sexta-feira, 22 de novembro de 2013

APDSI apresenta casos de sucesso no cruzamento de Internet com negócio e redes sociais


“Internet, Negócio e Redes Sociais - Financiar, Inovar e Empreender” foi o tema da conferência da APDSI que decorreu no auditório do ISEGI - Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação, no Campus de Campolide, da Universidade Nova de Lisboa, a 21 de novembro.

 Pedro Coelho, diretor do ISEGI, começou por «testemunhar a enorme relevância social das atividades do Grupo de Negócio Eletrónico da APDSI», lembrando que o negócio eletrónico está no centro da atividade da instituição onde inovação e empreendedorismo são duas características que, inevitavelmente, lhe estão associadas.

 No atual contexto em que as Tecnologias de Informação e Comunicação se perspetivam como o futuro incontornável para múltiplos ramos de negócio, a APDSI entende, através do seu Grupo de Negócio Eletrónico (GNE), que as oportunidades de negócio no ambiente digital são muitas e estão ainda por explorar.

 Ramiro Gonçalves, o coordenador da conferência, abordou as perspetivas e os desafios que se colocam, neste momento, ao negócio eletrónico. Na conferência, começou por esclarecer que comércio eletrónico é uma forma de negócio eletrónico: «As duas expressões não são sinónimos. A maior parte das empresas ainda não percebe nem tira partido da customização. Cada pessoa é única e tem características únicas e esse aspeto deveria ser melhor aproveitado».

 Portugal tem aproximadamente sete milhões de utilizadores de Internet, um dos melhores indicadores de desenvolvimento, numa tendência de aumento deste número, mas não parece, nas palavras do professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - UTAD, aproveitar bem esta facilidade de acesso à Internet: «Temos acesso mas não tiramos o melhor partido disso. Grande parte das pessoas com acesso à Internet móvel só consulta o e-mail e as redes sociais. Este indicador é penalizador. Quando se fala de comércio electrónico, Portugal tem uma das piores taxas de utilização. Há ainda um longo caminho a percorrer até nos aproximarmos dos números do norte da Europa». Uma percentagem que contrasta com a de portugueses que acedem à rede, é a de que em Portugal só 60% das empresas com mais de 10 trabalhadores tem um site e só 35% tem presença nas redes sociais.

 A customização do ambiente online e a segurança no momento da compra foram indicadas como as áreas a melhorar por parte das empresas que já têm presença no mundo digital mas, ainda assim, têm dificuldade em cativar clientes.

“Um Caminho para a Acessibilidade Web em Portugal” foi apontado por José Martins, também da UTAD, como essencial no garantir da existência de condições físicas para a criação de interfaces que possam ser usadas por todos de igual forma - quer haja alguma incapacidade ou deficiência física ou não: «Não só é uma questão de ética ou social mas é preciso lembrar que estas pessoas representam dinheiro e valor. 10% da população com alguma deficiência ou incapacidade gera um valor que não deve ser ignorado. O que ainda sai reforçado pelo fato de um sítio web acessível ser mais facilmente indexado e aparecer no topo das pesquisas».

No estudo apresentado por José Martins, que avaliou mil empresas portuguesas, apenas quatro apresentam um nível mínimo de acessibilidade, sendo que a maioria das restantes apresenta falhas de nível A - o nível mais básico para garantir o acesso a um deficiente. A opção de se poder usar o teclado como atalho e o cuidado de o conteúdo não textual ser complementado por um texto alternativo, foram algumas das sugestões apontadas para as empresas terem em linha de conta.

 Jorge Pereira, da Infosistema, baseou a sua apresentação na “Integração da continuidade de negócio na organização”, um tema já abordado por algumas empresas nas quais, segundo os dados da apresentação, «as motivações para a implementação, curiosamente, não se baseiam na exigência normativa mas sim na adoção de melhores práticas de negócio». Reputação da organização e perdas financeiras são os motivos que maior preocupação causam ao setor financeiro português, o que também tem conduzido à promoção de um trabalho de gestão da continuidade do negócio.

 No entender de Manuel Au-Yong Oliveira, do INESC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto, a adversidade no ambiente das redes sociais estimula a criatividade: «O contraste de opiniões alimenta a criatividade. Mas a qualidade de conteúdos e serviços e a qualidade técnica, aliados à exatidão da informação, são outros dois aspetos que não podem falhar na elaboração de um conteúdo online de qualidade».

 Naturalmente que todos estes aspetos positivos só poderão contribuir para alavancar um serviço se estiverem conjugados com a inovação, a característica que mais saiu reforçada da apresentação de Guilherme Vitorino, do ISEGI. «Quem faz inovação nas empresas são as pessoas que estão no terreno e não os consultores. O design thinking é o acreditar que podemos fazer a diferença através de um processo intencional para chegar a novas e relevantes soluções com um impacto positivo. Confiança criativa também é necessária no processo», reforçou o professor. 


 O impacto da usabilidade nos lucros das empresas foi o alvo da apresentação de Bruno Figueiredo, da Ideias e Imagens, que surpreendeu a plateia ao revelar que 60 a 70 % dos carrinhos de compras online são abandonados na fase final. E porque é que isto acontece? «As pessoas talvez não tenham toda a informação necessária consigo naquele momento, como acontece quando os formulários são complexos e pedem muitos números, ou não têm informação clara sobre o custo final do produto. Muitos registos prévios também são extremamente complicados ou não usam a linguagem mais adequada», explicou Bruno Figueiredo.

 Outro exemplo de boas práticas no e-commerce integrado no painel "Internet, Negócio e Redes Sociais - Casos de Sucesso" foi trazido por Fernando Resina da Silva, da VdA Advogados, e por André Ribeirinho do inovador site Adegga. Quase a finalizar foi apresentado um exemplo de modelo de negócio de comércio eletrónico Business to Consumer, Business to Business e Central de Reservas de Turismo Rural (a explorar). A Ruralnet é o resultado de um projeto de empreendedorismo de Manuel Lobo.

 Sensibilizar empresas e sociedade a aderirem, com confiança, ao negócio online, tirando cada vez mais partido das múltiplas valências dos negócios digitais, são alguns dos objetivos do GNE da APDSI, liderado por Ramiro Gonçalves.

95% das lojas aderentes ao Dia das Compras na Net ganharam novos clientes


Entre os 120 sites e lojas que participaram no Dia das Compras na Net, 88% aumentaram o seu volume de vendas, em comparação com um dia de vendas tradicional, e 95% diz ter angariado novos clientes. Os dados são avançados num relatório da ACEPI - Associação do Comércio Eletrónico e Publicidade Interativa, a entidade organizadora da iniciativa.

Entre os sites que aumentaram o seu volume de vendas, em 15% dos casos o negócio cresceu 20% ou mais.

Tal como no ano anterior, o Facebook foi a plataforma de acesso privilegiada pela ACEPI para divulgar e promover o Dia das Compras na Net, sendo que este ano a ação registou 10.000 novos likes e foram gerados pelos parceiros 13.000 cliques.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Espanha vai liderar crescimento do comércio eletrónico na Europa


O presidente do grupo espanhol de trading Advice and General Representation, Matthew Blay, acredita que Espanha vai liderar o crescimento de 18%, em termos absolutos, de comércio eletrónico na União Europeia até 2017, seguida da Itália e do Reino Unido.

Neste contexto, Blay referiu que o crescimento do e-commerce vai atingir uma média de 11% na União Europeia.

No que se refere a Espanha em concreto, Matthew Blay observou que 57% dos espanhóis se torna mais fiel a uma determinada marca se lhe enviar ofertas exclusivas ao minuto no telemóvel. Esta percentagem aumenta para os 71% quando se refere a espanhóis com idades entre os 25 e os 31 anos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Tomada de Posição da APDSI sobre o Guião com as Orientações para a Reforma do Estado: Um Estado Melhor


A Direção da APDSI, Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, através do seu Grupo de Acompanhamento da Administração Pública, após uma análise à proposta de Guião com as Orientações para a Reforma do Estado, aprovada pelo Governo no Conselho de Ministros de 30 de outubro de 2013, formulou uma Tomada de Posição que pode ler no sítio na web da Associação.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Outras notícias: Comissão Europeia lança Prémio Inovação na Administração Pública


A Comissão Europeia volta a fazer da reforma dos serviços públicos uma das suas principais prioridades económicas. A mais recente prova dessa aposta surgiu com a criação do Public Procurement of Innovation Award, um galardão criado para distinguir práticas de procurement de sucesso na compra de serviços e produtos. 

Podem concorrer ao galardão entidades da Administração Central e da Administração local. O prazo para a participação no concurso termina no dia 31 de março de 2014 e o vencedor será conhecido em maio.

Tomada de Posição da APDSI sobre o Guião para a Reforma do Estado


A Direção da APDSI, Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, nomeadamente através do seu Grupo de Acompanhamento da Administração Pública, após análise da proposta de Guião com as Orientações para a Reforma do Estado (Guião), aprovada pelo Governo no Conselho de Ministros de 30 de Outubro de 2013, formula a seguinte tomada de posição:

1. Tratando-se de um Guião de cariz político e marcadamente condicionado pela atual conjuntura financeira do país, a APDSI abstém-se de avaliar ou comentar as orientações expressas, conducentes à redução do peso do aparelho do Estado na Economia, ao estímulo à concorrência entre o setor público e o setor privado e ao reforço da descentralização e autonomia dos serviços, entre outras perspetivas de futuro. Estranha-se ainda assim que esta orientação política não seja acompanhada por mecanismos de reforço de regulação, de accountability e de salvaguarda da coesão social;

2. Se “reformar é melhorar e mudar de modelo”, não é claro na parte 2 do Guião que a opção digital possa constituir para o governo um instrumento de melhoria funcional e de rutura com o atual modelo do Estado. De igual forma não são claras as prioridades de reengenharia e desmaterialização de processos conducentes a um novo modelo de organização e funcionamento do Estado, baseado na utilização intensiva de tecnologias da informação e comunicação, sem as quais não será possível promover a libertação de recursos humanos, existindo atualmente riscos graves de rutura na prestação dos serviços públicos baseados no uso intensivo do fator humano;

3. Para além de propostas dispersas e pontuais de melhoria, modernização e desmaterialização nalguns dos setores tratados na parte 3 e 4 do Guião, é na parte 4.6 sobre o “Simplex 2” e na parte 4.7 sobre um “Estado pós-burocrático” que surgem algumas orientações políticas no sentido de um “Estado mais simples”, em que deve haver uma opção “digital por regra”, a “massificação do uso dos serviços públicos eletrónicos”, a criação de “interfaces simples, intuitivos e seguros”, o “atendimento digital assistido”, a “digitalização universal dos serviços públicos” e a criação de “um único ponto de acesso”. Falta, no entanto, uma orientação explícita para a viabilização e aceleração de processos interdepartamentais, capazes de satisfazer necessidades básicas e eventos de vida dos cidadãos e agentes económicos, sem a qual estas intenções se tornarão provavelmente vazias e inconsequentes.

4. O que falta explicitamente no Guião:

- Modelo de governação

Instituir um modelo de governação estável e abrangente, indutor de inovação no cumprimento de políticas públicas.

- Orientação aos eventos de vida

Promover a inventariação dos eventos de vida dos diversos públicos e respetivos processos interdepartamentais, identificando fatores de bloqueio à prestação por via eletrónica de serviços mais rápidos, mais económicos, mais transparentes e de melhor qualidade, contribuindo para a abertura e reorientação do Estado para a sociedade;

- Interoperabilidade entre organismos e sistemas

Criar condições e apostar definitivamente na interoperabilidade organizacional, semântica e tecnológica, concertando vontades, promovendo a colaboração entre todos os departamentos do Estado a nível central, regional e local, facilitando a automação e a fluidez dos respetivos processos e viabilizando reduções estruturais de custos com melhoria da qualidade.

- Eliminação de certidões e comprovantes

Promover a criação de repositórios e cadastros únicos e fiáveis sobre pessoas, empresas, território, veículos e outras entidades informacionais suscetíveis de ser partilhadas e reutilizadas para a prestação mais rápida, económica e transparente dos serviços públicos eletrónicos e a consequente eliminação progressiva de certidões e comprovantes que atualmente são exigidas aos cidadãos e agentes económicos.

- Proteção da informação e da privacidade de cidadãos e organizações

Promover a adoção e o cumprimento efetivo de práticas destinadas a assegurar elevados níveis de confiabilidade aos sistemas e aos processos operacionais do Estado.

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Lisboa, 13 de Novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Estudo: Interoperabilidade na Saúde - onde estamos?


A APDSI vai apresentar publicamente o estudo “Interoperabilidade na Saúde - onde estamos”, no próximo dia 26 de novembro, às 11h00, no Auditório da Escola Nacional de Saúde Pública - UNL, na Av. Padre Cruz, sob a coordenação do Dr. Fernando Rodrigues.

A existência de uma grande diversidade conceptual, plataformas de hardware e software distintas, procura e comunicação de informações clínicas e administrativas em tempo real e a viabilização do uso de sistemas de apoio à decisão cada vez mais sofisticados, obriga a uma integração comunicacional sistémica, contínua, progressiva e segura.

A complexidade que deriva dos vários agentes de saúde, incluindo hospitais, centros de saúde, laboratórios, ordens profissionais, seguradoras, sistemas de pagamento e associações de doentes, torna evidente a necessidade de garantir uma fluidez de informação - necessária e suficiente - entre todos os processos das diversas redes (nos seus diversos níveis de agregação de informação) em atividade e seus respetivos cruzamentos.

Foi a pensar na conjugação de todos estes aspetos que a APDSI se propôs estimular este estudo, convidando os associados e as personalidades e instituições relevantes na área, numa troca de conhecimentos sobre o momento que se vive em matéria de interoperabilidade na saúde.

A conferência decorre entre as 11h00 e as 13h00. A inscrição é gratuita mas obrigatória para secretariado@apdsi.pt.