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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

APDSI participou na Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet 2018



“Internet: um jogo de sombras” foi o tema central da edição de 2018 da Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet, que se realizou a 17 de outubro na Universidade de Aveiro, e onde a APDSI marcou presença enquanto uma das entidades organizadoras.

A academia, várias entidades públicas estratégicas e entidades privadas juntaram-se à comunidade técnica da Internet e à sociedade em geral para discutir questões emergentes diretamente relacionadas com a Governação da Internet.

Depois do debate “Que tipo de Internet queremos? Governação e políticas públicas da Internet nos contextos nacional e global”, os participantes dividiram-se entre a sessão dedicada à “Inteligência Artificial e Big data”, moderado por Miguel Brito Campos, da APDSI, e o debate sobre “Segurança no Ciberespaço: O dilema entre a privacidade do indivíduo e a segurança do Estado”. Ernesto Costa, da Universidade de Coimbra, foi o keynote speaker deste painel, para o qual deixou a mensagem que, os mecanismos de inteligência artificial que foram acrescentados aos computadores, têm tanto de positivo quanto de perigoso.

As fake news, a tecnologia Blockchain e a “Governação, confiança, privacidade e desafios na era do IoT” foram os temas em destaque da parte da tarde. As notícias falsas e boatos sempre existiram mas a sua propagação pelos mais variados media tem levantado questões sobre o atual papel do jornalista, sendo necessário criar soluções adaptadas a um ecossistema mediático universal e instantâneo.

Os resultados produzidos pelo evento, organizado pela FCT em parceria com a ANACOM, DNS.pt, IAPMEI, Internet Society e a APDSI, serão enviados ao Internet Governance Forum – IGF para elaboração do habitual relatório anual.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Telemóvel ultrapassa o computador para os portugueses usarem Internet


O smartphone tornou-se no meio mais utilizado pelos portugueses para aceder à Internet, destronando o computador pessoal (PC). Este é o resultado do mais recente Bareme Internet, estudo efetuado pela Marktest sobre os hábitos de consumo dos cibernautas.

"Pela primeira vez a utilização da Internet via telemóvel (57,9%) ultrapassou a utilização por PC (55,2%), confirmando a tendência de aumento de quota dos utilizadores destes dispositivos", lê-se nas conclusões do estudo efetuado com base num inquérito a mais de seis mil utilizadores. A evolução dos resultados deste estudo mostra bem como o acesso à Internet através de dispositivos móveis ganhou força ao longo dos últimos anos em Portugal, em linha com a tendência ao nível global.

Os dados do Bareme Internet mostram ainda que 9,3% dos portugueses usam a Internet através da TV e 5,8% pela consola de jogos. "Estes valores evidenciam um maior crescimento em termos absolutos no telemóvel, seguido da TV e da consola, em detrimento do PC e tablet, tendência que se vem configurando nos anos anteriores", refere, também, o estudo.

Em 2010 apenas 10% dos portugueses acediam à Internet através de telemóvel, enquanto no PC a taxa estava próxima dos 60%. A utilização do computador pessoal para aceder à Internet tem vindo a descer de forma ligeira desde 2012, enquanto através de telemóvel tem vindo a crescer de forma acentuada. Quanto aos tablets, a taxa de utilização para aceder à Internet cresceu até próximo dos 30% em 2016, tendo vindo a recuar nos últimos anos até aos actuais 19,1%.

A utilização da Internet pelos portugueses tem também vindo a aumentar, atingindo o seu pico mais alto este ano (70,9%) ou cerca de seis milhões de utilizadores.


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Millennials vão ser ultrapassados pela Geração Z já em 2019



Em 2019, a Geração Z deverá ultrapassar a Geração Y (millennials) em percentagem da população mundial. A estimativa foi feita pela Bloomberg.

A Geração Z é composta por indivíduos que nasceram a partir de 2001 e nunca conheceram o mundo sem internet. Estes indivíduos atingem a maioridade no ano que vem e, com ela, o direito ao voto a par de liberdade no consumo.

Segundo a análise da agência, em 2019, cerca de 32% da população mundial será composta por pessoas da Geração Z, percentagem que compara com a quota de 31,5% dos millennials.

A Bloomberg cita um estudo da EY que indica que, enquanto a Geração Y (millennials) é tendencialmente mais egocêntrica, as pessoas da Geração Z são mais autoconscientes e capazes de indicar com grande rapidez o lhes é relevante ou não.

A notícia está a ser encarada com particular otimismo pelas empresas de tecnologia e da nova economia da partilha, assim como para os fabricantes de gadgets, empresas de entregas de encomendas e outros players do mercado do comércio eletrónico.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Portal da Queixa recebeu 80.939 reclamações em 2017



Aquela que é considerada a maior rede social de consumidores de Portugal registou um aumento de 85% face a 2016 e, no ano passado, recebeu 80.939 reclamações. Os números foram divulgados em comunicado enviado à imprensa.

O número divulgado atesta que os portugueses estão a reclamar mais e que preferem as plataformas digitais na hora de reclamar.

Apesar de não intervir na relação dos consumidores com as marcas, não efetuando qualquer mediação do conflito entre as partes, o Portal da Queixa, enquanto canal de comunicação digital ao serviço do consumo, tem registado a preferência dos consumidores na altura de reclamar.

Em contrapartida, e ainda segundo as informações divulgadas, as associações de consumidores tradicionais assistiram a uma redução do número de consumidores que as procuraram no ano transato, ora porque não conseguem dar resposta em tempo útil, «ora porque têm custos associados e apresentam mecanismos obsoletos». Consequentemente, a convergência na Internet pelo novo consumidor resulta na crescente opção da via online para registar e dirigir as suas reclamações e ganha, cada vez mais, adeptos por ser «mais direta, mais rápida, sem recurso a mediadores ou intermediários e pode ser efetuada em qualquer lugar com acesso à rede».

Na opinião de Pedro Lourenço, CEO & Founder do Portal da Queixa, «as redes sociais e plataformas digitais, assumem-se hoje como ferramentas poderosas ao dispor dos consumidores. Ninguém quer perder tempo a escrever uma reclamação que ninguém lê, nem pagar por um serviço de mediação de conflitos quando os próprios consumidores têm ao seu alcance o poder da partilha de opinião, experiências e conseguem influenciar outros. Aqui, quem perde são as marcas se não optarem por estar onde estão os consumidores».

Os dados recolhidos referentes às reclamações recebidas em 2017, permitiu ainda ao Portal da Queixa traçar um perfil dos consumidores portugueses que reclamaram através da plataforma:
- 54% são homens;
- 54% têm entre os 25 e os 44 anos;
- residem nos principais centros urbanos de Lisboa (30%), Porto (17%) e Setúbal (10%).

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Portugueses recorrem pouco ao banco online



Portugal é o quinto país da União Europeia que menos utiliza a banca online. Os dados foram revelados num estudo do Eurostat.

Em países como a Dinamarca (90%), Holanda (89%), Finlândia (87%), Suécia (86%) ou Estónia (79%), quase toda a população faz uso dos serviços bancários pela internet, sendo que, em 2007, já tinham uma percentagem de utilizadores superior à que Portugal registou no ano passado. Apenas 31% dos portugueses o faz, de acordo com os dados agora divulgados.

O Eurostat indica também que o nível de utilização da banca online tende a aumentar consoante a escolaridade dos indivíduos, com as pessoas com baixo nível de escolaridade a representarem apenas 24% dos utilizadores, valor que chega aos 77% nos indivíduos com elevados níveis de escolaridade.

As estatísticas mostram ainda que o e-banking é mais usado pela faixa etária compreendida entre os 25 e os 34 anos, alcançando 68% de utilização no total da Europa.

A confiança e compromisso nos canais digitais são fundamentais para impulsionar as atuais necessidades dos negócios online, considerou a APDSI em 2014.

sexta-feira, 3 de março de 2017

2016: Portugueses passaram mais de mil milhões de horas na Internet


Os portugueses passaram, em 2016, mais de mil milhões de horas na Internet, ou seja, 98,8% dos portugueses com acesso à Internet ligaram-se à rede no ano passado. Os dados foram agora revelados pela Marktest.

No total, 5,8 milhões de portugueses ligaram-se à rede no ano passado. Cada um terá passado uma média de 216 horas e 20 minutos a navegar, contribuindo para os 1,2 mil milhões de minutos contabilizados em termos globais. Segundo os mesmos dados, ao longo do ano foram visitadas em Portugal 66 mil milhões de páginas de Internet, sendo que cada utilizador contribuiu, em média, com 11.247 páginas vistas para o número total gerado.

Do universo analisado fazem parte utilizadores residentes no continente com idades a partir dos quatro anos.

De recordar que o acesso à Internet em Portugal foi um dos temas abordados na 5.ª edição do Fórum para a Sociedade da Informação - Governação da Internet, co-organizado pela APDSI, ANACOM, "Chapter" ISOC Portugal, DNS.PT, ERC, FCT e IAPMEI.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

UNESCO | «Internet Conference»



«UNESCO will organize an international multistakeholder conference to discuss the first draft of the Comprehensive Study on Internet-related issues. This major global event is expected to attract participants from governments, civil society, academia, private sector, the technical community, inter-governmental and international organizations as well as noted thought leaders, innovators and pioneers in the Internet Governance space.
The conference is part of UNESCO's response in support of the decision taken by its 195 Member States. Through Resolution 52, adopted in 2013 at the 37th session of UNESCO's General Conference, Member States called for a comprehensive and consultative multi-stakeholder study on Internet-related issues within UNESCO's fields of competence.
The study will examine current and emerging inter-related trends, challenges and opportunities around access to information and knowledge, freedom of expression, privacy, and ethical dimensions of the information society. The conference will provide a multistakeholder platform to explore the findings of the study and to develop possible responses and options that could orient UNESCO's future actions.
The broad reflections and recommendations that will emerge from the conference will also inform the work of the 196th session of UNESCO's Executive Board during its April 2015 meetings. The final outcomes of the entire study process will be presented to the 38th session of UNESCO’s General Conference in November 2015.
This UNESCO study, its findings, recommendations and the partnerships mobilized represent an important contribution to the World Summit on the Information Society (WSIS) +10 Review process and the post-2015 international development agenda». Continue a ler.
Entretanto:




domingo, 25 de janeiro de 2015

A Internet Como a Conhecemos Vai Desaparecer



Eric Schmidt no Fórum Económico Mundial,
 em Davos, na Suíça Ruben Sprich/Reuters 
Tirada daqui.

Eric Schmidt, chairman da Google, defendeu  em Davos que a Internet como a conhecemos tende a acabar nos próximos anos.

«No seu lugar surgirá um ecossistema em que tudo está ligado e em que cada dispositivo será cada vez mais inteligente e personalizável. "Vão existir tantos endereços IP, tantos dispositivos, sensores, coisas que vamos vestir e com as quais vamos interagir que nem vamos ter noção disso", defendeu Eric Schmidt quando lhe pediram previsões sobre o futuro da Internet». Continue a ler.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pequeno-Almoço Amor 2.0



Sabe que as redes sociais são uma das principais causas para o fim dos relacionamentos? Sabe que as redes sociais estão a transformar os relacionamentos familiares e de amizade? Até que ponto as redes sociais interferem nos relacionamentos amorosos? Será que podemos falar de invasão de privacidade e ciúmes? Estes serão os temas à volta dos quais vamos tomar o próximo pequeno-almoço 2.0 e contamos consigo!

No próximo dia 27 de junho, entre as 8h00 e as 10h00, a APDSI convida-o a vir tomar o pequeno-almoço em 120 minutos dedicados à reflexão, ao debate descontraído e à apresentação de ideias e sugestões práticas sobre como gerir as suas relações online.

Inscreva-se e venha ter connosco à sede da APDSI, na Rua Alexandre Cabral, nº2 - Loja A, em Telheiras, Lisboa, para o ajudarmos a descobrir:

1 - Como as redes sociais podem alterar a maneira de socializar;
2 - O impacto das redes sociais nas relações familiares, amorosas e de amizade;
3 - Pedidos de amizade vs amizade verdadeira;
4 - Privacidade online: o que expor e o que proteger;
5 - Redes sociais como bilhete de identidade.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e devem ser feitas até ao próximo dia 24 para aqui. A sala é limitada a 20 participantes.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Comunicações podem falhar durante o mundial



O governo brasileiro admitiu que a infraestrutura de Internet que está a ser instalada nos estádios do Mundial de Futebol não vai funcionar nas melhores condições. Segundo as indicações agora tornadas públicas pelo Governo brasileiro, seis dos doze estádios de futebol que vão receber o campeonato do mundo, já a partir de 12 de julho, não vão ter a insfraestrutura informática devida.

O aviso já tinha sido dado pelo sindicato que representa os operadores de telecomunicações, que justifica a falha com a falta de tempo para garantir comunicações de dados dentro dos estádios durante os jogos. 

O problema resulta de atrasos na negociação das condições comerciais da instalação e exploração dessa infraestrutura, entre os administradores dos estádios e os operadores de telecomunicações, como relata o International Data Group. Contudo, a outra metade dos estádios já tem rede Wi-Fi instalada.

Um dos estádios onde as comunicações não devem funcionar bem é o Arena Corinthians, em São Paulo, que abre a competição. 

De recordar que os problemas com as comunicações móveis dentro dos estádios também se verificou na edição do ano passado da Taça das Confederações.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Internet depois de 2015


O futuro da Internet está a ser discutido depois do Governo dos Estados Unidos ter anunciado a sua saída da administração do ICANN - a Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números.

O contrato entre a National Telecommunications and Information Administration (NTIA) norte-americana e a entidade responsável pelo funcionamento do sistema de endereços da Internet termina em 2015 e não será renovado, o que abre espaço para a globalização da gestão da Internet.

Com a saída da agência norte-americana, o ICANN continua a gerir os nomes, domínios e endereços da Internet mas sem a influência do governo dos Estados Unidos. Contudo, uma das condições já impostas é precisamente que não fique sob influência de nenhuma organização governamental. 

O ICANN, que já começou a discutir o processo de transição, anunciou que vai desenvolver um novo modelo de governação, convidando todas as partes interessadas, incluindo países e empresas, a participarem nesta nova fase.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

33% dos portugueses nunca usou Internet


Um terço dos portugueses (33%) nunca usou Internet. Estes são dados de um inquérito do Eurostat, apresentado esta semana em Bruxelas, na Bélgica. Este é o terceiro valor mais elevado da União Europeia, apenas atrás de cipriotas e polacos (32% em ambos os casos).

O inquérito do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia sobre a utilização de Internet na UE em 2013 revela ainda que apenas 62% dos lares em Portugal possuem ligação à Internet, o quarto valor mais baixo entre os 28 Estados-membros, onde a média atinge os 79%.

Quanto à frequência do recurso à Internet, 48% dos portugueses inquiridos indicaram que a usam diariamente, também neste caso um dos valores mais baixos da UE, onde, em média, 62% dos cidadãos "navegam" todos os dias na Internet.

Um em cada 10 portugueses acede à Internet pelo menos uma vez por semana, mas não diariamente, enquanto 33% nunca usaram a Internet, sendo que a média comunitária é de 21%.
Já quanto ao recurso à Internet para interagir com autoridades públicas, o valor de Portugal, de 38%, está muito próximo da média da UE, de 41%. A maioria (69%) só o faz para entregar a declaração de impostos.

Fonte: Agência Lusa

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Conferência: Privacidade, Inovação e Internet - vídeo

A APDSI  realizou, a 22 de maio de 2013, uma  conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet".


O engenheiro José Gomes Almeida, coordenador da conferência e membro da direção da APDSI, começou por contextualizar o significado atual de privacidade, dando como exemplo os mapas que existem online com vistas de ruas, ou do Facebook que mostra a nossa história de vida, recordando que  já em 2009 a APDSI tinha organizado uma conferência dedicada às "TIC para um mundo mais seguro".

No Youtube, cujo link encontra na imagem acima, pode ver a versão sintetizada da conferência.

terça-feira, 4 de junho de 2013

APDSI promoveu conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet"


A APDSI elaborou um relatório sobre a conferência "Privacidade, Inovação e Internet", que decorreu no passado dia 22 de maio, e já está disponível no nosso sítio na web.

A conferência assentou num conjunto de tópicos de reflexão. Foram eles: A realidade que atualmente vivemos nada ter a ver com aquela para a qual a legislação sobre privacidade fora aprovada em 1995; as novas tecnologias e, especialmente, a Internet, estarem a possibilitar aos utilizadores a capacidade de fazerem ouvir as suas vozes, permitindo um maior acesso à informação, o que diminuiu custos e melhorou oportunidades de negócio; a redefinição a que as novas tecnologias têm obrigado de como, onde e que dados são recolhidos e usados, já que a inovação é algo que levanta questões fundamentais para os Governos; a existência de um claro consenso sobre a necessidade de se melhorar as regras de privacidade para proteger mais eficazmente os utilizadores, de forma a adaptá-las face ao crescimento da utilização das novas tecnologias, e a necessidade de se tomar uma posição equilibrada para assegurar as duas premissas: inovação e proteção dos direitos.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Conferência: Privacidade, Inovação e Internet



A APDSI vai realizar uma conferência sobre "Privacidade, Inovação e Internet", na qual estas questões serão abordadas a partir de  diferentes perspetivas de análise.

O encontro, que decorre sob coordenação do Eng.º José Gomes Almeida, vai ter lugar a 22 de maio de 2013, na sala 2 da Culturgest (Rua Arco do Cego, 1000-300 Lisboa). A inscrição na conferência é gratuita mas obrigatória através do e-mail secretariado@apdsi.pt.

O debate público sobre a privacidade na Internet está a instalar-se num novo patamar, no qual os alvos se encontram tanto no terreno técnico, como no jurídico, como no dos valores culturais e comportamentais. Isto acontece, sobretudo, porque aumentou a consciência de cidadãos e organizações relativamente aos riscos a que estão expostos os seus valores. Esses valores estão associados à segurança e à estabilidade.

Não há dúvida que é importante discutirem-se as implicações individuais e também as implicações coletivas das mudanças que estão a acontecer neste domínio na Europa e no Mundo. Neste sentido, é importante que se perceba como conjugar a proteção da privacidade com a adaptação aos desafios das novas tecnologias, num contexto em que é igualmente necessária a adoção de medidas para estimular e promover a economia.

Além destes aspetos, o fato de o quadro regulatório nacional mais diretamente relacionado com o tema ter mudado, em resultado da transposição de diretiva da Comissão Europeia sobre ePrivacy (cuja discussão pública foi tímida e insuficientemente promovida pelas entidades públicas), torna oportuna a realização de um fórum com o objetivo de analisar a relação entre privacidade, o direito, a sociedade e a Internet.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Internet fez 20 anos



O primeiro site da World Wide Web voltou ao ativo no endereço original, para celebrar os 20 anos da Web.

Foi a 30 de abril de 1993 que o CERN, o mesmo grupo de investigação responsável pela recente descoberta do Bosão de Higgs, decidiu tornar domínio público as tecnologias "escondidas" na World Wide Web, a Internet como ficou conhecida. Sir Tim Berners-Lee decidiu não só levar a tecnologia a público como também torná-la livre de royalties, o que faciltou o seu assombrosamente rápido crescimento.

Para celebrar a data, a equipa do CERN lançou um sítio na web com a história da rede das redes. Os profissionais envolvidos pretendem recolher e preservar todos os bens digitais associados à criação da Web e tornar este espaço um repositório de informações para as gerações futuras.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dia Europeu da Proteção de Dados



Nesta segunda-feira, 28 de janeiro, assinalou-se, pelo sétimo ano consecutivo, o Dia Europeu da Proteção de Dados, instituído pelo Conselho da Europa.

Para assinalar a ocasião, a Comissão Nacional de Proteção de Dados promoveu na Assembleia da República uma sessão comemorativa, na qual o Prof. Doutor Luís Antunes, deu uma conferência sobre a "Privacidade: um direito individual num mundo digital".

É importante que os cidadãos compreendam que os seus dados são recolhidos e tratados, para que fins isso acontece, e quais são os seus direitos nesse quadro (especialmente quando se trata de dados sensíveis), designadamente na reação ao tratamento ilícito de dados pessoais.

De recordar que em setembro do ano passado a APDSI dedicou um dia a este assunto na conferência "A Privacidade na Internet". Reveja os vídeos e as apresentações resultantes deste encontro disponíveis aqui.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

APDSI apresenta a Internet e as Redes Sociais como formas de potenciar negócios


"Internet, Negócio e Redes Sociais - Um Caminho para a Internacionalização" foi o tema da conferência da APDSI que decorreu no auditório do ISEGI, no Campus de Campolide, da Universidade Nova de Lisboa, a 24 de Maio.


A conferência teve coordenação do Prof. Ramiro Gonçalves e sub-coordenação do Eng. Jorge Pereira. Leia a notícia e veja as apresentações dos oradores já disponíveis no sítio na web da APDSI.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Internet, Negócio e Redes Sociais - Um Caminho para a Internacionalização”


"Internet, Negócio e Redes Sociais - Um Caminho para a Internacionalização” é o tema da próxima conferência da APDSI que se vai realizar a 24 de Maio, entre as 9h30 e as 18h00, no auditório do ISEGI, no Campus de Campolide, da Universidade Nova de Lisboa.

A conferência tem coordenação do Prof. Ramiro Gonçalves (na foto) e sub-coordenação do Eng. Jorge Pereira.

Saiba mais no sítio na web da APDSI.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Net Neutrality - Neutralidade da Internet: Problemática, estado da arte em Portugal

A ISOC Portugal e a APDSI vão organizar um evento destinado a discutir o tema "Net Neutrality - Neutralidade da Internet: Problemática, estado da arte em Portugal". O encontro realiza-se no próximo dia 30 de Novembro, entre as 9h30 e as 18h00, no Hotel Villa Rica, em Lisboa. O objectivo é envolver a sociedade civil, as empresas e os agentes políticos.

Esta problemática da Net Neutrality tem um enquadramento: Toda a informação trocada através da Internet é convertida em sequências de pacotes que são enviadas de uma origem a um destino.
Na génese da invenção da Internet está o facto desta ser uma rede baseada na transferência de pacotes (packets, datagramas) de um ponto da rede até outro segundo uma filosofia de best-effort, isto é, a rede procura transportar um pacote de uma origem a um destino mas sem garantia desta entrega. Ao longo dos anos foram desenvolvidas outras tecnologias de comunicações, como as definidas pelo modelo de referência OSI ou o ATM, que tiveram menos sucesso e alguns já desapareceram, por seguirem abordagens em que a rede procurava garantir a entrega de todos os pacotes ou procurava criar níveis de serviço para diferentes aplicações e/ou clientes.

De modo resumido a Internet é uma rede com uma enorme eficiência de transporte de informação de uma origem a um destino, por ser uma rede que faz processamento mínimo dos fluxos de informação que a atravessam. Além disso é uma rede com uma arquitectura muito distribuída e resiliente.

Nos últimos anos algumas entidades no mundo das comunicações voltaram a insistir numa abordagem em que "a rede" deveria ser alterada para garantir qualidade de serviço a alguns tipos de clientes, com maiores exigências de entrega da informação de uma origem para um destino e dispostos a pagar tarifas mais elevadas para este efeito. Esta abordagem altera a filosofia em que assentou a criação da Internet baseada, como se disse, no tratamento de pacotes independentemente do seu conteúdo, e privilegiando o tráfego de certas origens para certos destinos.

Um factor de preocupação de muitos reside no facto que uma Internet que deixe de ser neutra em relação ao tipo de tráfego que transporta, possa dar início a uma transformação da rede marcada por: filtragem de tráfego que não interessa a alguns operadores da rede (como VoIP), filtragem de tráfego de alguns tipos de conteúdo com base em critérios económicos ou políticos obscuros, uma menor capacidade de ligação à Internet de pequenos fornecedores de conteúdos que poderão ser discriminados contribuindo-se para uma menos inovação na Internet, etc. A nível internacional muitos governos, organizações e empresas se têm debruçado sobre a neutralidade da Internet. A questão, na sua vertente mais técnica, tem-se resumido em saber qual o modo como a Internet deve tratar os pacotes: de modo neutro ou de modo diferenciado. Esta matéria passou desde há muito da pura discussão técnica para a análise do respectivo impacto a nível social, económico, regulatório e legal. A OCDE, no "Communiqué on Principles for Internet Policy-Making", que resultou da conferência de Paris em Junho, defende que devem haver normas de responsabilização do sector privado (para os ISP's, por exemplo) tendo em vista a protecção da propriedade intelectual na Internet.