conferência: Privacidade, Inovação e Internet - vídeo

A APDSI  realizou, a 22 de maio de 2013, uma  conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet".


O engenheiro José Gomes Almeida, coordenador da conferência e membro da direção da APDSI, começou por contextualizar o significado atual de privacidade, dando como exemplo os mapas que existem online com vistas de ruas, ou do Facebook que mostra a nossa história de vida, recordando que  já em 2009 a APDSI tinha organizado uma conferência dedicada às "TIC para um mundo mais seguro".

No Youtube, cujo link encontra na imagem acima, pode ver a versão sintetizada da conferência.

IPL ajuda a criar jogos em summer school


O Instituto Politécnico de Leiria organiza este ano, pela segunda vez, uma summer school sobre desenvolvimento de jogos para iOS, a plataforma de software do iPhone e iPad.

O curso, que será ministrado em inglês, vai decorrer entre 23 e 27 de julho e é dirigido a quem pretende aprender a desenvolver jogos em duas e três dimensões, ou aprofundar conhecimentos na área. A Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPL acolhe a ação, que se divide entre palestras e aulas práticas no laboratório.

Também será possível frequentar esta summer school via e-learning. A participação é aberta a todos os interessados e o único requisito é a existência de conhecimentos básicos em programação, embora no primeiro dia da ação esteja previsto um curso intensivo em desenvolvimento em iOS.

Na edição do ano passado as 24 sessões técnicas foram ministradas a 60 participantes portugueses e estrangeiros, vindos de países como a Áustria ou o Reino Unido.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

I conferência espanhola sobre Sociedade e Economia Digital

Espanha vai receber a 11 e 12 de julho a Primeira Conferência sobre a Sociedade e Economia Digital intitulada "Internet - o motor dos direitos económicos, sociais e culturais".

Esta é uma organização da Fundación España Digital que vai abordar as questões atuais relativas ao desenvolvimento das empresas e da economia digital na Espanha.

A Fundação pretende, com esta conferência, abrir uma linha de discussão e reflexão sobre os diferentes aspetos que afetam o ambiente digital de onde se destacam "Desenvolvimento Económico e da Internet em Espanha", "Desafios e oportunidades para as empresas na economia digital", "O futuro das tecnologias digitais", "Transparência, governo eletrónico e open data" e "Privacidade e Proteção de Dados no Mundo digital".

A conferência será inaugurada por Victor Calvo-Sotelo, Secretário de Estado das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, onde participam profissionaiscom experiência reconhecida em diversos setores.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática na Austrália


Parte nesta quinta-feira, dia 4 de julho, a equipa portuguesa para a Olimpíada Internacional de Informática a qual se realiza na cidade de Brisbane, na Austrália, de 6 a 13 de julho. Portugal será um dos países participantes, entre mais de 80, com uma delegação formada por quatro estudantes e um professor.

A equipa portuguesa para o concurso em Brisbane é formada pelos estudantes Afonso Santos (11º ano do Colégio de Santa Doroteia, em Lisboa), Pedro Silva (11º ano do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado, de Vila Nova de Famalicão), David Gomes (12º ano da Escola Secundária Infanta D. Maria de Coimbra) e Victor Meriqui (11º ano do INETE - Instituto de Educação Técnica, de Lisboa).

Estes quatro concorrentes foram os primeiros classificados na final das Olimpíadas Nacionais de Informática: ONI'2013, que decorreram no passado dia 3 de maio nas instalações do Departamento de Ciências da Computação da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Integra a delegação portuguesa o professor Pedro Ribeiro da Universidade do Porto. O Prof. Pedro Ribeiro em conjunto com o Prof. Pedro Guerreiro, da Universidade do Algarve, foram os responsáveis técnicos e científicos pelas ONI e por todo o processo de seleção e treino dos concorrentes para as Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI).

As Olimpíadas Internacionais de Informática, IOI - International Olympiad in Informatics - são uma das seis olimpíadas de ciência, destinadas estudantes do ensino secundário de todo o mundo. As outras são as Olimpíadas da Matemática, da Física, da Química, da Biologia e da Astronomia. O objetivo principal das IOI é estimular o interesse dos jovens pela informática e pelas tecnologias da informação. Os vencedores das IOI em cada ano são estudantes excecionais e pertencem ao grupo dos melhores jovens cientistas mundiais no domínio da Informática.

Em 2012 a participação de Portugal culminou com a obtenção de duas medalhas de bronze, por intermédio dos alunos Pedro Paredes e Francisco Machado. Este foi o melhor resultado português de sempre nas Olimpíadas e vem culminar um período entre 2009 e 2012 onde Portugal conquistou 4 medalhas (1 bronze em 2009, 1 bronze em 2011 e agora 2 bronzes). 

As Olimpíadas da Informática contam com o Patrocínio da EDP e da Pathena.

Desde 2005 é a APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação que conduz a participação portuguesa nas Olimpíadas Internacionais de Informática. Foi também a APDSI que organizou este ano, as Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI). As ONI são uma prova nacional análoga às IOI, com os mesmos objetivos, e servem também para escolher os representantes portugueses às IOI.

Por um novo modelo de Reforma do Estado em tempo de crise!

Portugal está a viver uma crise financeira, económica e política particularmente grave e consequentemente o Estado está a ser o alvo de medidas de racionalidade duvidosa, com impacto na vida de toda a sociedade.
É urgente definir prioridades e mobilizar toda a sociedade civil, os trabalhadores da administração pública e toda a classe política para o que deve ser feito no que se refere a uma efetiva reforma do Estado.
A ESTRATÉGIA ATUAL DE REFORMA:
O Governo atual entendeu a reforma como uma forma de reduzir a despesa pública no mais curto espaço de tempo possível, através do despedimento de trabalhadores e cortes abruptos nos salários e pensões. Mas será que este modelo de reforma será alguma vez possível?
Julgamos que não e, mais do que inconsequente, esta estratégia estritamente financeira corre o risco de destruir, não apenas o aparelho do Estado, mas também a economia e a coesão social do país.
Existem vários focos de intervenção reformadora: O emprego e a duração do trabalho, os salários e os benefícios sociais, as estruturas e o funcionamento.
O XIX Governo reduziu salários e benefícios sociais e propõe-se acelerar os despedimentos na função pública, com efeitos irreversíveis na quebra do consumo e na economia. Mas mais do que os impactos no curto prazo na economia, esta estratégia inviabiliza qualquer estratégia verdadeiramente transformadora em relação ao funcionamento e ao alinhamento das estruturas para novos desafios orientados ao crescimento e ao desenvolvimento do país.
Esta estratégia de agressão e desrespeito aos funcionários e trabalhadores em funções públicas cria um ambiente de medo generalizado e de desmobilização em relação ao futuro, paralisando estruturas e processos de transformação e cria na sociedade um sentimento de desconfiança e insegurança em relação a tudo o que se refere ao Estado.
Um país é definido por uma população, por um território e por uma soberania. A população está cada vez mais dividida (novos contra velhos, privados contra públicos, etc.) e a soberania está cada vez mais desgastada, não só pela intervenção externa mas sobretudo pelo descrédito e a desvalorização a que o Estado está a ser sujeito por parte da classe política e consequentemente pela maioria da sociedade portuguesa.
Com efeito, os serviços públicos estão em risco e consequentemente a situação do país vai-se agravar se este ou qualquer outro Governo continuar a insistir na atual estratégia de despedimentos e desqualificação do Estado.
Um Estado destruído, desmotivado e ineficiente torna-se motivo de atração para vigaristas e criminosos, pois um país onde o Estado não funciona e onde a soberania está desgastada, torna-se um paraíso para todo o tipo de fugas à lei.
Se houver ruptura de serviços públicos porque despedimos pessoas antes de mudarmos os processos, o desespero irá conduzir-nos à inevitabilidade de custos acrescidos para remediar situações de crise e ruptura iminente.
QUAL A ALTERNATIVA PARA O FUTURO PRÓXIMO?
Temos que nos concentrar TODOS no funcionamento e no aumento da produtividade do Estado. Temos que fazer um grande esforço de mobilização coletiva para acabar definitivamente com as verdadeiras “gorduras”, irracionalidades e arbitrariedades no funcionamento do Estado. Temos que nos mobilizar TODOS de forma cooperativa e empenhada para construir um o Estado mais moderno, eficiente e amigo dos cidadãos e dos agentes económicos.
Temos de tirar o máximo partido das tecnologias de informação e comunicação de que dispomos e fazer delas o centro do modelo de desenvolvimento do país.
Temos de acabar com as redundâncias, a desintegração, as incoerências, as incompatibilidades, os conflitos de poder e os desperdícios que são a verdadeira causa do aumento da despesa pública. Em vez disso temos que apostar com determinação na interoperabilidade, na partilha, na reutilização, na transparência, na rapidez e no rigor.
Temos que tirar partido das excelentes infraestruturas tecnológicas de que Portugal já dispõe, nomeadamente as plataformas de interoperabilidade, a federação de identidades através do Cartão do Cidadão, a partilha de repositórios sobre pessoas, empresas, território, veículos, entre outros, acabando com certidões e comprovantes inúteis e substituindo-as por troca automática de web services entre os vários sistemas do Estado.
Temos de nos focar no encadeamento, na aceleração e na sincronização dos processos orientados aos vários públicos e aos seus eventos de vida, criando uma verdadeira administração pública “em tempo real”.
Temos de nos ver livres de dirigentes e políticos que se recusem a cooperar, a partilhar e a integrar cadeias de valor para a melhoria do funcionamento do Estado e que por isso impedem o desenvolvimento do país. É urgente concentrarmo-nos naquilo que é essencial e básico e descartarmo-nos de tudo e todos que bloqueiem esta transformação.
“Em tempo de crise é um crime não cooperar”!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Fórum Hospital do Futuro abre candidaturas

O Fórum Hospital do Futuro está a aceitar candidaturas para os Prémios Hospital do Futuro até ao próximo dia 13 de setembro. Esta é a 9ª edição de um evento resultante da organização conjunta do Hospital do Futuro e da SInASE, com o apoio da APDSI.

O prémio Hospital do Futuro tem por objetivo destacar e galardoar as pessoas e instituções que mais contribuíram para o desenvolvimento nas Organizações da Saúde em Portugal ao longo do ano de 2012, nomeadamente na promoção e dinamização de projetos de utilidade pública, no âmbito da sua contribuição para o combate à doença, promoção da saúde e para a aplicação das novas tecnologias de informação na saúde.


Legenda: Ministro da Saúde, Paulo Macedo, na cerimónia de entrega de prémios do ano passado

Com um percurso de 45 anos, a SInASE está envolvida em diversos eventos realizados em Portugal e Angola. O júri vai selecionar os vencedores no mês de outubro e a cerimónia de entrega dos Prémios vai decorrer em novembro de 2013.

O regulamento para a candidatura aos Prémios Hospital do Futuro pode ser consultado aqui enquanto o formulário de candidatura pode ser descarregado neste link.

Compõem os "Prémios Hospital do Futuro 2012/2013" as seguintes categorias:

Acessibilidade - melhor iniciativa na área da Acessibilidade e Atendimento nos serviços de saúde, em todos os setores (público, privado e social), com o objetivo de melhorar a acessibilidade dos cidadãos e utentes à informação em saúde e aos próprios serviços de saúde.

e-Saúde - melhor projeto de Telemedicina ou e-Saúde.

Educação - melhor iniciativa do ensino da Saúde ou na formação dos Recursos Humanos na Saúde.

Gestão & Economia da Saúde - melhor iniciativa na área da Gestão e Economia da Saúde, no sentido de melhorar o desempenho e qualidade dos serviços prestados.

Prevenção da Obesidade - melhor iniciativa no âmbito da prevenção da obesidade, ao nível das Instituições de Saúde e das Autarquias.

Qualidade em Saúde - melhor organização reconhecida oficialmente por entidades competentes pela qualidade dos serviços prestados: Certificação na área da Gestão da Qualidade e Acreditação na área da Gestão da Qualidade e das Competências Técnico-Científicas.

Serviço Social - melhor iniciativa do setor Social de Saúde.

Grande Idade - melhor iniciativa de promoção de envelhecimento activo ou promoção de resposta às suas necessidades.
Pode consultar o resultado da edição do ano passado aqui.