quarta-feira, 22 de junho de 2016

OOZ Labs voltam a marcar presença na Maker Faire Lisboa


Quem é adepto do movimento maker certamente já ouviu falar deles. Quem ainda não se iniciou nestas lides tem este ano uma nova oportunidade de o fazer e ver o que andaram a preparar os membros do laboratório One Over Zero.

Depois de se terem estreado com quadcopters e de, no ano passado, terem oferecido aos visitantes a oportunidade de simular uma missão em Marte a bordo do divertido Mars Rover, este ano o OOZ Labs apresenta o projeto SparroWatch. A criação consiste numa rede de casas para pássaros, munidas de componentes de eletrónica, que permitem a deteção precoce de incêndios florestais. Os ninhos contêm um sensor de temperatura e humidade e ligação wi-fi, como a que temos nos nossos telefones e tablets. «A ideia é nós termos uma rede espalhada num espaço aberto em que pelo menos um dos nós consegue ter contacto com um ponto de acesso comum para fazer transmissão de dados que venham da rede», explica Luís Correia, um dos mentores do projeto.

A comunicação é feita através de uma rede wireless em malha (mesh network), sendo cada ninho um nó. Tudo isto funciona através de pequenas placas solares que alimentam baterias de portáteis usadas e garantem o funcionamento dos sensores e da comunicação. Na feira das invenções, criatividade e desenvoltura, que decorre nos próximos dias 25 e 26 de junho, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, o OOZ Labs vai apresentar três casinhas para pássaros, como descreve Luís Correia: «Cada casinha vai ter uma ou duas baterias que vão ter capacidade de a alimentar durante algum tempo, depende de como o sol vai conseguir embater no painel solar».

Se era possível pôr este invento a funcionar sem ninhos? Sim. Mas não era a mesma coisa. «Se esquecermos o passarinho, torna-se mais simples, porque podemos pendurar isto no topo de uma árvore ou dos postes de madeira que ainda existem para comunicações. Mas os ninhos têm a vantagem de apoiar a nidificação e observação de animais e é um atrativo para as crianças», acrescentou Luís Correia.

No SparroWatch colaboraram o próprio Luís Correia e Nuno Correia na feitura das casinhas, na parte do software, a partir de Inglaterra, esteve o João Neves, Bruno Amaral assegurou o dashboard (controlo), e Basílio Vieira ficou encarregue da comunicação.

A Maker Faire Lisboa é uma iniciativa da Bright Pixel em colaboração com a Câmara de Lisboa, o Pavilhão do Conhecimento e a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Pelo terceiro ano a Maker Faire tem entrada livre, pelo que todos podem ver os fazedores (makers), bem como as suas invenções.

terça-feira, 21 de junho de 2016

APDSI apresenta condolências pelo falecimento de João Matias



João Matias, conhecido gestor da área de Tecnologias de Informação, faleceu no domingo, dia 19, em Cascais.

Em 2006 João Matias começou a gerir a ITDS, uma empresa nacional de desenvolvimento de software customizado.

João Matias já tinha dirigido a subsidiária portuguesa da Informix entre 1993 e 1996. Nos nove anos seguintes foi Diretor-Geral da Oracle Portugal.

O velório acontece nesta quarta-feira, dia 22, na igreja dos Salesianos, no Estoril, e o funeral vai realizar-se na quinta-feira, às 10h30.

Sendo sócio da APDSI, o valor que João Matias trouxe à Sociedade da Informação em Portugal é evidente para todos, desde os seus colaboradores e colegas até à  sociedade civil em geral, pelo que a APDSI apresenta as suas condolências e reconhecimento pela sua contribuição para a Sociedade da Informação em Portugal.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Debate sobre o Futuro: O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030



A APDSI vai realizar, a 27 de junho de 2016, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, um debate sobre o futuro, intitulado "O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030", sob coordenação de Francisco Matos Tomé e José Gomes Almeida, da direção da APDSI.

Diariamente apercebemo-nos de que vivemos uma época de profundas e rápidas mudanças sejam elas de natureza tecnológica, social, económica, política ou cultural.

A APDSI considerou necessário promover um grupo permanente (GFSI) capaz de desenvolver reflexões e pensamento estratégico sobre o futuro da Sociedade da Informação (SI), antecipar mudanças, "desenhar" cenários de futuros alternativos no domínio da SI e de se constituir como um espaço de aprendizagem coletiva ajudando a APDSI a preparar as suas tomadas de posição e a melhorar a sua capacidade de influenciar as políticas futuras no domínio da SI.

Partindo do passado e do presente importa analisar-se tendências, novas ideias, acontecimentos expectáveis - disruptivos ou não - e fontes de informação relevantes capazes de gerar matéria-prima para a configuração de cenários futuros da SI.

O Cenário de Aprofundamento para o horizonte de 2030 que será apresentado baseia-se no pressuposto da aceleração da difusão das tecnologias de informação e das comunicações por todos os setores da atividade humana, constituindo a SI o principal motor da Sociedade em geral. Com este trabalho pretende-se que o tema possa ser discutido por todas as comunidades que se interessem pelo futuro da sua região, do país e do mundo em geral. O trabalho que serve de ponto de partida para o debate do próximo dia 27 resultou da convergência de conhecimentos e experiência dos membros do GFSI e da análise e sumarização de inúmeros trabalhos disponíveis neste domínio.

INSCRIÇÕES

A participação na conferência é gratuita mas está sujeita a inscrição prévia aqui. As inscrições ficarão condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório.

Veja o programa completo aqui.


terça-feira, 14 de junho de 2016

Workshop "UE- América Latina: Desafios na Área da Inovação e da Tecnologia"



A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa organiza, no próximo dia 21, entre as 14h00 e as 17h30, em colaboração com a Eurochambres - Associação de Câmaras de Comércio e Indústria Europeias, o workshop "UE- América Latina: Desafios na Área da Inovação e da Tecnologia", para dar a conhecer as oportunidades de cooperação tecnológica e de desenvolvimento de negócios na América Latina.

No âmbito do programa do workshop, que se realiza nas instalações da CCIP nas rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, vão ser apresentados dois programas co-financiados pela Comissão Europeia. O ELANNETWORK visa apoiar e diversificar a presença das PMEs na América Latina (Brasil, Peru, Colômbia, Argentina, Costa Rica, Chile e México) mediante a gestão de oportunidades de negocio baseadas em tecnologia entre PMEs da América Latina e União Europeia e o LATIN AMERICA IPR SME HELPDESK presta serviços de apoio em matéria de direitos de propriedade intelectual, para o desenvolvimento de projetos inovadores na América Latina. Estes programas têm como objetivo apoiar parcerias para o desenvolvimento de projetos inovadores entre empresas e organizações de apoio à internacionalização e de I&D, da União Europeia e da América Latina.


As inscrições podem ser feitas aqui.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Pós-graduação em IT Management arranca no Porto


Arrancam hoje as candidaturas à pós-graduação em IT Management (PGITM), da Porto Business School (PBS). O prazo para as inscrições termina a 15 de julho, sendo que a pós-graduação decorre de setembro de 2016 a junho de 2017.

A apresentação do curso está integrada no Open Day / Spring Edition da Porto Business School.
A pós-graduação tem por objetivo dotar os profissionais com o que existe de mais atual na área da gestão e das TI, permitindo o alinhamento dos objetivos de TI com a estratégia do negócio, contribuindo para melhorar a performance da organização e consequentemente, os seus resultados.

As competências adquiridas pelos participantes da PGGSI vão permitir-lhes liderar o processo de transformação digital das suas organizações, através da utilização inovadora das TI e dos conhecimentos e técnicas de gestão mais atuais.

O corpo docente é constituído por profissionais com uma larga experiência em vários domínios das TI e por académicos especialistas em diferentes áreas do conhecimento. Além deste equilíbrio na docência entre o meio empresarial e o meio académico é também fator distintivo a abordagem adotada nas matérias lecionadas das TI e da gestão, considerando que as TI são hoje o próprio negócio. A Pós-Graduação conta também com o apoio de várias associações e empresas estando previsto um conjunto de iniciativas (seminários, visitas, workshops, etc.) em complemento à experiência letiva.

O curso destina-se a profissionais com formação nas áreas de Informática, Engenharia, Economia e Gestão ou noutras áreas afins exercendo, em particular, as seguintes funções:
- Quadros médios e superiores de empresas de pequena, média ou grande dimensão relacionados com a área das TI;
- Responsáveis pelos departamentos de TI que pretendam adquirir conhecimentos de gestão;
- Membros dos órgãos de gestão de topo responsáveis pela área das TI que sintam necessidade de adquirir ou atualizar os seus conhecimentos.

Esta Pós-Graduação tem por objetivos dotar os participantes:
- De competências e conhecimentos atualizados na área de Gestão e Tecnologias de Informação;
- De uma visão holística da organização alinhando os Sistemas de Informação com os objetivos do negócio, contribuindo para a transformação digital das suas organizações;
- De capacidades de análise de problemas e de conhecimento das técnicas mais adequadas para a seleção e implementação das melhores soluções;
- De uma valorização profissional que lhes permita abrir novos horizontes e progredir na sua carreira.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Indústria 4.0 - de careless whisper a wireless whisper


Depois de muito se ter falado e especulado sobre a Indústria 2.0, que apontava um caminho no qual o cliente era o centro de todas as atenções e onde as apps eram o pináculo de soluções de vida feitas à medida, a indústria 4.0, já considerada também a 4.ª revolução industrial, executada e gerida por sistemas ciber-físicos, é a que os especialistas admitem já estar a acontecer há cerca de cinco anos (o termo surgiu em 2011 no decorrer da feira de Hannover, a maior feira mundial de indústria) e que prevêem vir a efetivar-se nos próximos três a cinco anos. Robôs autónomos e realidade aumentada já começam a ser parte do nosso dia-a-dia, enquanto a big data e a integração de sistemas, servirão de base à Internet das coisas e Internet dos serviços que se desenvolve a passos largos. Na Indústria 4.0 a linha que separa humano de computador é cada vez mais ténue.

O armazenamento na "nuvem" será a solução para uma produção, armazenamento e distribuição mais inteligentes, rápidas e económicas. Se, por um lado, na indústria 4.0 se a produção é mais massificada e rápida, por outro, a consequência final dessa produção pode ser cada vez mais personalizada e adaptada a necessidades específicas. Este resultado é conseguido através de uma crescente aposta na informação e comunicação interna que permitem também antecipar problemas e eventuais disrupções no produto em linha de montagem num estágio muito inicial. A conversão de dados armazenados de forma bruta e avulsa em informação útil é um dos primeiros passos para se rumar à Indústria 4.0. O trabalho remoto é uma realidade, para quem tem como responsabilidade assegurar a devida distribuição da informação, garantindo o acesso seguro a máquinas e a sistemas a partir de qualquer ponto do planeta e a partir de qualquer dispositivo móvel.

A tecnologia RFID (radio frequency identification) torna-se rotineira no processo de identificação e armazenamento de informação como há já muito tempo acontece, por exemplo, em áreas como a biologia e a zoologia com transponders colocados nos animais permitindo a captação de informações precisas e fiáveis sobre os seus hábitos de vida. No futuro, a RFID pode levar, por exemplo, a que no preciso instante em que o seu filho deixa cair o telemóvel na banheira, o mesmo envie um "recado" à fábrica que produzirá, de imediato, um outro telemóvel com características iguais ao que acabou de se "afundar".

Na Indústria 4.0, quando um determinado produto está em linha de montagem, pode ter inúmeras variações (cor, tamanho, peso, etc.) sendo possível, nesta nova geração de produção, a máquina responsável pelo seu fabrico informar em qual das variantes está a trabalhar nesse momento, sendo possível, assim, o responsável humano estabelecer a tal customização em larga escala com perdas mínimas de produto e grandes ganhos de tempo.

A integração de todos os dados na "nuvem" permite uma produção mais flexível na medida em que o volume de produção e os consumos de energia estão sempre a ser comunicados em tempo real. No caso de haver uma avaria nalguma das máquinas, as soluções que integram a Indústria 4.0 também não só a detetam imediatamente, como sugerem outras máquinas e métodos disponíveis no momento e os respetivos tempos e volumes de produção estimados nesse método alternativo de produção. De salientar, ainda, a eliminação das linhas de montagem dos controladores humanos de fluxos de trabalho.

Se é verdade que algumas destas tecnologias ainda não estão completamente disponíveis para aplicação imediata, também é verdade que muitas das grandes empresas não estão plenamente conscientes do avanço das novas tecnologias e, seguramente, quando perceberem os elevados níveis de confiança que os métodos da Indústria 4.0 transmitem, aliados a também consideráveis valores de poupança, facilmente optarão por este caminho. A possibilidade de criar pequenas quantidades de produtos altamente personalizados, a um custo tão reduzido como uma produção em massa, era um sonho antigo dos grandes senhores da indústria. Hoje, é um sonho realizado, possível e cada vez mais alcançável.

Vantagens da Indústria 4.0:
- Transparência de dados e facilidade de acesso aos mesmos, inclusivamente em mobile;
- Previne ruturas de stock;
- Pode ser facilmente integrada nos atuais cenários e equipamentos;
- Significativas poupanças de tempo e dinheiro.

Desvantagens da Indústria 4.0:
- Pouco espaço para a criatividade na adversidade e superação de imprevistos;
- Redefinição do papel no Ser Humano no mercado de trabalho e na sociedade em geral;
- As empresas que hoje são as mais poderosas irão continuar a sê-lo na Indústria 4.0, deixando pouca margem ao surgimento de novos players;
- Prejuízo das nações em desenvolvimento.