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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Universidade Nova de Lisboa promove Ciclo de Palestras sobre "Proteção de Dados e Cibersegurança"


Para comemorar a abertura do sítio www.proteccaodedados.pt, a Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa está a realizar um Ciclo de Palestras sobre "Proteção de Dados e Cibersegurança", focando a atenção sobre três recentes normativas da União Europeia nestas matérias.

A segunda palestra, intitulada "Diretiva e-Polícia", realiza-se já amanhã, dia 22 de setembro e a terceira, chamada "Diretiva Cibersegurança - Segurança das Redes e da Informação - Linhas de Força do Futuro Enquadramento Regulatório", realiza-se no dia 29.

A participação em qualquer uma das palestras é gratuita, embora sujeita a inscrição prévia e a confirmação de presença. Todas as palestras serão realizadas no Auditório A da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Campolide), em Lisboa.

O Ciclo de Palestras conta com os apoios da FDUNL - Faculdade de Direito da Unversidade Nova de Lisboa, do CEDIS - Centro de Investigação e Desenvolvimento sobre Direito e Sociedade, e da APCIBER - Associação para a Promoção da Cibersegurança e da Proteção de Dados.

Para informações ou inscrições no Ciclo de Palestras deve enviar um e-mail para secretariado@proteccaodedados.pt.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Conferência "Serviço Público Inteligente" no Youtube

A APDSI realizou a conferência intitulada "Serviço Público Inteligente - Sistemas de Business Intelligence, decidir com base em informação de qualidade". A preleção decorreu no dia 15 de maio de 2013, no Auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa  (Campus de Campolide). Este encontro foi organizado pelo Grupo de Trabalho de Business Intelligence na Administração Pública da APDSI.

Leia a notícia, veja as apresentações e os vídeos já disponíveis, ou a versão resumida já disponível no Youtube.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

APDSI discute aplicabilidade do Business Intelligence na Administração Pública



Na sessão de abertura da conferência "Serviço Público Inteligente", que decorreu na quarta-feira, 15 de maio de 2013, no Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa, o professor José Dias Coelho, presidente da Direção da APDSI, começou por considerar que "é uma grande ousadia falar de serviço público inteligente. O objetivo da conferência é estudar como as ferramentas de Business Intelligence podem contribuir para melhorar o serviço público".

A necessidade de haver independência entre o âmbito político e a gestão da Administração Pública, com maior responsabilização dos gestores e a definição da estratégia de um organismo e da sua implementação, foram apontados como "princípios que marcam a diferença entre o uso das ferramentas de BI e a criação de um sistema de BI", alertou João Catarino Tavares, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) "Business Intelligence" da APDSI.

No entender de João Catarino Tavares, uma democracia mais participada ocorrerá quando o evoluir das questões relacionadas com o Governo e a Administração Pública for divulgado na Internet com acesso disponível a todos os cidadãos. O Biorc (Business Intelligence + Orçamento) foi apontado como um repositório de dados com um conjunto de ferramentas desenvolvidas à medida "onde a informação está integrada e podemos cruzar dados que até hoje estavam estáticos", ressalvou coordenador do GT Business Intelligence da APDSI. O Biorc facilita a elaboração de relatórios dinâmicos com "todo o tipo de análises possíveis e alertas mensais enviados por e-mail que permitem a verificação de um conjunto de dados, o que resulta numa melhoria do sistema de tomada de decisão".

Nesta primeira apresentação percebemos que os recursos humanos são cada vez mais escassos na Administração Pública mas a sua estrutura habilitacional tem vindo a aumentar.

A apresentação de Elsa Cardoso, professora e diretora do Mestrado de Sistemas Integrados de Apoio à Decisão do ISCTE, focou-se nos sistemas de BI voltados para o management para se conseguir perceber as causas de sucesso e insucesso de uma unidade de negócio. Reconhecendo que "é preciso medir para gerir e melhorar, para uma gestão pró-ativa, positiva, que premeia o sucesso e não o desconhecido", a professora sublinhou, ainda, que "há inúmeros dados na fonte da organização que serão integrados num repositório central, o datawarehouse. Mas também é preciso uma camada de exploração de dados que ajuda a perceber quais os que são úteis para as decisões que eu quero tomar. Isso é o que conta ao final do dia". No decorrer da apresentação foram apresentadas diversas formas técnicas de explorar e tirar partido desses dados.

Os instrumentos legais de gestão levados a cabo pelo CEAGP - Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública, que envolve 19 instituições, foram demonstrados por Henrique O'Neill, professor associado do ISCTE. Segundo o professor, o trabalho de formulação da estratégica deve cumprir três fases: a da caracterização do organismo público, a missão comunicacional, o diagnóstico estratégico e o operacional de onde sai uma matriz de prioridades a desenvolver e uma proposta de solução. "Os valores da instituição são pilares fulcrais nos indicadores de desempenho. Os instrumentos legais e de gestão são outros componentes que constituem avaliação para esta abordagem metodológica", resumiu Henrique O"Neill.

José Carlos Ramos, da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, concretizou o exemplo bem sucedido em matéria de Business Intelligence da instituição que representa, bem como António Gameiro Marques, Chief Information Officer da Marinha, que também desvendou a experiência daquele organismo do Estado na gestão estratégica de portfolio e de projetos.

A necessidade de gestão da informação de referência também levou à aplicação do Business Intelligence no Banco de Portugal, como ficou demonstrado na apresentação de Manuel Sequeira cuja arquitetura dividiu em negócio, concetual e tecnológica. Os Bancos da Sérvia e da Alemanha estão a procurar adaptar alguns destes processos e experiências portuguesas de BI. "São agregados estatísticos que permitem também agregar o setor ao país", disse Manuel Sequeira para justificar o interesse de bancos estrangeiros na estratégia nacional.

Uma das apresentações que mais questões suscitou entre a audiência foi a de Paulo Rui Oliveira, da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), nomeadamente no que concerne aos contribuintes a inspecionar: "Dantes a seleção de contribuintes para inspeção era feita com base em critérios estáticos. Neste momento existe um sistema que permite a criação, gestão e avaliação de critérios de seleção de contribuintes. O cruzamento dessa informação fiscal leva à deteção de divergências e faltas declarativas das obrigações fiscais dos contribuintes". Apesar de alguma contestação, Paulo Rui Oliveira reconheceu a importância da AT combinar conteúdos numa só unidade de informação.

O Portal Base de contratos públicos online, cuja base de dados é alimentada permanentemente pelo Diário da República Eletrónico, plataformas eletrónicas e entidades adjudicantes aos contratos e execução dos mesmos, foi alvo de atenções por parte de Isabel Rosa, atualmente aluna de Doutoramento. O Portal Base recorre ao BI, como explicou Isabel Rosa: "O Business Intelligence é uma ferramenta que nos dá a capacidade de olharmos para o passado e situarmo-nos no futuro".

Nelson Trindade, da SocioSistemas, ressalvou que a questão da mudança em sistemas complexos tem de ser feita através de lógicas fluídas. "Não há preto nem branco, há cinzento muito escuro e cinzento muito claro. Para se fazer a mudança em sistemas complexos temos que ir além do óbvio. As soluções não são contínuas, são feitas em "S", ou seja, nascem, crescem, decaem e morrem. Quem antecipa a nova curva enriquece. Fazer mais e melhor não chega; é preciso fazer diferente", provocou o professor.

O professor do ISEGI, Fernando Bação, concluiu que "o valor da informação aumenta com a sua exactidão", enquanto apresentou um modelo próprio sobre como criar organizações inteligentes.

O Grupo de Business Intelligence (BI) existe desde o último trimestre de 2012, e é composto por elementos da administração pública, professores universitários e representantes de empresas de BI.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Conferência: Serviço Público Inteligente




A APDSI vai realizar a conferência intitulada "Serviço Público Inteligente - Sistemas de Business Intelligence, decidir com base em informação de qualidade". A preleção está marcada para o dia 15 de maio de 2013, no Auditório B, da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa  (Campus de Campolide, 1099-085 Lisboa). Este encontro é organizado pelo Grupo de Trabalho de Business Intelligence na Administração Pública da APDSI.

A participação na conferência é gratuita para os sócios da APDSI, com a quotização em dia e convidados especiais. Para os restantes participantes implica o pagamento de 30 euros, que incluem o valor da quota de 2013. As participações estão sujeitas a inscrição prévia através do endereço de correio eletrónico secretariado@apdsi.pt e ficam condicionadas à disponibilidade de lugares do auditório.

O programa e mais informações sobre a conferência estão no sítio na web da APDSI

sexta-feira, 5 de abril de 2013

APDSI apresenta em conferência "O Papel da Sociedade da Informação na Reforma do Estado - Problema ou Solução?"


A APDSI organizou a conferência "O Papel da Sociedade da Informação na Reforma do Estado - Problema ou Solução?", que decorreu na Sala da Reitoria do Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa, a 4 de abril de 2013.

O início da conferência ficou marcado pela intervenção de Helder Rosalino, Secretário de Estado da Administração Interna, ao admitir que o Governo pretende criar um "cadastro" dos funcionários públicos. A medida foi anunciada na sequência do reconhecimento de que a organização do emprego público é uma das áreas onde ainda não ocorreram reformas do Estado e na qual as novas tecnologias têm um papel fundamental.

Já Edwin Lau, Chefe da Divisão de Reforma do Setor Público da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, constatou, como ponto de partida para a sua intervenção por videoconferência, que "a confiança no Governo Português tem vindo a decrescer". Segundo os dados apresentados pelo especialista da OCDE, Portugal está entre os países onde os cidadãos menos usam a Internet para interagir com os organismos públicos. Edwin Lau destaca algumas "ajudas" de que o Governo precisa e às quais pode recorrer neste âmbito. "Ambientes atrativos para os utilizadores, soluções integradas e instrumentos públicos que guiem o utilizador no contexto da governance digital", aponta.

Luís Vidigal, da Direção da APDSI e Investigador do Centro de Administração e Políticas Públicas - CAPP, começou por dizer que a digitalização e o e-Government podem contribuir para a redução dos custos da administração pública com as novas tecnologias. Para sustentar esta afirmação, Luís Vidigal deu o exemplo de várias medidas projetadas e concretizadas por diversos países onde o e-Government é prioritário. "Hoje em dia conseguimos muitas autonomias. O processo público pode ser partilhado com a sociedade numa co-produção de valor. Esta é uma opção política e não tecnológica porque as tecnologias permitem o que se quiser", descreveu.

Na sua apresentação, Luís Vidigal deixou, ainda, aquela que será uma pergunta frequente do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: "Como é que as tecnologias podem melhorar a vida dos cidadãos?"

Afonso Silva, presidente da eSPap - Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, lembra que parte da solução na redução da despesa pública e na melhoria da tomada de decisão e políticas públicas, passa por uma alteração da própria génese da administração pública que é "dispersa, complexa, com uma cultura muito enraizada de “torreões” de opacidade de informação". A simplificação e desmaterialização de processos foram apontadas como alternativas a seguir.

Jorge Coelho, professor da Universidade do Minho, reconhece que é impossível gerir bem as TIC sem uma boa organização das instituições porque "verifica-se uma discrepância entre o investimento feito e as vantagens daí resultantes. Muitas vezes as estratégias não são claras. A governação das TIC acaba por não estar articulada com a governação dos processos".

A uniformidade de ofertas de cloud computing para garantir a mobilidade entre fornecedores e promover a internacionalização, foi o foco que mereceu a atenção de Paulo Calçada, presidente da Associação Eurocloud Portugal. O alinhamento com a tendência internacional de cloud computing foi a principal preocupação demonstrada pelo especialista para uma estratégia de consolidação das TIC na administração pública. Paulo Calçada diz que a cloud é "um modelo flexível que permite criação de estratégias a curto, médio e longo prazo".

Controlar para gerir melhor, é a linha defendida por José Maria Pedro, diretor de Tecnologias da Informação na Inspeção Geral das Finanças que aponta para o momento actual no qual não vê o devido retorno dos esforços feitos em investimento tecnológico. "Estamos com sérios problemas de investimentos neste momento. Quem produz e quanto custa aquilo que se produz? O desafio não está cumprido de maneira nenhuma". José Maria Pedro refere, contudo, o sucesso obtido no ano passado com o processo informatizado de entrega dos formulários de IRS. "Quando automatizamos um processo poupamos dinheiro à administração pública e aos próprios cidadãos", congratula-se. 

No primeiro painel da tarde as apresentações englobaram-se no sub-tema "Impacto na Economia e na Sociedade". A questão foi abordada por Paulo Neves, presidente da AMA - Agência para a Modernização Administrativa, que vê Portugal na linha da frente do atendimento simplificado ao cidadão. "O cidadão não se deve desdobrar entre inúmeros balcões. O futuro passa por um ponto único de contato que acompanhe os múltiplos eventos de vida do cidadão", aponta. Atendimento em modo integrado e multiplicação dos canais disponíveis serão, no entender de Paulo Neves, os caminhos a perseguir pela AMA.

A análise às múltiplas manifestações de cidadania apoiadas pelas plataformas de redes sociais, esteve no centro da apresentação de Ana Neves. A responsável pelo "Cidadania 2.0" sublinha que as ferramentas sociais nos dão o poder de escolher e de mudar algo na sociedade: "Os cidadãos até estão dispostos a dar dinheiro se sentirem que esse investimento lhes é benéfico, atribuído de forma transparente".

José Mouraz Lopes, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, referiu-se à pouca eficácia que as novas tecnologias estão a ter na área da justiça. "Na justiça administrativa e fiscal há pendências desproporcionadas aos meios existentes, o sistema processual é complexo e há falta de meios humanos", lamentou o presidente. Reorganização, simplificação e diferenciação seriam as soluções mais indicadas para a justiça se adaptar aos novos tempos, no entender de José Mouraz Lopes.

Célia Silva, chefe de divisão da direção de serviços da DGAE - Direção-Geral das Atividades Económicas levantou a questão da simplificação e desburocratização através de procedimentos eletrónicos. Segundo Célia Silva, o objetivo da adoção das TIC na DGAE passa por "incentivar o investimento na indústria através da simplificação de procedimentos e desmaterialização de processos".

Henrique Martins, presidente da Comissão para a Informatização Clínica, mostrou-se preocupado com as discrepâncias que ainda existem na linguagem informática entre hospitais públicos e privados e também pelos centros de saúde e hospitais que não "falam" entre si. Contudo, o médico deu o exemplo positivo da telemedicina e da Plataforma Dados Saúde, que prevê a desmaterialização completa do circuito da receita médica. "A plataforma pode reduzir custos, aumentar a segurança e ajudar a reformar o Estado no setor da Saúde. Este é um sistema de partilha de serviços web entre bases de dados distintas que têm, cada uma delas, um pouco da nossa história clínica", explicou Henrique Martins.

Por seu lado, João de Freitas, coordenador do grupo permanente da educação na APDSI, lamenta que as TIC tenham desaparecido da agenda principal do Ministério da Educação. Identificando alguns pontos nos quais os jovens portugueses se destacam entre a média europeia, como os jogos e as redes sociais, João de Freitas diz que continua a ser importante levar os mais jovens a filtrarem o "tsunami de conteúdos" que hoje se nos apresenta.

No encerramento da sessão, José Tribolet, professor do Instituto Superior Técnico, Luís Bento, da Associação Portuguesa para a Gestão de Pessoas, João Confraria, Vogal da ANACOM e João Proença, Secretário-Geral da UGT, debateram a questão das TIC serem "problema ou solução para a Reforma do Estado?".

A conferência, que reuniu cerca de uma centena de participantes, decorreu ao longo de quinta-feira, dia 4 de abril de 2013, na Sala da Reitoria do Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa e foi acompanhada, por videoconferência, pela Universidade Fernando Pessoa, do Porto, pela Universidade do Minho e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Governo reconhece a necessidade de criar "cadastro" dos funcionários públicos


Helder Rosalino, Secretário de Estado da Administração Interna, admitiu, na conferência que a APDSI promove durante o dia de hoje no Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa, que o Governo pretende criar um "cadastro" dos funcionários públicos.

A medida foi anunciada na sequência do reconhecimento de que a organização do emprego público é uma das áreas onde ainda não ocorreram reformas do Estado e na qual as novas tecnologias têm um papel fundamental. "A administração pública ainda apresenta alguma deficiência na base de dados que continua a não ter informação sobre todos os seus funcionários. O ideal seria que essa base de dados tivesse o "cadastro" de todos, o que permitiria informação de apoio à definição de políticas públicas que têm de ser implementadas no contexto actual e no pagamento de salários num único sistema", alertou o Secretário de Estado da Administração Interna.

A gestão, organização, emprego, tecnologias e formação de recursos humanos foram apontadas como as áreas onde tem havido mais mudanças no âmbito desta reforma do Estado. "As políticas do Governo nas áreas tecnológicas enquadram-se nos desafios de reforma da administração pública, face ao difícil ajustamento que Portugal está a enfrentar", lembra Helder Rosalino. O Secretário de Estado falou, ainda, das sinergias de "entidades complementares que prestam um mesmo serviço" dando o exemplo da fusão de três Direções Gerais que se verificou na área tributária. “Hoje temos uma atividade tributária que continua a progredir", ressalvou.

Reconhecendo que os serviços partilhados são uma das mais-valias das atuais mudanças que têm ocorrido na administração pública, Helder Rosalino sublinhou, ainda, que "as TIC são uma das áreas centrais na implementação das medidas do plano de atuação do Governo. O plano estabelece a necessidade de reduzir estruturas tecnológicas, racionalizar custos com recursos humanos e operacionais maximizando os benefícios que o nosso país tem na área das novas tecnologias".

O Secretário de Estado concluiu que a reforma deve ser entendida como um processo contínuo, num constante ajuste às condicionalidades financeiras do país.

Falta de confiança no Governo pode estar a afastar os portugueses da Internet

Edwin Lau, Chefe da Divisão de Reforma do Sector Público da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, constatou, como ponto de partida para a sua intervenção por videoconferência, que "a confiança no Governo Português tem vindo a decrescer".

Segundo os dados apresentados pelo especialista da OCDE, Portugal está entre os países onde os cidadãos menos usam a Internet para interagir com os organismos públicos. Edwin Lau destaca algumas "ajudas" de que o Governo precisa e às quais pode recorrer neste âmbito. “Ambientes atrativos para os utilizadores, soluções integradas e instrumentos públicos que guiem o utilizador no contexto da governance digital", aponta.

Nesta apresentação ficou a saber-se que apenas 27% dos jovens entre os 16 e os 24 anos usam a Internet para interagir com os serviços governamentais, contra os 50% que já a usam na faixa etária entre os 25 e os 54 anos. A quase totalidade das grandes empresas já recorrem à web para os serviços da administração pública mas só 72% das pequenas e médias empresas o fazem.

De acordo com as recomendações de Edwin Lau a solução para contrariar estas percentagens passa por aumentar a confiança no governo e recorrer os social media como forma de aproximação aos cidadãos mais jovens. Para as pequenas empresas esse caminho passará, no entender do especialista, por tornar os benefícios mais claros.

A conferência da APDSI, que reúne cerca de uma centena de participantes, está a decorrer ao longo desta quinta-feira, dia 4 de abril de 2013, na sala da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, e conta com a participação, por videoconferência, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, da Universidade do Minho e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Conferência: O Papel da Sociedade da Informação na Reforma do Estado - Problema ou Solução?



A APDSI vai realizar uma conferência, intitulada "O Papel da Sociedade da Informação na Reforma do Estado", no próximo dia 4 de abril de 2013, entre as 9h00 e as 18h00, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Campolide), que também vai decorrer em videoconferência com várias universidades do país.

A inscrição para a conferência, coordenada pelo Dr.Luís Vidigal, é gratuita para os sócios com a quotização em dia e convidados especiais. Para os restantes participantes a inscrição implica o pagamento de 30 euros, que incluem a quota de 2013. Em ambos os casos deverá ser feita através do e-mail secretariado@apdsi.pt.

Ao longo dos últimos trinta anos as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) tiveram um papel determinante na transformação do aparelho do Estado, induzindo nalguns setores verdadeiras roturas e quebras de paradigmas vigentes, mas infelizmente este percurso nem sempre foi linear e cumulativo, pois os vários governos que entraram neste processo nem sempre souberam reconhecer a herança recebida, preferindo reinventar soluções em vez de reaproveitar os progressos já alcançados e inovar nos sistemas de informação através da criação de valor mais sustentada e participada.

As iniciativas e programas de e-Government conquistaram um papel de indiscutível relevo na agenda política dos governos de todo o mundo, constituindo um dos temas centrais nas discussões sobre a modernização das administrações públicas, desburocratização e competitividade. Neste domínio Portugal atingiu, no passado recente, notoriedade internacional pela diversidade de realizações e inovação evidenciadas no desenvolvimento de vários programas que é importante dar continuidade no futuro, apesar da adversidade das atuais circunstâncias financeiras.

Na sequência da Conferência realizada em 2012 sobre desmaterialização de processos e dada a recente alteração verificada nas diversas estruturas coordenadoras das TIC na administração pública, num contexto em que se questiona o atual modelo do Estado, a APDSI propõe-se fazer um ponto de situação e refletir sobre o papel das tecnologias da informação na melhoria do funcionamento dos serviços públicos, procurando deste modo dar um contributo da sociedade civil para a discussão em curso sobre a reforma do Estado.

Veja aqui o programa.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

APDSI apresenta a Internet e as Redes Sociais como formas de potenciar negócios


"Internet, Negócio e Redes Sociais - Um Caminho para a Internacionalização" foi o tema da conferência da APDSI que decorreu no auditório do ISEGI, no Campus de Campolide, da Universidade Nova de Lisboa, a 24 de Maio.


A conferência teve coordenação do Prof. Ramiro Gonçalves e sub-coordenação do Eng. Jorge Pereira. Leia a notícia e veja as apresentações dos oradores já disponíveis no sítio na web da APDSI.